quarta-feira, 3 de março de 2010
Um marqueteiro, duas campanhas
É quase total a chance de as campanhas de José Serra à presidência e Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo serem tocadas pelo mesmo marqueteiro. Alckmin tem conversado com outros marqueteiros, mas Luiz Gonzalez se encarregará da propaganda dos dois.
PDT fecha a ‘porteira’ trabalhista
Fechado com Sérgio Cabral e Dilma Roussef, o PDT já tem o seu plano de voo para as eleições: além de aumentar o número de parlamentares, quer ter hegemonia na área trabalhista.
Hoje, o partido tem o Ministério e a secretaria municipal de Trabalho do Rio de Janeiro. Em um hipotético segundo governo Cabral também teria a secretaria estadual de Trabalho hoje com o PSC que deve fechar com Serra na disputa
Hoje, o partido tem o Ministério e a secretaria municipal de Trabalho do Rio de Janeiro. Em um hipotético segundo governo Cabral também teria a secretaria estadual de Trabalho hoje com o PSC que deve fechar com Serra na disputa
100 anos
solenidade em homenagem pelos 100 anos de Tancredo Neves no Senado reúne neste momento os principais nomes da política nacional. Na mesa do Senado estão José Sarney, Michel Temer e José Serra ouvindo Aécio Neves.
No plenário, mais de 100 parlamentares, entre lideres partidários - inclusive os do governo, Romero Jucá (do Senado) e Henrique Eduardo Alves (Câmara). Até o presidente do PT de Minas Gerais, Reginaldo Lopes, participa da cerimônia.
No plenário, mais de 100 parlamentares, entre lideres partidários - inclusive os do governo, Romero Jucá (do Senado) e Henrique Eduardo Alves (Câmara). Até o presidente do PT de Minas Gerais, Reginaldo Lopes, participa da cerimônia.
bem de audiência
A noite de ontem foi uma daquelas de trazer alívio para a Globo. Todas as suas novelas foram bem de audiência. Cama de Gato marcou 33 pontos, seu recorde desde a estreia, assim como a complicada Tempos Modernos, que atingiu 30 pontos. E, finalmente, Viver a Vida registrou 41 pontos, um resultado que nao conseguia desde novembro. Todos esses números referem-se ao ibope medido na Grande São Paulo.
TSE decide manter distribuição de ‘vagas’ na Câmara
Em decisão unânime, o TSE manteve inalterada a distribuição entre os Estados das 513 cadeiras da Câmara federal.
Até a semana passada, o tribunal cogitava redistrir os assentos, com base em estimativa populacional de julho de 2009. Coisa que não ocorria havia 16 anos.
A maré começou a virar depois que o TSE submeteu o tema a um debate, em audiência pública realizada na semana passada.
O próprio relator, ministro Arnaldo Versiani, mudou o teor da minuta que redigira.
Acabou levando ao plenário, na noite desta terça (2), posição favorável à manutenção do quadro atual. Foi seguido pelos demais ministros.
Dois deputados, Raul Jungmann (PPS-PE) e Flávio Dino (PCdoB-MA), haviam protocolado no TSE petições que contribuíram para a virada.
Nos textos, os deputados esgrimem argumentos semelhantes. Teses que já haviam sido expostas na audiência pública da semana passada.
Alegaram, em essência três coisas:
1. Não se pode alterar a distribuição dos assentos da Câmara a poucos meses da eleição.
2. Mudanças assim só podem ser feitas um ano antes da eleição.
3. Não se pode modificar a composição da Câmara com base em mera estimativa populacional. É preciso que haja um censo demográfico. Algo que, a propósito, o IBGE está fazendo neste ano de 2010.
Sopesadas todas as considrações, prevaleceu a tese de que seria melhor deixar tudo como está.
A composição atual vigora desde 1994, ano em que foi feita a última redistribuição. Naquele ano, São Paulo ganhara, por exemplo, dez cadeiras. Fora de 60 para 70.
O arquivamento da proposta de mudança foi bom para Pernambuco e Maranhão, os Estados de Jungmann e Dino. Perderiam uma vaga na Câmara cada um.
Ruim para o Amazonas, que provocara a discussão no TSE e ganharia na Câmara três novos assentos.
Ruim também para Minas, que beliscaria duas cadeiras. Ótimo para o Rio, que perderia duas.
No geral, se a tese da redistribuição tivesse prevalecido, oito Estados perderaim assentos. Sete ganhariam. Os demais ficariam como estavam.
A mudança afetaria também a composição das Assembléias Legislativas, cujo número de cadeiras é proporcional à quantidade de assentos de cada Estado na Câmara.
O debate fica agora transferido para depois da eleição. A Justiça Eleitoral e os deputados fariam melhor se mudassem o rumo da prosa.
Até a semana passada, o tribunal cogitava redistrir os assentos, com base em estimativa populacional de julho de 2009. Coisa que não ocorria havia 16 anos.
A maré começou a virar depois que o TSE submeteu o tema a um debate, em audiência pública realizada na semana passada.
O próprio relator, ministro Arnaldo Versiani, mudou o teor da minuta que redigira.
Acabou levando ao plenário, na noite desta terça (2), posição favorável à manutenção do quadro atual. Foi seguido pelos demais ministros.
Dois deputados, Raul Jungmann (PPS-PE) e Flávio Dino (PCdoB-MA), haviam protocolado no TSE petições que contribuíram para a virada.
Nos textos, os deputados esgrimem argumentos semelhantes. Teses que já haviam sido expostas na audiência pública da semana passada.
Alegaram, em essência três coisas:
1. Não se pode alterar a distribuição dos assentos da Câmara a poucos meses da eleição.
2. Mudanças assim só podem ser feitas um ano antes da eleição.
3. Não se pode modificar a composição da Câmara com base em mera estimativa populacional. É preciso que haja um censo demográfico. Algo que, a propósito, o IBGE está fazendo neste ano de 2010.
Sopesadas todas as considrações, prevaleceu a tese de que seria melhor deixar tudo como está.
A composição atual vigora desde 1994, ano em que foi feita a última redistribuição. Naquele ano, São Paulo ganhara, por exemplo, dez cadeiras. Fora de 60 para 70.
O arquivamento da proposta de mudança foi bom para Pernambuco e Maranhão, os Estados de Jungmann e Dino. Perderiam uma vaga na Câmara cada um.
Ruim para o Amazonas, que provocara a discussão no TSE e ganharia na Câmara três novos assentos.
Ruim também para Minas, que beliscaria duas cadeiras. Ótimo para o Rio, que perderia duas.
