quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Disputa

Disputa por verbas
Um dado anda incomodando a Rede TV!. Aos domingos, os preços cobrados pelo espaço publicitário do Pânico na TV! equivalem a apenas um quinto do que o Fantástico recebe no mesmo horário. Os números não correspondem à diferença na audiência, reclama a Rede TV!.

É, mas também é verdade que a audiência do Pânico tem tido mais dificuldades nos últimos tempos. No fim de semana, por exemplo, o programa de Sabrina Sato e Cia ficou em quarto lugar no ibope, marcando apenas seis pontos. O Fantástico, por exemplo, alcançou 19 pontos de média.

MANTEGA é CONVIDADO A FICAR NA FAZENDA

O ministro Guido Mantega deve ser o primeiro confirmado a permanecer no Ministério da Fazenda no governo da presidente eleita Dilma Rousseff. Segundo apurou a Folha de S. Paulo, o convite foi realizado na noite desta quarta-feira (17), em jantar entre os dois na Granja do Torto - residência de campo da Presidência, cedida à eleita na transição. Dilma planeja anunciar, em um primeiro bloco, sua equipe econômica já na próxima semana. Além da permanência de Mantega, Dilma também estuda aceitar a sugestão de Lula e manter Henrique Meirelles no Banco Central, até ao menos a fevereiro de 2011.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Preparando o terreno 1

Luciana Genro dará início no dia 6 de dezembro, na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, à campanha para tentar candidatar-se a algum cargo eletivo em 2012.

A deputada derrotada à reeleição devido ao quociente eleitoral tenta criar um clima político que evite algum pedido de impugnação de sua próxima candidatura pelo fato de ser filha do governador eleito do Rio Grande do Sul.

Luciana Genro diz que o evento contará com a presença de líderes de diversos partidos, como Pedro Simon, Sergio Zambiasi, Onyx Lorenzoni, Ana Amélia Lemos, além do próprio pai, Tarso Genro.

PMDB CRIA 'MEGABLOCO' E IGNORA O PT

Um “megabloco” foi fechado nesta terça-feira (16) entre PMDB, PR, PP, PTB e PSC visando uma atuação conjunta para a próxima legislatura na Câmara Federal. De acordo com os líderes dessas cinco legendas, o bloco contará com 202 deputados. Contudo, o PT, principal aliado do PMDB, ainda não foi procurado para se juntar ao grupo. Na semana passada os dois partidos selaram um acordo para que nenhum "avance" sobre o território do outro na montagem do ministério da futura presidente Dilma Rousseff (PT). Além disso, a estratégia, liderada pelo líder Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que é candidato à presidência da Casa, é isolar os petistas e ganhar força na eleição do ano que vem. Mas o PT também quer a vaga. Pela legenda, são candidatos Cândido Vaccarezza (SP), Marco Maia (RS), João Paulo Cunha (SP) e Arindo Chinaglia (SP). Informações da Folha Online.

DILMA DESCARTA MANTER COTAS EM MINISTéRIOS

Tudo que se negociou e se especulou até o momento pode vir por água abaixo, em se tratando da equipe da presidente eleita Dilma Rousseff. Segundo apurou a Folha de S. Paulo, em matéria publicada nesta quarta-feira (17), a petista mandou abortar as negociações com os partidos aliados em que as siglas manteriam os mesmos ministérios em seu governo. O PMDB, principal aliado, foi o primeiro partido que manifestou interesse público em manter sua atual cota no governo. A determinação de Dilma seria uma reação ao "pacto de não agressão" firmado entre PMDB, PR, PP, PTB e PSC, selado para ampliar seu poder de barganha. "A presidente eleita vai montar o seu ministério e cabe aos partidos da base aliada darem sustentação a isso. E todos nós vamos nos colocar contrários a pressões que dizem que tudo tem que ficar como está", disse o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

