quinta-feira, 6 de agosto de 2009

CONSELHO DE ÉTICA ARQUIVA 4 AÇÕES CONTRA SARNEY

O presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), aliado do presidente do Senado, decidiu nesta quarta-feira (5) pelo arquivamento de quatro ações contra José Sarney (PMDB-AP) e de uma contra o líder do partido, Renan Calheiros (AL). A medida já era esperada, por causa proximidade entre os três parlamentares e pela articulação promovida pelos defensores do maranhense eleito pelo Amapá. Conforme o peemedebista fluminense, as denúncias não tinham legitimidade para que fosse aberta uma investigação contra os acusados de quebra de decoro, uma vez que se baseavam em reportagens vazias, já que não havia evidências de irregularidades. "A denúncia não pode ser uma mera coletânea de matérias de jornais. Plantam-se matérias em jornais para ajuizar medidas judiciais. Se permitir esse tipo de procedimento, o poder Legislativo nada mais fará senão processar seus membros", endossou o corregedor da Casa, Romeu Tuma (PTB-SP).

pmdb da Bahia

Roteiro de Jucá exclui Dilma e Sarney da ‘Petro-CPI’

Instalada às vésperas do início do recesso de julho, a CPI da Petrobras começa a “trabalhar” nesta quinta (6).
O ato inaugural será a apresentação do plano de trabalho do relator da comissão, Romero Jucá (PMDB-RR).
Líder de Lula no Senado, Jucá elaborou um roteiro que submete a “investigação” aos interesses do governo.
Admite acomodar na cadeira de depoentes dirigentes da Petrobras e da ANP (Agência Nacional do Petróleo). Porém...
Porém, não passa pela cabeça de Jucá arrastar para o banco da CPI a ministra-candidata Dilma Rousseff.
Dilma preside o Conselho de Administração da estatal petroleira desde 2003. Sua convocação está nos planos da oposição. E vai ficar nisso.
Há na CPI 11 senadores. Desse total, oito rezam pela cartilha do consórcio governista. Só três pertencem às fileiras oposicionistas.
Não bastasse a maioria sufocante, o governo controla os dois postos de mando da CPI. O relator Jucá terá a seu lado o presidente João Pedro (PT-AM).
Jucá trama excluir da CPI também a Fundação José Sarney, brindada com patrocínio de R$ 1,4 milhão da Petrobras.
Suspeita-se que um pedaço da verba tenha sido desviado. O Ministério Público abriu investigação.
Para tucanos e ‘demos’, trata-se de um tema incontornável. Para Jucá, nem tanto. Em privado, o relator esgrime o seguinte raciocínio:
Embora o dinheiro do patrocínio à fundação tenha saído das arcas da Petrobras, a liberação foi autorizada pelo Ministério da Cultura, com base na Lei Rouanet.
Segundo a tese de Jucá, cabe ao ministério e não à Petrobras zelar pela boa aplicação da verba. Portanto, a encrenca não seria objeto para a CPI.
Antes do recesso, a oposição protocolou um lote de cerca de três dezenas de pedidos de convocação de autoridades.
Jucá planeja converter as intimações em convites. Os depoentes comparecerão à CPI, por assim dizer, expontaneamente.
De resto, o líder de Lula acomodou no fim da fila das “apurações” os temas mais espinhosos.
Fica para o ano que vem, por exemplo, a denúncia de superfaturamento nas obras da Refinaria Abreu e Lima, tocada pela Odebrecht e investigada pelo TCU e pela PF.
São seis os principais temas listados no requerimento que resultou na instalação da CPI, de autoria de Alvaro Dias (PSDB-PR):
1. Fraudes nos pagamentos de royalties do petróleo;
2. Indenizações milionárias autorizadas pela ANP a usineiros;
3. Irregularidades na aplicação de verbas de patrocínios da Petrobras.
4. Malfeitorias em licitações de plataformas de exploração de petróleo;
5. Superfaturamento nas obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco;
6. Manobra fiscal da Petrobras que, segundo a Receita, teria privado o fisco do recolhimento de R$ 4,3 bilhões em tributos.
A investigação vai durar seis meses. Graças às protelações do governo, a encrenca foi empurrada para o calendário do ano eleitoral de 2010.

