terça-feira, 15 de junho de 2010
APOSENTADOS: LULA SANCIONA REAJUSTE DE 7,7%
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu sancionar o aumento de 7,7% para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo, anunciou nesta terça-feira (15) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O chefe da pasta informou também que o líder nacional decidiu vetar o fim do fator previdenciário (mecanismo que inibe aposentarias precoces). Segundo ele, a decisão de conceder o reajuste terá um impacto fiscal de R$ 1,6 bilhão, que será compensado este ano com corte de despesas no orçamento. As reduções ocorrerão em gastos de custeio e também nas emendas parlamentares, mas não atingirão os investimentos públicos. "Todos devem dar sua contribuição. O governo está dando sua contribuição no custeio e o Congresso com as emendas. Se o Congresso fez uma opção, também tem de se responsabilizar por ela", afirmou Mantega.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
manchetes deste domingo

- Globo: Cartões de crédito e débito cobram mais de 50 tarifas
- Folha: Governo banca esquadrão de militantes, diz Serra
- Estadão: Candidato oficial, Serra ataca os 'neocorruptos'
- JB: Simon ataca política do Sul
- Correio: O bicho corre solto em Brasília
- Estado de Minas: Belo-horizontinos devem R$ 5 bilhões à Prefeitura
- Jornal do Commercio: Dunga fecha portas depois do bate-boca
- Veja: Para sair do empate
- Época: Como afastar os jovens das drogas
- IstoÉ: Chegamos à era do videofone
- IstoÉ Dinheiro: Do centavo ao milhão
- CartaCapital: Do que o Brasil precisa?
- Exame: Os chineses chegaram
manchetes desta segunda
- Globo: Lula: oposição faz 'jogo rasteiro' com dossiês
- Folha: À sombra de Lula, Dilma promete 'alma de mulher'
- Estadão: Ao lado de Lula, Dilma diz que rivais usam 'veneno'
- JB: A política atrapalhou a segurança, diz Beltrame
- Correio: Passagem liberada e confusão à vista
- Valor: Brasil vai puxar produção agrícola
- Estado de Minas: Bancos são réus em quase 70% das ações
- Jornal do Commercio: Seleção terá aula de Coreia do Norte
- Folha: À sombra de Lula, Dilma promete 'alma de mulher'
- Estadão: Ao lado de Lula, Dilma diz que rivais usam 'veneno'
- JB: A política atrapalhou a segurança, diz Beltrame
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- Valor: Brasil vai puxar produção agrícola
- Estado de Minas: Bancos são réus em quase 70% das ações
- Jornal do Commercio: Seleção terá aula de Coreia do Norte
SERRA RECONHECE DIFICULDADES EM ELEIÇÃO
Tucano clama pelo apoio de prefeitos e governadores
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse, em entrevista neste domingo (13), em São Paulo, que vai enfrentar a eleição mais difícil de sua carreira. Serra reconheceu que a candidata do PT, Dilma Rousseff, é uma adversária de peso durante a convenção estadual do PSDB, que homologou o tucano Geraldo Alckmin como candidato ao governo de São Paulo. “Para mim, a campanha mais fácil que fiz foi para senador, porque colei no Mário Covas. Este ano a campanha aparece difícil. Vou ter de trabalhar, fazer campanha, senão fico para trás”, reconheceu. Ao pedir empenho dos militantes do PSDB, Serra lembrou o personagem mais famoso de Charles Chaplin. “O militante, que é sobre quem cai a bomba, é nosso Carlitos, como no filme O Grande Ditador, em que o marechal olha para o general, que olha para o coronel, que olha para o sargento, que olha para o Carlitos”, ressaltou.
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse, em entrevista neste domingo (13), em São Paulo, que vai enfrentar a eleição mais difícil de sua carreira. Serra reconheceu que a candidata do PT, Dilma Rousseff, é uma adversária de peso durante a convenção estadual do PSDB, que homologou o tucano Geraldo Alckmin como candidato ao governo de São Paulo. “Para mim, a campanha mais fácil que fiz foi para senador, porque colei no Mário Covas. Este ano a campanha aparece difícil. Vou ter de trabalhar, fazer campanha, senão fico para trás”, reconheceu. Ao pedir empenho dos militantes do PSDB, Serra lembrou o personagem mais famoso de Charles Chaplin. “O militante, que é sobre quem cai a bomba, é nosso Carlitos, como no filme O Grande Ditador, em que o marechal olha para o general, que olha para o coronel, que olha para o sargento, que olha para o Carlitos”, ressaltou.
