quinta-feira, 10 de junho de 2010

SERRA ADMITE NÃO TER VICE PARA A CONVENÇÃO

Em conversas com aliados, o presidenciável tucano José Serra se convenceu que será melhor deixar a decisão da escolha do vice na chapa para depois das convenções do partido, marcada para o próximo sábado (12), em Salvador. A deliberação ficará para até o final do mês. A decisão de Serra foi amadurecida em duas reuniões, no domingo (6) e na segunda (7). Na primeira, Serra dividiu a mesa de jantar com Fernando Henrique Cardoso e Sérgio Guerra, presidente do PSDB e coordenador da campanha. Na segunda, recebeu, de novo, Sérgio Guerra, e o deputado Jutahy Jr. (PSDB-BA). O impasse continua entre a vontade dos tucanos, por uma chapa puro-sangue, e a pressão do aliado DEM, que pleiteia a vaga. A hipótese de atrair para a chapa o presidente do PP, Francisco Dornelles (RJ), tornou-se uma hipótese improvável. No plano federal, o PP oscila, hoje, entre a neutralidade e o apoio à candidatura petista de Dilma Rousseff.

LULA DIVIDE PALANQUE COM COLLOR E TUCANO




No lançamento das obras de duplicação da rodovia BR-101 em Alagoas,o presidente Lula dividiu o mesmo palanque com três pré-candidatos ao governo do Estado: o senador Fernando Collor de Mello (PTB), o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) e o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), nesta quarta-feira (9). Os três sentaram-se lado a lado, à esquerda de Lula. No evento, o presidente foi recebido aos gritos de "Lula e Teo Vilela". Teotonio elogiou Lula, agradeceu o apoio do governo a Alagoas e disse que, no Estado, não há nenhuma obra do PAC paralisada por suspeita de irregularidade. "Somos de partidos diferentes, mas me considero acima de tudo seu amigo", disse o tucano a Lula: "Temos mais semelhanças que nos unem que diferenças que nos separem". Informações da Folha.

ROYALTIES DO PRÉ-SAL SURPREENDE ESTADOS

A divisão igualitária com todas as unidades federativas da União dos royalties do óleo a ser extraído do pré-sal, votado na madrugada de hoje no Senado, surpreendeu. Mesmo com a decisão de que estados produtores, com o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, serão recompensados pela União coloca um ponto final numa grande polêmica, dará, certamente, espaço para outra. A princípio, se a Petrobrás irá colocar suas plataformas de extração muito distante da costa, Estado nenhum é proprietário da riqueza, e sim o País. Mas, se houver um acidente, como o observado no Golfo do México, os Estados próximos serão, a princípio, os primeiros a serem atingidos. Mas isso dependerá das correntes marítimas. Se o resultado da votação surpreendeu, o governo estatizou um pouco mais a Petrobrás ao estabelecer o destino da riqueza, com ênfase para a educação. Bem, essa é uma questão que terá que ser muito bem arrumada juridicamente. Porque está viva na memória dos brasileiros a CPMS, pensada pelo ex-ministro e cardiologista Adib Jatene, que pretendia que o que fosse arrecadado se destinasse à saúde e tão somente à saúde. Qual o que! Desviaram os recursos que passaram a ser utilizados para tudo, menos para a saúde. Se o destino previsto para a CPMF não fosse desviado por uma política errada, com absoluta certeza hoje o Brasil seria outro, e não este País de Terceiro Mundo em relação à saúde pública que oferece à população. Sobre os royaties aprovados em Brasília na madrugada, o Rio de Janeiro e o Espírito Santo vão gritar, e muito. Mas os demais Estados que não têm petróleo estão felizes porque, queira-se ou não, é uma forma correta de diminuir as desigualdades e distribuir melhor o desenvolvimento torto de um País torto.

ROYALTIES DO PRÉ-SAL SURPREENDE ESTADOS

A divisão igualitária com todas as unidades federativas da União dos royalties do óleo a ser extraído do pré-sal, votado na madrugada de hoje no Senado, surpreendeu. Mesmo com a decisão de que estados produtores, com o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, serão recompensados pela União coloca um ponto final numa grande polêmica, dará, certamente, espaço para outra. A princípio, se a Petrobrás irá colocar suas plataformas de extração muito distante da costa, Estado nenhum é proprietário da riqueza, e sim o País. Mas, se houver um acidente, como o observado no Golfo do México, os Estados próximos serão, a princípio, os primeiros a serem atingidos. Mas isso dependerá das correntes marítimas. Se o resultado da votação surpreendeu, o governo estatizou um pouco mais a Petrobrás ao estabelecer o destino da riqueza, com ênfase para a educação. Bem, essa é uma questão que terá que ser muito bem arrumada juridicamente. Porque está viva na memória dos brasileiros a CPMS, pensada pelo ex-ministro e cardiologista Adib Jatene, que pretendia que o que fosse arrecadado se destinasse à saúde e tão somente à saúde. Qual o que! Desviaram os recursos que passaram a ser utilizados para tudo, menos para a saúde. Se o destino previsto para a CPMF não fosse desviado por uma política errada, com absoluta certeza hoje o Brasil seria outro, e não este País de Terceiro Mundo em relação à saúde pública que oferece à população. Sobre os royaties aprovados em Brasília na madrugada, o Rio de Janeiro e o Espírito Santo vão gritar, e muito. Mas os demais Estados que não têm petróleo estão felizes porque, queira-se ou não, é uma forma correta de diminuir as desigualdades e distribuir melhor o desenvolvimento torto de um País torto.