manchetes desta quinta

- Globo: Sarney diz que acusações são 'menores' e não sai

- Folha: Sarney obtém 1ª vitória no Senado

- Estadão: Conselho de Ética arquiva 4 denúncias contra Sarney

- JB: Volta às aulas só dia 17

- Correio: Plano de saúde inclui PM e bombeiro

- Valor: Riscos de ativos privados entram na mira da CVM

- Estado de Minas: Emergências terão remédio da gripe suína

- Jornal do Commercio: Relator vê exagero no preço da limpeza

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

No plenário, Sarney diz que não vai deixar presidência


No plenário, Sarney diz que não vai deixar presidência do Senado
Denúncias são 'campanha' para tentar desestabilizá-lo, disse.
Ele negou envolvimento com desvio de recursos e atos ilícitos.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou nesta quarta-feira (5) em pronunciamento no plenário da Casa que não vai deixar a presidência do Senado. Segundo Sarney, as denúncias contra ele são uma “campanha” para tentar desestabilizá-lo.
Ele afirmou que continuará no cargo porque foi eleito para presidir a Casa e que nenhum senador poderá ordenar que saia. “Permaneço pelo Senado, para que saiba que me fez presidente para cumprir meu mandato.” Disse estar tomando todas as medidas administrativas necessárias para melhorar o funcionamento da Casa.
“Avaliei que as críticas que me fizeram eram só rescaldo da eleição, mas eram mais profundas, faziam parte de um projeto político e de uma campanha para desestabilizar-me”, disse Sarney.
“Hoje não se fala mais em crise administrativa do Senado, ela sumiu. Toda a mídia e alguns senadores a atribuem a mim. Nao dizem o que fiz de errado ou porque devo receber punição”, disse Sarney.
Ele destacou seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas disse que seu maior compromisso é com a Casa. “Tenho posição política de apoio ao presidente Lula. Meu dever é para com o Senado."
Sarney destacou ter sido sempre um homem “pacífico” e elencou fatos de sua biografia. Ele mencionou seu protesto contra a cassação de deputados durante a ditadura militar e contra o Ato Institucional 5 (AI-5), que restringiu liberdades.
Sobre as acusações feitas contra ele no Conselho de Ética, Sarney destacou que todas são baseadas em "denúncias de jornal". Ele nega que qualquer uma delas comprove fato ilícito.

Salários de Kassab e secretários podem subir para R$ 18 mil

O novo valor corresponde a 90,25% do salário de um ministro do STF.
Líder do governo diz que aumento não vai gerar impacto na folha.
Por meio de um projeto de lei, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo quer reajustar para R$ 18 mil o salário do prefeito Gilberto Kassab (DEM), da vice, Alda Marco Antonio, e dos 26 secretários. O valor, segundo líderes da Casa, tem como referência os vencimentos de nove secretários que já recebem, em média, R$ 17.300, divididos da seguinte forma: R$ 5.300 de salário e mais dois jetons de R$ 6 mil cada um.
Ao todo, 16 secretários aumentam os salários com a participação remunerada nos conselhos fiscais e administrativos das empresas de economia mista.
Na volta do recesso, nesta semana, o primeiro projeto protocolado foi o que prevê um aumento do teto do funcionalismo municipal em 78,5% - de R$ 12.384,06 (teto do prefeito) para R$ 22.111,00 (teto do Judiciário). As principais lideranças já defendiam ontem o reajuste para os secretários em R$ 18 mil e a exclusão dos jetons. “Não haverá impacto na folha de pagamento do município com a mudança. Nesse caso, o aumento do teto poderá até causar economia, porque vão acabar os pagamentos dos jetons e haverá um vencimento único”, defendeu o líder de governo, José Police Neto (PSDB).
O novo limite de teto defendido por Kassab corresponde a 90,25% do salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e equivale ao teto do Tribunal de Justiça. Na sexta-feira (31), Kassab informou em nota oficial que vai abrir mão de um provável reajuste em seu salário. Principal representante do funcionalismo na Câmara, o vereador Cláudio Fonseca (PPS), também presidente do Sindicato dos Professores Municipais, avalia que o aumento deve ser estendido aos 147 mil servidores. “Eu acho que a mesa tem de pensar no restante do funcionalismo”, argumentou. O vereador, contudo, concorda que a exclusão dos jetons e a criação de um vencimento único poderá não resultar em mais gastos.

