sexta-feira, 6 de novembro de 2009
antiga antipatia
Além de se preocupar com a eleição dos aliados, o presidente Lula tem uma lista de políticos “marcados para morrer” na eleição de 2010. Fonte governista afirma que ele quer os aliados mobilizados para derrotar o atual líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), cujas chances de reeleição já são tão modestas quanto as de outro na lista, senador Cristovam Buarque (PDF-DF), por quem nutre antiga antipatia. Lula tem dito que vai se participar pessoalmente da campanha em Goiás do adversário do senador Marconi Perillo (PSDB), seja quem for. Oposicionista implacável, o senador Agripino Maia (RN), líder do DEM, curiosamente não está entre os políticos mais detestados por Lula.
manchetes desta sexta
- Globo: Siderúrgica aumentará em 76% emissão de CO2 no Rio
- Folha: ONU cobra do Brasil meta de emissão de gás-estufa
- Estadão: Governo quer dar poder de polícia às Forças Armadas
- JB: Beltrame: 'Rio não é violento'
- Correio: Diplomas da picaretagem
- Valor: Lula garante mais R$ 100 bi ao BNDES
- Jornal do Commercio: Tiros e 12 mortes em base nos EUA
- Folha: ONU cobra do Brasil meta de emissão de gás-estufa
- Estadão: Governo quer dar poder de polícia às Forças Armadas
- JB: Beltrame: 'Rio não é violento'
- Correio: Diplomas da picaretagem
- Valor: Lula garante mais R$ 100 bi ao BNDES
- Jornal do Commercio: Tiros e 12 mortes em base nos EUA
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Especialistas afirmam que as campanhas políticas no Brasil são as mais longas do mundo

Marqueteiros dizem que propagandas dos governos preparam o terreno para quando a campanha começa de fato
Um grupo de marqueteiros especialistas em campanhas eleitorais afirmou que o Brasil tem as eleições mais longas do mundo. De acordo com eles, as propagandas dos governos preparam o terreno para quando a campanha começa de fato.
- Nossas campanhas são as mais longas do planeta. Ela começa quando o cara toma posse.
em muitos casos o discurso de uma eleição se baseia no que foi apresentado pelo governo nos anos anteriores. Isso é possível porque a publicidade para mostrar as realizações das administrações em todas as esferas se confunde com a propaganda partidária.
- A ação institucional do governo prepara a cama para as eleições.
Ele afirmou que as propagandas do Ministério da Saúde quando o atual governador de São Paulo, José Serra (PSDB), era o ministro o gabaritou a disputar a eleição presidencial em 2002, e foi fundamental para suas vitórias seguintes em São Paulo.
- Ele saiu melhor do que entrou.
Outro exemplo foi o dinheiro gasto pelo governo Lula com propaganda governamental. Ele afirmou que “dados oficiais” mostram que a União gastou R$ 1.241,50 milhão em propaganda entre janeiro e junho de 2006, ano eleitoral e mês limite para divulgar programas do governo. Nesses seis meses, o então candidato-presidente cresceu 18% nas intenções de votos, pulando de 42%, para 60%. Pesquisa Datafolha daquela época dizia que esse crescimento foi de 14%.
- O marketing governamental constrói a imagem do governo e de seu governante para quando chegar as eleições esse trabalho já tenha sido feito.
Olha o dinheiro chinês aí......
A Petrobras assinou ontem com o China Development Bank (CDB) os contratos que concluem o financiamento de 10 bilhões de dólares e prazo de dez anos, que estava sendo negociado há seis meses. O ouro chinês será usado para fazer para andar
o Plano de Negócios 2009-2013.
Os chineses nada fazem desinteressadamente - e nem teriam por quê fazê-lo. Por isso, assim que os dólares começarem a entrar no caixa da Petrobras, a estatal passa a cumprir um outro acordo: o que a fará exportar petróleo para a Sinopec (a Petrobras de lá). Inicialmente, serão 150 000 barris por dia . A partir do final de 2010 e até 2019, serão 200 000 barris por dia.
o Plano de Negócios 2009-2013.
Os chineses nada fazem desinteressadamente - e nem teriam por quê fazê-lo. Por isso, assim que os dólares começarem a entrar no caixa da Petrobras, a estatal passa a cumprir um outro acordo: o que a fará exportar petróleo para a Sinopec (a Petrobras de lá). Inicialmente, serão 150 000 barris por dia . A partir do final de 2010 e até 2019, serão 200 000 barris por dia.
Itaú Unibanco
O valor de mercado do Itaú Unibanco ultrapassa, neste momento, os 90 bilhões de dólares. É muito? Pouco? Duas comparações para que o leitor possa tirar as próprias conclusões: é mais do que vale a Goldman Sachs (89 bilhões de dólares) e o Citigroup (88 bilhões de dólares
Em troca..........
Depois de terem visto sua bancada encolher nas eleições de 2006, as igrejas evangélicas estão tratando a disputa do próximo ano com régua e compasso. A Renascer, por exemplo, firmou um espécie de joint-venture com a Assembléia de Deus de Madureira - um dos mais poderosos ramos da denominação. A igreja do casal Hernandes apoiará os candidatos da Assembléia no Rio de Janeiro. Em troca, receberá apoio a seus candidatos na Bahia.
