Lula desembarcou em Havana na noite passada. Nesta quarta (24), vai encontrar os irmãos Castro, Raúl e Fidel.
O governo brasileiro define o encontro de Lula com o par de ditadores –o atual e o antecessor— como um "reencontro de velhos amigos".
A exemplo do que ocorrera em visitas anteriores, a agenda de Lula não inclui encontros com opositores do regime cubano.
Um acontecimento funesto envenena a cena. Horas antes do desembarque de Lula, morreu no cárcere o pedreiro Orlando Zapata Tamayo, 85 anos.
Preso político, Tamayo estava em greve de fome. Feneceu no 85º dia. Para deesassessogo de Lula, justamente o dia de seu desembarque.
Em carta entregue à embaixada brasileira, um grupo de 50 dissidentes presos ou com "licença penal" por razões de saúde dirigiu um pedido a Lula.
Eles pediram ao presidente do Brasil que interceda pela liberação dos presos políticos de Cuba. No texto, afirmam que Lula é um “magnífico interlocutor”.
Acham que, se quiser, Lula interceder para que “o governo cubano decida fazer as reformas econômicas, políticas e sociais que o país necessita com urgência.”
Mais: “Avançar no respeito aos direitos humanos; conseguir a reconciliação nacional e tirar a nação da profunda crise em que se encontra".
Não parece provável que Lula interceda em favor dos presos. Comissões da verdade para apurar transgressões aos deireitos humanos, só no Brasil. Em Cuba, jamais.
Para animar o “reencontro de velhos amigos”, Lula deixará em Cuba US$ 150 milhões. Dinheiro para a ampliação de um porto, em Havana.
Trata-se da segunda parcela de um desembolso total de US$ 300 milhões. Ao final das obras, a conta pode chegar a US$ 500 milhões.
Lula voou para Havana depois de participar da Cúpula dos Países Latino-americanos e do Caribe, no México.
Na animação fotográfica exposta lá no alto, você confere as fotos de despedida, clicadas pelo repórter Lula Marques.
Por sugestão do anfitrião, o presidente mexicano Felipe Calderón, a maioria dos 25 chefes de Estado presentes ao encontro vestiram-se de Guajaberas.
Trata-se de um traje típico do Caribe. Uma homenagem aos catadores de goiaba. Alguns preferiram suas próprias roupas típicas.
O venezuelano Hugo Chávez, por exemplo, não abriu mão do seu jaleco de tom abacate-militar.
Produziram-se na cúpula alguns consensos. Um deles resultou na criação de um novo bloco regional. Uma organização que funcionará nos moldes da velha OEA.
Com duas diferenças: inclui Cuba. E exclui EUA e Canadá. No dizer de Chávez, será uma organização capaz de produzir ações isentas da “colonização” americana.
Não ficou muito claro qual será a serventia da nova entidade. Já existem o Grupo do Rio, a Unasul e a própria Cúpula da América Latina e do Caribe. Mas quem se importa?
Ah, sim, Honduras não foi admitida no novo grupo. Por quê? Decidiu-se condicionar o ingresso do país à concessão de anistia a Manuel Zelaya.
Bulir com a soberania de Cuba não pode. Meter-se nos assuntos internos de Honduras pooooode!
Num segundo consenso, os chefes de Estado reunidos no México solidarizaram-se com a colega argentina Critina Kirchner.
Deram-lhe apoio na queda-de-braço que a Argentina trava com a Inglaterra desde que Londres decidiu explorar petróleo nas ilhas Malvinas.
Lula soou categórico. Disse que as Malvinas pertencem à Argentina, não à Inglaterra. Criticou a ONU, que demora-se em dirimir a pendenga.
Nem tudo foi concórdia, contudo. Num almoço a portas fechadas, o venezuelano Hugo Chávez e o colombiano Alvaro Uribe travaram um duro embate verbal.
O rififi começou quando Uribe queixou-se do tratamento dispensado pela Venezuela às empresas colombianas. Chávez interveio.
Disse que, sob sua presidência, iniciada no longínquo ano de 1999, o comércio entre os dois países foi multiplicado por oito.
Uribe o interrompeu. E Chávez, depois de soltar um palavrão, disse que o colega da Colômbia encomendara a um grupo paramilitar o assassinato dele.
Estica daqui, puxa dali, Chávez ameaçou deixar a reunião. E Uribe: "Seja homem! Estas questões devem ser discutidas nestes fóruns...”
“...Você é muito corajoso para falar as coisas à distância, mas um covarde quando é para falar as coisas na cara".
Coube ao companheiro-ditador de Cuba, Raúl Castro, jogar água fria na fervura. Ao final, o anfitrião Calderón disse, em entrevista, que a coisa terminou bem.
Chávez e Uribe toparam participar de um “diálogo amistoso”. Cirou-se um grupo negociador. Integram-no Brasil, Argentina, República Dominicana e México.
A viagem de Lula não termina em Cuba. De Havana, o presidente brasileiro voará para o Haiti. Dali, para El Salvador. Só retorna a Brasília no final de semana.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
José Dirceu
O deputado cassado José Dirceu (PT-SP), hoje titular do escritório de JC Consultoria, levou ao seu blog uma nota sobre o noticiário que o envolve.
Trata da reativação da Telebras e dos benefício$ que a ressurreição da estatal pode proporcionar a um de seus clientes.
Desde o título, Dirceu investe contra o jornal que trouxe à luz a transação: “Folha joga sujo para atacar plano de banda larga do governo e me atingir”. Declara-se “surpreendido” com a manchete do jornal –“Nova Telebras beneficia cliente de Dirceu”.
O neoconsultor Dirceu havia sido procutado na véspera. Recebera informações prévias acerca do conteúdo da notícia. Supresa não houve. Acha que a reportagem foi “preparada sob encomenda”. De quem? Não diz. Para quê? Dois objetivos, segundo ele:
1. “Atacar o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) do governo federal”.
2. “Levantar suspeitas sobre minha participação em uma disputa que corre na Justiça do Rio, entre os credores da empresa Eletronet, seus sócios privados e o governo, pelo controle do ativo de 16 mil km de fibras ópticas”.
A notícia comentada por Dirceu não contém ataques ao PNBL. Suspeitas? Se existem, decorrem da movimentação de Dirceu, não da reportagem que a revelou. Dirceu escreveu:
“Exista ou não o PNBL e a reorganização da Telebrás, os credores, os proprietários da Eletronet e o governo federal terão que responder pelos passivos e ativos da Eletronet. E cada um poderá ser prejudicado ou beneficiado”.
Verdade. Mas o que chama a atenção é o fato de o cliente de Dirceu figurar no rol dos que poderão ser beneficados. Chama-se Nelson dos Santos. É sócio da Eletronet, dona dos 16 mil km de fibras ópticas que a “nova” Telebras pretende utilizar.
Na pele de consultor, o deputado cassado realça: “Já existe liminar favorável ao governo”. Concedeu-a a Justiça do Rio. Determina “a reintegração de posse de parte dos ativos da Eletronet (as fibras ‘apagadas’ ou não utilizadas atualmente) a empresas do grupo Eletrobras”.
E daí? “Sugerir que minha atuação na consultoria que dei sobre rumos da economia na América Latina tenha algo a ver com uma possível decisão que não cabe ao governo, mas ao Poder Judiciário, é uma ilação descabida e irresponsável do jornal”.
Procurado na véspera, Dirceu recusara-se até mesmo a confirmar a consultoria. Manandara dizer, por meio da assessoria: “Se, por ventura, o ex-ministro tivesse dado consultoria ao sr. Nelson dos Santos, não poderia confirmar, por cláusula de confidencialidade, comum a contratos de consultoria”.
Agora, pelo menos já admite o que não é mais possível negar. Alvissáras! Não menciona o valor recebido: R$ 620 mil. Mas, em homenagem ao bom senso, não nega a cifra. Diz ter provido ao seu cliente dados sobre “os rumos da economia na América Latina”. Curioso, muito curioso, curiosíssimo!
Nessa matéria, decerto há em São Paulo consultores bem mais preparados do que Dirceu para vender conhecimentos. Mas Dirceu pede à platéia que acredite no seguinte: Nelson dos Santos achegou-se a ele atrás de luzes sobre a economia da América Latina.
Ao bater na porta da JD Consultoria, o empresário nem de longe pretendeu valer-se do prestígio do dono da empresa junto ao governo do PT, para encurtar distâncias. Afinal, como escreve Dirceu, a decisão é da Justiça. Bem verdade que, não houvesse a intenção de reativar a Telebras, o governo teria tomado distância da encrenca. Porém...
Porém, imaginar-se que Dirceu possa ter tido algum tipo de influência nos rumos do negócio “é uma ilação descabida e irresponsável do jornal”.
Dirceu reclama: Acusam-me “de estar por trás da criação da Telebrás e, pior, favorecendo uma empresa privada para a qual dei consultoria legal e registrada em contrato...”
“...Saí do governo há quase cinco anos. Não tenho impedimento para dar consultorias e não há nada que me ligue a qualquer intervenção ou ação do Executivo federal...”
“...Os responsáveis pela ação judicial e pelo PNBL são testemunhas de minha não participação ou intervenção na definição da política da União”.
Se alguém “acusa” Dirceu são os fatos, não a notícia que os iluminou. Se favoreceu ou não o seu cliente, é algo que precisa ser esclarecido.
Dirceu não está mesmo impedido de prestar “consultoria legal”. Mas seria ingênuo se imaginasse que não causaria estranheza sua relação com cliente tão interessado em decisões emanadas do governo. E ingênuo, convenhamos, Dirceu não é.
O ex-Todo Poderoso da Casa Civil sustenta, de resto, que nada há de estranho no fato de ter escrito sobre o tema –Eletronete, fibras ópticas e etc.—em textos que levara ao blog e a um jornal a que serve como articulista.
“Como em todas as questões importantes do país, manifesto minha posição publicamente em meu blog ou na imprensa”. Beleza. Mas por que diabos omitiu o fato de que prestava consultoria a um empresário interessado na coi$a?