LULA ENTRA DE CABEÇA NA CAMPANHA DE DILMA
A participação do presidente Lula na convenção do PT, neste domingo (13), deu o tom de seu empenho para tentar emplacar Dilma Rousseff como sua sucessora. "Eu mudei de nome e vou colocar Dilma lá na cédula", disse. O roteiro da convenção, com uma militância comportada e ensaiada, buscou fazer de Dilma a personagem principal do evento, mas quem roubou a cena foi o presidente. Em fala de improviso, Lula disse que o "bicho vai pegar", para delírio da plateia. Gilberto Carvalho, seu chefe de gabinete, traduziu a fala do chefe. "Ele vai entrar pesado na campanha depois da Copa do Mundo. Vai estar à disposição da equipe de Dilma à noite e nos finais de semana. Não vai descansar". Enquanto Dilma discursava, Lula conversava com sua mulher, Marisa Letícia.
CANDIDATURA DE DILMA À PRESIDÊNCIA É OFICIALIZADA

Foi repercutida internacionalmente a oficialização do nome de Dilma Rousseff como candidata do PT à Presidência da República neste domingo (13), ao lado do vice, o peemedebista Michel Temer. Em seu discurso inaugural, a ex-ministra da Casa Civil disse que aceita a missão do PT e dos partidos aliados de dar continuidade ao projeto político governista, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não é por acaso que, depois desse grande homem (Lula), o nosso Brasil possa ser governado por uma mulher. Uma mulher que vai continuar o Brasil de Lula, mas que vai governar com a alma e coração de uma mulher", afirmou a candidata, que teria deixado clara sua meta de conquistar o eleitorado feminino com o destaque dado ao tema mulher. "Historicamente, quase todos os presidentes que nos antecederam governaram para um terço da população. Para muitos deles, o resto da população era resto, era peso, era carga, era estorvo", continuou Dilma, defendendo um governo "para todos".
DÍVIDA PRIVADA EXPÕE MAIS AINDA ECONOMIA DA U.E.
O endividamento privado está prestes a causar ainda mais instabilidade ao já instável mercado financeiro europeu, que ainda sofre com a crise das dívidas públicas na União Europeia. A soma das dívidas privadas contraídas entre os anos de 1990 e 2000, na Espanha, em Portugal, no Reino Unido, Itália e Grécia, varia entre 130% e 255% do Produto Interno Bruto (PIB) do bloco, praticamente uma bomba que pode explodir a qualquer momento, expondo o sistema financeiro ao risco das falências privadas. A situação, no entanto, não é nova. Dados do Escritório Estatístico das Comunidades Europeias (Eurostat) relativos a 2008 já alertavam para a dimensão do perigo instalado na economia da região. Naquele ano, em Portugal, por exemplo, a dívida acumulada das famílias e das empresas atingia 255% do PIB, um recorde continental. A advertência mais recente partiu da agência de classificação de risco Fitch Ratings, em seu último relatório sobre a Espanha, na qual em 2008 a dívida representava 220% das riquezas do país.
BRASIL: METADE DA POBREZA CORTADA ATÉ 2014
Mantida a tendência de crescimento médio da economia no governo Lula, o Brasil cortará à metade o número de pessoas pobres até 2014. O total cairá de 29,9 milhões para cerca de 14,5 milhões, o equivalente a menos de 8% da população, segundo reportagem publicada na Folha de São Paulo deste domingo (13). Nos anos Lula, até a crise de 2009, o número de pobres (pessoas com renda familiar per capita mensal até R$ 137,00) caiu 43%, de 50 milhões para 29,9 milhões. Hoje, a velocidade da queda do número de pobres é ainda maior, de cerca de 10% ao ano, segundo cálculos do economista Marcelo Neri, chefe do Centro de Pesquisas Sociais da FGV-Rio. "Estamos entrando em um processo de redução da desigualdade mais forte do que no período entre 2003 e 2008", afirma Neri. A diminuição do número de pobres e a ascensão de 32 milhões de brasileiros às classes ABC entre 2003 e 2008 esteve relacionada, principalmente, ao aumento do emprego formal e da renda do trabalho, à política de valorização do salário mínimo e aos programas sociais, como o Bolsa Família.