17 pontos
Mantém-se estreita a diferença entre Record e SBT em São Paulo. Em outubro, segundo o Ibope, a emissora de Edir Macedo registrou 7 pontos de audiência média entre sete da manhã e meia noite, enquanto a rede de Silvio Santos ficou com 6 pontos (um ano atrás, esse placar era de 8 a 6). A Globo permanece distante, com 17 pontos (o mesmo número de outubro de 2008).
jornalista Ricardo Noblat
Comentário do jornalista Ricardo Noblat, publicado hoje em seu site, aposta que o governador de São Paulo, José Serra, pode ceder a candidatura presidencial ao governador mineiro, o também tucano Aécio Neves no pleito do ano que vem. "Se Aécio Neves não topar em ser vice de José Serra ou se Serra se convencer de que Aécio não suará a camisa para elegê-lo presidente da República no próximo ano, o candidato do PSDB à vaga de Lula será Aécio", diz o texto do jornalista. "Não haverá razão para Serra disputar uma eleição difícil sem contar com o apoio decisivo do segundo maior nome do seu partido. Nesse caso, ele será candidato à reeleição para o governo de São Paulo. De uma certa forma, é nisso que aposta Aécio quando insiste em manter sua candidatura mesmo estando a dezenas de distância de pontos de Serra nas pesquisas de intenção de voto. Ou quando fala em sair candidato ao Senado", acrescenta. De acordo com Noblat, Serra pode até perder a eleição para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Só não pode disputá-la sabendo de antemão que tem tudo para perder. Aécio, não. Pode disputar para perder. Tem idade para ser candidato outra vez. Serra não tem. Mesmo perdendo, vira um nome nacional. Serra virou quando perdeu para Lula em 2002".
Governo se mexe para evitar reajuste a aposentados
Há na pauta da Câmara um projeto ansiado pelos aposentados. Concede a todas as aposentadorias o mesmo reajuste do salário mínimo.
A proposta já passou pelo Senado. Os deputados deveriam apreciá-la nesta quarta (4). Mas o governo decidiu impedir.
Haverá barulho. A Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas) arregimentou mil idosos para bater bumbo na Câmara.
Os operadores políticos de Lula estimam que, se levado a voto, o projeto será aprovado. Algo que o governo fará tudo para evitar.
O presidente já decidiu: não dará aos aposentados o mimo pretendido. Se aprovado, teria de vetá-lo, arrostando o desgaste. Prefere empurrar com a barriga.
Os aposentados brasileiros são contados em cerca de 26 milhões. Desse total, algo como 18 milhões já recebem o equivalente ao salário mínimo.
Os outros 8 milhões, donos de aposentadorias mais altas, vem sendo brindados com reajustes inferiores aos concedidos ao mínimo.
É esse contingente que o projeto via beneficiar. O Ministério da Previdência foi à máquina de calcular.
Concluiu que a extensão do reajuste do salário mínimo aos 8 milhões de aposentados que ainda não o recebem custaria R$ 6,9 bilhões em 2010.
Alega-se que não há dinheiro. De resto, argumenta-se que a nova despesa, por permanente, estouraria as arcas previdenciárias no longo prazo.
Sem alarde, os mandachuvas do consórcio governista borrifaram veneno na pauta de votações da Câmara.
Retiraram da fila votações uma MP (medida provisória) que deveria ter sido apreciada nesta terça (3). Empurraram-na para a pauta desta quarta (4).
Com isso, bloqueou-se a pauta. Pela lei, as medidas provisórias tem preferência sobre os outros projetos. Nada pode ser votado antes delas.
Presidente da Cobap, a confederação de aposentados, Warley Martins Gonçalles avisa que os “inimigos” dos idosos terão seus nomes expostos país afora.
"Em 2010, teremos eleições. Será o momento propício para os 26 milhões de aposentados brasileiros saberem realmente quem são seus amigos na Câmara”.
Líder do PT, o deputado Candido Vacarrezza explica a lógica do nariz torcido do governo
“Se der o reajuste para esses 8 milhões de aposentados que o reivindicam, o governo não terá como manter a política de aumento do salário mínimo...”
“...Reduzindo a recuperação do mínimo, fica prejudicada a maioria dos aposentados que se beneficiam do reajuste. Logo, a proposta não é boa para os aposentados”.
O curioso é que o projeto cuja aprovação o governo deseja evitar é de autoria do senador Paulo Paim (RS), um petista de mostruário.
Ou seja, trata-se, em essência, de uma briga do PT contra si mesmo.
A proposta já passou pelo Senado. Os deputados deveriam apreciá-la nesta quarta (4). Mas o governo decidiu impedir.
Haverá barulho. A Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas) arregimentou mil idosos para bater bumbo na Câmara.
Os operadores políticos de Lula estimam que, se levado a voto, o projeto será aprovado. Algo que o governo fará tudo para evitar.
O presidente já decidiu: não dará aos aposentados o mimo pretendido. Se aprovado, teria de vetá-lo, arrostando o desgaste. Prefere empurrar com a barriga.