Afora as explicações de Dirceu, também a Advocacia-Geral da União divulgou uma nota sobre a notícia incômoda. Não cita Dirceu. Mas esgrimiu argumentos semelhantes aos dele.
A certa altura, o documento da AGU anota: “Eventual reativação da Telebrás não vai gerar receitas ou direitos de crédito para a massa falida da Eletronet [...]”.
Nelson dos Santos, o cliente de Dirceu, pensa de outro modo: Acha que os sócios privados da Eletronet (ele incluído) têm direitos sobre o futuro que se abre na empresa.
Por quê? “A rede de fibras ópticas, mesmo após a falência [da Eletronet], nunca deixou de funcionar, em regime de continuidade de negócios, tendo sido permanente a manutenção".
Trata da reativação da Telebras e dos benefício$ que a ressurreição da estatal pode proporcionar a um de seus clientes.
Desde o título, Dirceu investe contra o jornal que trouxe à luz a transação: “Folha joga sujo para atacar plano de banda larga do governo e me atingir”. Declara-se “surpreendido” com a manchete do jornal –“Nova Telebras beneficia cliente de Dirceu”.
O neoconsultor Dirceu havia sido procutado na véspera. Recebera informações prévias acerca do conteúdo da notícia. Supresa não houve. Acha que a reportagem foi “preparada sob encomenda”. De quem? Não diz. Para quê? Dois objetivos, segundo ele:
1. “Atacar o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) do governo federal”.
2. “Levantar suspeitas sobre minha participação em uma disputa que corre na Justiça do Rio, entre os credores da empresa Eletronet, seus sócios privados e o governo, pelo controle do ativo de 16 mil km de fibras ópticas”.
A notícia comentada por Dirceu não contém ataques ao PNBL. Suspeitas? Se existem, decorrem da movimentação de Dirceu, não da reportagem que a revelou. Dirceu escreveu:
“Exista ou não o PNBL e a reorganização da Telebrás, os credores, os proprietários da Eletronet e o governo federal terão que responder pelos passivos e ativos da Eletronet. E cada um poderá ser prejudicado ou beneficiado”.
Verdade. Mas o que chama a atenção é o fato de o cliente de Dirceu figurar no rol dos que poderão ser beneficados. Chama-se Nelson dos Santos. É sócio da Eletronet, dona dos 16 mil km de fibras ópticas que a “nova” Telebras pretende utilizar.
Na pele de consultor, o deputado cassado realça: “Já existe liminar favorável ao governo”. Concedeu-a a Justiça do Rio. Determina “a reintegração de posse de parte dos ativos da Eletronet (as fibras ‘apagadas’ ou não utilizadas atualmente) a empresas do grupo Eletrobras”.
E daí? “Sugerir que minha atuação na consultoria que dei sobre rumos da economia na América Latina tenha algo a ver com uma possível decisão que não cabe ao governo, mas ao Poder Judiciário, é uma ilação descabida e irresponsável do jornal”.
Procurado na véspera, Dirceu recusara-se até mesmo a confirmar a consultoria. Manandara dizer, por meio da assessoria: “Se, por ventura, o ex-ministro tivesse dado consultoria ao sr. Nelson dos Santos, não poderia confirmar, por cláusula de confidencialidade, comum a contratos de consultoria”.
Agora, pelo menos já admite o que não é mais possível negar. Alvissáras! Não menciona o valor recebido: R$ 620 mil. Mas, em homenagem ao bom senso, não nega a cifra. Diz ter provido ao seu cliente dados sobre “os rumos da economia na América Latina”. Curioso, muito curioso, curiosíssimo!
Nessa matéria, decerto há em São Paulo consultores bem mais preparados do que Dirceu para vender conhecimentos. Mas Dirceu pede à platéia que acredite no seguinte: Nelson dos Santos achegou-se a ele atrás de luzes sobre a economia da América Latina.
Ao bater na porta da JD Consultoria, o empresário nem de longe pretendeu valer-se do prestígio do dono da empresa junto ao governo do PT, para encurtar distâncias. Afinal, como escreve Dirceu, a decisão é da Justiça. Bem verdade que, não houvesse a intenção de reativar a Telebras, o governo teria tomado distância da encrenca. Porém...
Porém, imaginar-se que Dirceu possa ter tido algum tipo de influência nos rumos do negócio “é uma ilação descabida e irresponsável do jornal”.
Dirceu reclama: Acusam-me “de estar por trás da criação da Telebrás e, pior, favorecendo uma empresa privada para a qual dei consultoria legal e registrada em contrato...”
“...Saí do governo há quase cinco anos. Não tenho impedimento para dar consultorias e não há nada que me ligue a qualquer intervenção ou ação do Executivo federal...”
“...Os responsáveis pela ação judicial e pelo PNBL são testemunhas de minha não participação ou intervenção na definição da política da União”.
Se alguém “acusa” Dirceu são os fatos, não a notícia que os iluminou. Se favoreceu ou não o seu cliente, é algo que precisa ser esclarecido.
Dirceu não está mesmo impedido de prestar “consultoria legal”. Mas seria ingênuo se imaginasse que não causaria estranheza sua relação com cliente tão interessado em decisões emanadas do governo. E ingênuo, convenhamos, Dirceu não é.
O ex-Todo Poderoso da Casa Civil sustenta, de resto, que nada há de estranho no fato de ter escrito sobre o tema –Eletronete, fibras ópticas e etc.—em textos que levara ao blog e a um jornal a que serve como articulista.
“Como em todas as questões importantes do país, manifesto minha posição publicamente em meu blog ou na imprensa”. Beleza. Mas por que diabos omitiu o fato de que prestava consultoria a um empresário interessado na coi$a?
Afora as explicações de Dirceu, também a Advocacia-Geral da União divulgou uma nota sobre a notícia incômoda. Não cita Dirceu. Mas esgrimiu argumentos semelhantes aos dele.
A certa altura, o documento da AGU anota: “Eventual reativação da Telebrás não vai gerar receitas ou direitos de crédito para a massa falida da Eletronet [...]”.
Nelson dos Santos, o cliente de Dirceu, pensa de outro modo: Acha que os sócios privados da Eletronet (ele incluído) têm direitos sobre o futuro que se abre na empresa.
Por quê? “A rede de fibras ópticas, mesmo após a falência [da Eletronet], nunca deixou de funcionar, em regime de continuidade de negócios, tendo sido permanente a manutenção".
manchetes desta quarta
- Globo: Governo corre para esvaziar denúncia de lobby de Dirceu
- Folha: DF perde 2º governador em 12 dias
- Estadão: Paulo Octávio renuncia no DF
- JB: Metrô tem 15 dias para entrar na linha
- Correio: Paulo Octávio renuncia. E agora, Wilson?
- Valor: Vendas internas puxam retomada do setor têxtil
- Estado de Minas: Uma cidade abandonada à própria sorte
- Jornal do Commercio: Viúvo e sogro de alemã estão presos
- Folha: DF perde 2º governador em 12 dias
- Estadão: Paulo Octávio renuncia no DF
- JB: Metrô tem 15 dias para entrar na linha
- Correio: Paulo Octávio renuncia. E agora, Wilson?
- Valor: Vendas internas puxam retomada do setor têxtil
- Estado de Minas: Uma cidade abandonada à própria sorte
- Jornal do Commercio: Viúvo e sogro de alemã estão presos
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Carta de renúncia de Paulo Octávio é lida na Câmara do Distrito Federal
Carta de renúncia de Paulo Octávio é lida na Câmara do Distrito Federal
Sem apoio político, governador interino resolveu deixar o cargo.
Mais cedo, ele já havia pedido desfiliação do DEM.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal leu por volta das 17h30 desta terça-feira (23) a carta de renúncia do governador interino, Paulo Octávio, ao cargo de vice-governador. Ele tomou a decisão por não conseguir apoio político dos deputados distritais para governar.
Mais cedo, ele encaminhou ao DEM sua desfiliação ao partido –o que o deixa sem partido para concorrer nas próximas eleições.
"Diante dos desdobramentos recentes do processo político local, cheguei a uma conclusão definitiva. Assim, por intermédio deste documento, comunico ao Presidente da Câmara Legislativa minha renúncia ao cargo de Vice-Governador do Distrito Federal", disse Paulo Octávio em sua carta de renúncia.
A publicação do pedido de renúncia será feita no Diário da Câmara no dia seguinte. Com isso, o presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), passará à condição de governador em exercício. Ele fica no cargo enquanto durar o afastamento do governador José Roberto Arruda, que está preso, ou em caso de intervenção federal no Distrito Federal. Não há uma solenidade para a posse.
Aliado de primeira hora de Arruda, Wilson Lima já foi vendedor de picolés, frentista, mecânico, lanterneiro, pintor, balconista e cobrador de ônibus. Também foi sócio de uma rede de supermercados. Está no terceiro mandato.
Sem apoio político, governador interino resolveu deixar o cargo.
Mais cedo, ele já havia pedido desfiliação do DEM.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal leu por volta das 17h30 desta terça-feira (23) a carta de renúncia do governador interino, Paulo Octávio, ao cargo de vice-governador. Ele tomou a decisão por não conseguir apoio político dos deputados distritais para governar.
Mais cedo, ele encaminhou ao DEM sua desfiliação ao partido –o que o deixa sem partido para concorrer nas próximas eleições.
"Diante dos desdobramentos recentes do processo político local, cheguei a uma conclusão definitiva. Assim, por intermédio deste documento, comunico ao Presidente da Câmara Legislativa minha renúncia ao cargo de Vice-Governador do Distrito Federal", disse Paulo Octávio em sua carta de renúncia.
A publicação do pedido de renúncia será feita no Diário da Câmara no dia seguinte. Com isso, o presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), passará à condição de governador em exercício. Ele fica no cargo enquanto durar o afastamento do governador José Roberto Arruda, que está preso, ou em caso de intervenção federal no Distrito Federal. Não há uma solenidade para a posse.
Aliado de primeira hora de Arruda, Wilson Lima já foi vendedor de picolés, frentista, mecânico, lanterneiro, pintor, balconista e cobrador de ônibus. Também foi sócio de uma rede de supermercados. Está no terceiro mandato.