PGR DEFENDE INTERVENÇÃO NO DF

A vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, encaminhou nesta quarta-feira (9) parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que reforça a necessidade de intervenção no Distrito Federal. Segundo o parecer, nenhuma medida concreta teria sido realizada pela Câmara Legislativa para “sanar ”a instabilidade institucional" no DF. O pedido de intervenção foi feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, diante do inquérito da Polícia Federal que investiga denúncias de um suposto esquema de pagamento de propina envolvendo parlamentares e membros do Executivo do governo do DF, que ficou conhecido como mensalão do DEM

CGU SUSPEITA DE EMPRESÁRIO LIGADO A DILMA

A Controladoria-Geral da União (CGU) detectou 11 indícios de irregularidades em um dos contratos da empresa Dialog Serviços de Comunicação e Eventos, do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto com a União. Até semana passada, Bené vinha atuando como espécie de gerente informal da pré-campanha da petista Dilma Rousseff. Em análise preliminar, os auditores constataram, por exemplo, que a empresa recebeu por serviços não executados. A investigação foi instaurada a partir de suspeitas de irregularidades num contrato da Dialog com o Ministério das Cidades, em 2007. Graças a uma brecha na Lei de Licitações, esse contrato permitiu que a empresa estendesse seus negócios, sem licitação, para vários outros ministérios. Nos últimos quatro anos, os pagamentos do governo à Dialog somam R$ 76,3 milhões. A assessoria de Dilma nega enfaticamente qualquer relação de Bené. Informações do Estadão.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Lula diz que oposição quer ‘ganhar jogo no tapetão’

Presidente diz que prefere eleger Dilma a vencer a Copa

De passagem por Fortaleza, Lula deu entrevista à Rádio Jangadeiro FM. Foi instado a comentar as cinco multas que o TSE lhe impôs.



Disse: “O presidente da República não pode transgredir as leis. Agora, é importante que a gente fique atento, porque eu estou cheio de adversários...”



Adversários “...que, com preocupação de me enfrentarem na campanha, [...] começam a querer ganhar o jogo no tapetão.”



Disse que a democracia será exercitada “até as últimas conseqüências”. Repetiu: “Todos nós temos que cumprir a lei”.



“Se houver excesso, obviamente que cada um de nós tem que ser punido. Mas eu ouvido gente falar demais, [...] eu tenho ouvido gente torcer demais...”



Sugeriu que a oposição está menos preocupada com a legislação eleitoral do que com os holofotes. Ironizou:



“O cidadão abre, de manhã, a geladeira para pegar uma água, já dá uma entrevista achando que é televisão...”



“...Vai para o banheiro, liga o barbeador para fazer a barba, já começa a achar que é um microfone e começa a falar, tem gente falando demais sobre essa questão...”



Tem “...gente fazendo insinuações demais, fazendo interpretações demais, isso não é bom para a democracia”.



Lula disse que vai se defender em todos os processos que correm na Justiça Eleitoral. “Alguns nós podemos perder, outros nós podemos ganhar...”



“...Sempre trabalhando de acordo com a Justiça brasileira, porque cabe aos governantes serem os primeiros a respeitar a legislação”.



A certa altura, o repórter perguntou: Se tivesse que escolher entre o título da Seleção Brasileira e a vitória na sucessão, o que escolheria?



E Lula: “[...] Obviamente que eu prefiro que o candidato que eu apoio ganhe as eleições, porque eu estou pensando é no Brasil para os próximos quatro, para os próximos oito anos...”



“...Agora, obviamente que a Seleção vai ganhar, porque eu fico analisando, não temos adversários, [...] não tem muita novidade na Copa do Mundo”.



No curso da entrevista, Lula afagou Ciro Gomes: “Eu tenho um companheiro aqui no Ceará, que é o Ciro Gomes, a quem eu devo muito...”



“...Foi meu ministro e foi um contribuinte extraordinário. Nos momentos mais difíceis, o Ciro Gomes esteve do meu lado”.



Fustigou o ex-governador Tasso Jereissati e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: “[...] Muitos governadores antes do Cid [Gomes]...”



“...Muitos governadores antes desta geração de agora governavam o Estado e não tinham recurso para fazer investimento, e tampouco recebiam recurso do governo federal...”



“...Eu não quero nem falar... não vou falar de ninguém. Mas você poderia dar uma contribuição: pegue os oito anos de Fernando Henrique Cardoso e veja quanto dinheiro do governo federal veio para o Ceará, e pegue os meus oito anos”

Lula atribui infortúnio de Ciro exclusivamente ao PSB
Todo mundo sabe Lula segurou o cabo da faca que ceifou as pretensões presidenciais de Ciro Gomes (PSB). Todo mundo, menos Lula.



Em entrevista ao repórter Guálter George, o presidente atribuiu o sacrifício da candidatura de seu ex-ministro exclusivamente ao PSB. Não interveio?



“Isso não existe. O PSB é um partido sério, formado por gente íntegra, comprometida com as mudanças e com o progresso econômico e social do nosso país...”



“...É um partido independente – eu posso garantir que seus dirigentes não se subordinariam a qualquer tipo de imposição que pudesse ter havido...”



“...Ciro Gomes é um brasileiro formidável, foi um ministro muito eficiente e leal e reúne todas as condições para pleitear a Presidência...”



“...Ele é jovem e tem ainda um grande futuro pela frente. O que aconteceu foi que o PSB se reuniu e decidiu soberanamente que este ano o mais correto politicamente é apoiar a candidata que deve ser escolhida pelos partidos da base aliada”.



Então, tá! Ficamos entendidos assim. Se o próprio Ciro passou zíper nos lábios, quem haveria de reclamar?

Lula: Brasil merece crescimento ‘exuberante’ do PIB

De passagem por Fortaleza, Lula festejou o resultado do PIB. Classificou de “exuberante” o desempenho da economia no primeiro trimestre de 2010.



"Brasil merecia e precisava disso", declarou, referindo-se aos 9% de crescimento, em comparação com os primeiros três meses de 2009.



Falando para uma platéia de cerca de 2.000 pequenos agricultores, aproveitou para tirar uma casquinha da oposição e dos críticos:



"Vocês viram que eu fui esculhambado quando eu disse que a crise seria só uma marolinha aqui no Brasil".



Projetado no ano, os 9% do primeiro trimestre apontam para um PIB de 11,9% para 2010. Algo que a economia brasileira não suporta.



O governo já pisa no freio. O ministro Guido Mantega (Fazenda) fala em ajustar o PIB anual para algo entre 6% e 6,5%.



Seja como for, Lula sabe que, em outubro, mês da eleição presidencial, o país estará respirando uma atmosfera de prosperidade.



Algo que, se bem explorado, tende a adensar o cesto de votos da candidata oficial, Dilma Rousseff. Daí, também, a animação de Lula.

PIBão revela que país não está pronto para o sucesso

A economia, como se sabe, compreende todas as atividades do país. O diabo é que nenhuma atividade do país compreende a economia.



O Brasil perseguiu, durante anos, um PIB vigoroso. No primeiro trimestre de 2010, obteve um Pibão chinês: 9%, se comparado com o mesmo período de 2009.



