Foi antecipado em um dia o encontro da cúpula do PMDB com Lula. Será na noite desta terça (20). Um jantar, no Palácio da Alvorada.
Sócio majoritário do consórcio que dá suporte congressual a Lula, o PMDB levará ao presidente as suas “condições” para o acerto de 2010.
Pretende-se escorar o apoio do partido à candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff num “pré-acordo”. São três os pontos tidos como essenciais:
1. A garantia de que o candidato a vice sairá dos quadros do PMDB. A escolha do nome fica para 2010.
2. A incorporação do PMDB à coordenação da campanha de Dilma, hoje confiada apenas a políticos do PT.
3. A participação do PMDB no grupo que elabora, sob a coordenação do petista Marco Aurélio Garcia, o programa de governo da candidata.
Em privado, Lula revela-se disposto a atender às “exigências” do PMDB. Considera a aliança com o partido “vital” para o êxito eleitoral de Dilma.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
"O presidente está no papel dele”,
Acossada por Lula, a Vale anunciou a intenção de investir R$ 24,5 bilhões no ano da graça de 2010. Em dólares: US$ 12,9 bilhões.
"Este é o maior investimento no Brasil já realizado por uma empresa privada", disse o presidente da ex-estatal Vale, Roger Agnelli.
Ele falou aos jornalistas depois de uma reunião com Lula. Participaram do encontro os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Dilma Rousseff (Casa Civil).
Foram à mesa também representantes dos principais acionistas da Vale. Entre eles Sergio Rosa, da Previ (fundo de pensão do BB) e Luciano Coutinho, do BNDES.
O plano de inversões da Vale chega nas pegadas de uma intensa pressão de Lula sobre a empresa.
O presidente ameaçara usar o poder de fogo dos acionistas ligados ao Estado para destituir Agnelli do comando da empresa.
Na reunião desta segunda, fumou-se o cachimbo da paz. Agnelli referiu-se à pressão de Lula como algo normal.
"O presidente está no papel dele”, disse. Acha que, em matéria de estímulo ao desenvolvimento do país, Lula é “um craque”.
Depois de trazer os números aos holofotes, Agnelli, um executivo egresso do Bradesco, afirmou que "nem sonha" em deixar a presidência da Vale.
À noite, as críticas de Lula já haviam se convertido em otimismo. Expressou-o em discurso pronunciado numa cerimônia promovida pela revista CartaCapital.
Disse que, se os investimentos anunciados por Agnelli saírem do papel, o Brasil ficará “bem na fita”. Falava para uma platéia de empresários.
"O Roger [Agnelli] vai gastar o que a Vale nunca ganhou [...]. Se tudo isso acontecer, como eu estou pensando que vai acontecer...”
“...Eu penso que nós atingiremos um patamar de respeitabilidade que nós brigamos por muito tempo".
"Este é o maior investimento no Brasil já realizado por uma empresa privada", disse o presidente da ex-estatal Vale, Roger Agnelli.
Ele falou aos jornalistas depois de uma reunião com Lula. Participaram do encontro os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Dilma Rousseff (Casa Civil).
Foram à mesa também representantes dos principais acionistas da Vale. Entre eles Sergio Rosa, da Previ (fundo de pensão do BB) e Luciano Coutinho, do BNDES.
O plano de inversões da Vale chega nas pegadas de uma intensa pressão de Lula sobre a empresa.
O presidente ameaçara usar o poder de fogo dos acionistas ligados ao Estado para destituir Agnelli do comando da empresa.
Na reunião desta segunda, fumou-se o cachimbo da paz. Agnelli referiu-se à pressão de Lula como algo normal.
"O presidente está no papel dele”, disse. Acha que, em matéria de estímulo ao desenvolvimento do país, Lula é “um craque”.
Depois de trazer os números aos holofotes, Agnelli, um executivo egresso do Bradesco, afirmou que "nem sonha" em deixar a presidência da Vale.
À noite, as críticas de Lula já haviam se convertido em otimismo. Expressou-o em discurso pronunciado numa cerimônia promovida pela revista CartaCapital.