): Citado pelo
gravador-geral Durval Barbosa como receptor de R$ 20 mil do mensalão
candango, Paulo Henrique Munhoz da Rocha, diretor da empresa de transporte
do Distrito Federal (DFTrans), é homem de confiança do DEM no Paraná. Foi
secretário no governo Jaime Lerner e ocupou cargos de primeiro escalão na
Prefeitura de Curitiba quando comandada por Cassio Taniguchi. A empresa de
informática Minauro, com sede em Curitiba, mantém contrato de R$ 21 milhões
com o governo Arruda via DFTrans. A autarquia comanda um dos maiores
orçamentos do GDF.
Tão logo o nome de Munhoz da Rocha apareceu nos vídeos de Durval, ele foi
pressionado a se desfiliar do DEM. Na sequência, Taniguchi deixou a
Secretaria de Desenvolvimento Urbano do governo Arruda.
candango, Paulo Henrique Munhoz da Rocha, diretor da empresa de transporte
do Distrito Federal (DFTrans), é homem de confiança do DEM no Paraná. Foi
secretário no governo Jaime Lerner e ocupou cargos de primeiro escalão na
Prefeitura de Curitiba quando comandada por Cassio Taniguchi. A empresa de
informática Minauro, com sede em Curitiba, mantém contrato de R$ 21 milhões
com o governo Arruda via DFTrans. A autarquia comanda um dos maiores
orçamentos do GDF.
Tão logo o nome de Munhoz da Rocha apareceu nos vídeos de Durval, ele foi
pressionado a se desfiliar do DEM. Na sequência, Taniguchi deixou a
Secretaria de Desenvolvimento Urbano do governo Arruda.
Ciro Gomes
deputado Ciro Gomes (PSB-CE) irá se encontrar nesta quarta-feira com dirigentes de oito partidos --PSB, PT, PDT, PC do B, PTC, PRB, PSC e PTN-- para discutir a sua possível candidatura ao governo de São Paulo. A reunião ocorrerá no diretório do PSB em Brasília.
O encontro estava inicialmente marcado para o dia 11 de fevereiro, mas o deputado pediu o adiamento para depois do Carnaval. Ciro queria mais tempo, pois não tinha descartado a candidatura totalmente.
"Ele é o único nome que une todos os partidos. Se sairmos juntos, temos mais de nove minutos de televisão, o que torna a candidatura muito competitiva", afirma o presidente do PSB de São Paulo, deputado Márcio França.
A decisão, no entanto, não deve ser tomada amanhã, segundo França. Uma reunião está marcada para dia 15 de março com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando será dada a palavra final sobre o futuro de Ciro.
Segundo ele, apesar de Ciro dizer que seu desejo é concorrer à Presidência, em alguns momentos ele abre brechas para a candidatura em São Paulo.
O encontro estava inicialmente marcado para o dia 11 de fevereiro, mas o deputado pediu o adiamento para depois do Carnaval. Ciro queria mais tempo, pois não tinha descartado a candidatura totalmente.
"Ele é o único nome que une todos os partidos. Se sairmos juntos, temos mais de nove minutos de televisão, o que torna a candidatura muito competitiva", afirma o presidente do PSB de São Paulo, deputado Márcio França.
A decisão, no entanto, não deve ser tomada amanhã, segundo França. Uma reunião está marcada para dia 15 de março com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando será dada a palavra final sobre o futuro de Ciro.
Segundo ele, apesar de Ciro dizer que seu desejo é concorrer à Presidência, em alguns momentos ele abre brechas para a candidatura em São Paulo.
Procuradoria Eleitoral da BA pede suspensão da página de Jaques Wagner no Twitter
A Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia acolheu na última sexta-feira representação feita pelo PMDB baiano ao TRE-BA (Tribunal Regional Eleitoral) da Bahia e pediu à Justiça a retirada, por 24 horas, da página do governador Jaques Wagner (PT) no site de microblogs Twitter.
A decisão foi publicada nesta segunda-feira na página da PRE-BA, que pede ainda a condenação do governador ao pagamento de multa, que pode variar entre R$ 5 mil e R$ 25 mil por propaganda eleitoral antecipada.
Na representação do PMDB, o partido alega que a página de Jaques Wagner, pré-candidato à reeleição, "enaltece programas e obras" de sua gestão e divulga "notícias de sua candidatura.
O PMDB, partido do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima --pré-candidato ao governo da Bahia, chegou a pedir a suspensão da página, que foi indeferida pelo TRE-BA.
No Twitter, de acordo com comunicado da PRE-BA, há mensagens como "Prefeito de Alagoinhas declara em praça pública apoio ao governador Jaques Wagner", "Wagner entrega mais três postos de saúde no município de Ribeirão do Lago", "Sobre política, Wagner admite conversas com César Borges. Porém, afirmou, ainda não há nada definido sobre a participação do senador na chapa" e "Wagner fala sobre a grande ocupação dos hotéis baianos como resultado da política do governo de incentivo ao turismo".
Em sua decisão, o procurador Sidney Madruga alega que o governador Jaques Wagner, "agiu de forma deliberada" no sentido de "associar as ações políticas do governo ao seu nome e à sua imagem, com nítidos objetivos eleitorais, sempre buscando realçar os seus atributos como administrador".
De acordo com o artigo 36 da Lei nº 9.504/97, a propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 5 de julho do ano da eleição.
A decisão foi publicada nesta segunda-feira na página da PRE-BA, que pede ainda a condenação do governador ao pagamento de multa, que pode variar entre R$ 5 mil e R$ 25 mil por propaganda eleitoral antecipada.
Na representação do PMDB, o partido alega que a página de Jaques Wagner, pré-candidato à reeleição, "enaltece programas e obras" de sua gestão e divulga "notícias de sua candidatura.
O PMDB, partido do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima --pré-candidato ao governo da Bahia, chegou a pedir a suspensão da página, que foi indeferida pelo TRE-BA.
No Twitter, de acordo com comunicado da PRE-BA, há mensagens como "Prefeito de Alagoinhas declara em praça pública apoio ao governador Jaques Wagner", "Wagner entrega mais três postos de saúde no município de Ribeirão do Lago", "Sobre política, Wagner admite conversas com César Borges. Porém, afirmou, ainda não há nada definido sobre a participação do senador na chapa" e "Wagner fala sobre a grande ocupação dos hotéis baianos como resultado da política do governo de incentivo ao turismo".
Em sua decisão, o procurador Sidney Madruga alega que o governador Jaques Wagner, "agiu de forma deliberada" no sentido de "associar as ações políticas do governo ao seu nome e à sua imagem, com nítidos objetivos eleitorais, sempre buscando realçar os seus atributos como administrador".
De acordo com o artigo 36 da Lei nº 9.504/97, a propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 5 de julho do ano da eleição.
Juiz dá vitória à Folha contra Igreja Universal
O juiz de direito Alexandre Muñoz julgou improcedente a ação de indenização movida pela Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus) contra a Folha e a jornalista Elvira Lobato, autora de reportagem, publicada em 15 de dezembro de 2007, sobre o conglomerado de empresas ligado à Iurd.
Na Justiça, a igreja alegou ser alvo, há anos, de matérias jornalísticas falsas publicadas pela Folha. No caso específico da reportagem intitulada "Universal chega aos 30 anos com império empresarial", argumentou que foi tratada como um grupo de empresas alavancado pelos dízimos pagos pelos fiéis, o que teria elevado seu líder espiritual, Edir Macedo, à categoria de bilionário.
Em sua decisão, proferida em 27 de janeiro, o juiz Alexandre Muñoz diz que a reportagem encontra respaldo numa série de documentos apresentados à Justiça. "Resta patente, portanto, que a veracidade das informações está clara e demonstrada nos autos", escreveu o magistrado na sentença.
O juiz defendeu ainda o direito do jornal de divulgar a notícia. "Óbvio que seus seguidores [da Iurd] e também outras tantas pessoas que não são suas seguidoras têm direito a esta informação."
Na decisão, Alexandre Muñoz afirma não ser possível associar a jornalista a uma suposta perseguição ou sensacionalismo contra a igreja, como argumentou a Universal, já que Lobato é autora de outras reportagens sobre outras igrejas.
Com relação ao pedido da Iurd de indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil, o magistrado informa que a igreja não conseguiu apresentar nos autos "prova de qualquer dano sofrido, pois, como é notório e sabido, a autora não perdeu seguidores nem deixou de conquistar outros".
"Daí a conclusão de que [a igreja] não perdeu nada com a publicação da matéria jornalística objeto da controvérsia dos autos, dando a entender que o intuito é tentar evitar dissabores pela divulgação de fatos, inclusive retratados por outros veículos de comunicação, mais ainda assim verídicos", escreveu o magistrado.
Sobre a publicação da reportagem, o juiz afirmou se tratar do "exercício de um direito e de um dever fundamental".
Na Justiça, a igreja alegou ser alvo, há anos, de matérias jornalísticas falsas publicadas pela Folha. No caso específico da reportagem intitulada "Universal chega aos 30 anos com império empresarial", argumentou que foi tratada como um grupo de empresas alavancado pelos dízimos pagos pelos fiéis, o que teria elevado seu líder espiritual, Edir Macedo, à categoria de bilionário.
Em sua decisão, proferida em 27 de janeiro, o juiz Alexandre Muñoz diz que a reportagem encontra respaldo numa série de documentos apresentados à Justiça. "Resta patente, portanto, que a veracidade das informações está clara e demonstrada nos autos", escreveu o magistrado na sentença.
O juiz defendeu ainda o direito do jornal de divulgar a notícia. "Óbvio que seus seguidores [da Iurd] e também outras tantas pessoas que não são suas seguidoras têm direito a esta informação."
Na decisão, Alexandre Muñoz afirma não ser possível associar a jornalista a uma suposta perseguição ou sensacionalismo contra a igreja, como argumentou a Universal, já que Lobato é autora de outras reportagens sobre outras igrejas.