Meirelles ouve de senadores pedidos para ser candidato

Em audiência no Senado para discutir assuntos econômicos, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, acabou ouvindo pedidos de senadores para que concorra a algum cargo nas eleições de 2010.
Numa sessão de baixo quórum da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), disse que "é muito favorável" que Meirelles dispute as eleições.
"Obrigado pelos desejos e recomendações expressos sobre o futuro", limitou-se a responder Meirelles.
Em seguida, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) afirmou o desejo "mais do que nunca" de ter Meirelles à frente da disputa pelo governo de Goiás. O presidente do BC apenas riu.
O presidente da CAE, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), brincou: "O presidente (do BC) vai sair daqui já candidato".
Existe a expectativa de que Meirelles filie-se a algum partido político até o final de setembro, para que possa se lançar candidato para as eleições de 2010. O presidente do BC não confirma a intenção, dizendo até o momento que está totalmente dedicado à sua função como autoridade monetária.
Em 2002, Meirelles, então filiado ao PSDB, foi o candidato à Câmara dos Deputados mais votado em Goiás. Deixou o partido, para assumir o comando do BC.

Borges: entendimento no Senado não é mais possível

O senador Gilvam Borges (PMDB-AP) disse hoje que não há mais a possibilidade de entendimento entre os senadores que apoiam a permanência de José Sarney (PMDB-AP) na presidência da Casa e os que defendem a licença do peemedebista do cargo. "A possibilidade de entendimento se exauriu. Não há como recuar. Estamos na beira de um precipício e alguém terá de ser sacrificado", afirmou o parlamentar, que é membro do Conselho de Ética e integra a chamada "tropa de choque" de Sarney.
Gilvam Borges avaliou que as ações registradas no Conselho de Ética serão resolvidas em plenário, uma vez que a oposição pretende recorrer caso as denúncias contra Sarney sejam arquivadas. O presidente do Senado é alvo de 11 ações no Conselho de Ética, cinco representações e seis denúncias. Ele é acusado de responsabilidade pela contratação de aliados e parentes por meio de atos secretos e de desvio de dinheiro destinado pela Petrobras à Fundação José Sarney e distribuído para empresas fantasmas e da família dele. O colegiado vai se reunir hoje para analisar as primeiras ações.
Borges ressaltou ainda que seria "hipocrisia" dizer que os membros do colegiado votarão com imparcialidade. "É impossível a imparcialidade. Todos são membros de partidos e não podemos viver na hipocrisia. Os partidos têm posição", disse. "Não há o que temer. Precisamos ter posições claras e objetivas. Durante seis meses o PMDB ficou na parede sangrando, só observando, mas agora terá uma posição firme."

Conselho recebe representação do PMDB contra Virgílio

Acusação é de que um servidor do parlamentar estudou 13 meses na Espanha com salários pagos pelo senado.
O Conselho de Ética do Senado recebeu representação do PMDB contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Assinada pela presidente em exercício do partido, deputada Íris de Araújo (GO), a pedido da cúpula da legenda no Senado, a representação acusa o tucano de quebra do decoro parlamentar. A representação não foi surpresa para Virgílio, que tinha sido avisado pelo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), de que seu partido não perdoaria o fato de o PSDB ter levado o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ao Conselho de Ética.
De acordo com a acusação, um servidor do gabinete de Virgílio ficou 13 meses estudando na Espanha com os salários pagos pelo Senado. Em consequência da denúncia, o líder do PSDB está devolvendo ao Senado, parceladamente, um total de R$ 210 mil.