Contrapondo-se os primeiros três meses de 2010 aos três últimos meses de 2009, chega-se a um crescimento de 2,7%.



Um desempenho que, projetado no ano, resultaria, em dezembro, num Pibíssimo. Coisa de 11,9%.



Anotou os números? Muito bem. Agora, esqueça-os. Embora divulgados nesta terça (8), refletem uma realidade do passado. O governo já traz o pé no freio.



Por quê? O Brasil não está preparado para o orgasmo econômico. Passou 2009 à base de Viagras múltiplos.



Tomou superdoses de isenções tributárias. Ingeriu as liberações de compulsórios bancários. Deglutiu empréstimos bancários.



Vencida a crise financeira global que levava à impotência, o governo pôs-se a cortar os estímulos.



Suspendeu as isenções, enxugou o excesso de moeda que irrigava a corrente sanguínea da economia, retomou o ciclo de elevação dos juros...



"No segundo trimestre já há dados de desaquecimento”, diz, em timbre brochante, o ministro Guido Mantega (Fazenda).



“O crescimento no ano vai ficar alto, mas a taxa já está decrescente. Temos a volta dos impostos, que vai fazer a demanda cair...”



Temos “a volta do compulsório e a taxa de juros, que já subiu 0,75%, a maior alta de todos os países. Além disso, tivemos o corte de R$ 10 bilhões nos gastos do governo".



O governo pôs-se a conspirar contra o PIB. E o faz sob aplausos. O país não dispõe de infraestrutura para crescer.



O consumo, se desmedido e desatendido, levaria a um surto inflacionário. Daí a interrupção do Viagra e a premência de pressionar o freio.



O governo mirava um PIB de até 5,5% para 2010. Mantega fala agora em algo como 6%, talvez 6,5%. Mais de 11%? Nem pensar.



Você tem dificuldade para entender a lógica do processo? Calma, não se desespere.



Misture os fatos e os números que julga incompreensíveis. Construa uma tese particular. Pronto. Você já pode ser considerado um economista de sucesso.

manchetes desta quarta

- Globo: PIB recorde mostra risco de superaquecimento



- Folha: PIB tem maior alta desde 1996



- Estadão: PIB tem alta recorde de 9% e expõe risco de superaquecimento



- JB: Rio vai ganhar hospital do crack



- Correio: Brasil cresce a passos de gigante



- Valor: Supremo julga 'esqueleto' que pode custar R$ 10 bi



- Jornal do Commercio: Lei Seca mais dura na Copa

terça-feira, 8 de junho de 2010

PESQUISA MUDA TÁTICA DE CANDIDATOS

Os pré-candidatos à Presidência da República reavaliaram estratégias de campanha devido à divisão regional verificada na última pesquisa de intenção de votos do Ibope, em que o tucano José Serra lidera no Sul-Sudeste e Dilma Rousseff (PT) no Norte-Nordeste. Além de ter escolhido Salvador para lançar a candidatura de Serra, o PSDB aposta em palanques fortes no Ceará, Paraíba, Alagoas e Pernambuco para aumentar a inserção na região. Cabos eleitorais como Tasso Jereissati (CE), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Paulo Souto (DEM-BA), Teotônio Vilela (AL), João Alves (SE) e Jackson Lago (PDT-MA) são as apostas dos tucanos. Já o PT dará prioridade a agendas da petista no interior de São Paulo, especialmente no Vale da Paraíba, onde o PSDB tem forte penetração. "São Paulo definirá a eleição", disse o presidente do PT-SP, Edinho Silva. Informaçõies do Estadão.

GEDDEL, EUFORIA E DIA DOS NAMORADOS

O candidato da coligação liderada pelo PMDB, Geddel Vieira Lima, que deverá ter, nos próximos dias, o apoio do PTN do deputado João Carlos Bacelar, estava ontem tomado por intensa euforia. Feliz por ter tirado Edmundo Pereira do governador Jaques Wagner, de quem é vice, para a sua chapa. Se Edmundo foi surpresa, o mesmo não é possível dizer com Edvaldo Brito, atual vice do prefeito João Henrique, candidato ao Senado. "Wagner costumava dizer que Edmundo era amigo dele, que era um vice de atitudes inatacáveis e tudo o mais. Mas não pensou duas vez ao trocá-lo pelo carlista Otto Alencar, que, aliás, já compôs a chapa de Edvaldo Brito como vice na época em que o meu segundo senador foi candidato a prefeito de São Paulo."Essa minha alegria, portanto é dupla." Geddel Vieira Lima completou a sua chapa e espera agora a de Paulo Souto, que tem dificuldades em uma das candidaturas ao Senado. Vieira Lima quer fechar com o PTN, garantir mais tempo no horário eleitoral para, então, "ïr para cima durante a campanha no rádio e TV." Tão alegre estava que declarou, na semana do Dia dos Namorados: "Ando tão romântico que, todo dia, quando chegou em casa sou todo carinho: minha filha, se prepare que vamos jantar fora". E ela: "Tá maluco, para sermos assaltados dentro do restaurante ou até antes chegar nele".

PSDB cogita ‘desconstruir’ Dilma em programa de TV

A cúpula do PSDB amadurece a idéia de usar um pedaço do programa que levará ao ar em 27 de junho para “desconstruir” o currículo de Dilma Rousseff.



O tema vem sendo debatido em reuniões de dirigentes tucanos com o jornalista Luiz Gonzalez, responsável pelo marketing da campanha de José Serra.



Nesses encontros, concluiu-se que, além de exibir Serra, a oposição precisa expor o que chama de “fragilidades” da rival Dilma.



Na prática, o PSDB cogita servir ao telespectador uma espécie de “antídoto” contra o programa que o PT veiculou no mês passado.



Nessa peça petista, Dilma foi apresentada como grande gerente, responsável pelos principais programas do governo Lula.



Falou-se também do passado militante da candidata. Para edulcorar a biografia de sua pupila, Lula chegou a compará-la a Nelson Mandela.



Atribui-se à superexposição que o PT proporcionou a Dilma a subida dela nas pesquisas. Está, hoje, empatada com Serra em 37%, segundo Datafolha e Ibope.



Assim como o PT, o PSDB terá dez minutos de rádio e TV. Rede nacional, entre o telejornal e a novela.