Com relação ao pedido da Iurd de indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil, o magistrado informa que a igreja não conseguiu apresentar nos autos "prova de qualquer dano sofrido, pois, como é notório e sabido, a autora não perdeu seguidores nem deixou de conquistar outros".
"Daí a conclusão de que [a igreja] não perdeu nada com a publicação da matéria jornalística objeto da controvérsia dos autos, dando a entender que o intuito é tentar evitar dissabores pela divulgação de fatos, inclusive retratados por outros veículos de comunicação, mais ainda assim verídicos", escreveu o magistrado.
Sobre a publicação da reportagem, o juiz afirmou se tratar do "exercício de um direito e de um dever fundamental".
Beto Richa é indicado pelo PSDB pré-candidato ao governo do Paraná
O prefeito de Curitiba, Beto Richa, foi indicado na manhã de hoje pelo Diretório Estadual do PSDB como pré-candidato ao governo do Paraná. Dos 45 integrantes do diretório, 43 compareceram à reunião.
Richa recebeu 41 votos, contra um para o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR). O outro voto foi em branco. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) não participou do encontro. Ele também é pré-candidato ao governo do Paraná. Em junho, uma convenção do PSDB irá decidir se Richa sairá mesmo candidato.
Se Álvaro Dias não sair candidato, o seu irmão, o também senador Osmar Dias (PDT), deve concorrer ao governo do Estado. Ele é um dos nomes que pode dar apoio para a candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) no Paraná.
O atual vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), 56, já foi lançado pré-candidato pelo governador Roberto Requião (PMDB).
Segundo pesquisa Datafolha de dezembro, Richa e Osmar Dias aparecem tecnicamente empatados, respectivamente com 40% e 38% das intenções de voto. Pessuti receberia 4% dos votos neste mesmo cenário. Quando o senador Álvaro Dias aparece como candidato do PSDB, Osmar Dias o derrota por 42% a 28%.
O prefeito foi reeleito em 2008 com 77% dos votos. Como Richa terá que se desincompatibilizar, a prefeitura será assumida pelo vice, Luciano Ducci, que é do PSB
Richa recebeu 41 votos, contra um para o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR). O outro voto foi em branco. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) não participou do encontro. Ele também é pré-candidato ao governo do Paraná. Em junho, uma convenção do PSDB irá decidir se Richa sairá mesmo candidato.
Se Álvaro Dias não sair candidato, o seu irmão, o também senador Osmar Dias (PDT), deve concorrer ao governo do Estado. Ele é um dos nomes que pode dar apoio para a candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) no Paraná.
O atual vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), 56, já foi lançado pré-candidato pelo governador Roberto Requião (PMDB).
Segundo pesquisa Datafolha de dezembro, Richa e Osmar Dias aparecem tecnicamente empatados, respectivamente com 40% e 38% das intenções de voto. Pessuti receberia 4% dos votos neste mesmo cenário. Quando o senador Álvaro Dias aparece como candidato do PSDB, Osmar Dias o derrota por 42% a 28%.
O prefeito foi reeleito em 2008 com 77% dos votos. Como Richa terá que se desincompatibilizar, a prefeitura será assumida pelo vice, Luciano Ducci, que é do PSB
DEM quer CPI sobre caso Telebrás e envolvimento de Dirceu
O líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC), vai sugerir a criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar denúncia de que o ex-ministro José Dirceu recebeu pelo menos R$ 620 mil do principal grupo empresarial privado que será beneficiado caso a Telebrás seja reativada, como promete o governo.
A denúncia, revelada hoje pela Folha, afirma que o dinheiro foi pago entre 2007 e 2009 por Nelson dos Santos, dono da Star Overseas Ventures --companhia sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal no Caribe.
"São os interesses do José Dirceu que, desde que foi cassado e denunciado por formação de quadrilha, só faz lobby em negócios escusos", disse Bornhausen. Na opinião do líder, a Câmara deve investigar a reativação da Telebrás uma vez que a operação pode trazer danos aos contribuintes.
Segundo a reportagem da Folha, tanto a trajetória da Star Overseas quanto a decisão de Santos de contratar Dirceu, deputado cassado e réu no processo que investiga o mensalão, expõem a atuação de uma rede de interesses privados junto ao governo paralelamente ao discurso oficial do fortalecimento estatal do setor.
Dirceu não quis comentar, e Santos declarou que o dinheiro pago não foi para 'lobby'.
A Folha afirma que, em 2005, a 'offshore' de Santos comprou, por R$ 1, participação em uma empresa brasileira praticamente falida chamada Eletronet. Com a reativação da Telebrás, Santos poderá sair do negócio com cerca de R$ 200 milhões.
O governo já anunciou que tem intenção de usar a Telebrás para ofertar a rede de fibras ópticas da Eletronet para quem queira prover o serviço de acesso à internet, ou seja, para que outras empresas cheguem aos consumidores. No entanto, não está descartada a possibilidade de o próprio governo entregar o serviço, se a iniciativa privada não o fizer.
Negócios
Constituída como estatal, no início da década de 90, a Eletronet ganhou sócio privado em março de 1999, quando 51% de seu capital passou para a americana AES. Segundo a Folha, os 49% restantes ficaram nas mãos do governo. Em 2003, a Eletronet pediu autofalência porque seu modelo de negócio não resistiu à competição das teles privatizadas.
Diante da falência, a AES vendeu sua participação para uma empresa canadense, a Contem Canada, que, por sua vez, revendeu metade desse ativo para Nelson dos Santos, da Star Overseas, transformando-o em sócio do Estado dentro da empresa falida.
Em novembro de 2007, oito meses depois da contratação de Dirceu por Santos, o governo passou a fazer anúncios e a tomar decisões que transformaram a sucata falimentar da Eletronet em ouro. Isso porque, pelo plano do governo, a reativação da Telebrás deverá ser feita justamente por meio da estrutura de fibras ópticas da Eletronet.
A denúncia, revelada hoje pela Folha, afirma que o dinheiro foi pago entre 2007 e 2009 por Nelson dos Santos, dono da Star Overseas Ventures --companhia sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal no Caribe.
"São os interesses do José Dirceu que, desde que foi cassado e denunciado por formação de quadrilha, só faz lobby em negócios escusos", disse Bornhausen. Na opinião do líder, a Câmara deve investigar a reativação da Telebrás uma vez que a operação pode trazer danos aos contribuintes.
Segundo a reportagem da Folha, tanto a trajetória da Star Overseas quanto a decisão de Santos de contratar Dirceu, deputado cassado e réu no processo que investiga o mensalão, expõem a atuação de uma rede de interesses privados junto ao governo paralelamente ao discurso oficial do fortalecimento estatal do setor.
Dirceu não quis comentar, e Santos declarou que o dinheiro pago não foi para 'lobby'.
A Folha afirma que, em 2005, a 'offshore' de Santos comprou, por R$ 1, participação em uma empresa brasileira praticamente falida chamada Eletronet. Com a reativação da Telebrás, Santos poderá sair do negócio com cerca de R$ 200 milhões.
O governo já anunciou que tem intenção de usar a Telebrás para ofertar a rede de fibras ópticas da Eletronet para quem queira prover o serviço de acesso à internet, ou seja, para que outras empresas cheguem aos consumidores. No entanto, não está descartada a possibilidade de o próprio governo entregar o serviço, se a iniciativa privada não o fizer.
Negócios
Constituída como estatal, no início da década de 90, a Eletronet ganhou sócio privado em março de 1999, quando 51% de seu capital passou para a americana AES. Segundo a Folha, os 49% restantes ficaram nas mãos do governo. Em 2003, a Eletronet pediu autofalência porque seu modelo de negócio não resistiu à competição das teles privatizadas.
Diante da falência, a AES vendeu sua participação para uma empresa canadense, a Contem Canada, que, por sua vez, revendeu metade desse ativo para Nelson dos Santos, da Star Overseas, transformando-o em sócio do Estado dentro da empresa falida.
Em novembro de 2007, oito meses depois da contratação de Dirceu por Santos, o governo passou a fazer anúncios e a tomar decisões que transformaram a sucata falimentar da Eletronet em ouro. Isso porque, pelo plano do governo, a reativação da Telebrás deverá ser feita justamente por meio da estrutura de fibras ópticas da Eletronet.
decisão é de Alencar
José Alencar tem dito que o resultado dos exames que fará no dia 16 é que definirá seu futuro político. Ou seja, se Alencar será candidato ao governo de Minas Gerais ou ao Senado - ou mesmo se será candidato a alguma coisa. Beleza.
Mas quem o conhece sabe que nem os seus médicos nem a família têm poder de decidir por ele: ninguém diz o que Alencar tem que fazer. Se ele achar que deve ser candidato, será mesmo com a oposição da família e dos médicos.
Mas quem o conhece sabe que nem os seus médicos nem a família têm poder de decidir por ele: ninguém diz o que Alencar tem que fazer. Se ele achar que deve ser candidato, será mesmo com a oposição da família e dos médicos.
“um belo jantar a dois no lixão”
Edir Macedo e “um belo jantar a dois no lixão”
O bispo Edir Macedo não descansa - opina sobre tudo para o conforto dos seus fiéis. Em seu blog, seu último post versa sobre o sexo anal. O chefe da Igreja Universal o compara a “um belo jantar a dois no meio do lixão”. Fala Macedo:
- No sexo anal, o reto é agredido com uma introdução estranha à sua natureza. Ele não está na função de receber, mas de expelir. Expelir o quê? Fezes, excremento ou cocô. As fezes são o lixo do corpo humano. Usar o ânus como objeto de prazer é o mesmo que degustar um belo jantar a dois no meio do lixão. Não faz sentido. É questão de higiene, de saúde e, sobretudo, de inteligência. Entretanto, cada um é dono de seu próprio corpo e faz dele o que bem entender. Por isso, nos foi dado o livre arbítrio.