Mendes: crise 'sequencial' faz Senado parecer Bolívia

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, defendeu hoje uma solução política para o Senado e disse que a Casa vive uma "crise sequencial", se assemelhando à Bolívia, onde "os presidentes não terminam o mandato". O ministro não quis opinar quando perguntado se o afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), resolveria a crise. "Faço toda a torcida para que se encontre uma solução política para isso. Não é razoável que uma casa tão importante quanto o Senado fique paralisada por conta de uma profunda e grave crise política."
Mendes disse que "talvez a gente encontre meios e modos de tratar institucionalmente isto (a crise). Que não mais se repita, porque na verdade nós estamos vivendo uma crise sequencial. Já há algum tempo o Senado não encontra meios e modos de um funcionamento regular. Praticamente, o Senado hoje está parecendo a Bolívia. Os presidentes não terminam o mandato ou ficam ameaçados de perdê-lo".
O presidente do STF evitou se posicionar sobre decisão judicial que proibiu o Estado de noticiar reportagens sobre a investigação da Polícia Federal (PF) contra o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Casa. Ele disse que não iria emitir juízo sobre a decisão do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), que concedeu liminar impedindo o jornal de publicar conversas telefônicas gravadas pela PF, com autorização judicial, no âmbito da Operação Faktor, originalmente denominada Boi Barrica. "Nós não devemos ficar exasperados apenas porque houve uma decisão judicial", afirmou. "Certamente haverá recurso, o tribunal vai se pronunciar e depois também poderá haver recurso para os tribunais superiores. É assim que a democracia anda, é assim que funciona o Estado de Direito."
Vazamentos
Mendes, no entanto, aproveitou para mais uma vez criticar vazamentos de investigações, que atribui à PF. "Tenho criticado e vou continuar criticando, reputo abuso de autoridade, fato grave, vazamentos parciais, manipulação de vazamentos, tudo isso é lamentável. Isso foi, inclusive, uma política institucional. Até pouco tempo a Polícia Federal tinha um departamento de vazamentos de informação. Na gestão Paulo Lacerda havia um propósito de vazar, às vezes até para achincalhar, para denegrir a imagem das pessoas."

O PT reforçou o apoio

O PT reforçou , o apoio para a permanência de José Sarney (PMDB-AP) na presidência da Casa ao manter a posição pela licença temporária e não aceitar um convite de outros quatro partidos (DEM, PSDB, PDT e PSB) para pedir a renúncia do senador ao cargo.
A decisão do PT acabou fortalecendo Sarney e deixando isolados os senadores que defendiam a renúncia - ao final do dia, todos os partidos optaram por manter apenas o pedido de afastamento de Sarney.
Se o PT tivesse concordado com a renúncia, os demais partidos fariam o mesmo, tornando inviável a permanência de Sarney no comando do Senado. Em um plenário de 81 senadores, os cinco partidos juntos somam 46 votos - 14 do DEM, 13 do PSDB, 12 do PT, cinco do PDT e dois do PSB.

Sarney vai mostrar que é 'bom de briga'

Sarney vai mostrar que é 'bom de briga', diz assessor sobre discurso desta quarta
Presidente do Senado vai falar da tribuna da Casa nesta tarde.
Assessor garante que José Sarney não vai renunciar.
O discurso que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deve fazer na sessão desta quarta-feira (5) vai mostrar que ele "é bom de briga", segundo relatos ao G1 de um conselheiro do peemedebista que acompanhou a elaboração do texto. O assessor também garantiu que Sarney não vai renunciar ao cargo. "Não há possibilidade", disse.
Sarney programou a sua fala para as 15h, mesmo horário em que o Conselho de Ética se reunirá para analisar quatro ações contra ele e uma contra o líder do PMDB, Renan Calheiros

LEUR DIZ QUE POSIÇÃO DE CADEIRAS É “BESTEIROL”