No geral, se a tese da redistribuição tivesse prevalecido, oito Estados perderaim assentos. Sete ganhariam. Os demais ficariam como estavam.
A mudança afetaria também a composição das Assembléias Legislativas, cujo número de cadeiras é proporcional à quantidade de assentos de cada Estado na Câmara.
O debate fica agora transferido para depois da eleição. A Justiça Eleitoral e os deputados fariam melhor se mudassem o rumo da prosa.
manchetes desta quarta
manchetes desta quarta
- Globo: PSDB amplia Bolsa Família e líder do governo é contra
- Folha: País cumpre só 1/3 das metas para educação
- Estadão: Chile amplia restrições e força militar
- JB: Rio terá 700 km de piso novo este ano
- Correio: Brunelli renuncia, mas suplente está na Papuda
- Valor: Estados disputam ICMS do comércio eletrônico
- Jornal do Commercio: Gasolina adulterada com água do mar
- Globo: PSDB amplia Bolsa Família e líder do governo é contra
- Folha: País cumpre só 1/3 das metas para educação
- Estadão: Chile amplia restrições e força militar
- JB: Rio terá 700 km de piso novo este ano
- Correio: Brunelli renuncia, mas suplente está na Papuda
- Valor: Estados disputam ICMS do comércio eletrônico
- Jornal do Commercio: Gasolina adulterada com água do mar
Resolução do TSE coíbe ‘doações ocultas’ na eleição
Em sessão realizada na noite passada, os ministros do TSE aprovaram um lote de sete resoluções contendo regras para as eleições de 2010.
Somando-se às dez que já havia editado antes, o tribunal impôs a partidos e candidatos 17 resoluções.
A principal delas contém uma novidade alvissareira: limita as chamadas “doações ocultas” de partidos para candidatos.
Lei aprovada pelo Congresso no final do ano passado mantivera em pé um expediente nefasto.
Consiste no seguinte: o partido recolhe doações de empresas e pessoas físicas, joga tudo num caixa único e, depois, reparte a grana entre os candidatos.
Por esse mecanismo, sonegam-se à platéia as logomarcas e os nomes dos doadores.
A origem da verba se perde nos desvãos que separam as arcas partidárias da caixa dos comitês eleitorais.
A resolução editada pelo TSE faz uma leitura mais estrita da lei. Os partidos não estão impedidos de transferir dinheiro para seus candidatos. Porém...
Porém, as legenedas terão de discriminar a origem e o destino de cada centavo. Jogou-se um facho de luz sobre os doadores.
Antes, ao prestar contas à Justiça Eleitoral, o candidato podia anotar: quantia ‘x’, recebida do diretório nacional do partido ‘y’.
Agora, os candidatos e também os partidos estão obrigados a levar às suas escriturações os nomes de cada doador.
Mais: para facilitar o controle, o TSE obrigou os partidos a abrirem contas bancárias específicas para as doações eleitorais.
Uma imposição que, antes, só tinha de ser observada pelos comitês de campanha dos candidatos. Com isso, golpeou-se a sombra do caixa partidário único.
O flagelo da “doação oculta”, que o TSE tenta agora coibir, é coisa defendida por todos os partidos –do PT ao PSDB, do PR ao PSB. Um acinte.
Em outra resolução digna de nota, o TSE impôs aos candidatos a apresentação de certidões criminais no ato do registro das candidaturas.
Os fichas-sujas não serão impedidos de ir às urnas. Mas o eleitor poderá consultar o histórico de cada um na internet.
Dito de outro modo: com a ficha corrida ao alcance de um clique, só votará em picareta quem quiser.
Somando-se às dez que já havia editado antes, o tribunal impôs a partidos e candidatos 17 resoluções.
A principal delas contém uma novidade alvissareira: limita as chamadas “doações ocultas” de partidos para candidatos.
Lei aprovada pelo Congresso no final do ano passado mantivera em pé um expediente nefasto.
Consiste no seguinte: o partido recolhe doações de empresas e pessoas físicas, joga tudo num caixa único e, depois, reparte a grana entre os candidatos.
Por esse mecanismo, sonegam-se à platéia as logomarcas e os nomes dos doadores.
A origem da verba se perde nos desvãos que separam as arcas partidárias da caixa dos comitês eleitorais.
A resolução editada pelo TSE faz uma leitura mais estrita da lei. Os partidos não estão impedidos de transferir dinheiro para seus candidatos. Porém...
Porém, as legenedas terão de discriminar a origem e o destino de cada centavo. Jogou-se um facho de luz sobre os doadores.
Antes, ao prestar contas à Justiça Eleitoral, o candidato podia anotar: quantia ‘x’, recebida do diretório nacional do partido ‘y’.
Agora, os candidatos e também os partidos estão obrigados a levar às suas escriturações os nomes de cada doador.
Mais: para facilitar o controle, o TSE obrigou os partidos a abrirem contas bancárias específicas para as doações eleitorais.
Uma imposição que, antes, só tinha de ser observada pelos comitês de campanha dos candidatos. Com isso, golpeou-se a sombra do caixa partidário único.
O flagelo da “doação oculta”, que o TSE tenta agora coibir, é coisa defendida por todos os partidos –do PT ao PSDB, do PR ao PSB. Um acinte.
Em outra resolução digna de nota, o TSE impôs aos candidatos a apresentação de certidões criminais no ato do registro das candidaturas.
Os fichas-sujas não serão impedidos de ir às urnas. Mas o eleitor poderá consultar o histórico de cada um na internet.
Dito de outro modo: com a ficha corrida ao alcance de um clique, só votará em picareta quem quiser.
terça-feira, 2 de março de 2010
A HORA DO CORREDOR POLONÊS
As denúncias que mexeram no quadro eleitoral daquele 2002 esquentaram entre março e abril. As notícias deste fim de semana indicam que este ano não será diferente. É a hora do pântano.
O PT fez uma festa nos bastidores por conta da pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana que mostra o indiscutível crescimento da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. De 23% para 28%, enquanto José Serra (PSDB) caiu de 37% para 32%, no cenário em que Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV) estão no páreo. Um
grupo de tucanos partiu para o desespero, achando que, ou põe seu bloco na rua agora, ou adeus. A história mostra que os dois estão errados.
Primeiro, vale a pena relembrar o que nos diz a última eleição em que um presidente da República não era candidato, como Lula também não é. Em fevereiro de 2002, quando Fernando Henrique se despediu da Presidência, as diferenças entre o resultado e a largada foram grandes.