Uma parte do programa tucano será usada para propagandear Serra. Se prevalecer a tese em debate, o outro naco servirá para tratar de Dilma.



A ideia é a de promover, desde logo, um cotejo de biografias. De um lado, um Serra experiente –ex-governador, ex-prefeito, ex-ministro, ex-parlamentar.



Do outro, uma Dilma com pouca experiência administrativa. Nesse trecho, seria martelada a tese de que, sob Lula, os programas confiados a Dilma não andaram.



Entre eles o PAC, em cuja execução o tucanto enxerga problemas de gerência que levaram o programa a caminhar a a passos mais lentos do que alardeia o governo.



Discute-se também a proposta de demonstrar que a propaganda petista turbinou a trajetória de Dilma, falseando-a.



Por exemplo: Na peça do PT, Lula disse que foi Dilma quem idealizou o programa Luz para Todos. Uma inverdade, sustenta o PSDB.



Disse Lula na TV: "Uma das coisas que me impressionaram foi o dia em que Dilma entrou na minha sala me propondo a ideia do Luz pra Todos".



Na versão do tucanato, dá-se com esse programa algo semelhante ao que ocorreu com o Bolsa Família. Trata-se de uma variante de iniciativa adotada pelo PSDB.



Pretende-se demonstrar que o Luz para Todos já existia sob FHC. Chamava-se Luz no Campo. Previa a universalização do fornecimento de energia até 2015.



Na gestão Lula, o programa mudou de nome, as metas foram antecipadas e o orçamento foi vitaminado.



No final do mês passado foi ao ar o programa do DEM. Serra ocupou 75% do tempo. Mas não se falou de Dilma.



Nesta quinta (10), será exibida a peça do PPS, outra legenda associada a Serra. Mas, nesse caso, a produção não foi confiada a Gonzalez.



“A gente resolveu fazer o programa do nosso partido”, disse ao blog Roberto Freire, presidente do PPS.



“O Serra vai aparecer como participante da reunião que realizamos em 21 e 22 de maio. Tem a imagem do Serra recebendo um documento nosso...”



“...Vamos dizer que estamos entregando contribuições ao programa do nosso candidato, que consideramos o mais preparado”.



Freire acrescenta: “Vamos fazer a crítica ao governo, como sempre fizemos. Mas não vamos incorrer no mesmo crime de Lula, entregando o programa a Serra...”



“...Estamos criticando o presidente pela desfaçatez com que desrespeita a lei eleitoral, desmoralizando as instituições. E queremos continuar fazendo a crítica”.



No mais, haverá o programa do PTB, no dia 24. Roberto Jefferson, presidente da legenda, já deu uma ideia de como será a propaganda.



Entregou a Gonzalez, o marqueteiro de Serra, cerca de oito dos dez minutos a que o PTB tem direito. O candidato irá à convenção do partido, em 19 de junho.



Segundo Jefferson, essas imagens serãoaproveitadas no programa. Resta saber se o PTB também cederá parte de sua inserção para a "desconstrução" de Dilma.

Após unção de Temer à vice, o PMDB fará ato em SP

O pedaço governista do PMDB, hoje amplamente majoritário, fará um ato de apoio a Michel Temer em São Paulo.



Será no final do mês, depois das convenções partidárias.



Neste sábado (12), o PMDB ratificará o nome de Temer como candidato a vice-presidente da República.



No domingo (13), Temer vai à convenção do PT, na qual Dilma Rousseff será convertida candidata oficial à sucessão de Lula.



O ato pró-Temer está programado para a semana seguinte. Deve ocorrer no dia 19 de junho, um sábado.



Ocorrerá em São Paulo por duas razões: É o Estado natal de Temer, onde ele mantém seu domicílio eleitoral. É também o quintal de Orestes Quércia.



Presidente do diretório paulista do PMDB, Quércia disputará o Senado enganchado à chapa de Geraldo Alckmin (PSDB), que disputa o governo estadual.



A pajelança em torno de Temer visa demonstrar que, a despeito de Quércia, o PMDB de São Paulo prestigia Temer.



Há no Estado 643 municípios, 69 dos quais geridos pelo PMDB. O grupo de Temer espera arrastar para a pajelança pelo menos 30 prefeitos.



Participa do esforço de arregimentação o ministro Wagner Rossi (Agricultura). Filiado ao PMDB paulista, ele frequenta a Esplanada como apadrinhado de Temer.



Cogita-se convidar para a manifestação pró-Temer a própria Dilma Rousseff, além políticos de legendas associadas à candidatura oficial.

Lula diz que visitará ‘obras’ até nos finais de semana



No radiofônico ‘Café com o Presidente’ desta segunda (7), Lula deu uma ideia da azáfama em que se converterá sua agenda neste final de governo.



Disse que o PAC está “a todo vapor”. E, como há muito por inaugurar, vai intensificar as viagens. O vaivém invadirá até mesmo os fins de semana.



Para que possa ser levado a sério, o presidente talvez devesse adicionar lenha à fornalha do PAC.



Diferentemente do que afirma, o programa está longe de alcançar o vapor pleno. Há mais por fazer do que por inaugurar.



Levantamento divulgado na semana passada atestou que, até abril, foram concluídos 46,1% dos empreendimentos cuja conclusão fora prevista para 2010.



O índice é ainda menor (33,6%) quando se consideram apenas as obras do setor logístico: energia, social e infraestrutura urbana.



O Orçamento de 2010 prevê investimentos de R$ 21,4 bilhões no PAC. Desse total, foram efetivamente gastos R$ 6,8 bilhões.

Pimentel joga a toalha, ‘apoia’ Hélio e vai ao Senado

O PT federal entregou, nesta segunda (7), a mercadoria que prometera ao PMDB: o apoio à candidatura de Hélio Costa ao governo de Minas Gerais.



O martelo foi batido numa reunião dos dirigentes nacionais das duas legendas, em Brasília.



O ex-prefeito petista de Belo Horizonte, Fernando Pimentel jogou a toalha num par de notas que pendurou em seu microblog.



Anotou: “Amigos, agradeço a todos que me apoiaram na pré-campanha. Vamos anunciar a chapa Helio governador, Pimentel senador. E Dilma presidente!!”.



Esmiuçou: “Prevalece o acordo nacional PMDB-PT. Agora é unidade na campanha e energia pra ganhar em Minas e no Brasil. Vamos em frente!!!”.