Os aposentados brasileiros são contados em cerca de 26 milhões. Desse total, algo como 18 milhões já recebem o equivalente ao salário mínimo.
Os outros 8 milhões, donos de aposentadorias mais altas, vem sendo brindados com reajustes inferiores aos concedidos ao mínimo.
É esse contingente que o projeto via beneficiar. O Ministério da Previdência foi à máquina de calcular.
Concluiu que a extensão do reajuste do salário mínimo aos 8 milhões de aposentados que ainda não o recebem custaria R$ 6,9 bilhões em 2010.
Alega-se que não há dinheiro. De resto, argumenta-se que a nova despesa, por permanente, estouraria as arcas previdenciárias no longo prazo.
Sem alarde, os mandachuvas do consórcio governista borrifaram veneno na pauta de votações da Câmara.
Retiraram da fila votações uma MP (medida provisória) que deveria ter sido apreciada nesta terça (3). Empurraram-na para a pauta desta quarta (4).
Com isso, bloqueou-se a pauta. Pela lei, as medidas provisórias tem preferência sobre os outros projetos. Nada pode ser votado antes delas.
Presidente da Cobap, a confederação de aposentados, Warley Martins Gonçalles avisa que os “inimigos” dos idosos terão seus nomes expostos país afora.
"Em 2010, teremos eleições. Será o momento propício para os 26 milhões de aposentados brasileiros saberem realmente quem são seus amigos na Câmara”.
Líder do PT, o deputado Candido Vacarrezza explica a lógica do nariz torcido do governo
“Se der o reajuste para esses 8 milhões de aposentados que o reivindicam, o governo não terá como manter a política de aumento do salário mínimo...”
“...Reduzindo a recuperação do mínimo, fica prejudicada a maioria dos aposentados que se beneficiam do reajuste. Logo, a proposta não é boa para os aposentados”.
O curioso é que o projeto cuja aprovação o governo deseja evitar é de autoria do senador Paulo Paim (RS), um petista de mostruário.
Ou seja, trata-se, em essência, de uma briga do PT contra si mesmo.
manchetes desta quarta
- Globo: Acordo prevê mais tempo para traficantes na cadeia
- Folha: Expansão e dólar barato estimulam importação
- Estadão: Brasil deve ir a reunião de clima sem meta definida
- JB: Governo vai limitar reajuste de aposentado
- Correio: Aposentado perde reajuste, Senado amplia hora extra
- Valor: Investimento industrial tem forte recuperação
- Jornal do Commercio: Menos acidentes, mais mortes
- Folha: Expansão e dólar barato estimulam importação
- Estadão: Brasil deve ir a reunião de clima sem meta definida
- JB: Governo vai limitar reajuste de aposentado
- Correio: Aposentado perde reajuste, Senado amplia hora extra
- Valor: Investimento industrial tem forte recuperação
- Jornal do Commercio: Menos acidentes, mais mortes
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Marina rompe com sua história e passado ao aliar-se ao PSOL, diz Dirceu
O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) afirmou nesta terça-feira que a senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência, revela o caráter não programático de sua candidatura ao admitir que tem mantido "conversas informais" com líderes do PSOL.
"Ao aliar-se ao PSOL, a senadora coloca-se na oposição radical não só ao governo Lula, como ao PT. Rompe, assim, totalmente com o seu passado e revela o caráter não programático de sua candidatura. Suas alianças irão do PSOL ao PSDB, passando pelo DEM", diz Dirceu em seu blog.
"Ao aliar-se ao PSOL, a senadora coloca-se na oposição radical não só ao governo Lula, como ao PT. Rompe, assim, totalmente com o seu passado e revela o caráter não programático de sua candidatura. Suas alianças irão do PSOL ao PSDB, passando pelo DEM", diz Dirceu em seu blog.
mandato de Expedito.
A Mesa Diretora do Senado aceitou o recurso apresentado hoje pelo senador Expedito Júnior (PSDB-RO), cassado por compra de votos e abuso de poder. Com isso, o Senado adia o cumprimento da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinava a imediata cassação do mandato de Expedito.
A cassação de Expedito foi determinada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em junho. Mas não foi cumprida até agora pelo Senado.
No recurso, Expedito pedia o direito de apresentar defesa na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e no plenário antes da Casa cumprir a determinação do STF.
O senador argumentou que o regimento da Casa e a Constituição Federal lhe asseguram o direito de defesa mesmo com a decisão do Supremo.
"Peço que sejam atendidos os artigos da Constituição e do regimento interno [do Senado], que concedem legítima defesa, o que foi negado. Não estou querendo protelar o processo, mas se eu tenho esse direito, que eu seja atendido", disse ele.
Expedito Júnior disse que João Capeberibe também teve o direito à legítima defesa depois do julgamento pelo Supremo, por isso acabou retornando à Casa.
O senador disse que pretende apresentar sua defesa aos parlamentares como parte do processo.
A cassação de Expedito foi determinada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em junho. Mas não foi cumprida até agora pelo Senado.
No recurso, Expedito pedia o direito de apresentar defesa na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e no plenário antes da Casa cumprir a determinação do STF.