'FICHA LIMPA' PODE SER BARRADO ESTE ANO
A interpretação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinando que o Ficha Limpa já vale para as eleições deste ano, pode suscitar dúvidas entre os eleitores e reações no meio político. Para o especialista em Direito Eleitoral, Ademir Ismerim, a interpretação do TSE é inconstitucional e pode ser barrada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Particularmente, acho que não deveria valer para esta eleição. A Constituição Federal diz que a Lei que estabelece o processo eleitoral tem que entrar em vigor um ano antes da eleição. Acho que o Supremo vai rever a interpretação dada pelo TSE”, disse. Com base nesta declaração, é provável que venha mais polêmica por aí. Como aconteceu com a Lei de Infidelidade Partidária, a Justiça recebeu várias denúncias, mas até hoje muitas delas continuam pendentes de decisão. A nova lei ficou publicamente conhecida como Lei da Ficha Limpa por prever que candidatos que tiverem condenação criminal por órgão colegiado, ainda que caiba recurso, ficarão impedidos de obter o registro de candidatura, pois serão considerados inelegíveis. De acordo com a nova legislação, ficam inelegíveis por oito anos, além do período remanescente do mandato, aqueles que cometeram lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito. Antes, eram três anos. A norma alterou a Lei de Inelegibilidades.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
EQUIPE DE DILMA GANHA COM NOTAS FRIAS
Os jornalistas e técnicos que trabalham na pré-campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT) são remunerados por meio de notas fiscais frias, emitidas por uma microempresa sem funcionários, cuja sede fica num apartamento residencial. As notas são emitidas pela Cinco Soluções, aberta em 3 de março em nome de Jeová Alves de Sousa Jr., 27. A maior parte desses profissionais recebe entre R$ 7.500 e R$ 11 mil mensais. Sem secretária ou placa indicativa e com capital social de R$ 5.000, a Cinco é sediada na casa da mãe de Sousa Jr., um apartamento em uma cidade-satélite de Brasília. A Folha de S. Paulo apurou que, em troca do recebimento das notas, os jornalistas pagam à Cinco 5% do valor da nota, emitida como um "serviço de jornalismo" em nome da Lanza. Com as notas, a Lanza justifica seus gastos. A triangulação das notas pode representar sonegação de contribuição previdenciária. O professor de administração João Muccillo Neto, da USP, explica que, ao não manter vínculos trabalhistas, a Lanza não recolhe INSS, o que poderia indicar sonegação. Já a Cinco "estaria, em tese, emitindo notas fiscais em relação a recursos que não recebeu". Informações da Folha de S. Paulo.
PROGRAMA BLINDA LICITAÇÕES DA COPA-2014
Com o fim de monitorar as licitações das obras da Copa-2014 e Rio-2016, e evitar fraudes e atrasos, o governo Federal lançou nesta sexta-feira (11) o programa "Jogando Limpo". O programa é uma parceira dos ministérios da Justiça, Esporte e Controladoria-Geral da União. O "Jogando Limpo" vai divulgar peças publicitárias e selos para conscientizar a população sobre a formação de cartéis e como identificá-los. A Polícia Federal investiga fraudes em licitações e formação de cartéis em obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Petrobras e até mesmo na construção de um prédio da PF. Os prejuízos aos cofres públicos podem chegar a mais de R$ 1,4 bilhão. Informações da Folha.