PMDB e o PT

A guerra entre o PMDB e o PT estava escrita. É briga sem caráter político, mas, tão só, da revoada dos vampiros em busca de sangue novo, do seu quinhão em cargos poderosos do governo Dilma. Por cargos poderosos entendam-se aqueles que têm orçamentos bem fornidos, cargos importantes para distribuição à mancheia. Dilma reagiu. Não pretende esse tipo de guerra em torno da partilha dos ministérios e estatais, mas não tem muito que fazer. Os partidos, como o PMDB, se alinharam ao PT para elegê-la presidente. Parou por aí. A partir da vitória, o cenário é outro: é a corrida para os cofres públicos, para o vampiresco ato de sugar a República e dela tirar o que for possível e até o que não for. O PT foi o primeiro a se lançar. Como na poesia, enloquecido na torre do poder, “quer uma lua no céu e quer uma lua no mar”. Muito. A não ser reflexo na água, não existem duas luas. O Partido dos Trabalhadores correu para abocanhar o poder da Câmara, com orçamento semelhante ao de uma cidade do porte médio. O PMDB reagiu e alargou: no Senado o PT também não entra. Daí, partiu para o contra-ataque e montou um blocão, isolando os petistas, composto pelos partidos PMDB, PP, PR, PSC e PTB, com 202 deputados federais no total. Demonstra que tem força para segurar posições e controlar o legislativo, podendo, no entanto, abrir espaços para o PT, que chegaria, porém, em posição menor, enfraquecido. O “aquieta leão” flagrou o PT com as calças nas mãos. Natural. O PMDB é partido de tradição nesta esfera de poder. Prefere ter os cargos com seus orçamentos a comandar a República. Aqui na Bahia, o PT avança também para furar a paliçada do presidente do Legislativo estadual e deslocar o deputado Marcelo Nilo da presidência. Marcelo tem 42 votos, presumivelmente, uma ampla maioria em 63 deputados. Dilma tem o seu batismo de fogo, o jogo duro dos partidos pelos cargos. O blocão se diz dilmista, pretende apoiá-la, contanto que o PT desista da sua sede e fome. O jogo está sendo jogado

LULA: PT DEVE RESPEITAR PMDB NO SENADO

Contrariando os interesses do próprio partido, o presidente Lula associou-se à pretensão do PMDB de indicar o próximo presidente do Senado, a ser eleito em fevereiro de 2011. A ideia do PT era transportar para o Senado o acordo vigente na Câmara, de rodízio em que um biênio ficaria com o PT e outro com o PMDB. De acordo com o colunista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, o presidente diz, em diálogos privados, que o PT deveria evitar desgastes com o PMDB. Insinua que, no Senado, o PT deveria respeitar o “regimento”, que atribui à maior bancada o “direito” de indicar o presidente. Alheio às críticas, o PT pretende criar um bloco mais à esquerda, para contrapor o do PMDB, que tem consigo PP, PR, PTB e PSC. O PT planeja unir-se ao PSB, PCdoB e PDT. Se chegar a um acordo, disporá de um aglomerado de 165 votos. Menos que os 202 do bloco “rival”.

PP SAI DO ‘BLOCÃO’ RECÉM FORMADO PELO PMDB

O líder do PP na Câmara, deputado João Pizzolatti (SC), foi à imprensa para negar, na noite desta terça-feira (16), que o seu partido tivesse fechado acordo para compor, em 2011, um blocão com PMDB, PR, PTB e PSC. A declaração contraria a notícia dada pelo líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), articulador do bloco e interessado em presidir a Câmara no próximo ano. Segundo Pizzolatti, o PP não conversou com o PMDB sobre a composição para o próximo ano. “O que tem é uma conversa, que comecei há duas semanas, com PR e PTB”, declarou o pepista. “Até porque preciso consultar o partido, a base”, disse o deputado.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

guerra dos Cola

A disputa entre o empresário e deputado Camilo Cola, dono do Grupo Itapemirim, e a sua filha, Ana Maria Cola, teve mais um episódio na semana passada.

Resumindo: há anos os dois brigam na Justiça do Espírito Santo pelo inventário da família. Em 2008, com a morte de Ignez Cola, casada com Camilo em comunhão de bens, o patrimônio deveria ter sido repartido pelos filhos. Ana Maria, no entanto, considera que está sendo enganada porque as propriedades da família estariam subavaliadas.

Durante a campanha, a filha chegou a levantar a hipótese de uso de laranjas no conglomerado do pai. Camilo Cola não se elegeu e deu o troco pós-eleitoral. Os dois filhos de Ana Maria acabam de ser demitidos da Marbrasa, empresa de mármore do empresário.