O senador argumentou que o regimento da Casa e a Constituição Federal lhe asseguram o direito de defesa mesmo com a decisão do Supremo.
"Peço que sejam atendidos os artigos da Constituição e do regimento interno [do Senado], que concedem legítima defesa, o que foi negado. Não estou querendo protelar o processo, mas se eu tenho esse direito, que eu seja atendido", disse ele.
Expedito Júnior disse que João Capeberibe também teve o direito à legítima defesa depois do julgamento pelo Supremo, por isso acabou retornando à Casa.
O senador disse que pretende apresentar sua defesa aos parlamentares como parte do processo.
PDT pedirá prisão de integrantes da Mesa do Senado por manterem mandato de Expedito
O PDT estuda ingressar na Justiça com pedido de prisão de integrantes da Mesa Diretora do Senado por terem decidido manter o mandato do senador Expedito Júnior (PSDB-RO) até que apresente defesa na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa. Isso contraria decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) para que o parlamentar deixe imediatamente o cargo.
Advogados do PDT querem assegurar a posse do segundo colocado nas eleições para o Senado por Rondônia, Acir Gurgacz (PDT-RO), com o argumento de que o Senado deve respeitar a decisão tomada pelo STF.
"Se a Mesa não cumprir a decisão do STF, eles incorrem em crime de desobediência, descumprimento de ordem judicial. [A prisão] será consequência de ser estudada e implementada. Havia a promessa do presidente do Senado de dar posse ao segundo colocado hoje", disse o advogado Gilberto Pisado do Nascimento.
Ao ser informado por jornalistas sobre a disposição do advogado, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ironizou a possibilidade de ser preso por não cumprir determinação do STF. "Eu não peço cigarro [na prisão] porque eu não fumo, mas pelo menos vocês me confortem [na cadeira]", disse o senador aos jornalistas.
Sarney disse que foi voto vencido entre os integrantes da Mesa, que hoje acataram recurso de Expedito para permanecer no cargo até que tenha o direito de apresentar defesa na CCJ e no plenário do Senado. A Folha Online apurou que, além de Sarney votar contra o recurso, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) se absteve na votação, enquanto os demais membros da Mesa aprovaram o pedido de Expedito.
"A maioria votou contra o meu ponto de vista. Resolveram que, ao invés de dar posse imediata ao segundo colocado, deveriam remeter o recurso à CCJ. Assim, eu acho que vamos ter que esperar a Comissão de Justiça e esperar o rito. O meu ponto de vista era dar posse imediata ao segundo colocado. Eu preso a harmonia entre os poderes", disse Sarney.
Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), do partido de Gurgacz, a Mesa Diretora não tem poderes para descumprir decisão do STF. "Com essa decisão, a Mesa pode postergar por um ano ou dois a posse do segundo colocado se o presidente da CCJ não colocar isso em pauta. A Mesa passa a ter mais poderes que o Supremo Tribunal", disse o senador.
No recurso, Expedito afirma que o regimento da Casa e a Constituição Federal lhe asseguram o direito de defesa mesmo com a decisão do Supremo. "Peço que sejam atendidos os artigos da Constituição e do regimento interno [do Senado], que concedem legítima defesa, o que foi negado. Não estou querendo protelar o processo, mas se eu tenho esse direito, que eu seja atendido.Eu tenho direito a lutar pelo meu mandato".
Expedito Júnior afirmou que o ex-senador João Capeberibe também teve o direito à legítima defesa depois do julgamento pelo Supremo, por isso acabou retornando à Casa. Capiberibe, porém, nega que tenha levado o seu processo à CCJ, como argumenta a defesa de Expedito.
Posse
Sarney havia marcado a posse de Gurgacz para esta terça-feira, às 17h. O segundo colocado nas eleições de Rondônia para o Senado já estava nas dependências da Casa quando foi informado sobre a decisão da Mesa. A decisão da Mesa causou constrangimento nos corredores do Senado, uma vez que familiares de Gurgacz estavam na Casa à espera da posse do novo senador.
O TSE cassou o mandato de Expedito Júnior em junho, mas o Senado não cumpriu a determinação do tribunal. Na semana passada, o STF determinou a cassação imediata do parlamentar, o que obrigou Sarney a marcar a posse do segundo colocado --suspensa com o recurso de Expedito.
O tucano foi cassado pelo TSE por compra de votos e abuso do poder econômico durante as eleições de 2006. Apesar da decisão do tribunal ter saído em junho, uma determinação da Mesa Diretora do Senado resolveu segurar o mandato do senador até que terminassem todas as chances de recurso.
Advogados do PDT querem assegurar a posse do segundo colocado nas eleições para o Senado por Rondônia, Acir Gurgacz (PDT-RO), com o argumento de que o Senado deve respeitar a decisão tomada pelo STF.
"Se a Mesa não cumprir a decisão do STF, eles incorrem em crime de desobediência, descumprimento de ordem judicial. [A prisão] será consequência de ser estudada e implementada. Havia a promessa do presidente do Senado de dar posse ao segundo colocado hoje", disse o advogado Gilberto Pisado do Nascimento.