SERRA É DESTAQUE DO PPS NA TV
O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, foi a principal estrela do programa partidário do PPS, exibido nesta quinta-feira (10) em rede nacional de TV. Com imagens gravadas em encontros partidários, a estratégia foi a mesma usada no programa do DEM, em 27 de maio, quando Serra ocupou praticamente todos os espaços. Serra, tratado como "companheiro" pelo presidente do PPS, Roberto Freire, defendeu mais uma vez a criação de um Ministério da Segurança,e frisou o slogan da campanha, "o Brasil pode mais", repetido pelo menos em duas ocasiões. A crítica mais forte ao governo partiu de um ator contratado que disse que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) era "uma mentira". Secundado pelo locutor oficial, o ator repetiu a máxima atribuída a Joseph Goebbels, ministro de propaganda do ditador Adolf Hitler, segundo a qual "uma mentira repetida mil vezes se torna verdade," mostrando cadernos de propaganda oficial do PAC. Informações do Estadão.
Lula acusa imprensa de esconder ‘feitos’ do governo
É conhecido o incômodo de Lula de lidar com a imprensa que o imprensa. Já disse que não lê jornais. O noticiário dá-lhe “azia”, esclareceu.
Pois bem, nos últimos dias o presidente pôs-se a fustigar os chamados “formadores de opinião”. Voltou ao tema nesta quinta (10), em Aracaju (SE).
Falava para moradores de um conjunto habitacional humilde. Coisa de 400 pessoas. Súbito, disse que as “realizações” do seu governo não aparecem no noticiário:
"[...] É esse país que não aparece na imprensa. É esse país que não aparece na televisão, é esse país que muita gente tenta esconder...”
“...E aí quando faz pesquisa, que o Lula tem 86% [segundo o Datafolha, o índice é menor: 76%], é esse país que está dando essa popularidade ao nosso governo".
Mais adiante, declarou: “As pessoas não percebem que o povo está ficando mais sabido, mais inteligente...”
“...O povo não quer mais intermediário. O povo quer falar pela sua boca, pensar pela sua cabeça, enxergar pelos seus olhos e tomar decisão por conta própria”.
Como se vê, armado da mega-popularidade, Lula dispensa a intermediação dos meios de comunicação na sua relação com a sociedade. Beleza.
Agora só falta usar o prestígio para se livrar dos intermediários políticos. Atingirá a perfeição no dia em que retirar o Palácio do Planalto da cota de José Sarney.
Pois bem, nos últimos dias o presidente pôs-se a fustigar os chamados “formadores de opinião”. Voltou ao tema nesta quinta (10), em Aracaju (SE).
Falava para moradores de um conjunto habitacional humilde. Coisa de 400 pessoas. Súbito, disse que as “realizações” do seu governo não aparecem no noticiário:
"[...] É esse país que não aparece na imprensa. É esse país que não aparece na televisão, é esse país que muita gente tenta esconder...”
“...E aí quando faz pesquisa, que o Lula tem 86% [segundo o Datafolha, o índice é menor: 76%], é esse país que está dando essa popularidade ao nosso governo".
Mais adiante, declarou: “As pessoas não percebem que o povo está ficando mais sabido, mais inteligente...”
“...O povo não quer mais intermediário. O povo quer falar pela sua boca, pensar pela sua cabeça, enxergar pelos seus olhos e tomar decisão por conta própria”.
Como se vê, armado da mega-popularidade, Lula dispensa a intermediação dos meios de comunicação na sua relação com a sociedade. Beleza.
Agora só falta usar o prestígio para se livrar dos intermediários políticos. Atingirá a perfeição no dia em que retirar o Palácio do Planalto da cota de José Sarney.
TSE decide que Ficha Limpa vale para pleito de 2010
Em sessão realizada na noite desta quinta (10), o TSE decidiu que a Lei da Ficha Limpa vale já para as eleições de 2010.
Com isso, ficam proibidos de ir às urnas políticos condenados por crimes graves em julgamentos colegiados, na segunda instância do Judiciário.
A decisão foi tomada em resposta a uma consulta de autoria do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM).
O líder tucano perguntara ao tribunal se a nova lei teria vigência imediata ou só valeria para as eleições futuras.
Dos sete ministros presentes à sessão do TSE, seis votaram pelo veto instantâneo aos sujos. Ficou vencido o ministro Marco Aurélio Mello.
Com isso, ficam proibidos de ir às urnas políticos condenados por crimes graves em julgamentos colegiados, na segunda instância do Judiciário.