Em fevereiro daquele ano, a onda era da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, então do PFL. Ela apareceu com 23% na pesquisa Datafolha, praticamente empatada com Lula (26%), o líder. José Serra, então ministro da Saúde, surgia em quarto lugar, com 10%, e Anthony Garotinho, 13%.
Ciro Gomes, 8%.
Em abril, Roseana estava fora disputa por causa do dinheiro apreendido na Lunus, a empresa administrada pelo marido. Mais tarde, ela seria inocentada de qualquer processo, os valores devolvidos, mas o estrago estava feito: O então PFL jogou a culpa no PSDB e ficou longe de José Serra na campanha presidencial. O PMDB se aliou ao
tucano e só teve a deputada Rita Camata como vice porque todos os demais listados para a missâo __ inclusive o atual líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves , hoje um dos mentores da aliança com Dilma __ sucumbiram ao longo do caminho por conta de denúcias de irregularidades.
A história acima mostra que as denúncias capazes de mexer com o cenário eleitoral daquele 2002 surgem entre março, abril e maio, o
trimestre que antecede a temporada das convenções para escolha de candidatos. Os políticos que prestaram atenção em outros pontos do
noticiário do último fim de semana, além da pesquisa do Datafolha e da tragédia provocada pelo terremoto no Chile, não têm dúvidas: Chegou a hora do pântano na campanha presidencial.
O mesmo fim de semana que traz a pesquisa Datafolha põe luz sobre o escândalo do mensalão petista, com trechos do processo em curso no SupremoTribunal Federal divulgados pela Revista IstoÉ. O material apresentado pela revista deixa claro que a investigação andou
e há indicídios cada vez mais fortes de que houve sim, dinheiro público incluído na história e não apenas recolhido de empresas que
não quiseram aparecer, o caixa dois, como os atores procuraram demonstrar lá atrás.
As notícias que jogam lama sobre o PT não pararam por aí. A semana passada apareceu a Eletronet, a empresa que bombou depois de ter José Dirceu como consultor. Ciro Gomes (PSB) se referiu a esse caso como parte do ”roçado de escândalos” que representa a aliança PT-PMDB. “Roçado de escândalos é o avião que em que o irmão dele levou a sogra”. A frase eu ouvi do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele se referia ao governador do Ceará, Cid Gomes. Ou seja,
o clima nos bastidores não está bom.
Como Lula fez em 2002, frio, passando ao largo das brigas entre os aliados do governo FHC e apenas recolhendo os feridos, os tucanos vão tentar fazer o mesmo. Nesta quarta-feira, durante a solenidade
para marcar o centenário de Tancredo Neves, farão de tudo para mostrar que estão todos bem __ ainda que o ninho esteja completamente agitado, ansioso e a pressão para que Aécio Neves seja vice de Serra esteja a mil.
A ansiedade dos tucanos se justifica. Lula tem junto ao eleitorado um prestígio que FHC não tinha. Tanto é que conseguiu transformar Dilma, neófita nesse campo eleitoral, em uma candidata promissora e em ascensão. Mas Serra continua na frente, sem ser candidato. Esta é a largada do momento de atravessar o pântano. Resta saber quem chegará vivo e forte do outro lado, ou seja, em junho, quando for aberta a temporada das convenções oficiais para escolha de candidatos. Por enquanto, é uma curva. E de curvas a estrada até outubro está cheia.
O PT fez uma festa nos bastidores por conta da pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana que mostra o indiscutível crescimento da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. De 23% para 28%, enquanto José Serra (PSDB) caiu de 37% para 32%, no cenário em que Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV) estão no páreo. Um
grupo de tucanos partiu para o desespero, achando que, ou põe seu bloco na rua agora, ou adeus. A história mostra que os dois estão errados.
Primeiro, vale a pena relembrar o que nos diz a última eleição em que um presidente da República não era candidato, como Lula também não é. Em fevereiro de 2002, quando Fernando Henrique se despediu da Presidência, as diferenças entre o resultado e a largada foram grandes.
Em fevereiro daquele ano, a onda era da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, então do PFL. Ela apareceu com 23% na pesquisa Datafolha, praticamente empatada com Lula (26%), o líder. José Serra, então ministro da Saúde, surgia em quarto lugar, com 10%, e Anthony Garotinho, 13%.
Ciro Gomes, 8%.
Em abril, Roseana estava fora disputa por causa do dinheiro apreendido na Lunus, a empresa administrada pelo marido. Mais tarde, ela seria inocentada de qualquer processo, os valores devolvidos, mas o estrago estava feito: O então PFL jogou a culpa no PSDB e ficou longe de José Serra na campanha presidencial. O PMDB se aliou ao
tucano e só teve a deputada Rita Camata como vice porque todos os demais listados para a missâo __ inclusive o atual líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves , hoje um dos mentores da aliança com Dilma __ sucumbiram ao longo do caminho por conta de denúcias de irregularidades.
A história acima mostra que as denúncias capazes de mexer com o cenário eleitoral daquele 2002 surgem entre março, abril e maio, o
trimestre que antecede a temporada das convenções para escolha de candidatos. Os políticos que prestaram atenção em outros pontos do
noticiário do último fim de semana, além da pesquisa do Datafolha e da tragédia provocada pelo terremoto no Chile, não têm dúvidas: Chegou a hora do pântano na campanha presidencial.
O mesmo fim de semana que traz a pesquisa Datafolha põe luz sobre o escândalo do mensalão petista, com trechos do processo em curso no SupremoTribunal Federal divulgados pela Revista IstoÉ. O material apresentado pela revista deixa claro que a investigação andou
e há indicídios cada vez mais fortes de que houve sim, dinheiro público incluído na história e não apenas recolhido de empresas que
não quiseram aparecer, o caixa dois, como os atores procuraram demonstrar lá atrás.
As notícias que jogam lama sobre o PT não pararam por aí. A semana passada apareceu a Eletronet, a empresa que bombou depois de ter José Dirceu como consultor. Ciro Gomes (PSB) se referiu a esse caso como parte do ”roçado de escândalos” que representa a aliança PT-PMDB. “Roçado de escândalos é o avião que em que o irmão dele levou a sogra”. A frase eu ouvi do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele se referia ao governador do Ceará, Cid Gomes. Ou seja,
o clima nos bastidores não está bom.
Como Lula fez em 2002, frio, passando ao largo das brigas entre os aliados do governo FHC e apenas recolhendo os feridos, os tucanos vão tentar fazer o mesmo. Nesta quarta-feira, durante a solenidade
para marcar o centenário de Tancredo Neves, farão de tudo para mostrar que estão todos bem __ ainda que o ninho esteja completamente agitado, ansioso e a pressão para que Aécio Neves seja vice de Serra esteja a mil.