O líder do PMDB na Assembleia Legislativa, Leur Lomanto Jr., declarou que não fará qualquer orientação à bancada sobre a posição que o partido deve assumir agora. Ele mantém o discurso moderado e recomenda apenas que os seus comandados votem em favor dos projetos que sejam de interesse da sociedade baiana. Conforme o parlamentar, a decisão final sobre o rompimento ou permanência no governo será tomada em uma reunião com os integrantes da sigla, que deverá acontecer nesta sexta (7) ou na próxima segunda (10). Mesmo se o entendimento for pela separação, ele rechaça a possibilidade de a bancada migrar para a ala da minoria, como sugerido pela correligionária Maria Luiza. “Todos apoiarão a candidatura do ministro Geddel. Isso é fato. Mas se houver rompimento, vou defender a manutenção da postura de independência. Sou contra a ida para o bloco de oposição. Essa questão de posição de cadeira é um besteirol. Eu mesmo sento de lado em um dia, sento no outro depois. É uma bobagem isso”, retrucou.

deputada estadual Maria Luiza Carneiro (PMDB) voltou a defender nesta terça-feira (4) o rompimento imediato do partido com o governo da Bahia. A parlamentar considera a candidatura do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, irreversível e sentencia que o caminho da legenda na Assembleia Legislativa é a oposição. “Não existem cadeiras em três filas. Ou se está em um lado ou se está no outro. Quem não está no governo está do outro lado”, declarou. A peemedebista afirmou, entretanto, que o processo de separação deve ser tranquilo e que ela não fará oposição sistemática. “Continuarei a votar nos projetos de interesse dos baianos”, disse. A deputada não acredita ainda que a postura inviabilize o segundo o palanque estadual da possível indicação do PT para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, concorrer à presidência da Republica. Conforme ela, a sigla ainda não agendou a reunião de bancada que deverá por fim à agonizante aliança PT-PMDB na Bahia.

PMDB VAI ASSUMIR INDEPENDÊNCIA NA ASSEMBLEIA

A informação não deve surpreender mais ninguém, mas com a confirmação da candidatura do ministro Geddel Viera Lima (Integração Nacional) ao governo do estado, a bancada do PMDB vai assumir postura independente na Assembleia Legislativa. Já dá para ouvir aquele velho discurso: “apoiaremos o que for bom para a Bahia”. Daqui a pouco essa frase será proferida pelo líder do partido na Casa, deputado Leur Lomanto. Mesmo assim, Arthur Maia e Maria Luiza vão dar de ombros porque já estão na oposição há tempos.

pmdb da Bahia

a tarde

nem que seja para perder........

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) tiveram uma discussão séria com Ciro Gomes (PSB-CE) sobre esasa história de candidatura ao governo de São Paulo. Ambos acham que Ciro está sendo usado pelo PT, e essa conversa é apenas para evitar que Ciro prepare um projeto nacional e, na hora H, o PT paulista khe puxará o tapete e lançará um nome da sua bancada para a disputa contra os tucanos, nem que seja para perder.

Petrobras: a quarta maior das Américas

Segundo um estudo inédito da consultoria Economatica, a Petrobras é a quarta maior empresa em valor de mercado num ranking que reúne companhias dos EUA e da América Latina.
À frente da estatal somente as americanas, ExxonMobil, Microsoft e Wal Mart. O valor da Petrobras em bolsa é de 173 bilhões de dólares - está, aliás, nos calcanhares do Wal Mart, que vale 194 bilhões de dólares.
No final de 2008, o mesmo ranking dava a Petrobras o décimo-sétimo lugar. Foi o maior avanço no ranking das 25 maiores, que tem 23 empresas americanas e duas brasileiras - a outra é a Vale, que ocupa o 22º lugar.
Impressiona o rol de empresas ícones do capitalismo americano que valem menos do que a Petrobras: Johnson & Johnson, Procter & Gamble, IBM, AT&T, Apple, General Electric, Google, Texaco e Coca-Cola, entre outras.