Pimentel fez por pressão o que seus aliados mineiros recusaram-se a fazer por conveniência.



Se o petismo mineiro decidisse quebrar lanças, seria enquadrado pelo diretório nacional da legenda em reunião marcada para a próxima sexta (11).



Não restou a Pimentel senão capitular e seguir “em frente”. Quanto à “unidade na campanha”, um pedaço do PT mineiro talvez se recuse a prover.

Os ‘silvérios’ de Serra somam 28% da base de Aécio

Há em Minas Gerais 853 cidades. Exatas 286 são geridas por prefeitos do PSDB, do DEM e do PPS.



É gente que segue a liderança de Aécio Neves, o grão-duque do tucanato mineiro.



Em tese, todo esse pessoal deveria segurar o andor da candidatura presidencial de José Serra.



Com o auxílio de Jean Philip Struck e Élida Oliveira, o repórter Rodrigo Vizeu foi de prefeito em prefeito.



Dos 286 gestores municipais associados a Aécio, ouviram-se 264. Descobriu-se que 79 não se consideram fechados com Serra. Uma dissidência -potencial ou declarada- de 28%.



Entre os prefeitos que fraquejam 64 se disseram “indecisos”. Seis se declararam “neutros”. E nove já se bandearam para a procissão de Dilma Rousseff.



Ficaram de fora da conta cinco prefeitos que não quiseram revelar quem vão apoiar na sucessão.



A fissura é maior entre os prefeitos do DEM (43%). É alta também entre os do PPS (36%). E alcança um pedaço dos gestores do PSDB (16%).



Por que Serra tem tantos ‘silvérios’ em Minas? As razões são variadas. Vão abaixo, à guisa de ilustração, cinco depoimentos pungentes:



1. Dinair Isaac (DEM), prefeito de Capinópolis: "A Dilma me abraça. O Serra nem olha para a cara, é um homem seco".



2. Jéferson Miranda (PSDB), de Santo Antônio do Grama: "Não basta ser vice, tinha que ser Aécio na cabeça".



3. Odilon Oliveira (PSDB), de Oratório: "O Aécio pediu apoio para [Antonio] Anastasia, mas não fala totalmente que apoia Serra".



4. Ilmar Guedes (DEM), de Datas: “Serra é muito metido, é o candidato dos ricos”.



5. Valdeci Dornelas (PPS), de Nova Belém: “Eu prefiro ficar quieto, deixa o povo ficar à vontade”.



Minas, como se sabe, é o segundo maior colégio eleitoral do país. Embora recuse a vice de Serra, Aécio declara-se um “soldado” de Serra.



Tomado pelo índice de popularidade que ostenta no Estado, Aécio é, em verdade general.



O diabo é que uma parte de sua tropa monta cavalos de Tróia. E cavalo de madeira não galopa. Nem costuma subir Serra (com trocadilho, por favor).

manchetes desta terça

- Globo: Pacote alemão corta 15 mil servidores e reduz tropas



- Folha: Um terço dos estudantes já se embriagou



- Estadão: Campanha de Dilma muda após dossiê e crise em MG



- JB: PT enquadra PT em Minas



- Correio: Caixa de Pandora: De investigador a investigado



- Valor: NE oferece 30% dos novos empregos na construção



- Jornal do Commercio: Água de Pirapama para 400 mil pessoas

segunda-feira, 7 de junho de 2010

PT e PMDB oficializam candidatura de Hélio Costa

O PT e o PMDB anunciaram nesta segunda-feira (7) o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa como o candidato da aliança dos dois partidos ao governo de Minas Gerais. O anúncio foi feito pelo presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, após reunião com lideranças do partido e do PMDB. A reunião ocorreu no gabinete da presidência do PMDB.

“Queremos anunciar que a nossa chapa será composta pelo senador Hélio Costa como o candidato ao governo e o companheiro Fernando Pimentel como o candidato ao Senado. É uma chapa com uma perspectiva real. Não será uma eleição fácil, mas há condições de eleger o governador, o senador e dar uma vitória expressiva para Dilma em Minas Gerais”, disse Dutra.

O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) disputava a indicação na aliança entre os dois partidos. O anúncio sobre a indicação de Costa já havia sido feito pelo próprio Pimentel mais cedo, pelo Twitter. Pimentel agradeceu o apoio e antecipou a decisão. “Amigos, agradeço a todos q me apoiaram na pré-campanha. Vamos anunciar a chapa Helio governador, Pimentel senador. E Dilma presidente!”, postou no serviço de microblog.

O presidente nacional do PMDB, Michel Temer (SP), destacou que a aliança em Minas “ganhou simbolismo” para a concretização da chapa entre os dois partidos em nível nacional. “A questão de Minas ganhou um simbolismo muito grande, e a tendência era de que se a aliança se consolidasse, teríamos a vitória em Minas e a vitória nacional, mas se não se concretizasse, talvez a tendência era de não se concretizar a aliança entre PT e PMDB. Mas trabalhamos em um grande harmonia e temos uma aliança de duas figuras exponenciais em Minas Gerais”, afirmou Temer.

Reginaldo Lopes, presidente do PT de Minas Gerais, afirmou que agora será feito um trabalho junto à militância para se defender a candidatura de Hélio Costa. Ele destacou que a vitória de Costa na disputa interna entre os partidos aconteceu pela influência na questão nacional.

“Nenhuma decisão no PT é simples. Mesmo quando a escolha é entre nós, já é disputado. Então, a partir de agora, é um outro momento com todo mundo unificado pelas candidaturas de Hélio Costa para o governo e Fernando Pimentel para o Senado”.

Costa agradeceu o apoio recebido e afirmou que seu vice também será do PT. Ele não quis revelar o nome que dividirá a chapa majoritária. “Vamos ter outra figura muito importante do PT de Minas como vice.” Ele destacou que o PMDB é importante aliado do governo Lula e disse que a aliança sairia no estado mesmo se Pimentel tivesse sido escolhido para disputar o governo.

Costa disse ainda que existe uma vaga de candidato ao Senado e as vagas de suplentes de senadores em aberto. Ele afirmou que pretende usar essas vagas para atrair apoios de outros partidos a sua candidatura.

Pimentel, por sua vez, afirmou que vai ainda conversar com a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, para decidir se continuará na coordenação da campanha ou se vai apenas se concentrar na candidatura ao Senado. Ele adiantou que considera “compatível” ter as duas atribuições.