Disse que, se os investimentos anunciados por Agnelli saírem do papel, o Brasil ficará “bem na fita”. Falava para uma platéia de empresários.
"O Roger [Agnelli] vai gastar o que a Vale nunca ganhou [...]. Se tudo isso acontecer, como eu estou pensando que vai acontecer...”
“...Eu penso que nós atingiremos um patamar de respeitabilidade que nós brigamos por muito tempo".
manchetes desta terça
- Globo: Para presidente do STF, Lula e Dilma antecipam campanha
- Folha: Justiça cassa 13 vereadores de São Paulo
- Estadão: Capital externo pagará 2% de IOF
- JB: "É preciso limpar a sujeira que traficantes impõem ao Brasil"
- Correio: Fila dupla só acaba onde a PM aparece
- Valor: Brasil perde a liderança em calçados na Argentina
- Jornal do Commercio: Recifense terá imposto do Brasil colônia
- Folha: Justiça cassa 13 vereadores de São Paulo
- Estadão: Capital externo pagará 2% de IOF
- JB: "É preciso limpar a sujeira que traficantes impõem ao Brasil"
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- Valor: Brasil perde a liderança em calçados na Argentina
- Jornal do Commercio: Recifense terá imposto do Brasil colônia
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Justiça Eleitoral cassa mandatos de 13 vereadores de SP
Eles teriam recebido doações de campanha acima do permitido.
Decisão torna parlamentares inelegíveis por três anos; cabe recurso.
O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloisio Sérgio Rezende Silveira, cassou os mandatos e tornou inelegíveis 13 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo por captação ilícita de recursos na campanha eleitoral de 2008. O número de vereadores que tiveram o mandato cassado representa quase um quarto do total dos 55 parlamentares da Câmara Municipal. Segundo a presidência da Casa, os 13 integram a base de apoio ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).
De acordo com a decisão judicial, que teve como base denúncia do Ministério Público Eleitoral, os vereadores receberam doações da Associação Imobiliária Brasileira (AIB) em um valor acima do permitido pela Lei Eleitoral (9.504/97), que determina que o volume de doações de pessoas jurídicas não supere os 2% da receita anual da entidade.
Foram cassados os vereadores Adilson Amadeu (PTB), Adolfo Quintas Neto (PSDB), Carlos Alberto Apolinário (DEM), Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB), Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Dalton Silvano do Amaral (PSDB), Domingos Odone Dissei (DEM), Gilson Almeida Barreto (PSDB), Marta Freire da Costa (DEM), Paulo Sérgio Abou Anni (PV), Ricardo Teixeira (PSDB), Ushitaro Kamia (DEM) e Wadih Mutran (PP). O suplente Marcus Vinícius de Almeida Ferreira também teve as contas rejeitadas e foi considerado inelegível.
As representações foram propostas pelo Ministério Público Eleitoral, que pediu a revisão da prestação de contas desses vereadores com base no artigo 30-A, da Lei 9.504/97, e na Lei 64/90, que preveem a cassação de registro e declaração de inelegibilidade por três anos quando comprovados captação ou gastos ilícitos de recursos.
Decisão torna parlamentares inelegíveis por três anos; cabe recurso.
O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloisio Sérgio Rezende Silveira, cassou os mandatos e tornou inelegíveis 13 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo por captação ilícita de recursos na campanha eleitoral de 2008. O número de vereadores que tiveram o mandato cassado representa quase um quarto do total dos 55 parlamentares da Câmara Municipal. Segundo a presidência da Casa, os 13 integram a base de apoio ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).
De acordo com a decisão judicial, que teve como base denúncia do Ministério Público Eleitoral, os vereadores receberam doações da Associação Imobiliária Brasileira (AIB) em um valor acima do permitido pela Lei Eleitoral (9.504/97), que determina que o volume de doações de pessoas jurídicas não supere os 2% da receita anual da entidade.