A ansiedade dos tucanos se justifica. Lula tem junto ao eleitorado um prestígio que FHC não tinha. Tanto é que conseguiu transformar Dilma, neófita nesse campo eleitoral, em uma candidata promissora e em ascensão. Mas Serra continua na frente, sem ser candidato. Esta é a largada do momento de atravessar o pântano. Resta saber quem chegará vivo e forte do outro lado, ou seja, em junho, quando for aberta a temporada das convenções oficiais para escolha de candidatos. Por enquanto, é uma curva. E de curvas a estrada até outubro está cheia.
Tereza Jucá
A ex-prefeita de Boa Vista Tereza Jucá deixou oficialmente hoje a chefia da Secretaria Nacional de Políticas Urbanas do Ministério das Cidades, um importante cargo na burocracia de Brasília responsável por cuidar do Programa Minha Casa, Minha Vida – vitrine da campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff.
Após um ano e meio no cargo, Tereza vai se dedicar à sua campanha a deputada federal. O padrinho da indicação para o posto do ministério foi o líder do governo no Senado, o ex-marido Romero Jucá. O cacique peemedebista sempre negou a indicação, mas curiosamente fará campanha para eleger a ex-mulher em outubro.
Após um ano e meio no cargo, Tereza vai se dedicar à sua campanha a deputada federal. O padrinho da indicação para o posto do ministério foi o líder do governo no Senado, o ex-marido Romero Jucá. O cacique peemedebista sempre negou a indicação, mas curiosamente fará campanha para eleger a ex-mulher em outubro.
Record, as notícias boas e as ruins |
Os números da audiência da Record na Grande São Paulo nos dois primeiros meses do ano trazem boas e más notícias para a emissora do bispo Edir Macedo. Por um lado, o canal segue consolidado no segundo lugar no país com 7,2 pontos de média em fevereiro, na frente do SBT, estagnado em 5,6 pontos (mesmo número de 2009).
No entanto, entre todas as redes de tv aberta, a Record foi a que apresentou maior queda de audiência em fevereiro na comparação com 2009 (na época marcava 8,1 pontos de média). E justamente no período em que apresentou dois carros-chefe da emissora: o reality show A Fazenda e as Olimpíadas de Inverno.
Enquanto isso, a Globo segue nadando de braçadas na liderança com o dobro da audiência da Record. São 16,4 pontos de média em fevereiro.
No entanto, entre todas as redes de tv aberta, a Record foi a que apresentou maior queda de audiência em fevereiro na comparação com 2009 (na época marcava 8,1 pontos de média). E justamente no período em que apresentou dois carros-chefe da emissora: o reality show A Fazenda e as Olimpíadas de Inverno.
Enquanto isso, a Globo segue nadando de braçadas na liderança com o dobro da audiência da Record. São 16,4 pontos de média em fevereiro.
Neudo Campos
Favoritíssimo nas pesquisas de intenção de voto para governar pela terceira vez Roraima, o deputado Neudo Campos (PP) corre o risco de não abrir palanque no estado para quaisquer presidenciáveis. O ministro das Cidades, Márcio Fortes, do PP de Neudo, quer levar Dilma Rousseff para lá nas eleições, mas esbarra na resistências de lideranças do PT nacional.
Os petistas acreditam que o “custo Neudo Campos” é alto demais para colocar Dilma no mesmo palanque dele. O motivo: Neudo foi preso em 2003 pela Polícia Federal sob suspeita de liderar uma quadrilha que teria desviado cerca de meio bilhão de reais em verbas públicas e é o campeão entre os 594 congressistas no quesito inquéritos e processos, com mais de 20.
Pragmáticos, representantes do PT acreditam que não compensa tamanho esforço por um eleitorado de 252 mil pessoas, 3 mil eleitores a menos que a pequena Carapicuíba, cidade da Grande São Paulo.
Os petistas acreditam que o “custo Neudo Campos” é alto demais para colocar Dilma no mesmo palanque dele. O motivo: Neudo foi preso em 2003 pela Polícia Federal sob suspeita de liderar uma quadrilha que teria desviado cerca de meio bilhão de reais em verbas públicas e é o campeão entre os 594 congressistas no quesito inquéritos e processos, com mais de 20.
Pragmáticos, representantes do PT acreditam que não compensa tamanho esforço por um eleitorado de 252 mil pessoas, 3 mil eleitores a menos que a pequena Carapicuíba, cidade da Grande São Paulo.
“Rollemberg é o líder do nosso partido”,
Assim como ocorreu em São Paulo, Ciro Gomes é a estrela do programa político do PSB no Distrito Federal que vai ao hoje. No depoimento gravado semana passada, Ciro elogia a atuação do líder do partido na Câmara, Rodrigo Rollemberg, que busca se cacifar, na esteira da crise política que abateu a capital, como candidato ao Senado em outubro. “Rollemberg é o líder do nosso partido”, afirma Ciro, ao enchê-lo de loas por sua “visão de futuro”, “ideias modernas” e “decência”.
Ao rezar a cartilha de presidenciável da base aliada, Ciro destaca o fato de que Rollemberg tem defendido os “interesses do país” no Congresso e as “mudanças iniciadas por Lula”. Em nenhum momento da gravação, porém, ele defende um projeto nacional do PSB. Ao final, o narrador em off limita-se a dizer: “Fazer um Brasil melhor é uma questão de escolha. Escolha o PSB”.
Ao rezar a cartilha de presidenciável da base aliada, Ciro destaca o fato de que Rollemberg tem defendido os “interesses do país” no Congresso e as “mudanças iniciadas por Lula”. Em nenhum momento da gravação, porém, ele defende um projeto nacional do PSB. Ao final, o narrador em off limita-se a dizer: “Fazer um Brasil melhor é uma questão de escolha. Escolha o PSB”.
PT e a disputa pelo Senado no Rio
O PT começa a decidir os rumos nos estados na sexta-feira. O Diretório Nacional vai discutir o modelo de escolha dos candidatos para as eleições. Há problemas na disputa pelo Senado em três estados – Pernambuco, Mato Grosso e Rio de Janeiro. Em todos, dois petistas disputam uma vaga.
No Rio de Janeiro, o cenário fica mais favorável para o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, caso a escolha do candidato fique a cargo de 400 delegados regionais, onde o petista tem maioria. Já o grupo da sua adversária, Benedita da Silva, prefere as prévias com o voto dos filiados. Pelo menos 30 000 pessoas votariam e tornariam a disputa sem favoritos. A briga promete.