Palanque único
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o principal defensor de um palanque único em Minas e por isso já havia declarado que esperava por um acordo entre o PT e o PMDB no estado. Pimentel, no entanto, insistia na candidatura. "Eu continuo trabalhando com a ideia de que a melhor chapa é formada por nós, do PT, para governador e pelo PMDB para o Senado, mas isso, é lógico, depende de um entendimento da base", declarou o ex-prefeito de Belo Horiozonte, no dia 3 de maio.

Pimentel chegou a disputar prévias internas no PT contra o ex-ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) para ver quem seria o indicado do partido para concorrer ao governo. Pimentel obteve 16.340 votos, 52% dos quase 31,4 mil filiados do PT em Minas. Patrus Ananias obteve 15.093 votos (48% do total).

Dilma e Serra estão empatados em 37%, diz o Ibope

Pesquisa Ibope feita por encomenda da Globo e do Estadão informa que a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra estão empatados em 37%.



É percentual idêntico ao que fora detectado pelo Datafolha em sondagem divulgada no último dia 24 de maio.



Segundo o Ibope, Marina Silva (PV) ostenta 9% das intenções de voto. No Datafolha, ela aparecera com 12%.



Comparando-se a nova pesquisa do Ibope com a anterior, de abril, Dilma escalou cinco pontos percentuais. Serra desceu três.



O Ibope aponta um empate também no cenário de segundo turno: 42% para Serra e Dilma. O Datafolha apontara empate técnico: 46% para Dilma, 45% para Serra.



Lula ‘Cabo Eleitoral’ da Silva obteve no Ibope taxa de aprovação de 75%. Percentual semelhante ao que anotara o Datafolha: 76%.



Dilma igualou-se a Serra depois da superexposição que o PT lhe proporcionou na televisão, à custa de multas impostas pelo TSE a ela, ao partido e a Lula.



Os partidos que apóiam Serra recorrerão ao mesmo expediente. O DEM já utilizou o seu programa partidário para vitaminar a imagem de Serra.



Neste mês de junho, vão ao ar os programas de dez minutos e um lote de inserções de 30 segundos de três legendas associadas a Serra: PSDB, PPS e PTB.



Aos olhos de hoje, Dilma, em curva ascendente, chega ao final da fase de pré-campanha em situação mais favorável que a de Serra, em queda.



A campanha efetiva começa em 5 de julho. Antes disso, novas pesquisas informarão se a TV terá para Serra o mesmo efeito tônico que teve para Dilma.



De concreto, por ora, a certeza de a campanha será renhida. Mantido o aperto das urnas, Dilma disporá de uma arma que pode fazer a diferença: o apoio de Lula.

Polêmica do dossiê faz jornalista deixar QG de Dilma

O jornalista Luiz Lanzetta (foto), dono da Lanza Comunicação, formalizou seu pedido de afastamento da campanha de Dilma Rousseff.



Deu-se neste sábado (5), por meio de uma carta, informa o repórter Fernando Rodrigues.



Lanzetta decidiu se desligar da campanha, segundo conta, depois de ler, de madrugada, a entrevista do delegado Onézimo Sousa.



Aposentado da PF, Onézimo afirmara que Lanzetta lhe havia proposto a constituição de um esquema para espionar, entre outros, o tucano José Serra.



Lanzetta não nega a reunião. Mas dá uma versão diferente. Diz que não propôs coisa nenhuma. Sustenta ter ouvido uma proposta:



"Ele [Onézimo] veio se oferecer para acompanhar o Marcelo Itagiba [deputado federal pelo PSDB do Rio]...”



“...Disseram que sabiam que o Marcelo Itagiba estava trabalhando, porque já trabalharam na equipe dele e o conheceram...”



“...Falaram que o Marcelo Itagiba [delegado licenciado da PF] estava fazendo cem dossiês contra a base aliada...”



“...Estaria fazendo isso com uma série de ex-agentes da Polícia Federal e da Abin, no gabinete dele. Essa informação era o que eles queriam dar e depois se ofereceram para ir atrás disso...”



“...Era uma coisa um pouco pirotécnica. Mas da nossa parte nada prosperou. É impressionante: é uma coisa da qual caímos fora e ficou como se tivéssemos feito".



Vai abaixo a entrevista que Lanzetta concedeu a Fernando Rodrigues:







- Quem estava na reunião de 20 de abril no restaurante Fritz, em Brasília?
Cinco pessoas. Onésimo, Amaury, o Dadá, o Benedito e eu.

- Quem marcou a reunião e fez os convites?
Eu não me lembro.

- Por que pessoas como o Benedito e o Amaury estavam nessa reunião?
O Benedito estava lá até para me servir de testemunha agora. Até porque o Onésimo parece ter sido acometido por uma crise de ética que ficou retida por dois meses. Ele chegou ao encontro dizendo que transportava dinheiro. Os dois, ele e o Dadá, falaram ter conhecimento de que o Marcelo Itagiba estaria montando cem dossiês. Ofereceram-se.

- Como foram os contatos seguintes?
Nunca mais vi os dois. O fato a ser dito é que não foi feito nenhum contrato.

- Numa entrevista, Onésimo falou ter sido proposto a ele grampear e espionar pessoas. Isso não é fato?
Ele que ofereceu serviços de espionagem. Eu fui lá ouvir. Levantei e fui embora.

- Mas Onésimo é muito assertivo ao dizer que foi proposto a ele buscar dados da vida pessoal do pré-candidato José Serra.
Não é verdade. Não se tratou de Serra. Ele montou essa reunião agora para dar essa mídia toda. Não teve isso. Eu fui para uma reunião, ouço um monte de coisa, levanto e vou embora. Não faço contrato. Nunca mais falo com a pessoa. De repente aparece como se fosse uma proposta minha? Eu nunca mais quis encontrar com ele.
Ele veio se oferecer para acompanhar o Marcelo Itagiba. Disseram que sabiam que o Marcelo Itagiba estava trabalhando porque já trabalharam na equipe dele e o conheceram.

Mas Onésimo se ofereceu explicitamente para investigar Marcelo Itagiba?
Explicitamente.