O bispo Edir Macedo não descansa - opina sobre tudo para o conforto dos seus fiéis. Em seu blog, seu último post versa sobre o sexo anal. O chefe da Igreja Universal o compara a “um belo jantar a dois no meio do lixão”. Fala Macedo:
- No sexo anal, o reto é agredido com uma introdução estranha à sua natureza. Ele não está na função de receber, mas de expelir. Expelir o quê? Fezes, excremento ou cocô. As fezes são o lixo do corpo humano. Usar o ânus como objeto de prazer é o mesmo que degustar um belo jantar a dois no meio do lixão. Não faz sentido. É questão de higiene, de saúde e, sobretudo, de inteligência. Entretanto, cada um é dono de seu próprio corpo e faz dele o que bem entender. Por isso, nos foi dado o livre arbítrio.
José Dirceu/Telebras.
Sob Lula, o governo promete reativar a Telebras, estatal que geria a rede de telefônicas privatizadas na era FHC.
O negócio interessa vivamente a um cliente do deputado cassado José Dirceu, réu no processo do mensalão e recém-reconduzido à direção do PT.
Dirceu foi contratado por um grupo empresarial que será o principal beneficiário da eventual ressurreição da Telebras.
O ex-mandachuva da Casa Civil já recebeu, a título de consultoria, pelo menos R$ 620 mil, informam os repórteres Marcio Aith e Julio Wiziack, na Folha.
A cifra foi desembolsada, entre 2007 e 2009, por um empresário chamado Nelson dos Santos.
Ele é dono da logomarca Star Overseas, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal do Caribe.
Em 2005, Nelson dos Santos comprara, na bacia das almas, 49% de uma empresa chamada Eletronet. Pagou um valor simbólico: R$ 1.
Com a reativação da Telebras, Santos pode sair do negócio com notáveis R$ 200 milhões. Por quê?
Falida, a Eletronet possui entre seus ativos 16 mil km de cabos de fibra óptica, ligando 18 Estados brasileiros.
Embora valiosa, a mercadoria não cobria as dívidas da empresa, avaliadas em R$ 800 milhões.
Depois do contrato firmado entre Nelson dos Santos e José Direceu, o governo decidiu utilizar as fibras ópticas da Eletronet na “nova” Telebras.
A Viúva dispôs-se a assumir sozinha a caução judicial necessária à liberação da rede de fibras, que serve de garantia a credores da Eletronet.
Em discurso feito no Rio, em julho do ano passado, Lula referiu-se publicamente à transação. Não mencionou nem Dirceu nem o cliente dele. Mas citou a Eletronet:
"Nós estamos brigando há cinco anos para tomar conta da Eletronet, que é uma empresa pública que foi privatizada, que faliu, e que estamos querendo pegar de volta".
Dirceu também tratou do tema em artigos que veiculou em seu blog e no jornal “Brasil Econômico”, do qual é articulista.
Em seus textos, o ex-ministro não menciona o nome de seu cliente. NO blog, Dirceu começou a tratar do tema em março de 2007, mês em que foi contratado por Nelson dos Santos.
Num das mensagens levadas ao blog, Dirceu anotou: "Do ponto de vista econômico, faz sentido o governo defender a reincorporação, pela Eletrobrás, dos ativos da Eletronet...”
“...Uma rede de 16 mil quilômetros de fibras ópticas, joint venture entre a norte-americana AES e a Lightpar, uma associação de empresas elétricas da Eletrobrás".
Procurado, José Dirceu preferiu não comentar. Sua assessoria limitou-se a dizer o seguinte:
"Se, por ventura, o ex-ministro tivesse dado consultoria ao sr. Nelson dos Santos, não poderia confirmar, por cláusula de confidencialidade, comum a contratos de consultoria".
Ouvido, Nelson dos Santos confirmou ter feito pagamentos à empresa de Dirceu, a Consultoria JD.
Disse que a firma de Dirceu “nunca foi contratada para fazer qualquer intermediação de negócios ou serviços relacionados a transações específicas".
Fazia o quê? Segundo o empresário, realizava projeções do cenário político e econômico brasileiro e latino-americano.
Ainda de acordo com Nelson dos Santos, o contrato que o uniu a Dirceu vigorou de março de 2007 a outubro de 2009.
Disse, por e-mail, que os pagamentos feitos a Dirceu constam de notas fiscais e foram devidamente contabilizados.
Informou que desembolsou R$ 20 mil por mês. Considerando-se o prazo de vigência do contrato, foram à caixa registradora da consultoria de Dirceu R$ 620 mil.
No último sábado (20), José Dirceu desfilou seu prestígio pelo Congresso do PT, o encontro que aclamou Dilma Rousseff como presidenciável do partido.
Em entrevista, o ex-ministro declarou que vai participar da campanha de Dilma. “Às claras”, ele disse. “Meu tempo de clandestinidade acabou”.
Referia-se não aos negócios, mas à sua fase guerrilheira, durante a qual, sob ditadura militar, teve de retornar ao Brasil, procedente de Cuba, sob disfarce.
Nesse período, a única confidencialidade que interessava a José Dirceu preservar era sua identidade política.
O negócio interessa vivamente a um cliente do deputado cassado José Dirceu, réu no processo do mensalão e recém-reconduzido à direção do PT.
Dirceu foi contratado por um grupo empresarial que será o principal beneficiário da eventual ressurreição da Telebras.
O ex-mandachuva da Casa Civil já recebeu, a título de consultoria, pelo menos R$ 620 mil, informam os repórteres Marcio Aith e Julio Wiziack, na Folha.
A cifra foi desembolsada, entre 2007 e 2009, por um empresário chamado Nelson dos Santos.
Ele é dono da logomarca Star Overseas, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal do Caribe.
Em 2005, Nelson dos Santos comprara, na bacia das almas, 49% de uma empresa chamada Eletronet. Pagou um valor simbólico: R$ 1.
Com a reativação da Telebras, Santos pode sair do negócio com notáveis R$ 200 milhões. Por quê?
Falida, a Eletronet possui entre seus ativos 16 mil km de cabos de fibra óptica, ligando 18 Estados brasileiros.
Embora valiosa, a mercadoria não cobria as dívidas da empresa, avaliadas em R$ 800 milhões.
Depois do contrato firmado entre Nelson dos Santos e José Direceu, o governo decidiu utilizar as fibras ópticas da Eletronet na “nova” Telebras.
A Viúva dispôs-se a assumir sozinha a caução judicial necessária à liberação da rede de fibras, que serve de garantia a credores da Eletronet.
Em discurso feito no Rio, em julho do ano passado, Lula referiu-se publicamente à transação. Não mencionou nem Dirceu nem o cliente dele. Mas citou a Eletronet:
"Nós estamos brigando há cinco anos para tomar conta da Eletronet, que é uma empresa pública que foi privatizada, que faliu, e que estamos querendo pegar de volta".
Dirceu também tratou do tema em artigos que veiculou em seu blog e no jornal “Brasil Econômico”, do qual é articulista.
Em seus textos, o ex-ministro não menciona o nome de seu cliente. NO blog, Dirceu começou a tratar do tema em março de 2007, mês em que foi contratado por Nelson dos Santos.
Num das mensagens levadas ao blog, Dirceu anotou: "Do ponto de vista econômico, faz sentido o governo defender a reincorporação, pela Eletrobrás, dos ativos da Eletronet...”
“...Uma rede de 16 mil quilômetros de fibras ópticas, joint venture entre a norte-americana AES e a Lightpar, uma associação de empresas elétricas da Eletrobrás".
Procurado, José Dirceu preferiu não comentar. Sua assessoria limitou-se a dizer o seguinte:
"Se, por ventura, o ex-ministro tivesse dado consultoria ao sr. Nelson dos Santos, não poderia confirmar, por cláusula de confidencialidade, comum a contratos de consultoria".
Ouvido, Nelson dos Santos confirmou ter feito pagamentos à empresa de Dirceu, a Consultoria JD.
Disse que a firma de Dirceu “nunca foi contratada para fazer qualquer intermediação de negócios ou serviços relacionados a transações específicas".
Fazia o quê? Segundo o empresário, realizava projeções do cenário político e econômico brasileiro e latino-americano.
Ainda de acordo com Nelson dos Santos, o contrato que o uniu a Dirceu vigorou de março de 2007 a outubro de 2009.
Disse, por e-mail, que os pagamentos feitos a Dirceu constam de notas fiscais e foram devidamente contabilizados.
Informou que desembolsou R$ 20 mil por mês. Considerando-se o prazo de vigência do contrato, foram à caixa registradora da consultoria de Dirceu R$ 620 mil.
No último sábado (20), José Dirceu desfilou seu prestígio pelo Congresso do PT, o encontro que aclamou Dilma Rousseff como presidenciável do partido.
Em entrevista, o ex-ministro declarou que vai participar da campanha de Dilma. “Às claras”, ele disse. “Meu tempo de clandestinidade acabou”.
Referia-se não aos negócios, mas à sua fase guerrilheira, durante a qual, sob ditadura militar, teve de retornar ao Brasil, procedente de Cuba, sob disfarce.
Nesse período, a única confidencialidade que interessava a José Dirceu preservar era sua identidade política.
Aécio lidera com folga disputa pelo Senado em Minas
Pesquisa veiculada na edição desta terça (23) do diário mineiro ‘O Tempo’ acomoda Aécio Neves (PSDB) na liderança da disputa pelo Senado em Minas.
Os mineiros vão eleger dois senadores em 2010. Aécio é a primeira opção de 48,22% dos eleitores. E a segunda de 12,42%.
Somando-se os votos atribuídos ao governador nos dois cenários, Aécio vai à disputa com 60,64% das intenções de voto.
A pesquisa submeteu ao eleitor nomes de políticos que, hoje, declaram-se candidatos ao governo. Entre eles Hélio Costa (PMDB).
Depois de Aécio, o ministro das Comunicações é o nome mais bem-posto na corrida ao Senado: 13,19% dos eleitores afirmam que votariam nele como primeira opção.
Outros 13,86% declaram que Hélio Costa é a segunda opção de voto. Somando-se os dois percentuais, o ministro amealha 27,05%.
Na terceira colocação aparece o vice-presidente José Alencar (PRB). Ele é a primeira opção de 9,67% dos eleitores. E a segunra de 15,26%. Índice total: 24,93%.
Na sequência, aparecem: Itamar Franco, do PPS (18,30%, somando-se o primeiro e o segundo votos); Fernando Pimentel, do PT (13,00%)...