Foram cassados os vereadores Adilson Amadeu (PTB), Adolfo Quintas Neto (PSDB), Carlos Alberto Apolinário (DEM), Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB), Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Dalton Silvano do Amaral (PSDB), Domingos Odone Dissei (DEM), Gilson Almeida Barreto (PSDB), Marta Freire da Costa (DEM), Paulo Sérgio Abou Anni (PV), Ricardo Teixeira (PSDB), Ushitaro Kamia (DEM) e Wadih Mutran (PP). O suplente Marcus Vinícius de Almeida Ferreira também teve as contas rejeitadas e foi considerado inelegível.
As representações foram propostas pelo Ministério Público Eleitoral, que pediu a revisão da prestação de contas desses vereadores com base no artigo 30-A, da Lei 9.504/97, e na Lei 64/90, que preveem a cassação de registro e declaração de inelegibilidade por três anos quando comprovados captação ou gastos ilícitos de recursos.
OPOSIÇÃO QUER DAR FÔLEGO A CPI
Uma ofensiva que vem sendo preparada pela oposição será usada como tentativa para dar novo fôlego à considerada "morna" CPI da Petrobras. O PSDB reforçou sua assessoria técnica para tentar reunir informações que possam dar força às suspeitas de fraudes em licitações e contratos de reforma de plataformas petrolíferas feitas pela estatal. A idéia dos oposicionistas é encontrar a "cereja do bolo", isto é, uma denúncia de irregularidade nos contratos da estatal possa ter grande repercussão nacional. Nos bastidores, porém, a avaliação é de que a oposição fracassou, porque todas as denúncias investigadas pela CPI são muito técnicas e abertas a várias interpretações, o que dificultar a condução dos trabalhos dos parlamentares e dá menos publicidade à comissão. "Por mais graves que fatos apurados sejam, uma CPI não vai pra frente sem que se dê publicidade. Esse é o caso da CPI da Petrobras", disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), idealizador da comissão.
Novo articulador de Lula diz que prioridade é eleger Dilma em 2010
Novo articulador político do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Alexandre Padilha disse que a eleição presidencial caminha para "termos uma candidatura única" da base governista e que a prioridade do PT em 2010 será tentar eleger a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
"A única coisa que acho sobre a eleição de 2010 é que vai ser polarizada, que confronta dois projetos para o país. O eleitor vai decidir sobre o futuro a partir dos ganhos que ele teve no presente. Confio plenamente que o governo do presidente Lula terá todas as condições de fazer a sua sucessora", disse.
Padilha disse que vê com "muita simpatia" o desejo do PMDB de compor e de apoiar Dilma e achar que a legenda tem quadros políticos que podem contribuir.
"O PT está bastante comprometido com o projeto nacional, bastante convencido de que a prioridade para o PT é a eleição da ministra Dilma como sucessora do presidente Lula. A outra prioridade é constituir uma forte bancada no Senado e na Câmara."
Ele afirmou também que o governo não tomará nenhuma iniciativa para apoiar a volta de uma nova versão da CPMF e indicou que a taxação de Imposto de Renda sobre a poupança foi engavetada --temas impopulares e que podem ser usados pela oposição em 2010.
"O único cálculo que o governo faz é da importância das medidas para o momento que o Brasil vive, para a superação da crise. O que avaliamos como importante encaminhamos para o Congresso, enfrentando inclusive o debate que é promovido por ele."
"A única coisa que acho sobre a eleição de 2010 é que vai ser polarizada, que confronta dois projetos para o país. O eleitor vai decidir sobre o futuro a partir dos ganhos que ele teve no presente. Confio plenamente que o governo do presidente Lula terá todas as condições de fazer a sua sucessora", disse.
Padilha disse que vê com "muita simpatia" o desejo do PMDB de compor e de apoiar Dilma e achar que a legenda tem quadros políticos que podem contribuir.
"O PT está bastante comprometido com o projeto nacional, bastante convencido de que a prioridade para o PT é a eleição da ministra Dilma como sucessora do presidente Lula. A outra prioridade é constituir uma forte bancada no Senado e na Câmara."