Ao ser informado por jornalistas sobre a disposição do advogado, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ironizou a possibilidade de ser preso por não cumprir determinação do STF. "Eu não peço cigarro [na prisão] porque eu não fumo, mas pelo menos vocês me confortem [na cadeira]", disse o senador aos jornalistas.
Sarney disse que foi voto vencido entre os integrantes da Mesa, que hoje acataram recurso de Expedito para permanecer no cargo até que tenha o direito de apresentar defesa na CCJ e no plenário do Senado. A Folha Online apurou que, além de Sarney votar contra o recurso, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) se absteve na votação, enquanto os demais membros da Mesa aprovaram o pedido de Expedito.
"A maioria votou contra o meu ponto de vista. Resolveram que, ao invés de dar posse imediata ao segundo colocado, deveriam remeter o recurso à CCJ. Assim, eu acho que vamos ter que esperar a Comissão de Justiça e esperar o rito. O meu ponto de vista era dar posse imediata ao segundo colocado. Eu preso a harmonia entre os poderes", disse Sarney.
Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), do partido de Gurgacz, a Mesa Diretora não tem poderes para descumprir decisão do STF. "Com essa decisão, a Mesa pode postergar por um ano ou dois a posse do segundo colocado se o presidente da CCJ não colocar isso em pauta. A Mesa passa a ter mais poderes que o Supremo Tribunal", disse o senador.
No recurso, Expedito afirma que o regimento da Casa e a Constituição Federal lhe asseguram o direito de defesa mesmo com a decisão do Supremo. "Peço que sejam atendidos os artigos da Constituição e do regimento interno [do Senado], que concedem legítima defesa, o que foi negado. Não estou querendo protelar o processo, mas se eu tenho esse direito, que eu seja atendido.Eu tenho direito a lutar pelo meu mandato".
Expedito Júnior afirmou que o ex-senador João Capeberibe também teve o direito à legítima defesa depois do julgamento pelo Supremo, por isso acabou retornando à Casa. Capiberibe, porém, nega que tenha levado o seu processo à CCJ, como argumenta a defesa de Expedito.
Posse
Sarney havia marcado a posse de Gurgacz para esta terça-feira, às 17h. O segundo colocado nas eleições de Rondônia para o Senado já estava nas dependências da Casa quando foi informado sobre a decisão da Mesa. A decisão da Mesa causou constrangimento nos corredores do Senado, uma vez que familiares de Gurgacz estavam na Casa à espera da posse do novo senador.
O TSE cassou o mandato de Expedito Júnior em junho, mas o Senado não cumpriu a determinação do tribunal. Na semana passada, o STF determinou a cassação imediata do parlamentar, o que obrigou Sarney a marcar a posse do segundo colocado --suspensa com o recurso de Expedito.
O tucano foi cassado pelo TSE por compra de votos e abuso do poder econômico durante as eleições de 2006. Apesar da decisão do tribunal ter saído em junho, uma determinação da Mesa Diretora do Senado resolveu segurar o mandato do senador até que terminassem todas as chances de recurso.
Soninha Francine
Na tentativa de se fortalecer no cenário nacional, o PPS decidiu que vai lançar candidatura própria ao governo de cinco Estados: São Paulo, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Sergipe. Para o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, essas candidaturas podem articular forças políticas nos Estados com chances de vitória. "É um sinal de fortalecimento do partido", afirmou.
Em São Paulo, o PPS decidiu lançar como pré-candidata a subprefeita da Lapa, Soninha Francine, ex-vereadora que em 2008 concorreu à Prefeitura de São Paulo.
Em São Paulo, o PPS decidiu lançar como pré-candidata a subprefeita da Lapa, Soninha Francine, ex-vereadora que em 2008 concorreu à Prefeitura de São Paulo.
SOLTEIRONA NA IGREJA
Uma solteirona descobre que uma amiga ficou grávida com apenas uma oração
que fez na igreja de uma aldeia próxima. Dias depois, a
solteirona foi a essa igreja e disse ao padre:
- Bom dia, padre.
- Bom dia, minha filha. Em que posso ajudá-la?
- Sabe, padre, eu soube que uma amiga minha veio aqui há umas semanas atrás
e ficou grávida só com uma Ave-Maria. É verdade, padre?
- Não, minha filha, não foi com uma Ave-Maria... foi com um padre nosso...
mas ele já foi transferido!
que fez na igreja de uma aldeia próxima. Dias depois, a
solteirona foi a essa igreja e disse ao padre:
- Bom dia, padre.
- Bom dia, minha filha. Em que posso ajudá-la?
- Sabe, padre, eu soube que uma amiga minha veio aqui há umas semanas atrás
e ficou grávida só com uma Ave-Maria. É verdade, padre?
- Não, minha filha, não foi com uma Ave-Maria... foi com um padre nosso...
mas ele já foi transferido!
prerrogativa
Está pronto para entrar na pauta de votações da Câmara um projeto que vai provocar intenso debate pois divide opiniões nos três poderes - no Executivo, no Legislativo e no Judiciário: é o que acaba com o chamada prerrogativa de foro ou com o foro privilegiado. Ou seja, se aprovado, os deputados e senadores e autoridades como presidente da República e governadores deixarão de ter a prerrogativa de responder a processos no Supremo Tribunal Federal e passarão a responder perante à Justiça de primeira instância, com direito a recursos às instâncias superiores, até chegar ao STF.