A decisão foi tomada em resposta a uma consulta de autoria do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM).
O líder tucano perguntara ao tribunal se a nova lei teria vigência imediata ou só valeria para as eleições futuras.
Dos sete ministros presentes à sessão do TSE, seis votaram pelo veto instantâneo aos sujos. Ficou vencido o ministro Marco Aurélio Mello.
Convocatória da convenção do PMDB exclui Requião
Preterido, ex-governador paranaense diz que vai à Justiça
A direção do PMDB decidiu ignorar o registro da candidatura presidencial do ex-governador paranaense Roberto Requião.
O ato que convoca para a manhã deste sábado (12) a convenção nacional da legenda oferece à deliberação dos convencionar um único item. Anota:
“Aprovar o nome do deputado Michel Temer como candidato à vice-presidência da República na eleição nacional de 2010, na coligação do PMDB com o PT”.
Nesta sexta (11), a direção do PMDB deve reunir sua Executiva, em Brasília. Nesse encontro, o registro da candidatura de Requião deve descer ao arquivo.
O caso de Requião é equiparado a um outro, do Distrito Federal. Envolve um filiado obscuro: Antonio Pedreira.
A exemplo de Requião, Pedreira registrou-se como candidato ao Planalto. Uma pretensão que a Executiva vai indeferir.
A convocatória da convenção prevê a substituição de convencionais titulares pelos suplentes. Um antídoto contra os dissidentes da legenda.
Fechado com a candidatura tucana de José Serra, Orestes Quércia, o dissidente mais incômodo, firmou com Temer uma espécie de armistício.
Presidente do PMDB-SP, Quércia comprometeu-se em não enviar ao encontro de Brasília os convencionais contrários à aliança com o PT.
Algo que permitiu a Temer convocar os suplentes, cujos votos lhe serão favoráveis.
A indicação de Temer para vice de Dilma Rousseff deve prevalecer por maioria folgada. Mas, como já se tornou habitual no PMDB, a convenção deve resultar numa encrenca judicial.
Requião constituiu o Milton Cava, para acionar o partido na Justiça. Acionou também os próprios lábios:
“A candidatura a vice de Temer é uma imposição de um grupo que domina o partido”, disse Requião. “Recorremos à justiça e a convenção não terá validade”.
A direção do PMDB decidiu ignorar o registro da candidatura presidencial do ex-governador paranaense Roberto Requião.
O ato que convoca para a manhã deste sábado (12) a convenção nacional da legenda oferece à deliberação dos convencionar um único item. Anota:
“Aprovar o nome do deputado Michel Temer como candidato à vice-presidência da República na eleição nacional de 2010, na coligação do PMDB com o PT”.
Nesta sexta (11), a direção do PMDB deve reunir sua Executiva, em Brasília. Nesse encontro, o registro da candidatura de Requião deve descer ao arquivo.
O caso de Requião é equiparado a um outro, do Distrito Federal. Envolve um filiado obscuro: Antonio Pedreira.
A exemplo de Requião, Pedreira registrou-se como candidato ao Planalto. Uma pretensão que a Executiva vai indeferir.
A convocatória da convenção prevê a substituição de convencionais titulares pelos suplentes. Um antídoto contra os dissidentes da legenda.
Fechado com a candidatura tucana de José Serra, Orestes Quércia, o dissidente mais incômodo, firmou com Temer uma espécie de armistício.
Presidente do PMDB-SP, Quércia comprometeu-se em não enviar ao encontro de Brasília os convencionais contrários à aliança com o PT.
Algo que permitiu a Temer convocar os suplentes, cujos votos lhe serão favoráveis.
A indicação de Temer para vice de Dilma Rousseff deve prevalecer por maioria folgada. Mas, como já se tornou habitual no PMDB, a convenção deve resultar numa encrenca judicial.
Requião constituiu o Milton Cava, para acionar o partido na Justiça. Acionou também os próprios lábios:
“A candidatura a vice de Temer é uma imposição de um grupo que domina o partido”, disse Requião. “Recorremos à justiça e a convenção não terá validade”.
manchetes desta sexta
- Globo: Ficha Limpa já vale para eleição deste ano, diz TSE
- Folha: Senado tira receita do petróleo do Rio e cria problema para Lula
- Estadão: Fatia estatal na Petrobrás crescerá com capitalização
- JB: União pelo Rio: O Rio reage
- Correio: Greves deixam Brasília no caos
- Valor: Cade julgará monopólio do BB no crédito consignado
- Jornal do Commercio: É hora do show!