Ele afirmou também que o governo não tomará nenhuma iniciativa para apoiar a volta de uma nova versão da CPMF e indicou que a taxação de Imposto de Renda sobre a poupança foi engavetada --temas impopulares e que podem ser usados pela oposição em 2010.
"O único cálculo que o governo faz é da importância das medidas para o momento que o Brasil vive, para a superação da crise. O que avaliamos como importante encaminhamos para o Congresso, enfrentando inclusive o debate que é promovido por ele."
Lula cita Hélio Costa como ‘opção’ de vice para Dilma
Está consolidado o entendimento de Lula com o PMDB. Será selado em reunião marcada para quarta-feira (21).
Ficou entendido que o pedaço governista do PMDB, que se supõe majoritário, vai à chapa de 2010 como o vice de Dilma.
A escolha do nome será convenientemente adiada para o ano que vem. Pode ser Michel Temer. Mas também pode não ser.
Dias atrás, em diálogo privado, Lula lançou um olhar sobre a grama do vizinho: “E nós tivermos que enfrentar uma chapa Serra-Aécio?”
Neste caso, disse o presidente, talvez seja conveniente acomodar ao lado de Dilma “um vice mineiro”.
Levou à roda o nome de Hélio Costa, ministro peemedebista das Comunicações. Hoje, Costa é candidato ao governo de Minas.
Ficou entendido que o pedaço governista do PMDB, que se supõe majoritário, vai à chapa de 2010 como o vice de Dilma.
A escolha do nome será convenientemente adiada para o ano que vem. Pode ser Michel Temer. Mas também pode não ser.
Dias atrás, em diálogo privado, Lula lançou um olhar sobre a grama do vizinho: “E nós tivermos que enfrentar uma chapa Serra-Aécio?”
Neste caso, disse o presidente, talvez seja conveniente acomodar ao lado de Dilma “um vice mineiro”.
Levou à roda o nome de Hélio Costa, ministro peemedebista das Comunicações. Hoje, Costa é candidato ao governo de Minas.
manchetes desta segunda
- Globo: Metralhadora antiaérea teria derrubado helicóptero da PM
- Folha: SP aumenta gasto com servidores
- Estadão: 5 milhões de processos julgados esperam baixa
- JB: PM dá troco, mas espera novo ataque
- Correio: Procuram-se jovens no serviço público
- Valor: Fim da crise agita bancos à procura de milionários
- Jornal do Commercio: Sport bate o Timão
- Folha: SP aumenta gasto com servidores
- Estadão: 5 milhões de processos julgados esperam baixa
- JB: PM dá troco, mas espera novo ataque
- Correio: Procuram-se jovens no serviço público
- Valor: Fim da crise agita bancos à procura de milionários
- Jornal do Commercio: Sport bate o Timão
sábado, 17 de outubro de 2009
Lula visita José Alencar, que completa neste sábado 78 anos
Emocionado, vice-presidente ganhou de presente uma gravata alusiva à Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Marisa Letícia fizeram neste sábado, 17, uma visita-surpresa ao vice-presidente José Alencar, que completa 78 anos. Por volta das 9 horas, Lula e Marisa chegaram ao Palácio do Jaburu acompanhados da banda do Batalhão da Guarda Presidencial, que tocou "Parabéns a Você" para Alencar.
A primeira-dama deu de presente para o vice uma gravata alusiva à Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Alencar, que luta há 12 anos contra um câncer no abdome e já passou por 15 cirurgias, mostrou-se muito emocionado.
Nesta última sexta-feira, Lula retornou da caravana de três dias pelo Nordeste, onde visitou as obras de transposição do rio São Francisco, e disse que Alencar só não o acompanhou na viagem por estar em tratamento. Na manhã deste sábado, fez questão de dar pessoalmente os parabéns ao vice-presidente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Marisa Letícia fizeram neste sábado, 17, uma visita-surpresa ao vice-presidente José Alencar, que completa 78 anos. Por volta das 9 horas, Lula e Marisa chegaram ao Palácio do Jaburu acompanhados da banda do Batalhão da Guarda Presidencial, que tocou "Parabéns a Você" para Alencar.