Há argumentos para os dois lados: quem é a favor de os parlamentares responderem a processos apenas perante o STF chama o instrumento de “prerrogativa de foro” e aponta como argumento o risco de o parlmentar ficar sujeito ao humor do juiz de sua paróquia - ,onde as lutas políticas são mais acirradas, e, por isso, com menor isenção. Ou também que os processos ficarão mais longos pois permitem vários recursos às instâncias superiores.
Quem é contra a idéia já a chama de “foro privilegiado” - o que passa a idéia de distinção em favor dos parlamentares. Neste caso o principal argumento é o de que o mandato deve assegurar apenas o direito de opinão - e a imunidade não deve prevalecer para crimes comuns.
Na forma como a lei estabelece, hoje, parlamentares e autoridades do Executivo respondem por qualquer crime perante o STF.
O tema divide até no STF. O ministro Gilmar Mendes é a favor de manter a prerrogativa de foro e tem se movimentado para que o Congresso não mude a legislação. Já falou sobre o assunto até com o presidente Lula, destacando que ele próprio correria o risco de ficar sujeito à iniciativas de juízes de primeira instância. Já Celso de Mello acha defende o fim da prerrogativa de foro alegando que não há cidadão especial na República e que o Brasil viveu 145 anos sem o foro privilegiado e isso não comprometeu a independência dos parlamentares no período.//
No Congresso, é grande o interesse pelo assunto. Há 104 ações penais relativas a parlamentares tramitando no STF. Entre elas, os 39 casos do chamado mensalão - que está prestes a ser julgado. Se o projeto for aprovado, os processos de parlamentares voltarão à primeira instância. Ou seja, haveria um atraso considerável no julgamento destes casos.
Os partidos também se dividem sobre o foro privilegiado. O PT vai defender o fim do foro privilegiado. O argumetno do líder Cândido Vaccarezza é o de que a imunidade deve ser restrita à opinião. Já o PSDB pretende encaminhar contra a emenda constitucional. O líder José Aníbal diz que a proposta deve ser rejeitada porque tem “interessse específico”, que seria beneficiar os chamados mensaleiros.
Há argumentos para os dois lados: quem é a favor de os parlamentares responderem a processos apenas perante o STF chama o instrumento de “prerrogativa de foro” e aponta como argumento o risco de o parlmentar ficar sujeito ao humor do juiz de sua paróquia - ,onde as lutas políticas são mais acirradas, e, por isso, com menor isenção. Ou também que os processos ficarão mais longos pois permitem vários recursos às instâncias superiores.
Quem é contra a idéia já a chama de “foro privilegiado” - o que passa a idéia de distinção em favor dos parlamentares. Neste caso o principal argumento é o de que o mandato deve assegurar apenas o direito de opinão - e a imunidade não deve prevalecer para crimes comuns.
Na forma como a lei estabelece, hoje, parlamentares e autoridades do Executivo respondem por qualquer crime perante o STF.
O tema divide até no STF. O ministro Gilmar Mendes é a favor de manter a prerrogativa de foro e tem se movimentado para que o Congresso não mude a legislação. Já falou sobre o assunto até com o presidente Lula, destacando que ele próprio correria o risco de ficar sujeito à iniciativas de juízes de primeira instância. Já Celso de Mello acha defende o fim da prerrogativa de foro alegando que não há cidadão especial na República e que o Brasil viveu 145 anos sem o foro privilegiado e isso não comprometeu a independência dos parlamentares no período.//
No Congresso, é grande o interesse pelo assunto. Há 104 ações penais relativas a parlamentares tramitando no STF. Entre elas, os 39 casos do chamado mensalão - que está prestes a ser julgado. Se o projeto for aprovado, os processos de parlamentares voltarão à primeira instância. Ou seja, haveria um atraso considerável no julgamento destes casos.
Os partidos também se dividem sobre o foro privilegiado. O PT vai defender o fim do foro privilegiado. O argumetno do líder Cândido Vaccarezza é o de que a imunidade deve ser restrita à opinião. Já o PSDB pretende encaminhar contra a emenda constitucional. O líder José Aníbal diz que a proposta deve ser rejeitada porque tem “interessse específico”, que seria beneficiar os chamados mensaleiros.
Guerrilha virtual

As eleições de 2010 contarão com um campo de batalha novo que pode tanto ajudar a esclarecer como confundir os eleitores e acirrar ainda mais a disputa entre os candidatos: a guerrilha virtual. Na Bahia, um vídeo de cerca de dois minutos azedou de vez as relações pouco amistosas entre o governador Jaques Wagner e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, prováveis adversários na disputa estadual do ano que vem. Intitulado Quero Morar na Propaganda do Governo da Bahia, o filme se transformou em hit na internet. Postado há apenas duas semanas, já foi visto por mais de 40 000 pessoas. É uma bem-humorada e aparentemente ingênua crítica à propaganda oficial do governo da Bahia. "Quero morar na propaganda do governo da Bahia / Lá é tudo maravilha / Tão diferente do que vejo no meu dia a dia", repete o refrão de um samba, enquanto imagens supostamente reais do dia a dia se contrapõem à versão edulcorada da propaganda oficial exibida na televisão. O vídeo foi postado anonimamente, impedindo que seus autores possam ser identificados e punidos, eventualmente, por antecipar a disputa eleitoral.