TECNOLOGIA AJUDARÁ PAGAMENTO DO BOLSA FAMÍLIA

Os beneficiários do Bolsa Família passarão a receber o benefício do programa pelo celular a partir de 2011. De acordo com a revista Veja, a novidade tecnológica vai possibilitar à Caixa Econômica Federal (CEF) entrar no mercado de prestação de serviços de telefonia. A justificativa para a ideia é a de que muitos beneficiários do Bolsa Família vivem hoje em locais onde não existem agências da Caixa, nem mesmo caixas eletrônicos em que seja possível sacar o dinheiro do benefício. Já a cobertura de celular está presente em quase todas as cidades do país – e deve chegar a todo território nacional até o final deste ano. No projeto, os telefones dos beneficiários do programa terão de ser equipados com um novo chip, que transforma o celular em um cartão de pagamento. A CEF não confirmou as mudanças.

BANCADA EVANGÉLICA COBRA AO VICE CPI DO ABORTO

Mal acabou o pleito presidencial e a bancada evangélica da Câmara procurou o comandante da Casa e vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB-SP) para uma conversa. O objetivo do grupo era cobrar o retorno da ajuda cristã que estancou a crise que atingia a candidatura da presidente eleita, Dilma Rousseff, em pleno segundo turno, quando seu adversário, José Serra (PSDB), focou o discurso na polêmica da legalização do aborto. Vinte parlamentares de diferentes partidos, mas com afinidade religiosa, levaram a Temer uma pauta que a bancada pretende defender com unhas e dentes. Os evangélicos pediram ao presidente que “sensibilizasse” os líderes de partidos governistas a indicar nomes para a instalação da CPI do Aborto. De acordo com o Correio Braziliense, o foco da CPI seria investigar as clínicas que fazem aborto de forma ilegal e o mercado de medicamentos abortivos.

DILMA DEVE RETOMAR REFORMAS DE PALOCCI

A presidente eleita Dilma Rousseff deverá desonerar a folha de pagamento, recuperando, assim, uma velha bandeira do setor produtivo. Pelo menos é o que garante o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, um dos assessores mais próximos de Dilma. A medida deve funcionar como uma arma do Brasil na guerra cambial, porque reduz os custos das empresas. De acordo com o Estadão, essa é uma das providências que o novo governo planeja para reduzir o famoso "custo Brasil". Bernardo garante que Dilma vai retomar as reformas microeconômicas, medidas pontuais para elevar a produtividade da economia, encabeçadas pelo ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, mas depois abandonadas no segundo mandato.

MALTA QUER QUE ANALFABETOS POSSAM SE CANDIDATAR

Aproveitando a polêmica em torno da candidatura e eleição de tiririca, o senador Magno Malta (PR) afirmou que é discriminação o dispositivo constitucional que impede a candidatura de analfabetos a cargos eletivos e informou que apresentará proposta de emenda à Constituição permitindo a eleição dessa parcela da população. O partido de Malta, o PR, também entrará com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, pedindo que seja declarada a inconstitucionalidade da limitação, informou o senador. Com informações do blog de Claudio Humberto.

DILMA PREPARA REAJUSTE DO BOLSA-FAMÍLIA

A equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff estuda dar um reajuste acima da inflação para o Bolsa-Família. Se for corrigida apenas a inflação do período do último reajuste, em maio de 2009, seriam apenas pouco mais de 9%. Os gastos anuais do programa estão estimados em R$ 13,4 bilhões. Hoje, o País tem 8,9 milhões de miseráveis, depois da queda de 12% para 4,8% do porcentual da pobreza extrema observada entre 2003 e 2008. O número de pobres varia porque não existe uma linha de pobreza única no Brasil. Grande parte dos extremamente pobres já integra o Bolsa-Família – representam 85% dos inscritos no programa. Mas o benefício pago não é suficiente para fazer com que todas essas famílias superem a condição de pobreza mais aguda, com renda mensal de até R$ 70 por pessoa da família. Atualmente, o programa paga de R$ 22 a R$ 200, dependendo do grau de pobreza e da quantidade de filhos da família.