...Eduardo Azeredo, do PSDB (11,00%) e Patrus Ananias, do PT (com 9,70%).
A confirmação do favoritismo de Aécio como que ajuda a explicar a resistência do governador tucano em aceitar o posto de vice na chapa de José Serra.
De volta de uma licença de 11 dias, Aécio confirmou nesta segunda (22) que terá um encontro com Serra durante a semana.
De antemão, Aécio cuidou de esvaziar as expectativas que cercam a reunião. Disse que o PSDB não tem razões para antecipar sua decisão no plano nacional.
Declarou que, ao formalizar a candidatura de Dilma Rousseff, Lula e o PT fazem o que lhes convém. Mas o tucanato, ele acredita, não deve se pautar pela lógica dos rivais.
Afirma, de resto, que não se deve esperar de sua conversa com Serra nenhum “grande fato político”.
Os mineiros vão eleger dois senadores em 2010. Aécio é a primeira opção de 48,22% dos eleitores. E a segunda de 12,42%.
Somando-se os votos atribuídos ao governador nos dois cenários, Aécio vai à disputa com 60,64% das intenções de voto.
A pesquisa submeteu ao eleitor nomes de políticos que, hoje, declaram-se candidatos ao governo. Entre eles Hélio Costa (PMDB).
Depois de Aécio, o ministro das Comunicações é o nome mais bem-posto na corrida ao Senado: 13,19% dos eleitores afirmam que votariam nele como primeira opção.
Outros 13,86% declaram que Hélio Costa é a segunda opção de voto. Somando-se os dois percentuais, o ministro amealha 27,05%.
Na terceira colocação aparece o vice-presidente José Alencar (PRB). Ele é a primeira opção de 9,67% dos eleitores. E a segunra de 15,26%. Índice total: 24,93%.
Na sequência, aparecem: Itamar Franco, do PPS (18,30%, somando-se o primeiro e o segundo votos); Fernando Pimentel, do PT (13,00%)...
...Eduardo Azeredo, do PSDB (11,00%) e Patrus Ananias, do PT (com 9,70%).
A confirmação do favoritismo de Aécio como que ajuda a explicar a resistência do governador tucano em aceitar o posto de vice na chapa de José Serra.
De volta de uma licença de 11 dias, Aécio confirmou nesta segunda (22) que terá um encontro com Serra durante a semana.
De antemão, Aécio cuidou de esvaziar as expectativas que cercam a reunião. Disse que o PSDB não tem razões para antecipar sua decisão no plano nacional.
Declarou que, ao formalizar a candidatura de Dilma Rousseff, Lula e o PT fazem o que lhes convém. Mas o tucanato, ele acredita, não deve se pautar pela lógica dos rivais.
Afirma, de resto, que não se deve esperar de sua conversa com Serra nenhum “grande fato político”.
TSE absolveu Lula de acusações feitas contra Kassab

Em sessão ocorrida no final de 2006, o TSE absolveu Lula de acusações semelhantes às que estão sendo feitas agora contra o prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Pela lógica, se o processo que corre contra Kassab chegar ao TSE, último degrau da Justiça Eleitoral, a absolvição é o caminho mais provável.
Vai abaixo um resumo da encrenca:
1. Kassab e sua vice, Alda Marco Antônio (PMDB), foram condenados à perda de mandato. Recorreram. E a sentença foi suspensa até o julgamento final.
2. Deve-se a um juiz de primeiro grau a condenação da dupla Kassab-Alda. Chama-se Sérgio Rezende Silveira. Atua na 1ª Zona Eleitoral da capital paulista.
3. O magistrado sustenta em seu despacho que o comitê reeleitoral de Kassab recebeu, no pleito de 2008, R$ 10 milhões em verbas ilegais.
4. Um pedaço do dinheiro tido por ilegal veio, segundo a sentença, das caixas registradoras de sete empreiteiras.
5. São elas: Camargo Corrêa, CR Almeida, Engeform, S.A. Paulista, OAS, Serveng Silvisan e Carioca Christiani Nielsen.
6. Juntas, essas empresas borrifaram no comitê de Kassab R$ 6,8 milhões. Por que essas doações seriam ilegais?
7. Endossando representação do Ministério Público Eleitoral, o juiz Sérgio Rezende entendeu que os doadores mantêm contratos com a administração pública.
8. Pela lei, empresas concessionárias de serviços públicos não podem fazer doações eleitorias. Há, porém, um detalhe.
9. Na representação que serviu de fundamento para a sentença, o Ministério Público anota que as empreiteiras não são concessionárias diretas.
10. Pelo texto, as empresas são acionistas, investidoras ou estão associadas às concessionárias por meio de consórcio.
11. Aqui começam as semelhanças com o processo no qual o comitê reeleitoral de Lula foi absolvido no final de 2006.
12. Lula também fora acusado de receber verbas de concessionárias de serviço público. Entre elas a Carioca Christiani Nielsen, que também figura na lista de doadoaras de Kassab.
13. Em sua defesa, o PT alegou que as empresas não eram concessionárias. Apenas detinham ações ou investimentos em logomarcas que serviam ao Estado.
14. É precisamente o que alega a defesa de Kassab. Serve-se da mesma tese que, levada a julgamento no caso Lula, prevaleceu no plenário do TSE por cinco votos contra dois.
15. Ficou assentada no tribunal a jurisprudência que deve beneficiar Kassab se o processo contra ele sobreviver à análise do TRE de São Paulo.
16. O juiz considerou ilegais também as verbas doadas ao comitê de Kassab por uma entidade chamada AIB (Associação Imobiliária Brasileira). Coisa de R$ 2,7 milhões.
17. Considerou-se que a AIB é, na verdade, mero biombo. Serviria para ocultar doações eleitorais de construtoras filiadas ao Sindicato da Construção Civil.
18. Reza a lei que sindicatos estão proibidos de fazer doações. Daí a pecha de “ilegal” grudada às constribuições vindas da AIB.
19. Há aqui nova coincidência em relação ao processo que resultou na absolvição de Lula. O comitê do presidente recebera doações de entidade análoga à AIB.
20. Chama-se IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia). A despeito da ligação da entidade com empresas do setor siderúrgico, o TSE considerou que as doações foram legais.
21. Para a maioria dos ministros do tribunal, o IBS não pode ser considerado como um sindicato ou entidade de classe.
22. Por último, o juiz Sérgio Rezende classificou de ilegal uma doação feita à campanha de Kassab pelo Banco Itraú: R$ 550 mil.
23. É no Itaú que a prefeitura deposita os salários dos servidores. Por essa razão, entendeu o juiz, a casa bancária estaria impedida de fazer a doação.
24. Nesse ponto, a sentença de São Paulo não encontra paralelo no processo que correu contra Lula. Porém...
25. Porém, o juiz fixou em sua decisão um piso monetário. Seriam passíveis de cassação os eleitos que carregassem em sua escrituração de campanha 20% ou mais de verbas ilegais.
26. O comitê de Kassab amealhou R$ 29,8 milhões. Tomado pela decisão do magistrado, 33,8% desse total vieram de fontes ilegais.
27. Suponha-se que TSE derrube a ilegalidade atribuída à verba das construtoras (R$ 6,8 milhões) e ao dinheiro da AIB (R$ 2,7 milhões).
28. Nesse caso, ainda que os R$ 550 mil providos pelo Itaú sejam tidos por ilegais, não será atingido o piso de 20% estipulado pelo juiz como necessário à perda do mandato.
29. As semelhanças entre o caso de Kassab e o de Lula vão ao caldeirão que ferve em São Paulo como água fria derramada sobre o ânimo beligerante do PT.
30. Afora o fato de Lula ter sido acusado dos mesmos malfeitos, o juiz Sérgio Rezende cassou também oito vereadores— cinco petistas, dois tucanos e um ‘demo’.
31. O recurso dos advogados de Kassab levou o processo do prefeito ao TRE de São Paulo. Se for observada a decisão do TSE, o caso talvez nem chegue a Brasília.
32. Eis o resumo da novela: a legislação eleitoral é uma espécie de queijo suíço feito apenas de buracos. Servem-se dele roedadores suprapartidários.
A lei é ruim? Sem dúvida. Mas não parece haver no Congresso quem se anime a aperfeiçoá-la. Assim, não resta à Justiça Eleitoral senão absolver.
manchetes desta terça
- Globo: Vale entra em leilão e acirra megadisputa no setor elétrico
- Folha: 'Nova' Telebrás beneficia cliente de Dirceu
- Estadão: Cúpula apoia reivindicação argentina sobre Malvinas
- JB: Rio sem novos blocos em 2011
- Correio: A hora do impeachment para Arruda
- Valor: Com folga em caixa, bancos captam menos
- Estado de Minas: Greve provoca transtornos e prejuízos em BH
- Jornal do Commercio: Novo estaleiro vai gerar 1.700 empregos
- Folha: 'Nova' Telebrás beneficia cliente de Dirceu
- Estadão: Cúpula apoia reivindicação argentina sobre Malvinas
- JB: Rio sem novos blocos em 2011
- Correio: A hora do impeachment para Arruda
- Valor: Com folga em caixa, bancos captam menos
- Estado de Minas: Greve provoca transtornos e prejuízos em BH
- Jornal do Commercio: Novo estaleiro vai gerar 1.700 empregos
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Ana Rios é presidente estadual do PMDB Mulher

Ana Rios é presidente estadual do PMDB Mulher
A presidente do PMDB Mulher, Ana Rios, convoca todas as mulheres do partido a participarem do III Encontro Estadual do Núcleo, que acontecerá no dia 1° de março, no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador, das 8h às 14h.
O encontro irá abordar a participação da mulher na militância partidária e contará com a presença do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.
A participação no evento deve ser confirmada pelo telefones: (71) 3083-1515 (sede do partido) ou (71) 3117-6770 / 9961-3487 (Ana Rios, presidente do PMDB Mulher), e também pelo email: anacoutinho.rios@gmail.com.