Apesar de o vídeo ter sido identificado como obra de um tal Aparício Monteiro, que o colocou no site YouTube, o governo baiano enxergou na peça as impressões digitais de Geddel Vieira Lima, que disputará a eleição para o governo no ano que vem contra Jaques Wagner. O ministro, que integra o governo do presidente Lula, rompeu com Wagner recentemente de olho em sua cadeira de governador. "Infelizmente, não fui eu que fiz. Mas concordo com todo o seu conteúdo", diz. O publicitário baiano Maurício Carvalho, a quem os petistas atribuem o vídeo, é amigo de Geddel. Sua agência, a Ideia3, trabalha para a prefeitura de Salvador, na qual o ministro tem forte influência. "Infelizmente, não fui eu que fiz. Mas até gostaria de dizer que fui eu, já que o vídeo é um sucesso", afirma o publicitário. Apesar das negativas, o ministro e o publicitário baianos estão sendo festejados nos meios políticos e publicitários pelo pioneirismo da estratégia eleitoral na internet com a qual eles, "infelizmente", não têm nenhuma relação.
presidente Lula
O presidente Lula desembarca nesta terça-feira (3) por volta das 16h na base aérea do Recife para realizar a sétima visita ao estado pernambucano este ano. Ele participa, novamente ao lado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para desespero da oposição, do 9º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, que será realizado no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco. O evento começa às 17h, mas como ele fica na cidade até as 22h30, há especulações de que se encontre com militantes petistas, compareça à festa de aniversário do ex-prefeito da capital, João Paulo, que descartou a possibilidade, ou jante com os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, da Fazenda, Guido Mantega, e das Relações Exteriores, Celso Amorim, além da pré-candidata à presidência em 2010, no Palácio do Campo das Princesas. Depois ele segue para Londres, onde fica até sexta (6). Na Inglaterra, o presidente se encontra com a a Rainha Elisabeth II e com o primeiro-ministro Gordon Brown, participa de um seminário da Financial Times sobre a economia brasileira e o enfrentamento da crise econômica mundial e recebe o prêmio Chatham House, pelo trabalho em favor da “estabilização e integração da América Latina” e “resolução de crises regionais”. Quando chegar, provavelmente, enfrentará mais um questionamento dos contrários em relação à suposta campanha eleitoral antecipada pró-Dilma.
PMDB
O resultado de uma enquete publicada no site oficial do PMDB revela que a maioria dos filiados prefere que o partido tenha candidato próprio na disputa pela Presidência da República em 2010. De acordo com a pesquisa interna, este é o sentimento de 41,16% dos votantes, contra 39,16% dos que querem a aliança com o PT, 13,29% que pretendem compor a chapa tucana e 5,65% que desejam a liberação da bancada. Embora o resultado demonstre um equilíbrio entre as duas primeiras opções, a soma entre as contrárias à união com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que deverá ser o nome petista na corrida pelo Palácio do Planalto, comprova que 60,1% dos peemedebistas rechaçam a possibilidade. Os dirigentes das duas legendas se encontrarão em Brasília, nesta quarta-feira (4), a fim de amenizar as tensões nos Estados, como a Bahia, em que o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), e o governador Jaques Wagner (PT), são pleiteantes ao Palácio de Ondina, com direito a montar palanque para a pupila do presidente Lula, mas deixaram de se bicar pela ambição do mandato. Já os “mobilizadores” mais “puristas” que não querem em hipótese alguma comungar do acordo, e torcem contra o entendimento, terão que bancar o Ethan Hunt, da série Missão Impossível, para definir nos próximos meses uma indicação própria que tenha envergadura, respeitabilidade política e fôlego para se sustentar na disputa. Quem seria o presidenciável do PMDB? José Sarney, Renan Calheiros, Orestes Quércia? O jeito é continuar como figurante e manter (ou ampliar) os cargos importantes que a sigla tem no primeiro escalão.
manchetes desta terça
- Globo: Crack supera cocaína entre usuários em tratamento
- Folha: Após queda, passagem de avião vai aumentar
- Estadão: Após mais de uma década, BC tem saída para bancos falidos
- JB: ONU faz pressão sobre EUA
- Correio: Twitter vira arma contra Lei Seca
- Valor: Chineses ganham mercado com preço cada vez menor
- Estado de Minas: Menor infrator obriga juízes a voltar às aulas
- Jornal do Commercio: Começa matrícula de aluno novato
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
'deboche'
Ao julgar uma ação de desapropriação de terras, para fins da reforma agrária, no Rio Grande do Sul, o juiz federal Belmiro Krieger, de Santana do Livramento, ficou espantado com a forma como são conduzidas as vistorias de terras pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Em sua sentença sobre o caso, o juiz chegou a classificar o procedimento da autarquia federal como "um deboche à moralidade administrativa e um descalabro no trato da coisa pública". A ação que provocou a indignação do juiz deu entrada na Justiça em junho. O Incra pedia a desapropriação de uma área de 7 mil hectares, formada por quatro fazendas, da família Antoniazzi, no município de São Gabriel.