- Folha: Senado tira receita do petróleo do Rio e cria problema para Lula
- Estadão: Fatia estatal na Petrobrás crescerá com capitalização
- JB: União pelo Rio: O Rio reage
- Correio: Greves deixam Brasília no caos
- Valor: Cade julgará monopólio do BB no crédito consignado
- Jornal do Commercio: É hora do show!
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Geddel e Dilma ajustam agendas
Geddel Vieira Lima remarcou a convenção de lançamento de sua candidatura para o dia 21 só para que Dilma Rousseff possa estar presente. A convenção estava marcada para dias antes, mas teve de ser cancelada em função da viagem que Dilma fará à Europa na próxima semana.
Beco sem saída
O deputado Ronaldo Caiado marcou a convenção do DEM de Goiás para o dia 30. Inimigo de Marconi Perillo, que será o candidato do PSDB ao governo, Caiado tenta conseguir alguma forma de não entrar na aliança. O problema é que a chapa de Perillo será a responsável por puxar os votos pró-José Serra no estado.
TCU condena, mais uma vez, associação ligada ao MST
O TCU condenou uma entidade ligada ao MST e dois ex-dirigentes a devolverem 3,8 milhões de reais aos cofres públicos por desvio de recursos do Fundo Nacional de Educação (FNDE). A Associação Nacional de Cooperação Agrícola não conseguiu comprovar que 30 000 jovens e adultos foram alfabetizados e outros 2 000 pessoas foram capacitadas com os recursos para tocar o programa BRasil Alfabetizado em 23 unidades da federação. Foram condenados a devolver a verba a entidade, o ex-presidente Adalberto Greco e o ex-secretário-geral Luís Antônio Pasquetti.
É a segunda condenação contra a Anca em um ano. Em julho passado, o TCU cobrou da entidade ligada ao MST e o ex-secretário-geral 2,2 milhões reais por não terem capacitado professores e comprado materiais didáticos a jovens e adultos.
É a segunda condenação contra a Anca em um ano. Em julho passado, o TCU cobrou da entidade ligada ao MST e o ex-secretário-geral 2,2 milhões reais por não terem capacitado professores e comprado materiais didáticos a jovens e adultos.
Caso raro: candidato esnoba empreiteiro
Dilma Rousseff e José Serra esnobaram esta semana uma turma que normalmente os candidatos gostam de afagar — ou, mais exatamente, uma turma da qual precisam muito num momento como esse de pré-campanha. São os empreiteiros.
Os dois candidatos foram convidados — e inicialmente disseram “sim” — para discursarem no Encontro Nacional da Indústria da Construção, que começou ontem em Maceió. Só que, em cima da hora, Dilma avisou que não iria. Serra quando soube da desistência da petista, também refugou.
Os dois candidatos foram convidados — e inicialmente disseram “sim” — para discursarem no Encontro Nacional da Indústria da Construção, que começou ontem em Maceió. Só que, em cima da hora, Dilma avisou que não iria. Serra quando soube da desistência da petista, também refugou.
PRÉ-SAL: SENADO APROVA DIVISÃO IGUALITÁRIA
De forma surpreendente, que contraria a determinação do presidente Lula, de deixar a matéria apenas para depois das eleições, o Senado aprovou nesta madrugada (10) emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que divide de forma igualitária os royalties da exploração do petróleo dos atuais contratos e das áreas a serem licitadas. O governo foi derrotado por 41 votos a favor e 28 contra. Os senadores definiram ainda que caberá à União compensar as perdas de Estados produtores como Espírito Santo e Rio de Janeiro, os principais prejudicados pela emenda. Desta forma, o Governo Federal deixará de ganhar mais de R$ 7 bilhões em arrecadação por ano só em compensações para o Rio de Janeiro, principal produtor, que não perderá um centavo. Como houve modificação no texto aprovado pelos deputados, a proposta volta à Câmara para apreciação. O líder do governo no Senado Romero Jucá (PMDB-RR) ameaçou, em nome de Lula, que a distribuição dos royalties poderia ser vetada pelo presidente caso fosse aprovada pelos senadores. "Um projeto mal feito, onde a União terá que arcar com prejuízos de Estados e municípios produtores, o governo veta", disse. Informações da Folha de S. Paulo.