GABRIELLI COTADO PARA A INTEGRAÇÃO NACIONAL

O economista José Sérgio Gabrielli, segundo a coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde, estaria cotado para assumir um ministério como o da Integração Nacional. Ele agora ocupa a presidência da Petrobras, onde tem um respaldo de ter transformado a empresa em uma gigante. Sua ida para um ministério teria o objetivo de forjar novos quadros petistas baianos com projeção nacional, a fim de criar alternativas para a disputa do Governo do Estado baiano

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Melhor antes

Aliados de Alvaro Dias estudam uma saída para o senador não precisar disputar a liderança do PSDB no Senado com nomes fortes do partido que foram eleitos nas últimas eleições, como Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira.

Uma das soluções aventadas é Arthur Virgílio, que não conseguiu reeleger-se, passar a braçadeira de capitão da bancada antes da virada do ano. Resta saber se a iniciativa terá a concordância dos demais senadores tucanos.

Schincariol nas eleições

O Grupo Schincariol mais do que dobrou a sua contribuição financeira nas eleições deste ano. As doações para dezenas de candidatos alcançaram 4,9 milhões de reais – em 2006, o grupo destinou 1,7 milhão de reais para campanhas.

Arthur Virgílio, Magno Malta, Jutahy Magalhães, Arlindo Chinaglia, Demóstenes Torres e Germano Rigotto foram alguns dos contemplados.

É muito mais do que as outras cervejarias gastaram. Juntas, Ambev, Petrópolis e Bavaria doaram cerca de 740 000 reais para candidatos de todo o país.

CIRO COTADO PARA ASSUMIR BNDES

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) deve assumir a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no governo Dilma Rousseff. De acordo com uma fonte com acesso à Dilma, mesmo depois de ter sido retirado da disputa presidencial a pedido do presidente Lula, Ciro continuou um aliado fiel e no segundo turno atuou na coordenação política da campanha da petista. Por isso, deve ser contemplado com um cargo na nova administração. De acordo com esse interlocutor, a presidente eleita também acredita que Ciro possa dar uma contribuição ao setor, pois tem boa formação e pulso firme, qualidades consideradas necessárias para gerir o órgão. Além disso, é adepto da linha desenvolvimentista, perfil que Dilma pretende buscar na composição de seus colaboradores. Informações do Estadão.

SARNEY REJEITA ROTAÇÃO COM PT NO SENADO

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se posicionou contrário à proposta do PT de criar um rodízio com o PMDB nas presidências da Câmara e do Senado. O PMDB defende o revezamento apenas na Câmara dos Deputados. Mas os petistas reivindicam o comando no Senado durante o biênio 2013-2014. "Essa questão é regimental", disse Sarney, por meio de sua assessoria de imprensa. Nos próximos quatro anos, o PMDB terá 20 senadores, seguido do PT, com 14. Os peemedebistas alegam que o regimento do Senado prevê que a presidência da Casa fique sempre com o maior partido. Renan observou que "só a maioria do Parlamento pode revogar o regimento". Informações do Estadão.

CHINA INVESTE US$ 7,5 BI EM SOJA GOIANA

O governador de Goiás, Alcides Rodrigues Filho (PP), assinou nesta semana um termo de cooperação com o governo chinês que poderá resultar em investimentos de até US$ 7,5 bilhões no agronegócio goiano nos próximos anos. O objetivo da parceria é expandir a produção de soja no estado em pelo menos 6 milhões de toneladas – volume que seria exportado integralmente para a China.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

De volta às compras

O Hypermarcas acaba de gastar 251 milhões de reais comprando empresas e marcas no setor de higiene e medicamentos. Comprou (por 82 milhões de reais) as empresas IPH e DPH, donas da marca Bitufo, de higiene bucal, pastas de dentes, fios dentais e etc. Comprou também três marcas de medicamentos da Medley, o Digetrat, o Peridal e o Lopigrel. Os três remédios custaram 84 milhões de reais. E, finalmente, comprou da Colgate-Palmolive a marca de sabonete Pom-Pom por 85 milhões de reais. (em 2009, já comprara as marcas de fraldas e absorventes descartáveis da Pom-Pom)

É a volta da Hypermarcas às compras: no ano passado, a média da empresa era um negócio por mês; neste ano, o grupo até agora pisara no freio.