manchetes desta quarta

- Globo: Cerco à mídia venezuelana é condenado, menos no Brasil

- Folha: Governo pretende ficar com 80% do petróleo do pré-sal

- Estadão: Decisão do PT fortalece Sarney

- JB: Desigualdade de renda caiu durante a crise

- Correio: Gripe Suína: Colégio Militar suspende aulas

- Valor: Sobra crédito à exportação e US$ 16 bi retornam ao BC

- Estado de Minas: Tesouro do Brasil desperta a cobiça em todo mundo

- Jornal do Commercio: Limpeza do Recife nas mãos do TCE

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Crise deve ser tratada no Conselho de Ética, diz Jucá

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse hoje que as agressões entre senadores do PMDB e do PSDB não contribuirão em nada para a Casa. "Enquanto for uma briga política, faz parte do jogo democrático. O que não pode é virar uma briga de rua, uma briga fortuita", afirmou. Segundo ele, a crise política do Senado - deflagrada após denúncias de irregularidades contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP) - deve ser levada para o âmbito do Conselho de Ética e os senadores não devem discutir o assunto no plenário. "O Conselho deve funcionar normalmente e, por isso, a maioria deve tomar a decisão de julgar." No colegiado, 10 das 15 vagas são dos governistas que apoiam Sarney.
Jucá disse ainda que os senadores precisam discutir uma pauta de votações para o semestre. "A posição do governo nesta questão continua a mesma: a de que o problema é do Senado e deve ser resolvida pelo Senado, sem a interferência do governo federal", afirmou. Esse semestre é importante para o governo em razão da votação do marco regulatório do petróleo do pré-sal - camada abaixo do leito marinho -, que deve ser encaminhado ao Congresso até o dia 20 deste mês, pelo projeto de inclusão da Venezuela no Mercosul e também pela nova lei eleitoral.
12h - Jucá disse ainda que os senadores precisam discutir uma pauta de votações para o semestre. "A posição do governo nesta questão continua a mesma: a de que o problema é do Senado e deve ser resolvida pelo Senado, sem a interferência do governo federal", afirmou. Esse semestre é importante para o governo em razão da votação do marco regulatório do petróleo do pré-sal - camada abaixo do leito marinho -, que deve ser encaminhado ao Congresso até o dia 20 deste mês, pelo projeto de inclusão da Venezuela no Mercosul e também pela nova lei eleitoral.

Costa nega ter recebido proposta para presidir Senado

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, negou que tenha recebido alguma proposta para ocupar a presidência do Senado, por indicação do seu partido, o PMDB, numa eventual renúncia ao cargo do atual presidente, José Sarney (PMDB-AP). Costa é senador licenciado e há quatro anos ocupa o Ministério das Comunicações.
"Eu sou senador da República, com muito orgulho, mas não tenho nenhuma indicação oficial nesse sentido", afirmou o ministro. "Não fui abordado por nenhuma autoridade do Senado ou do meu partido sobre essa proposta", completou Costa, referindo-se às especulações em torno da indicação.

Aécio diz que problema do Senado é estrutural

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta terça-feira que o problema do Senado é "estrutural" e não deve ser personalizado. Segundo o tucano, a crise deve ser enfrentada pelos próprios senadores.
"[O problema] É um processo interno que o Senado vai ter que enfrentar. Vou repetir o que disse mais uma vez: o problema é estrutural. Não houve ao longo das últimas décadas disposição --eu não personalizo o problema, até porque seria tratá-lo de forma superficial. Não houve uma disposição de vários gestores do Senado de enfrentar a estrutura corporativa que ali se instalou", afirmou Aécio em entrevista divulgada por sua assessoria.
O governador defendeu o "saneamento" do Congresso Nacional, mas sem fragilizar a instituição. "Temos que estar muito atentos, mantermos as críticas, buscarmos esse saneamento do Congresso Nacional, mas sem levarmos ao limite da sua fragilização. Porque sem Congresso, sem representação popular, sem representação da federação não existe democracia em nenhuma parte do mundo", disse.
Aécio afirmou ainda que é difícil avaliar se a crise no Senado terá reflexo nas eleições de 2010. "É difícil você transportar esse cenário de hoje para daqui um ano", disse. Porém, descartou que exista uma relação da crise com as alianças do PMDB