No Rio de Janeiro, o cenário fica mais favorável para o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, caso a escolha do candidato fique a cargo de 400 delegados regionais, onde o petista tem maioria. Já o grupo da sua adversária, Benedita da Silva, prefere as prévias com o voto dos filiados. Pelo menos 30 000 pessoas votariam e tornariam a disputa sem favoritos. A briga promete.
Aécio: ‘Sou mestiço, como iria à chapa puro-sangue?’
Para desassossego do tucanato, Aécio Neves reiterou que não será candidato a vice-presidente na chapa de José Serra.
Alheio à azáfama que se abateu sobre a oposição depois que o Datafolha informou que Dilma Rousseff está a quatro pontos de Serra, Aécio brincou:
“Eu sou mestiço, como vou participar de uma chapa puro-sangue?”
O repórter Rayder Bragon conta que Aécio não receia ser responsabilizado por um eventual insucesso da oposição na sucessão de Lula:
“Serei responsabilizado pelo governo que nós estamos fazendo em Minas e tomara que seja uma bela responsabilidade. Cada um de nós é responsável pelo que constrói, pelo que faz”.
No final do ano passado, Aécio se autoexcluíra da disputa presidencial ao setir que o PSDB o preteria, privilegiando Serra. Agora prega serenidade:
“Vejo uma certa aflição natural porque a partir de agora nós estamos caminhando para as definições de chapas e das alianças...”
“...Mas nós, homens públicos que temos alguma experiência, temos de ter serenidade, pois se hoje o quadro parece favorável a determinado candidato pode ser que no futuro não seja assim”.
Disse que seu partido dispõe de “cons nomes para a vaga” de vice. Citou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Algo que depende, disse, de entendimento.
Afagou Serra, um presidenciável que, segundo disse, dispõe de “todas as condições [de ser eleito] independentemente de quem seja o companheiro de chapa”.
No mais, Aécio ‘Mestiço’ Neves cuidou de contemporizar os efeitos do tremor que o acomoda, de novo, no epicentro da refrega nacional:
“Desde que anunciei a minha saída desta disputa, não estou no centro dessas articulações...”
“...Eu hoje me dedico a concluir o mandato em Minas Gerais, da melhor forma possível...”
“...E serei um soldado dedicado ao meu partido e a ajudar na construção da nossa vitória”.
Aécio janta com Serra na noite desta quarta (4). Com suas declarações, é como
se avisasse ao correligionário: Nem vem que não tem.
Há pelo menos três meses Serra vem dizendo, em privado, que, na hora própria, Aécio aceitaria ser o vice dele.
Hoje, além de não dispor da companhia de Aécio, Serra convive com a dúvida quanto à sua própria candidatura.
Alheio à azáfama que se abateu sobre a oposição depois que o Datafolha informou que Dilma Rousseff está a quatro pontos de Serra, Aécio brincou:
“Eu sou mestiço, como vou participar de uma chapa puro-sangue?”
O repórter Rayder Bragon conta que Aécio não receia ser responsabilizado por um eventual insucesso da oposição na sucessão de Lula:
“Serei responsabilizado pelo governo que nós estamos fazendo em Minas e tomara que seja uma bela responsabilidade. Cada um de nós é responsável pelo que constrói, pelo que faz”.
No final do ano passado, Aécio se autoexcluíra da disputa presidencial ao setir que o PSDB o preteria, privilegiando Serra. Agora prega serenidade:
“Vejo uma certa aflição natural porque a partir de agora nós estamos caminhando para as definições de chapas e das alianças...”
“...Mas nós, homens públicos que temos alguma experiência, temos de ter serenidade, pois se hoje o quadro parece favorável a determinado candidato pode ser que no futuro não seja assim”.
Disse que seu partido dispõe de “cons nomes para a vaga” de vice. Citou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Algo que depende, disse, de entendimento.
Afagou Serra, um presidenciável que, segundo disse, dispõe de “todas as condições [de ser eleito] independentemente de quem seja o companheiro de chapa”.
No mais, Aécio ‘Mestiço’ Neves cuidou de contemporizar os efeitos do tremor que o acomoda, de novo, no epicentro da refrega nacional:
“Desde que anunciei a minha saída desta disputa, não estou no centro dessas articulações...”
“...Eu hoje me dedico a concluir o mandato em Minas Gerais, da melhor forma possível...”
“...E serei um soldado dedicado ao meu partido e a ajudar na construção da nossa vitória”.
Aécio janta com Serra na noite desta quarta (4). Com suas declarações, é como
se avisasse ao correligionário: Nem vem que não tem.
Há pelo menos três meses Serra vem dizendo, em privado, que, na hora própria, Aécio aceitaria ser o vice dele.
Hoje, além de não dispor da companhia de Aécio, Serra convive com a dúvida quanto à sua própria candidatura.
manchetes desta terça
- Globo: Incêndio, saques e prisões aumentam tensão no Chile
- Folha: Governo maquia dados e esconde atraso do PAC
- Estadão: Sobra vaga em universidade federal
- JB: Chile, enfim, pede socorro
- Correio: Câmara vai aceitar cassação de Arruda
- Valor: Investimentos no ano eleitoral já sobem 82%
- Estado de Minas: Prefeitura lança edital para ônibus rápido em BH
- Jornal do Commercio: Toque de recolher não impede saques
- Folha: Governo maquia dados e esconde atraso do PAC
- Estadão: Sobra vaga em universidade federal
- JB: Chile, enfim, pede socorro
- Correio: Câmara vai aceitar cassação de Arruda
- Valor: Investimentos no ano eleitoral já sobem 82%
- Estado de Minas: Prefeitura lança edital para ônibus rápido em BH
- Jornal do Commercio: Toque de recolher não impede saques
segunda-feira, 1 de março de 2010
nos bastidores da contabilidade
PT e PSDB admitem investir mais de R$ 50 milhões para dar visibilidade aos seus candidatos na corrida presidencia.
Na última eleição presidencial, em 2006, Luiz Inácio Lula da Silva declarou ao Tribunal Superior Eleitoral uma despesa total de R$ 91 milhões
A quatro meses das eleições, os partidos começam a mergulhar num emaranhado de cálculos antes mesmo de ter os candidatos ou os comitês prontos. Nesta fase de fazer as contas para ver quanto será preciso arrecadar, os marqueteiros e os técnicos do PT e do PSDB, os dois maiores partidos com candidatos a presidente da República, estão convictos de que os gastos vão ultrapassar com facilidade a casa dos R$ 50 milhões, incluindo programa de TV, deslocamentos dos candidatos, comitês e material de propaganda. A previsão é menor do que o total consumido em 2006, quando PT e PSDB gastaram juntos R$ 158 milhões.