SERRA ADMITE NÃO TER VICE PARA A CONVENÇÃO
Em conversas com aliados, o presidenciável tucano José Serra se convenceu que será melhor deixar a decisão da escolha do vice na chapa para depois das convenções do partido, marcada para o próximo sábado (12), em Salvador. A deliberação ficará para até o final do mês. A decisão de Serra foi amadurecida em duas reuniões, no domingo (6) e na segunda (7). Na primeira, Serra dividiu a mesa de jantar com Fernando Henrique Cardoso e Sérgio Guerra, presidente do PSDB e coordenador da campanha. Na segunda, recebeu, de novo, Sérgio Guerra, e o deputado Jutahy Jr. (PSDB-BA). O impasse continua entre a vontade dos tucanos, por uma chapa puro-sangue, e a pressão do aliado DEM, que pleiteia a vaga. A hipótese de atrair para a chapa o presidente do PP, Francisco Dornelles (RJ), tornou-se uma hipótese improvável. No plano federal, o PP oscila, hoje, entre a neutralidade e o apoio à candidatura petista de Dilma Rousseff.
LULA DIVIDE PALANQUE COM COLLOR E TUCANO

No lançamento das obras de duplicação da rodovia BR-101 em Alagoas,o presidente Lula dividiu o mesmo palanque com três pré-candidatos ao governo do Estado: o senador Fernando Collor de Mello (PTB), o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) e o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), nesta quarta-feira (9). Os três sentaram-se lado a lado, à esquerda de Lula. No evento, o presidente foi recebido aos gritos de "Lula e Teo Vilela". Teotonio elogiou Lula, agradeceu o apoio do governo a Alagoas e disse que, no Estado, não há nenhuma obra do PAC paralisada por suspeita de irregularidade. "Somos de partidos diferentes, mas me considero acima de tudo seu amigo", disse o tucano a Lula: "Temos mais semelhanças que nos unem que diferenças que nos separem". Informações da Folha.
ROYALTIES DO PRÉ-SAL SURPREENDE ESTADOS
A divisão igualitária com todas as unidades federativas da União dos royalties do óleo a ser extraído do pré-sal, votado na madrugada de hoje no Senado, surpreendeu. Mesmo com a decisão de que estados produtores, com o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, serão recompensados pela União coloca um ponto final numa grande polêmica, dará, certamente, espaço para outra. A princípio, se a Petrobrás irá colocar suas plataformas de extração muito distante da costa, Estado nenhum é proprietário da riqueza, e sim o País. Mas, se houver um acidente, como o observado no Golfo do México, os Estados próximos serão, a princípio, os primeiros a serem atingidos. Mas isso dependerá das correntes marítimas. Se o resultado da votação surpreendeu, o governo estatizou um pouco mais a Petrobrás ao estabelecer o destino da riqueza, com ênfase para a educação. Bem, essa é uma questão que terá que ser muito bem arrumada juridicamente. Porque está viva na memória dos brasileiros a CPMS, pensada pelo ex-ministro e cardiologista Adib Jatene, que pretendia que o que fosse arrecadado se destinasse à saúde e tão somente à saúde. Qual o que! Desviaram os recursos que passaram a ser utilizados para tudo, menos para a saúde. Se o destino previsto para a CPMF não fosse desviado por uma política errada, com absoluta certeza hoje o Brasil seria outro, e não este País de Terceiro Mundo em relação à saúde pública que oferece à população. Sobre os royaties aprovados em Brasília na madrugada, o Rio de Janeiro e o Espírito Santo vão gritar, e muito. Mas os demais Estados que não têm petróleo estão felizes porque, queira-se ou não, é uma forma correta de diminuir as desigualdades e distribuir melhor o desenvolvimento torto de um País torto.
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