A primeira-dama deu de presente para o vice uma gravata alusiva à Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Alencar, que luta há 12 anos contra um câncer no abdome e já passou por 15 cirurgias, mostrou-se muito emocionado.
Nesta última sexta-feira, Lula retornou da caravana de três dias pelo Nordeste, onde visitou as obras de transposição do rio São Francisco, e disse que Alencar só não o acompanhou na viagem por estar em tratamento. Na manhã deste sábado, fez questão de dar pessoalmente os parabéns ao vice-presidente.
Serra minimiza capacidade eleitoral de Dilma
Pressionado pelo DEM e por setores do PSDB preocupados com a antecipação da corrida eleitoral, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), preferiu minimizar a capacidade eleitoral da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do Planalto à Presidência.
Na presença da cúpula do PSDB, incluindo o governador mineiro Aécio Neves, Serra desdenhou do que seria a maior virtude eleitoral de Dilma - a de beneficiária direta da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu estoque de votos.
"O Brasil não se transformou em capitania hereditária. O povo sabe escolher o seu destino", afirmou Serra, num encontro do PSDB em Goiânia. No século XVI, o rei de Portugal D. João III dividiu as terras brasileiras em faixas, denominadas Capitanias Hereditárias. Em troca de administrá-las e protegê-las, os donos podiam explorar suas riquezas e transmitir a propriedade desses territórios aos seus descendentes.
Serra tentou comparar isso com a convicção de petistas de que Lula poderá transmitir sua alta popularidade à candidatura de Dilma. Na semana passada, Dilma foi ciceroneada por Lula em palanques e comícios pelo Nordeste durante três dias de visita às obras de transposição do Rio São Francisco. A caravana, segundo a oposição, conteve todos os elementos de uma campanha eleitoral antecipada.
"O presidente Lula tem todo o direito de apoiar um candidato, de fazê-lo. Mas não vivemos num regime de capitania hereditária em que o presidente apoia e automaticamente o candidato está consagrado. O presidente não pode fazer uma nomeação", ressaltou. A declaração do governador foi dada em discurso aos militantes tucanos e, depois, repetida aos jornalistas.
Ao lado de Aécio, com quem disputa a vaga de candidato presidencial do PSDB, Serra ouviu apelos de tucanos a favor de agilidade na escolha do nome da legenda que disputará à sucessão de Lula. "Nós esperamos uma decisão rápida, até janeiro", afirmou, por exemplo, em discurso o senador Marconi Perillo (GO).
Na presença da cúpula do PSDB, incluindo o governador mineiro Aécio Neves, Serra desdenhou do que seria a maior virtude eleitoral de Dilma - a de beneficiária direta da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu estoque de votos.
"O Brasil não se transformou em capitania hereditária. O povo sabe escolher o seu destino", afirmou Serra, num encontro do PSDB em Goiânia. No século XVI, o rei de Portugal D. João III dividiu as terras brasileiras em faixas, denominadas Capitanias Hereditárias. Em troca de administrá-las e protegê-las, os donos podiam explorar suas riquezas e transmitir a propriedade desses territórios aos seus descendentes.
Serra tentou comparar isso com a convicção de petistas de que Lula poderá transmitir sua alta popularidade à candidatura de Dilma. Na semana passada, Dilma foi ciceroneada por Lula em palanques e comícios pelo Nordeste durante três dias de visita às obras de transposição do Rio São Francisco. A caravana, segundo a oposição, conteve todos os elementos de uma campanha eleitoral antecipada.
"O presidente Lula tem todo o direito de apoiar um candidato, de fazê-lo. Mas não vivemos num regime de capitania hereditária em que o presidente apoia e automaticamente o candidato está consagrado. O presidente não pode fazer uma nomeação", ressaltou. A declaração do governador foi dada em discurso aos militantes tucanos e, depois, repetida aos jornalistas.