Na última eleição, o presidente Lula, candidato ao segundo mandato, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma despesa de R$ 91,4 milhões. Geraldo Alckmin, do PSDB, apresentou uma conta de R$ 79,2 milhões. Esses valores ficaram muito acima do que foi apresentado pelo próprio Lula em 2002 (R$ 21 milhões) e pelo comitê financeiro de seu principal rival naquele pleito, José Serra (R$ 34,7 milhões).
Os especialistas acreditam que não foram as campanhas que ficaram mais caras (1)em relação a 2002. Os gastos é que ficaram mais transparentes e próximos da realidade, principalmente depois do escândalo do mensalão petista — quando o país viu o que se passava nos bastidores da contabilidade e a diferença entre valores declarados ao Tribunal Superior Eleitoral e o que realmente era pago aos prestadores de serviços.
Para 2010, o primeiro levantamento recebido dos marqueteiros pelos partidos indica que os equipamentos de vídeo estão cada vez mais baratos, mas a dedicação de profissionais gabaritados — que precisam receber valores acima do mercado para compensar o tempo que podem demorar para reingressar no mercado de trabalho depois da eleição — continua no mesmo patamar. No quesito transporte, os valores também são elevados, mas ainda não foram calculados. Em 2006, o presidente Lula, que usou o Airbus presidencial, gastou mais de R$ 300 mil com esses deslocamentos.
No caso dos estados, os marqueteiros e políticos, hoje mais reservados para falar de custos, comparam os preços ao que uma noiva pode pagar para o vestido do “grande dia”. “Pode ser de chita, que sai baratinho, ou um modelo exclusivo de um grande estilista, que fica na casa do milhão”, diz o presidente do Instituto Teotônio Vilela, deputado Luís Paulo Veloso Lucas, candidato a governador do Espírito Santo.
Mas, como a maioria fica na média, os cálculos feitos pelo marqueteiros — e não pelos candidatos, que querem buscar descontos para baratear esse custo — apontam para gastos da ordem de R$ 3 milhões a $ 3,5 milhões. O valor inclui criação e produção do programa de rádio e TV para os governos estaduais. Cobrar mais que isso só mesmo em praças como São Paulo, Rio e Minas, onde os preços são mais salgados.
Há ainda um outro custo que ninguém mensura: o da campanha pela internet. Embora a TV ainda seja a aposta mais segura, ferramentas mais modernas, como Twitter, blogs e sites de relacionamentos, estão na mira dos candidatos. Serra, por exemplo, virou twitteiro diário. “Esta campanha promete ser mais interativa. O candidato terá que estar disponível para chats e respostas”, comenta Edson Barbosa, da Link, que já preparou programas do PSB e começa a elaborar propostas para as campanhas estaduais, nas quais a maioria dos marqueteiros vai investir, já que são apenas três os candidatos presidenciais definidos: Dilma Rousseff (PT), que terá a campanha coordenada por João Santana, Marina Silva (PV) e um do PSDB, possivelmente José Serra, cujo marqueteiro mais próximo é Gonzales.
1 - Sondagens custosas
No caso das campanhas estaduais, um dos itens considerados indispensáveis e de alto custo são as pesquisas eleitorais, em que um pacote custa de R$ 300 mil a R$ 700 mil, dependendo do número de rodadas que o candidato deseja. Em média, o investimento em comunicação para ter um termômetro das intenções de voto exige cerca de R$ 4 milhões.
O número
R$ 3,5 milhões
Estimativa do valor médio das campanhas estaduais
Na última eleição presidencial, em 2006, Luiz Inácio Lula da Silva declarou ao Tribunal Superior Eleitoral uma despesa total de R$ 91 milhões
A quatro meses das eleições, os partidos começam a mergulhar num emaranhado de cálculos antes mesmo de ter os candidatos ou os comitês prontos. Nesta fase de fazer as contas para ver quanto será preciso arrecadar, os marqueteiros e os técnicos do PT e do PSDB, os dois maiores partidos com candidatos a presidente da República, estão convictos de que os gastos vão ultrapassar com facilidade a casa dos R$ 50 milhões, incluindo programa de TV, deslocamentos dos candidatos, comitês e material de propaganda. A previsão é menor do que o total consumido em 2006, quando PT e PSDB gastaram juntos R$ 158 milhões.
Na última eleição, o presidente Lula, candidato ao segundo mandato, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma despesa de R$ 91,4 milhões. Geraldo Alckmin, do PSDB, apresentou uma conta de R$ 79,2 milhões. Esses valores ficaram muito acima do que foi apresentado pelo próprio Lula em 2002 (R$ 21 milhões) e pelo comitê financeiro de seu principal rival naquele pleito, José Serra (R$ 34,7 milhões).
Os especialistas acreditam que não foram as campanhas que ficaram mais caras (1)em relação a 2002. Os gastos é que ficaram mais transparentes e próximos da realidade, principalmente depois do escândalo do mensalão petista — quando o país viu o que se passava nos bastidores da contabilidade e a diferença entre valores declarados ao Tribunal Superior Eleitoral e o que realmente era pago aos prestadores de serviços.
Para 2010, o primeiro levantamento recebido dos marqueteiros pelos partidos indica que os equipamentos de vídeo estão cada vez mais baratos, mas a dedicação de profissionais gabaritados — que precisam receber valores acima do mercado para compensar o tempo que podem demorar para reingressar no mercado de trabalho depois da eleição — continua no mesmo patamar. No quesito transporte, os valores também são elevados, mas ainda não foram calculados. Em 2006, o presidente Lula, que usou o Airbus presidencial, gastou mais de R$ 300 mil com esses deslocamentos.
No caso dos estados, os marqueteiros e políticos, hoje mais reservados para falar de custos, comparam os preços ao que uma noiva pode pagar para o vestido do “grande dia”. “Pode ser de chita, que sai baratinho, ou um modelo exclusivo de um grande estilista, que fica na casa do milhão”, diz o presidente do Instituto Teotônio Vilela, deputado Luís Paulo Veloso Lucas, candidato a governador do Espírito Santo.
Mas, como a maioria fica na média, os cálculos feitos pelo marqueteiros — e não pelos candidatos, que querem buscar descontos para baratear esse custo — apontam para gastos da ordem de R$ 3 milhões a $ 3,5 milhões. O valor inclui criação e produção do programa de rádio e TV para os governos estaduais. Cobrar mais que isso só mesmo em praças como São Paulo, Rio e Minas, onde os preços são mais salgados.