Essas aquisições vem se somar a um portfólio que inclui dezenas empresas (que representam mais de 30 marcas), todas compradas em apenas dez anos, desde que o grupo surgiu em 2000.

Hoje, o Hypermarcas é o maior grupo de bens de consumo brasileiro, com um portfólio de marcas como Bozzanno, Rastro, Risqué e Cenoura & Bronze, na área de cosméticos; Zero Cal, Finn e Etti, no setor de alimentos; Assolan, no segmento de limpeza; e Gelol, Doril, Engov, Vitasay e Epocler, no setor de medicamentos.

Tudo azul

No ranking das empresas aéreas, a TAM liderou o mês de outubro, segundo a Anac. Tem 42,83% dos passageiros das rotas domésticas. A Gol vem em seguida, com 39,15% do mercado. Até aí, nenhuma novidade.

Impresionante é constatar que as pequenas já dominam 18% dos voos domésticos. A Azul , por exemplo, que detém 6,73% do mercado nacional e é a terceira maior empresa aérea do país, registrou um crescimento de 86% nos últimos doze meses.

DILMA CRITICA POLÍTICA MONETÁRIA DOS EUA

Em sua primeira participação em um evento internacional após vencer as eleições, a presidente eleita Dilma Rousseff partiu para a ofensiva contra a política monetária dos Estados Unidos, nesta quinta-feira (11), em Seul. Questionada se a medida do Federal Reserve (Banco Central norte-americano) de adquirir US$ 600 bilhões em títulos seria uma "desvalorização disfarçada", Dilma concordou. Ela afirmou que a decisão dos EUA de injetar dólares na economia gera um "protecionismo camuflado" por parte das outras nações "como forma de se proteger". “Há uma questão que eu acho que é grave para o mundo inteiro, que é o problema da política do dólar fraco. Essa é uma questão que sempre causou problema. Faz com que o ajuste americano fique na conta das outras economias”, disse. A presidente eleita chegou na Coreia do Sul na quarta (10) para participar das reuniões do G20 ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Informações do G1.

CABELEIREIRA NA EQUIPE DE TRANSIÇÃO DE DILMA

Além de uma indiciada por participar da máfia dos sanguessugas, a equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) conta também com uma cabeleireira gaúcha. Márcia Westphalen é formada em Direito e vai receber mais de R$ 6,8 mil para atuar como secretária de Dilma. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, até o ano passado, Márcia trabalhava em um salão de beleza em Porto Alegre (RS). Ela manteve até a tarde de quarta-feira (10), dia em que saiu sua nomeação, um blog sobre "cabelos, tendências e dicas de visual". Segundo a Folha, o blog saiu do ar após a reportagem entrar em contato com o governo de transição. No site, a cabeleireira se apresentava dizendo já ter morado em "vários países" e trabalhado "em salões de diversos estilos". Afirmava ainda que, "por ideologia, não faço alisamento, escovas progressivas ou qualquer outro processo agressivo". Segundo o governo de transição, Márcia foi selecionada por análise de currículo pela campanha de Dilma.

DILMA DEFENDE SALÁRIO MAIOR PARA MINISTROS

A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), não quis falar sobre a proposta de aumento do seu salário, mas, indiretamente, defendeu o reajuste, ao ponderar que os vencimentos de seus auxiliares devem ser majorados. Indagada durante entrevista à imprensa no hotel em que está hospedada em Seul, na Coreia do Sul, ela afirmou que "de fato, alguma coisa tem de ser feita em relação ao salário dos ministros porque, caso contrário, nós não vamos ter ninguém para ser ministro do Brasil. (O salário deles) é muito defasado em relação ao mercado". Acontece que o salário dos ministros é vinculado ao do presidente (o reajuste do de Dilma provoca a reação em cadeia nos cargos do alto escalão do governo). Atualmente, os titulares têm salário de cerca de R$ 12 mil mensais. O do presidente da República é um pouco maior. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) recebem R$ 26,7 mil e querem elevá-lo para R$ 30,6 mil. Deputados e senadores ganham cerca de R$ 16,5 mil e querem R$ 24,5 mil. Informações do Estadão.