- Qual serviço exatamente foi oferecido?
Eles começaram a falar o que eles têm de serviço. Demonstram como seguem, como gravam. Essas coisas todas. Eu comecei nem prestar mais atenção. Eles falaram que o Marcelo Itagiba estava fazendo cem dossiês contra a base aliada. Estaria fazendo isso com uma série de ex-agentes da Polícia Federal e da Abin no gabinete dele. Essa informação era o que eles queriam dar e depois se ofereceram para ir atrás disso. Era uma coisa um pouco pirotécnica. Mas da nossa parte nada prosperou. É impressionante: é uma coisa da qual caímos fora e ficou como se tivéssemos feito.

- Onésimo diz ter sido convidado para a reunião no Fritz pelo Pimentel. Isso ocorreu?
É delírio. O Pimentel nem sabia disso. Só fui falar depois, quando começou a aparecer essa reunião. Falei para ele como tinha sido e que nada havia sido acertado.

- Há uma informação de que Fernando Pimentel tinha conhecimento sobre a finalização da apuração que Amaury Ribeiro Jr. fazia, sobre privatizações e negócios de Verônica, filha de José Serra. Como se dava essa troca de informações?
Não tinha. De minha parte, não.

- Mas o Amaury poderia falar diretamente com Pimentel?
Ah... só se houve algo assim. Porque nunca houve reunião que eu tenha visto dos dois.

- Há também uma informação de que por algum canal, da pré-campanha ou do PT, Amaury Ribeiro teria sido remunerado regularmente para continuar suas apurações. Essa informação é real?
Não tenho conhecimento. Pelo que eu sei não houve nada. O Amaury tem recursos para tocar a vida dele.

- Quais serão seus próximos passos na pré-campanha?
Hoje devo soltar uma nota a respeito de tudo. Tudo o que aconteceu diz respeito a mim. A reunião foi um ato feito voluntariamente por mim. Hoje [ontem] eu mandei uma carta para a pré-campanha e me desliguei. E agora ficou claro que não tem central de arapongas e dossiês porque ninguém foi contratado. Então eu posso me desligar e me aliviar e ir embora. Ninguém foi contratado, não existe. Mandei uma carta hoje [ontem] de madrugada. Quando eu vi as entrevistas [de Onésimo e uma reportagem sobre Dadá] eu pensei: 'Dá para falar'. Fiquei tranquilo porque tudo está no meu âmbito. A carta foi para algumas pessoas, mas basicamente para a Helena Chagas.

- Mas o seu contrato não vai até o final de junho?
Eu estou saindo pessoalmente. O meu contrato eu estou abrindo mão e com grande alívio.

- Mas se ao seu juízo nada errado foi feito, por que então sair da campanha?
Por que não tenho como ficar na campanha nessa situação. É melhor para todos a minha saída. Foram 40 dias dizendo que eu fiz uma coisa que eu não fiz. E o principal é que ficou esclarecido que nenhum negócio foi feito como nos acusaram.

Lula reclama de derrapagem e Palocci ganha terreno

O Quartel General da campanha de Dilma Rousseff sofrerá um rearranjo nas próximas semanas. Deixará de ter um comando múltiplo.



O poder decisório será gradativamente concentrado nas mãos do deputado Antonio Palocci, homem de Lula no comitê.



Palocci travava com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, uma disputa dissimulada. Prevaleceu.



Em privado, Lula revelou-se irritado com a descoberta de que um grupo de “neoaloprados” operou nos subterrâneos do comitê de Dilma.



O blog conversou, na madrugada deste sábado (5), por telefone, com um dos operadores da campanha petista.



Contou que Lula abespinhou-se sobretudo por considerar que o noticiário negativo chega num instante em que Dilma vive o seu melhor momento.



Não é hora de derrapagem, teria dito o presidente. Acha, de resto, que não se ganha eleição com denúncias.



No Planalto, associa-se a operação tida por desastrada a Fernando Pimentel. De resto, tenta-se afastar a candidata da confusão.



Dilma nada teria a ver com a malograda tentativa de montagem de um grupo de espionagem para recolher material contra o rival José Serra.



Ao contrário. Vende-se a tese de que Dilma, assim que soube da movimentação do jornalista Luiz Lanzetta (na foto), amigo de Pimentel, mandou fechar o porão.



Em prejuízo dessa versão, há o fato de que a empresa de Lanzetta, a Lanza Comunicação, contratada pelo PT para atuar na campanha, não teve o contrato rescindido.



Alega-se que Lanzetta teria apenas se informado sobre o teor de uma apuração realizada por outro repórter: Amaury Ribeiro Jr., também próximo a Pimentel.



Apuração antiga, que se destinaria à publicação de um livro. Há na peça dados pouco lisonjeiros sobre Serra e o tucanato. Daí o interesse de Lanzetta.



De novo, a versão oficial serve-se de meias-verdades. Lanzetta não se limitou a ouvir o amigo Amaury.



Promoveu, com a presença dele, uma reunião cujo objetivo era a obtenção dados frescos. Nada a ver com o mercado editorial.



Tomado pelas declarações do delegado aposentado Onézimo Sousa aos repórteres Policarpo Junior e Daniel Pereira, o encontro visava propósitos sombrosos.



Deu-se em abril a tentativa de Lanzetta de dotar a campanha de Dilma de um grupo de espionagem.



Mesmo sem atribuir responsabilidades a Pimentel, que nega participação no episódio, o PT e Lula vão cuidar para que ele deslize suavemente para fora da campanha.



Não se vai utilizar o vocábulo afastamento. Menciona-se, desde logo, a “necessidade natural” que Pimentel terá de se dedicar à sua própria campanha, em Minas.



A depender dos planos traçados em Brasília, Pimentel irá às urnas como candidato ao Senado, não ao governo mineiro, como pretendia.



Quanto ao caso do dossiê, providencia-se para Pimentel um escudo. Afirma-se que jamais partiria dele um plano que tivesse como alvo Rui Falcão (PT-SP).



Um dos alegados objetivos de Lanzetta, além de espionar José Serra, seria o de perscrutar os passos de Falcão.



Por quê? Suspeitava-se que Falcão estivesse vazando detalhes de reuniões estratégicas do comitê de Dilma.



Pois bem, diz-se que Pimentel e Falcão são amigos comuns de Dilma do tempo da militância contra a ditadura.



Algo que desautorizaria a tese segundo a qual Pimentel estaria por trás das ações de Lanzetta. A despeito disso, o leme da campanha irá às mãos de Palocci, agora sem interferências.