Ao lado de Aécio, com quem disputa a vaga de candidato presidencial do PSDB, Serra ouviu apelos de tucanos a favor de agilidade na escolha do nome da legenda que disputará à sucessão de Lula. "Nós esperamos uma decisão rápida, até janeiro", afirmou, por exemplo, em discurso o senador Marconi Perillo (GO).
Situação é de quase calamidade.
O IBGE demorou mais de um ano para divulgar uma pesquisa, que retratou a grande propriedade como se fosse a vilã", afirmou, em referência aos números divulgados mais cedo pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.
Chefe da pasta responsável pela política de distribuição de terras do governo federal, Cassel se antecipou à divulgação dos números da CNA e, em audiência pública no Senado na manhã desta terça-feira, apresentou dados que demonstram que as modalidades agropecuárias voltadas para o plantio de alimentos por famílias em pequenas propriedades têm demonstrado mais eficiência que outros tipos de culturas existentes no campo.
Para a senadora, no entanto, o ganho de escala no campo é tão importante quanto ao da indústria e do comércio, daí o fato de a concentração de terras dever ser encarada como algo natural. "Quando vejo o (a rede de supermercados) Carrefour chegar a uma cidade, sei, infelizmente, que os pequenos mercados vão acabar", comparou.
Números
Na audiência desta terça-feira, Cassel argumentou que, do ponto de vista econômico, o Censo Agropecuário de 2006 comprovou a eficiência da agricultura familiar, que responde atualmente pela maioria dos alimentos que abastecem o país, apesar de ocupar menos de 25% da área agricultável.
Segundo dados do IBGE, a produção familiar lidera a produção de mandioca, feijão, leite, aves e suínos. Para além disso, disse Cassel, essa modelo de produção agrícola responde por 74,4% do pessoal ocupado no meio rural, o que significa mais de 12 milhões de trabalhadores.
A presidente da CNA, por sua vez, alegou que a instituição, ao contrário do que se pensa, também representa os pequenos produtores. "O IBGE cometeu um erro e criou uma disputa boba. Chega a ser ridículo. Criaram uma competição imbecil, desnecessária. Não sei o que quiseram provar com tudo isso", disparou.
"Aqui na CNA temos 1,2 milhão de associados e 56% são pequenos, que hoje estão na contagem do IBGE como agricultura familiar", continuou. Ela também criticou o fato de haver duas pastas para tratar do assunto. "Só no Brasil existem dois ministérios da Agricultura", disse, referindo-se aos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.
Pesquisa feita pelo Ibope a pedido da CNA demonstra que 72,3% dos assentados afirmam não gerar renda na propriedade adquirida através de instrumentos de reforma agrária. Desses, 47,7% disseram não produzir nem o suficiente para sustentar suas famílias. Um número menor, mas significativo (37%), afirma não produzir nada em suas terras. Outros 24,6% dizem produzir somente o necessário para subsistência.
Alfinetadas
Para o Meio Ambiente, sobraram alfinetadas da senadora a respeito da impossibilidade de se construir banheiros em áreas de assentamento por conta da questão ambiental. "Há assentamentos em que 100% não têm banheiro. Há problemas de caráter ambiental, que não liberam a sua construção. É um problema grave", comentou.
Kátia Abreu também criticou a atuação do Ministério da Educação, alegando que as escolas da área rural não fazem parte do levantamento nacional sobre o rendimento dos alunos e qualidade das instituições. "A nossa impressão é a de que os índices nacionais podem ficar prejudicados. Situação é de quase calamidade", avaliou, acrescentando que os professores não querem trabalhar na zona rural.
A presidente da CNA reclamou também da falta de qualificação dada pelo governo aos assentados. "De toda a arrecadação da CNA, 20% obrigatoriamente vai para o Ministério do Trabalho e não há cursos de qualificação voltados a esse setor", disse.
Chefe da pasta responsável pela política de distribuição de terras do governo federal, Cassel se antecipou à divulgação dos números da CNA e, em audiência pública no Senado na manhã desta terça-feira, apresentou dados que demonstram que as modalidades agropecuárias voltadas para o plantio de alimentos por famílias em pequenas propriedades têm demonstrado mais eficiência que outros tipos de culturas existentes no campo.