Há ainda um outro custo que ninguém mensura: o da campanha pela internet. Embora a TV ainda seja a aposta mais segura, ferramentas mais modernas, como Twitter, blogs e sites de relacionamentos, estão na mira dos candidatos. Serra, por exemplo, virou twitteiro diário. “Esta campanha promete ser mais interativa. O candidato terá que estar disponível para chats e respostas”, comenta Edson Barbosa, da Link, que já preparou programas do PSB e começa a elaborar propostas para as campanhas estaduais, nas quais a maioria dos marqueteiros vai investir, já que são apenas três os candidatos presidenciais definidos: Dilma Rousseff (PT), que terá a campanha coordenada por João Santana, Marina Silva (PV) e um do PSDB, possivelmente José Serra, cujo marqueteiro mais próximo é Gonzales.
1 - Sondagens custosas
No caso das campanhas estaduais, um dos itens considerados indispensáveis e de alto custo são as pesquisas eleitorais, em que um pacote custa de R$ 300 mil a R$ 700 mil, dependendo do número de rodadas que o candidato deseja. Em média, o investimento em comunicação para ter um termômetro das intenções de voto exige cerca de R$ 4 milhões.
O número
R$ 3,5 milhões
Estimativa do valor médio das campanhas estaduais
A hora do PT
A revista Istoé desta semana já está nas bancas e é uma bomba de dinamite pronta apra explodir no colo do PT. O repórter Hugo Marques teve acesso aos volumes do inquérito do mensalão do partido, que veio à tona em 2005. A trama agora, além dos 40 investigados, traz outros personagens como o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, citado como um dos operadores.
A extensa reportagem mostra que o Banco do Brasil teria feito um contrato de publicidade do BB/Visa Eletron com a DNA de Marcos Valério __ uma campanha que, segundo testemunhas ouvidas no processo, não foi veiculada. O contrato é um dos indícios de que houve dinheiro público no mensalão do PT.
A extensa reportagem mostra que o Banco do Brasil teria feito um contrato de publicidade do BB/Visa Eletron com a DNA de Marcos Valério __ uma campanha que, segundo testemunhas ouvidas no processo, não foi veiculada. O contrato é um dos indícios de que houve dinheiro público no mensalão do PT.
Pressão total sobre Aécio
Ganhou fôlego o manifesto de Ferreira Gullar pela chapa Serra-Aécio __ disponível no site http://www.serra-aecio.com.br. O presidente do PPS, Roberto Freire, jogou o texto no twitter e encampou a coleta de assinaturas. É uma tentativa de popularizar a campanha para fazer de Aécio candidato a vice na chapa de José Serra.
o TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) planeja, em parceria com o Banco Central, criar um sistema de controle de todas as movimentações financeira de partidos, comitês e candidatos durante as eleições deste ano. A proposta visa facilitar a fiscalização, sem depender da prestação de contas mensal prevista em lei. O trabalho em conjunto prevê que o BC forneça os extratos mensais das contas de campanha, através dos quais o TSE poderá cruzar dados e identificar erros ou até fraudes nas prestações de contas. Desta forma, aumentaria a eficiência da fiscalização, que corre contra o tempo, já que eventuais ações contra candidatos com irregularidades contábeis só podem ser ajuizadas até 15 dias depois da diplomação, ou seja, a segunda quinzena de dezembro
A Fiat segue na dianteira
O mês passado foi o melhor fevereiro da história da indústria automobilística. Foram vendidos 220 998 carros - aumento de 10% com relação ao mesmo período de 2009. Também houve crescimento na comparação com janeiro deste ano quando foram vendidos 213.312 veículos. E em março os números vão melhorar ainda mais por causa do fim da redução do IPI para os carros flex (bicombustíveis) feita pelo governo.
Na disputa entre as montadoras, nenhuma mudança. A Fiat segue na dianteira com 21,6% do mercado (93 916 carros), seguido de perto pela Volkswagen com 20,5% (89 100) e General Motors, 19,9% (86 442).
Na disputa entre as montadoras, nenhuma mudança. A Fiat segue na dianteira com 21,6% do mercado (93 916 carros), seguido de perto pela Volkswagen com 20,5% (89 100) e General Motors, 19,9% (86 442).
Plínio presidente
Plínio de Aruda Sampaio será lançado hoje pré-candidato do PSOL à presidência. O ex-deputado paulista, que completa 80 anos em julho, é apoiado por Chico Alencar e Ivan Valente - dois dos três deputado federais da legenda - e por boa parte dos intelectuais do partido.
atmosfera de inquietude.
A notícia de que Dilma Rousseff está a quatro pontos percentuais dos calcanhares de José Serra instaurou na oposição uma atmosfera de inquietude.
Nos próximos dias, lideranças do PSDB e do DEM cobrarão de Serra pelo menos uma declaração pública assumindo-se como candidato ao Planalto.
Considera-se que o ideal seria que a frase do candidato soasse na próxima quinta-feira (4). Por quê?
Nesse dia, Serra estará em Belo Horizonte. A convite de Aécio Neves, participará da cerimônia comemorativa ao centenário de Tancredo Neves.
Pode ter de dividir a cena, a propósito, com o desafeto Ciro Gomes (PSB) e com a rival Dilma Rousseff. Ambos também foram convidados por Aécio.
Na noite da véspera, Serra dividirá a mesa do jantar com Aécio. Mais uma oportunidade para que o “café” tente atrair o “leite” para sua chapa.
O grão-tucanato reagiu à última pesquisa Datafolha de duas maneiras. Em público, considerou “natural” a ascensão de Dilma, atribuída à superexposição.
Em privado, concluiu que a subida da candidata de Lula pede “reação”. Na noite passada, um dirigente tucano disse ao blog: “Precisamos de fatos novos”.
Citou dois: além de “uma rápida manifestação de Serra assumindo-se claramente como candidato”, o “convencimento de Aécio para compor a chapa como vice”.
Nem uma coisa nem outra estão, porém, asseguradas. Serra continua aferrado ao seu calendário particular. Aécio ainda diz que vai disputar o Senado.
Na outra ponta, o PT saboreia o seu momento. O presidente da legenda, José Eduardo Dutra, até já sapateia sobre a hesitação de Serra:
"Ao contrário do que alguns diziam meses atrás sobre a gente, agora é a oposição que começa a pensar em um plano B".
Dutra como que roça a realidade. Em texto levado às páginas da Folha nesta segunda (1º), a repórter Cátia Seabra conta:
“A um mês do prazo fatal para o anúncio de sua candidatura, Serra expõe a aliados angústia acerca de sua decisão”.