Foram anexados ao pedido laudos agronômicos, elaborados em 2008 por especialistas do Incra, segundo os quais "os imóveis rurais em consideração revelam-se extremamente viáveis para a implantação de um assentamento rural, considerando seus potenciais agropecuários". Para essas terras, os técnicos do Incra propunham pagar R$ 39,8 milhões, ou R$ 5,6 mil por hectare. Por se tratar de um valor alto para os cofres públicos, o juiz federal solicitou uma segunda perícia a fim de apurar o valor de mercado das terras. Os advogados do Incra protestaram, mas ele não recuou.
E foi aí que o caso teve uma reviravolta: o Incra desistiu da ação. Motivo? Os imóveis em questão eram completamente inadequados para a reforma agrária. De acordo com um novo relatório entregue ao juiz, as terras ali eram rochosas e com solos superficiais. Krieger aceitou o pedido de desistência e mandou devolver os R$ 39,8 milhões aos cofres públicos. No texto da sentença, porém, fez questão de manifestar sua estranheza quanto às conclusões totalmente opostas dos dois relatórios, salientando que o último deles foi preparado às pressas, em três dias, após o pedido da nova perícia.
Para os juiz, os fatos levam à "inexorável conclusão que a informação agronômica constante nos laudos de 2008 é no mínimo grosseiramente errada, podendo até mesmo ser falsa, desenvolvida para fraudar os cofres públicos, seja para enriquecimento ilícito de servidores inescrupulosos ou outros fins escusos, como suprimento de fundos para custeio de campanhas políticas". Ele também destaca que, segundo a perícia que encomendou, os preços de mercado das terras são bem mais baixos do que os apontados pelo Incra. Em São Gabriel, paga-se R$ 5,3 mil pelo hectare de terra de qualidade muito boa. Terras ruins não valem mais que R$ 3 mil.
Foram anexados ao pedido laudos agronômicos, elaborados em 2008 por especialistas do Incra, segundo os quais "os imóveis rurais em consideração revelam-se extremamente viáveis para a implantação de um assentamento rural, considerando seus potenciais agropecuários". Para essas terras, os técnicos do Incra propunham pagar R$ 39,8 milhões, ou R$ 5,6 mil por hectare. Por se tratar de um valor alto para os cofres públicos, o juiz federal solicitou uma segunda perícia a fim de apurar o valor de mercado das terras. Os advogados do Incra protestaram, mas ele não recuou.
E foi aí que o caso teve uma reviravolta: o Incra desistiu da ação. Motivo? Os imóveis em questão eram completamente inadequados para a reforma agrária. De acordo com um novo relatório entregue ao juiz, as terras ali eram rochosas e com solos superficiais. Krieger aceitou o pedido de desistência e mandou devolver os R$ 39,8 milhões aos cofres públicos. No texto da sentença, porém, fez questão de manifestar sua estranheza quanto às conclusões totalmente opostas dos dois relatórios, salientando que o último deles foi preparado às pressas, em três dias, após o pedido da nova perícia.
Para os juiz, os fatos levam à "inexorável conclusão que a informação agronômica constante nos laudos de 2008 é no mínimo grosseiramente errada, podendo até mesmo ser falsa, desenvolvida para fraudar os cofres públicos, seja para enriquecimento ilícito de servidores inescrupulosos ou outros fins escusos, como suprimento de fundos para custeio de campanhas políticas". Ele também destaca que, segundo a perícia que encomendou, os preços de mercado das terras são bem mais baixos do que os apontados pelo Incra. Em São Gabriel, paga-se R$ 5,3 mil pelo hectare de terra de qualidade muito boa. Terras ruins não valem mais que R$ 3 mil.
manchetes desta segunda
- Globo: Governo manobra Orçamento para gastar mais em 2010
- Folha: Governo apura fraudes de R$ 5,75 bi em pregões
- Estadão: Obama eleva pressão por venda de caças à FAB
- JB: Empregos temporários crescem em todo país
- Correio: 140 mil pessoas terão lotes legalizados
- Jornal do Commercio: Timbu vence, respira e Sport joga a tolha
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- JB: Empregos temporários crescem em todo país
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domingo, 1 de novembro de 2009
manchetes deste domingo
manchetes deste domingo
- Globo: Lei Seca não reduz número de mortes de jovens no trânsito
- Folha: CEF patrocina com R$ 40 mil festa para novo ministro do STF
- Estadão: Após crise, MEC vai adotar modelo da Fuvest no Enem
- JB: O perigo mora em casa
- Correio: TCU abre caminho para suplente ganhar mais dinheiro
- Veja: Dilma 2010-Como Lula fez em 2002, ela também vai se reinventar
- Época: Seu próximo carro será elétrico
- IstoÉ: A corrupção que ninguém vê
- IstoÉ Dinheiro: De volta ao topo
- CartaCapital: O ultimato de Aécio
- Exame: Nordeste – aqui o Brasil cresce mais rápido
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- CartaCapital: O ultimato de Aécio
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