Tomando-se a sério o script oficial, será necessário aceitar que Lanzetta reuniu-se com gente especializada em investigação, expôs planos e cifras e não informou ao comitê –ou a parte dele— nada do que se passava no porão.

Delegado relata o plano de espionagem contra Serra

Ele se chama Onézimo Sousa. É delegado aposentado da Polícia Federal. Ganhou súbita notoriedade. Foi ao noticiário como chefe de um grupo de espionagem que se tentou montar no porão do comitê de campanha de Dilma Rousseff.



O policial de pijamas foi trazido à boca do palco pelos repórteres Policarpo Junior e Daniel Pereira. Entrevistaram-no. E levaram o conteúdo da conversa às páginas de Veja.



Onézimo contou que, de fato, participou de uma reunião de planejamento. Afirma que, por ter discordado dos métodos e do tipo de operação, refugou a oferta de trabalho. Previa dois movimentos.



Num, desejava-se identificar um membro da campanha de Dilma a quem se atribuía o vazamento de informações estratégicas do comitê. As suspeitas recaíam sobre Rui Falcão (PT-SP). Noutro, planejava-se espionar o presidenciável tucano José Serra, familiares, amigos e o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ).



Onézimo relatou que foi convocado para uma reunião com Fernando Pimentel (PT-MG), amigo de Dilma e um dos coordenadores da campanha petista. No local combinado, a área reservada de um restaurante fino de Brasília, apareceu o jornalista Luiz Lanzetta. É dono da Lanza Comunicação, contratada pelo PT para atuar no setor de comunicação da campanha.



Segundo Onézimo, Lanzetta lhe disse que falava em nome de Pimentel. A conversa desceu às cifras. Onézimo receberia R$ 1,6 milhão, em parcelas mensais de R$ 160 mil por mês.



Não haveria contrato. O dinheiro seria provido por Benedito de Oliveira Neto, um dono de empresas que prosperou sob Lula, prestando serviços ao governo. Benedito estava presente à reunião. Também tomou parte da conversa um repórter chamado Amaury Ribeiro Jr.



Abaixo, a entrevista que o delegado Onézimo concedeu a Policarpo e Daniel:







-O senhor foi apontado como chefe de um grupo contratado para espionar adversários e petistas rivais?
Fui convidado numa reunião da qual participaram o Lanzetta, o Amaury [Ribeiro], o Benedito [de Oliveira, responsável pela parte financeira] e outro colega meu, mas o negócio não se concretizou. Havia problemas de metodologia e direcionamento do trabalho que eles queriam.

-Como assim?
Primeiro, queriam que a gente identificasse a origem de vazamentos que estavam acontecendo dentro do comitê. Havia a suspeita de que um dos coordenadores da campanha estaria sabotando o trabalho da equipe. Depois, queriam investigações sobre o governador José Serra e o deputado Marcelo Itagiba.

-Que tipo de investigação?
Era para levantar tudo, inclusive coisas pessoais. O Lanzetta disse que eles precisavam saber tudo o que eles faziam e falavam. Grampos telefônicos...

- Pediram ao senhor para grampear os telefones do ex-governador Serra?
Explicitamente, não. Mas, quando me disseram que queriam saber tudo o que se falava, ficou implícita a intenção. Ninguém é capaz de saber tudo o que se fala sobre alguém sem ouvir suas conversas. Respondendo objetivamente, é claro que eles queriam grampear o telefone do ex-governador.

- Disseram exatamente que tipo de informação interessava?
Tudo o que pudesse ser usado contra ele na campanha, principalmente coisas da vida pessoal. Esse é o problema do direcionamento que eu te disse. O material não era para informação apenas. Era para ser usado na campanha. Na hora, adverti que aquilo ia acabar virando um novo escândalo dos aloprados.

- Quem fez essa proposta?
Fui convidado para um encontro com Fernando Pimentel. Chegando lá no restaurante, estava o Luiz Lanzetta, que eu não conhecia, mas que se apresentou como representante do prefeito.

- Ele pediu para investigar os petistas também?
Disse que estava preocupado, que tinha ocorrido uma reunião entre os seis coordenadores da campanha e que tudo o que havia sido discutido foi parar nos jornais. Havia alguém vazando informações, e ele queria saber quem era. Suspeitava do Rui Falcão.







Ouvido, Fernando Pimentel disse que não conhece Onézimo. Afirmou que Luiz Lanzetta não está autorizado a falar em seu nome. Lanzetta, segundo Veja, declarou ter feito "uma bobagem". Alegou que o grupo agiria apenas evitar ataques dos adversários.



Ao longo da semana PT e PSDB trocaram farpas. Serra atribuiu à rival Dilma a montagem de um dossiê contra ele. “Uma injustiça”, uma “ignomínia”, respondeu a candidata petista.



Presidente do PT, José Eduardo Dutra anunciou que, na segunda (7), vai interpelar Serra judicialmente. Se confirmar o que disse, será alvo de um pedido de indenização por danos morais. “Uma bobagem”, reagiu Serra. Cabe ao PT se explicar, disse ele.



Curiosamente, a empresa de Luiz Lanzetta continua formalmente contratada pelo PT.

manchetes deste domingo

- Globo: Ninguém nasce Fernandinho Beira-Mar



- Folha: Bancos ajudam Planalto em lobby pró-Petrobras



- Estadão: Ibope mostra Serra e Dilma empatados



- JB: O poder de um homem ético



- Correio: Construir no DF ficou mais difícil



- Estado de Minas: Tráfico fatura no país quase R$ 1,5 bi por ano



- Jornal do Commercio: Planos de saúde mudam amanhã



- Veja: DNA



- Época: O cérebro do craque de futebol



- IstoÉ: Encontro com editores - Marina por Marina



- IstoÉ Dinheiro: Lições de Armani



- CartaCapital: O que pensa Dilma

manchetes desta segunda

- Globo: Novo código prevê sentença única para casos iguais



- Folha: Disputa por universidade pública é o dobro em SP



- Estadão: Custo da eletricidade subiu 150% para indústria



- JB: R$ 3 bi para salvar o litoral



- Correio: Guerra de salários na Esplanada



- Valor: Safra terá R$ 100 bi de crédito e mais subsídios



- Jornal do Commercio: Alerta vermelho