No bastidor, Lula reforça ações pró-Sarney

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou nesta segunda-feira mais uma vez seu apoio a José Sarney (PMDB-AP). Publicamente, elogiou o Congresso. Nos bastidores, reforçou ações para manter o peemedebista na presidência do Senado, informa reportagem de Simone Iglesias, Kennedy Alencar e Valdo Cruz, publicada nesta terça-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Na avaliação de Lula, a queda de Sarney traria risco de ruptura da aliança entre PT e PMDB, sustentáculo do governo para enfrentar a CPI da Petrobras no Senado e embrião da eventual candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Atualmente, Lula lida com uma crise política na sua base de apoio numa Casa do Congresso na qual sempre passou sufoco. A licença ou renúncia de Sarney gerariam, pensa o presidente, um ambiente imprevisível a um ano e meio do final de seu governo e na véspera de um ano eleitoral.
Um auxiliar de Lula disse que Sarney tem demonstrado disposição de resistir. Nas palavras desse auxiliar, Sarney, como escritor, não deseja que os capítulos finais de sua vida pública sejam marcados por uma renúncia sob suspeita de irregularidades.
Depois de se reunir com Lula, o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) disse que o governo segue apoiando Sarney, que, segundo ele, não renunciará ao cargo.

Sarney pretende discursar hoje em plenário para explicar denúncias

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), estuda fazer um discurso na tarde desta terça-feira no plenário da Casa para explicar as recentes denúncias contra ele que provocaram uma crise política na instituição.
Em conversas com aliados, Sarney disse que pretende usar o discurso para colocar os "pingos nos is" sobre as acusações como uma espécie de defesa prévia para os processos que chegaram ao Conselho de Ética contra o peemedebista.
No bastidor, Lula reforça ações pró-Sarney
Sarney cogitou fazer o discurso depois do embate no plenário da Casa, nesta segunda-feira, entre os senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL).
Como a estratégia dos aliados de Sarney é não deixar um ataque sem resposta, o peemedebista está confiante para discursar aos colegas --com a certeza de que terá fiéis aliados para fazer a sua defesa.
Antes de decidir se vai efetivamente discursar, a Folha Online apurou que o peemedebista pretende avaliar o clima no plenário da Casa. Disposto a permanecer no cargo e enfrentar as denúncias, aliados de Sarney afirmam que o senador considera necessário dar uma resposta à Casa neste momento para mostrar sua força entre a maioria dos aliados.
O PMDB espera a decisão do PT sobre apoiar ou não a permanência do presidente do Senado no cargo. Com a segunda maior bancada na Casa, os petistas são considerados decisivos para que o senador continue lutando pela presidência.
O PT reúne hoje sua bancada depois que o líder do partido, Aloizio Mercadante (SP), foi desautorizado pelo Palácio do Planalto a defender, em nome dos petistas, o afastamento de Sarney.
Alguns senadores do PT, como Flávio Arns (PR), defenderam publicamente a saída de Sarney mesmo depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em campo para defender o aliado.
Outros petistas, mais afinados com o PMDB, sinalizaram nos bastidores que pretendem apoiar a permanência do peemedebista no cargo.

GEDDEL REBATE WALDENOR PEREIRA NA SOCIEDADE

Em entrevista ao programa Se liga Bocão, na rádio Sociedade AM, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, rebateu o ultimato dado pelo líder do governo na Assembléia Legislativa, Waldenor Pereira (PT), para que o PMDB entregue os mais de 100 cargos na máquina estadual. “Ele deve estar desinformado e não tem conversado com o chefe dele. Já entreguei pessoalmente os cargos ao governador. Mas, se eles querem uma formalização por escrito, vamos providenciar”, disse. Questionado por Zé Eduardo se a entrega se deu em caráter oficial, o ministro disse que tratou do assunto diretamente com Jaques Wagner. “Mais oficial do que isso, impossível!”, disparou.