A despeito de agir como candidato, Serra aconselha-se com pessoas próximas sobre a conveniência de disputar a reeleição em São Paulo em vez da presidência.
Seabra informa, de resto, que o tucanato já analisa uma alternativa para a vice que Aécio recusa-se a aceitar. Quem? O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Na última sexta (26), em Fortaleza, o repórter Eliomar de Lima perguntara a Tasso se descartava a hipótese de trocar a reeleição ao Senado pela vice de Serra.
E Tasso: “Eu aprendi uma coisa em política: a gente não descarta nem carta, porque, de repente, a coisa muda e a gente fica com a palavra lá embaixo”.
Nos próximos dias, lideranças do PSDB e do DEM cobrarão de Serra pelo menos uma declaração pública assumindo-se como candidato ao Planalto.
Considera-se que o ideal seria que a frase do candidato soasse na próxima quinta-feira (4). Por quê?
Nesse dia, Serra estará em Belo Horizonte. A convite de Aécio Neves, participará da cerimônia comemorativa ao centenário de Tancredo Neves.
Pode ter de dividir a cena, a propósito, com o desafeto Ciro Gomes (PSB) e com a rival Dilma Rousseff. Ambos também foram convidados por Aécio.
Na noite da véspera, Serra dividirá a mesa do jantar com Aécio. Mais uma oportunidade para que o “café” tente atrair o “leite” para sua chapa.
O grão-tucanato reagiu à última pesquisa Datafolha de duas maneiras. Em público, considerou “natural” a ascensão de Dilma, atribuída à superexposição.
Em privado, concluiu que a subida da candidata de Lula pede “reação”. Na noite passada, um dirigente tucano disse ao blog: “Precisamos de fatos novos”.
Citou dois: além de “uma rápida manifestação de Serra assumindo-se claramente como candidato”, o “convencimento de Aécio para compor a chapa como vice”.
Nem uma coisa nem outra estão, porém, asseguradas. Serra continua aferrado ao seu calendário particular. Aécio ainda diz que vai disputar o Senado.
Na outra ponta, o PT saboreia o seu momento. O presidente da legenda, José Eduardo Dutra, até já sapateia sobre a hesitação de Serra:
"Ao contrário do que alguns diziam meses atrás sobre a gente, agora é a oposição que começa a pensar em um plano B".
Dutra como que roça a realidade. Em texto levado às páginas da Folha nesta segunda (1º), a repórter Cátia Seabra conta:
“A um mês do prazo fatal para o anúncio de sua candidatura, Serra expõe a aliados angústia acerca de sua decisão”.
A despeito de agir como candidato, Serra aconselha-se com pessoas próximas sobre a conveniência de disputar a reeleição em São Paulo em vez da presidência.
Seabra informa, de resto, que o tucanato já analisa uma alternativa para a vice que Aécio recusa-se a aceitar. Quem? O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Na última sexta (26), em Fortaleza, o repórter Eliomar de Lima perguntara a Tasso se descartava a hipótese de trocar a reeleição ao Senado pela vice de Serra.
E Tasso: “Eu aprendi uma coisa em política: a gente não descarta nem carta, porque, de repente, a coisa muda e a gente fica com a palavra lá embaixo”.
Duda deve fazer campanha do PSB em SP, sem Ciro
O PSB paulista começa a mudar de assunto em São Paulo.
Em vez de Ciro Gomes, prepara-se para levar às urnas a candidatura de Paulo Skaf ao governo do Estado.
Presidente da Fiesp, templo do capital, o neosocialista Skaf filiou-se ao PSB em setembro do ano passado.
Já contactado, o publicitário Duda Mendonça aceitou fazer o marketing da campanha.
Deve moldar não só a imagem de Skaf, mas de todo o “pacote”. Inclui a vitrine eletrônica dos candidatos do PSB à Câmara e ao Senado.
Tomado pelo potencial político, Skaf não exibe, por ora, o semblante de um sucessor viável para o governador tucano José Serra.
Tomado pelo lado financeiro, Skaf é visto no PSB como elo com as caixas registradoras do Estado mais próspero da federação.
Dito de outro modo, eis o que espera a legenda: Em São Paulo, pode faltar voto. Mas dinheiro para a campanha não faltará.
Também o PT já não parece depositar muitas fichas na candidatura Ciro-SP.
O petismo arma o bote sobre seu líder no Senado, Aloizio Mercadante, o "plano B" de Lula.
Para tentar segurar o PSB na aliança, o PT cogita oferecer à legenda de Ciro a posição de vice na chapa de Mercadante. Aceitaria a companhia de Skaf.
Consultada informalmente, a direção do PSB paulista não exibiu grande entusiasmo pela idéia de amarrar os seus destinos ao do PT. Aliança, se houver, só no segundo turno.
Em vez de Ciro Gomes, prepara-se para levar às urnas a candidatura de Paulo Skaf ao governo do Estado.
Presidente da Fiesp, templo do capital, o neosocialista Skaf filiou-se ao PSB em setembro do ano passado.
Já contactado, o publicitário Duda Mendonça aceitou fazer o marketing da campanha.
Deve moldar não só a imagem de Skaf, mas de todo o “pacote”. Inclui a vitrine eletrônica dos candidatos do PSB à Câmara e ao Senado.
Tomado pelo potencial político, Skaf não exibe, por ora, o semblante de um sucessor viável para o governador tucano José Serra.
Tomado pelo lado financeiro, Skaf é visto no PSB como elo com as caixas registradoras do Estado mais próspero da federação.
Dito de outro modo, eis o que espera a legenda: Em São Paulo, pode faltar voto. Mas dinheiro para a campanha não faltará.
Também o PT já não parece depositar muitas fichas na candidatura Ciro-SP.
O petismo arma o bote sobre seu líder no Senado, Aloizio Mercadante, o "plano B" de Lula.
Para tentar segurar o PSB na aliança, o PT cogita oferecer à legenda de Ciro a posição de vice na chapa de Mercadante. Aceitaria a companhia de Skaf.
Consultada informalmente, a direção do PSB paulista não exibiu grande entusiasmo pela idéia de amarrar os seus destinos ao do PT. Aliança, se houver, só no segundo turno.
manchetes desta segunda
- Globo: Tsunami devasta costa do Chile, que já tem 708 mortos
- Estadão: Mortos passam de 700 no Chile
- JB: Tremor no Chile: Recomeço com sustos
- Correio: Luta dramática para salvar vidas no Chile
- Valor: Pacote deve criar crédito automático a exportador
- Jornal do Commercio: Tragédia no Chile
- Estadão: Mortos passam de 700 no Chile
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