Geddel: não basta ser amigo do presidente, é preciso trabalhar
Geddel: não basta ser amigo do presidente, é preciso trabalhar
A Bahia tem se destacado por apresentar entre os estados do Nordeste os valores mais baixos de transferências voluntárias, que são verbas repassadas pela União aos estados que apresentam bons projetos e são mais ágeis na negociação desses recursos. Em 2008, a Bahia recebeu R$ 242 milhões em transferências voluntárias, contra R$ 319 milhões recebidos por Pernambuco. Quando se leva em conta o critério per capita - quando se divide o dinheiro pelo número de habitantes - a Bahia perde não apenas para Pernambuco, como para todos os estados do Nordeste, mesmo os mais pobres como o Piauí e o Maranhão.
Jornal mostra que Bahia perde com Wagner
O abandono do Polo de Informática de Ilhéus está entre os exemplos citados em matéria publicada na edição desta segunda-feira (22) da Tribuna da Bahia, denunciando a perda de investimentos sofridos pelo Estado na gestão Jaques Wagner. Sob o título “Bahia perde novos investimentos”, o texto faz um paralelo entre os resultados altamente positivos alcançados por outros estados nordestinos, cujos governadores sequer pertencem ao PT e, ao contrário do que propaga o governador da Bahia a seu favor, não têm maiores laços de amizades com o presidente Lula.
“Os dois estados nordestinos (Pernambuco e Ceará) são do PSB e, diga-se de passagem, de pouca proximidade com o Governo Federal, mas têm conseguido alavancar negócios para suas respectivas regiões. Ou seja: a questão não é política, talvez de empenho político”, diz o texto da Tribuna da Bahia.
Na lista de empreendimentos perdidos pela Bahia no Governo Jaques Wagner aparece também uma refinaria e uma fábrica de avião. É citado também o fato do Estado ter perdido o posto de terceiro produtor de leite para ocupar a sexta posição, além de ter hesitado em investir na construção de em centro de distribuições e não liberar recursos para facilitar a implantação de unidades empresariais já existentes.
Geddel assina convênio em Riacho de Santana
Vistoriando obras em Serra do RamalhoO ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, acaba de assinar um convênio com o prefeito do município de Riacho de Santana, Tito Eugênio Cardoso de Castro (PMDB), que irá beneficiar a população com a criação de 180 cisternas.
Pela manhã o ministro visitou o município de Serra do Ramalho, onde vistoriou obras de esgotamento sanitário e abastecimento de água. De acordo com o prefeito do município, Carlos Caraíbas de Sousa (PC do B) o esgotamento é uma dívida antiga dos governos que já passaram. “Temos certeza de que com Geddel Serra do Ramalho receberá muito mais”, disse.
O ministro seguirá nesta tarde para o município de Bom Jesus da Lapa onde visitará obras em andamento.
A Bahia tem se destacado por apresentar entre os estados do Nordeste os valores mais baixos de transferências voluntárias, que são verbas repassadas pela União aos estados que apresentam bons projetos e são mais ágeis na negociação desses recursos. Em 2008, a Bahia recebeu R$ 242 milhões em transferências voluntárias, contra R$ 319 milhões recebidos por Pernambuco. Quando se leva em conta o critério per capita - quando se divide o dinheiro pelo número de habitantes - a Bahia perde não apenas para Pernambuco, como para todos os estados do Nordeste, mesmo os mais pobres como o Piauí e o Maranhão.
Jornal mostra que Bahia perde com Wagner
O abandono do Polo de Informática de Ilhéus está entre os exemplos citados em matéria publicada na edição desta segunda-feira (22) da Tribuna da Bahia, denunciando a perda de investimentos sofridos pelo Estado na gestão Jaques Wagner. Sob o título “Bahia perde novos investimentos”, o texto faz um paralelo entre os resultados altamente positivos alcançados por outros estados nordestinos, cujos governadores sequer pertencem ao PT e, ao contrário do que propaga o governador da Bahia a seu favor, não têm maiores laços de amizades com o presidente Lula.
“Os dois estados nordestinos (Pernambuco e Ceará) são do PSB e, diga-se de passagem, de pouca proximidade com o Governo Federal, mas têm conseguido alavancar negócios para suas respectivas regiões. Ou seja: a questão não é política, talvez de empenho político”, diz o texto da Tribuna da Bahia.
Na lista de empreendimentos perdidos pela Bahia no Governo Jaques Wagner aparece também uma refinaria e uma fábrica de avião. É citado também o fato do Estado ter perdido o posto de terceiro produtor de leite para ocupar a sexta posição, além de ter hesitado em investir na construção de em centro de distribuições e não liberar recursos para facilitar a implantação de unidades empresariais já existentes.
Geddel assina convênio em Riacho de Santana
Vistoriando obras em Serra do RamalhoO ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, acaba de assinar um convênio com o prefeito do município de Riacho de Santana, Tito Eugênio Cardoso de Castro (PMDB), que irá beneficiar a população com a criação de 180 cisternas.
Pela manhã o ministro visitou o município de Serra do Ramalho, onde vistoriou obras de esgotamento sanitário e abastecimento de água. De acordo com o prefeito do município, Carlos Caraíbas de Sousa (PC do B) o esgotamento é uma dívida antiga dos governos que já passaram. “Temos certeza de que com Geddel Serra do Ramalho receberá muito mais”, disse.
O ministro seguirá nesta tarde para o município de Bom Jesus da Lapa onde visitará obras em andamento.
O QUE VALE PARA LULA NÃO VALE PARA KASSAB!
Mas é fato que já há houve, na média, mais rigor técnico no jornalismo. A primeira tarefa indeclinável dos chefes de reportagem desde que o tal juiz decidiu cassar “Kassab” era conclamar a reportagem a exibir os fundamentos técnicos que embasaram a decisão. Mas não bastava expô-los: teria sido preciso, em seguida, confrontá-los com o que dizem a lei e a jurisprudência. Em vez disso, o que tivemos foi a exibição burra e desinformada da “numerália” que, supostamente, daria sustentação à decisão do juiz.
A outra tarefa indeclinável era — e é — verificar quantos dos medalhões da política, a começar do nº 1, poderiam ser cassados segundo esse mesmo critério. Se forem consideradas ilegais as doações feitas a Lula também das empresas que “não são diretamente concessionárias de serviços públicos, mas apenas integrantes, acionistas, investidoras, associadas em consórcio ou sob a forma de holding ou conglomerado econômico que, em derradeira análise, seriam os concessionários diretos”, CERTAMENTE SERÁ PRECISO CASSAR O MANDATO DO PRESIDENTE. Quem se habilita?
Aliás, meus caros, saibam que a jurisprudência firmada no TSE se deu justamente no julgamento de um caso envolvendo as contas de… LULA!!!
Mas vocês sabem: O QUE VALE PARA LULA NÃO VALE PARA KASSAB!
A outra tarefa indeclinável era — e é — verificar quantos dos medalhões da política, a começar do nº 1, poderiam ser cassados segundo esse mesmo critério. Se forem consideradas ilegais as doações feitas a Lula também das empresas que “não são diretamente concessionárias de serviços públicos, mas apenas integrantes, acionistas, investidoras, associadas em consórcio ou sob a forma de holding ou conglomerado econômico que, em derradeira análise, seriam os concessionários diretos”, CERTAMENTE SERÁ PRECISO CASSAR O MANDATO DO PRESIDENTE. Quem se habilita?
Aliás, meus caros, saibam que a jurisprudência firmada no TSE se deu justamente no julgamento de um caso envolvendo as contas de… LULA!!!
Mas vocês sabem: O QUE VALE PARA LULA NÃO VALE PARA KASSAB!
Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo......
assessoria do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) divulgou no início da tarde desta segunda-feira (22) os nomes dos oito vereadores que tiveram os mandatos cassados pelo juiz Aloisio Sérgio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral. Ele também cassou o diploma do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que nega qualquer irregularidade, e de sua vice, Alda Marco Antonio (PMDB). Todos são acusados de captação ilícita de recursos, ou doações irregulares de campanha, nas eleições de 2008. A publicação no Diário Oficial da Justiça está prevista para esta terça-feira (23)
Os vereadores são: Antonio Donato Madormo (PT), Arselino Roque Tatto (PT), Gilberto Tanos Natalini (PSDB), Italo Cardoso Araújo (PT), José Américo Ascêncio Dias (PT), José Police Neto (PSDB), Juliana Cardoso (PT) e Marco Aurélio de Almeida Cunha (DEM).
O advogado Ricardo Penteado, que representa os vereadores Gilberto Natalini, José Police Neto e Marco Aurélio Cunha, disse que espera ser intimado e receber a sentença para recorrer da decisão. O advogado Marcelo Andrade, defensor de todos os petistas, afirmou que deve ser intimado na terça-feira (23), quando entrará com o recurso. "Todas as doações são respaldadas em decisões anteriores do TRE, que, nas eleições passadas, avalizaram a legalidade das doações", disse Andrade.
Todas as representações foram propostas pelo Ministério Público Eleitoral, que solicitou a revisão das prestações de contas dos candidatos. Além de cassação do mandato, os mencionados são considerados inelegíveis por três anos. O prazo para o recurso é três dias após a publicação das sentenças.
Na mesma data, tiveram as contas aprovadas por Silveira: Geraldo Alckmin (PSDB), candidato a prefeito, seu candidato a vice, Campos Machado (PTB); Marta Suplicy (PT), candidata à prefeita, seu candidato a vice Aldo Rebelo (PC do B); e os vereadores eleitos João Antonio da Silva Filho (PT), Mara Gabrilli (PSDB) e Milton Leite (DEM).
Os vereadores são: Antonio Donato Madormo (PT), Arselino Roque Tatto (PT), Gilberto Tanos Natalini (PSDB), Italo Cardoso Araújo (PT), José Américo Ascêncio Dias (PT), José Police Neto (PSDB), Juliana Cardoso (PT) e Marco Aurélio de Almeida Cunha (DEM).
O advogado Ricardo Penteado, que representa os vereadores Gilberto Natalini, José Police Neto e Marco Aurélio Cunha, disse que espera ser intimado e receber a sentença para recorrer da decisão. O advogado Marcelo Andrade, defensor de todos os petistas, afirmou que deve ser intimado na terça-feira (23), quando entrará com o recurso. "Todas as doações são respaldadas em decisões anteriores do TRE, que, nas eleições passadas, avalizaram a legalidade das doações", disse Andrade.
Todas as representações foram propostas pelo Ministério Público Eleitoral, que solicitou a revisão das prestações de contas dos candidatos. Além de cassação do mandato, os mencionados são considerados inelegíveis por três anos. O prazo para o recurso é três dias após a publicação das sentenças.
Na mesma data, tiveram as contas aprovadas por Silveira: Geraldo Alckmin (PSDB), candidato a prefeito, seu candidato a vice, Campos Machado (PTB); Marta Suplicy (PT), candidata à prefeita, seu candidato a vice Aldo Rebelo (PC do B); e os vereadores eleitos João Antonio da Silva Filho (PT), Mara Gabrilli (PSDB) e Milton Leite (DEM).
CARTA ABERTA À NAÇÃO
O governo brasileiro está na iminência de decidir qual a melhor alternativa para equipar a FAB - Força Aérea Brasileira com 36 aeronaves de caça supersônicas (Programa F-X2).
Por que este assunto vem levantando tanto interesse da mídia dos países desenvolvidos e em desenvolvimento do globo?
Por que um “simples” reequipamento da Força Aérea Brasileira vem levando os presidentes e principais autoridades das nações participantes desta concorrência a se envolverem diretamente?
O objetivo desta carta é esclarecer à população brasileira da real importância deste processo e como o mesmo irá influenciar as nossas vidas.
Em todas as Forças Militares do mundo, e o Brasil não é uma exceção, a aquisição de material bélico tem que obedecer inicialmente às necessidades estratégicas militares, seguidas de seus custos e benefícios econômicos para a nação e por fim geopolítica, sendo esta última baseada nos interesses do país em se posicionar soberanamente.
A Força Aérea Brasileira – instituição idealizadora de um dos maiores orgulhos brasileiros, a Embraer, mantenedora e financiadora do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), responsável pelo desenvolvimento de pesquisas de ponta aeroespacial, encontradas apenas em poucos países do globo, e, por fim, responsável por um dos melhores centros de excelência de ensino e pesquisa do mundo, o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) – escolheu o caça sueco Gripen, devido às características tecnológicas, econômicas e de desempenho apresentadas por esta aeronave.
Porém, segundo dados divulgados pela imprensa, a empresa concorrente Dassault, de origem francesa, com o avião Rafale, teria um custo de US$ 6,2 bilhões e um valor de manutenção de US$ 4 bilhões, totalizando US$ 10,2 bilhões. Já concorrente Boeing, de origem americana, com o avião F-18, teria um custo de US$ 5,7 bilhões, com um valor de manutenção de US$ 2 bilhões, totalizando US$ 7,7 bilhões. Por sua vez, a concorrente Saab, de origem sueca, com o avião Gripen NG, teria um custo de US$ 4,5 bilhões, com um custo de manutenção de US$ 1,5 bilhões, totalizando um valor de US$ 6 bilhões. Além disso, o caça francês, preferido pelo Governo Federal, gerará em nosso país menos de 10% dos empregos que seu concorrente Gripen.
Por fim, o Brasil ficará extremamente dependente de uma única nação como fornecedora de material bélico, já que firmou com o governo francês compromisso de compra de cinco submarinos, na ordem de R$ 11,5 bilhões, e de 50 helicópteros, por mais de R$ 4,7 bilhões, o que estrategicamente é um erro absoluto para uma nação que pretende se tornar soberana.
Um governo é o representante legal do povo que o elege, portanto, deve ter como principal compromisso usar com responsabilidade e sabedoria todos os recursos arrecadados com os impostos pagos pelos contribuintes.
O que motivou o governo brasileiro a declarar sua preferência por uma aeronave mais cara e que nos trará menos benefícios?
A FAB é real sabedora do que ela necessita, pois com sua competência e capacitação deu suporte para construir a terceira maior indústria aeronáutica do planeta.
Portanto, qual o motivo de negligenciar a escolha da FAB e seus especialistas?
Este é um momento único, pois o Brasil desponta como uma das candidatas à potência global, levando os governos de todos os países participantes desta concorrência a se envolver diretamente. Portanto, em situação igual, qualquer negociante com a mínima competência conquistaria vantagens para sua organização. No entanto, o governo, segundo reportagens recentes, vem buscando contrariar a lógica da racionalidade, ao preferir um produto que absorverá de nosso tesouro além do necessário para defender nosso espaço aéreo.
O caça francês, se escolhido, será uma derrota para todo o povo brasileiro, pois perderemos a oportunidade de nos tornarmos soberanos e independentes como nação e como potência.
Em consequência disso, a diretoria do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) Regional de São José dos Campos, que congrega cerca de 60% das empresas do setor aeroespacial e de defesa brasileiro, está preocupada com a finalização deste processo, no qual se discute que o trabalho meticuloso, sério e profissional, desenvolvido pelo Comando da Aeronáutica, pudesse ser desconsiderado.
A Diretoria do CIESP – Regional de São José dos Campos vem a público declarar que considera de vital importância para o futuro da indústria de defesa brasileira que, com relação ao Programa F-X2, o processo de seleção conduzido pelo Comando da Aeronáutica, suas conclusões e recomendações sejam acatados e respeitados pelo governo federal.
São José dos Campos, 10 de fevereiro de 2010.
Almir Fernandes
Diretor Titular
Ney Pasqualini Bevacqua Nerino Pinho Junior
Vice Diretor Vice Diretor
CIESP – Regional de São José dos Campos
Por que este assunto vem levantando tanto interesse da mídia dos países desenvolvidos e em desenvolvimento do globo?
Por que um “simples” reequipamento da Força Aérea Brasileira vem levando os presidentes e principais autoridades das nações participantes desta concorrência a se envolverem diretamente?
O objetivo desta carta é esclarecer à população brasileira da real importância deste processo e como o mesmo irá influenciar as nossas vidas.
Em todas as Forças Militares do mundo, e o Brasil não é uma exceção, a aquisição de material bélico tem que obedecer inicialmente às necessidades estratégicas militares, seguidas de seus custos e benefícios econômicos para a nação e por fim geopolítica, sendo esta última baseada nos interesses do país em se posicionar soberanamente.
A Força Aérea Brasileira – instituição idealizadora de um dos maiores orgulhos brasileiros, a Embraer, mantenedora e financiadora do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), responsável pelo desenvolvimento de pesquisas de ponta aeroespacial, encontradas apenas em poucos países do globo, e, por fim, responsável por um dos melhores centros de excelência de ensino e pesquisa do mundo, o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) – escolheu o caça sueco Gripen, devido às características tecnológicas, econômicas e de desempenho apresentadas por esta aeronave.
Porém, segundo dados divulgados pela imprensa, a empresa concorrente Dassault, de origem francesa, com o avião Rafale, teria um custo de US$ 6,2 bilhões e um valor de manutenção de US$ 4 bilhões, totalizando US$ 10,2 bilhões. Já concorrente Boeing, de origem americana, com o avião F-18, teria um custo de US$ 5,7 bilhões, com um valor de manutenção de US$ 2 bilhões, totalizando US$ 7,7 bilhões. Por sua vez, a concorrente Saab, de origem sueca, com o avião Gripen NG, teria um custo de US$ 4,5 bilhões, com um custo de manutenção de US$ 1,5 bilhões, totalizando um valor de US$ 6 bilhões. Além disso, o caça francês, preferido pelo Governo Federal, gerará em nosso país menos de 10% dos empregos que seu concorrente Gripen.
Por fim, o Brasil ficará extremamente dependente de uma única nação como fornecedora de material bélico, já que firmou com o governo francês compromisso de compra de cinco submarinos, na ordem de R$ 11,5 bilhões, e de 50 helicópteros, por mais de R$ 4,7 bilhões, o que estrategicamente é um erro absoluto para uma nação que pretende se tornar soberana.
Um governo é o representante legal do povo que o elege, portanto, deve ter como principal compromisso usar com responsabilidade e sabedoria todos os recursos arrecadados com os impostos pagos pelos contribuintes.
O que motivou o governo brasileiro a declarar sua preferência por uma aeronave mais cara e que nos trará menos benefícios?
A FAB é real sabedora do que ela necessita, pois com sua competência e capacitação deu suporte para construir a terceira maior indústria aeronáutica do planeta.
Portanto, qual o motivo de negligenciar a escolha da FAB e seus especialistas?
Este é um momento único, pois o Brasil desponta como uma das candidatas à potência global, levando os governos de todos os países participantes desta concorrência a se envolver diretamente. Portanto, em situação igual, qualquer negociante com a mínima competência conquistaria vantagens para sua organização. No entanto, o governo, segundo reportagens recentes, vem buscando contrariar a lógica da racionalidade, ao preferir um produto que absorverá de nosso tesouro além do necessário para defender nosso espaço aéreo.
O caça francês, se escolhido, será uma derrota para todo o povo brasileiro, pois perderemos a oportunidade de nos tornarmos soberanos e independentes como nação e como potência.
Em consequência disso, a diretoria do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) Regional de São José dos Campos, que congrega cerca de 60% das empresas do setor aeroespacial e de defesa brasileiro, está preocupada com a finalização deste processo, no qual se discute que o trabalho meticuloso, sério e profissional, desenvolvido pelo Comando da Aeronáutica, pudesse ser desconsiderado.
A Diretoria do CIESP – Regional de São José dos Campos vem a público declarar que considera de vital importância para o futuro da indústria de defesa brasileira que, com relação ao Programa F-X2, o processo de seleção conduzido pelo Comando da Aeronáutica, suas conclusões e recomendações sejam acatados e respeitados pelo governo federal.
São José dos Campos, 10 de fevereiro de 2010.
Almir Fernandes
Diretor Titular
Ney Pasqualini Bevacqua Nerino Pinho Junior
Vice Diretor Vice Diretor
CIESP – Regional de São José dos Campos
REENCONTRO: em prudente dos sub:60
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