Para a senadora, no entanto, o ganho de escala no campo é tão importante quanto ao da indústria e do comércio, daí o fato de a concentração de terras dever ser encarada como algo natural. "Quando vejo o (a rede de supermercados) Carrefour chegar a uma cidade, sei, infelizmente, que os pequenos mercados vão acabar", comparou.
Números
Na audiência desta terça-feira, Cassel argumentou que, do ponto de vista econômico, o Censo Agropecuário de 2006 comprovou a eficiência da agricultura familiar, que responde atualmente pela maioria dos alimentos que abastecem o país, apesar de ocupar menos de 25% da área agricultável.
Segundo dados do IBGE, a produção familiar lidera a produção de mandioca, feijão, leite, aves e suínos. Para além disso, disse Cassel, essa modelo de produção agrícola responde por 74,4% do pessoal ocupado no meio rural, o que significa mais de 12 milhões de trabalhadores.
A presidente da CNA, por sua vez, alegou que a instituição, ao contrário do que se pensa, também representa os pequenos produtores. "O IBGE cometeu um erro e criou uma disputa boba. Chega a ser ridículo. Criaram uma competição imbecil, desnecessária. Não sei o que quiseram provar com tudo isso", disparou.
"Aqui na CNA temos 1,2 milhão de associados e 56% são pequenos, que hoje estão na contagem do IBGE como agricultura familiar", continuou. Ela também criticou o fato de haver duas pastas para tratar do assunto. "Só no Brasil existem dois ministérios da Agricultura", disse, referindo-se aos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.
Pesquisa feita pelo Ibope a pedido da CNA demonstra que 72,3% dos assentados afirmam não gerar renda na propriedade adquirida através de instrumentos de reforma agrária. Desses, 47,7% disseram não produzir nem o suficiente para sustentar suas famílias. Um número menor, mas significativo (37%), afirma não produzir nada em suas terras. Outros 24,6% dizem produzir somente o necessário para subsistência.
Alfinetadas
Para o Meio Ambiente, sobraram alfinetadas da senadora a respeito da impossibilidade de se construir banheiros em áreas de assentamento por conta da questão ambiental. "Há assentamentos em que 100% não têm banheiro. Há problemas de caráter ambiental, que não liberam a sua construção. É um problema grave", comentou.
Kátia Abreu também criticou a atuação do Ministério da Educação, alegando que as escolas da área rural não fazem parte do levantamento nacional sobre o rendimento dos alunos e qualidade das instituições. "A nossa impressão é a de que os índices nacionais podem ficar prejudicados. Situação é de quase calamidade", avaliou, acrescentando que os professores não querem trabalhar na zona rural.
A presidente da CNA reclamou também da falta de qualificação dada pelo governo aos assentados. "De toda a arrecadação da CNA, 20% obrigatoriamente vai para o Ministério do Trabalho e não há cursos de qualificação voltados a esse setor", disse.
manchetes deste sábado
- Globo: Cobrado sobre viagem, Lula chama oposição de ‘ociosa’
- Folha: Governo decide taxar capital externo
- Estadão: Após pressão de Lula, Vale decide investir US$ 12 bi
- JB: Brasil lidera combate à fome no planeta
- Correio: Brasiliense prepara o passaporte
- Folha: Governo decide taxar capital externo
- Estadão: Após pressão de Lula, Vale decide investir US$ 12 bi
- JB: Brasil lidera combate à fome no planeta
- Correio: Brasiliense prepara o passaporte
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
BRASILEIROS TERÃO MESMO NÚMERO DE REGISTRO
A carteira de identidade, o passaporte, o CPF e a carteira de motorista são alguns dos documentos que passarão a ter o mesmo número de registro. A Lei 12.058 que autoriza o registro civil único foi sancionada na última terça-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a unificação, o cidadão terá o número único de registro de identidade civil, válido para os brasileiros natos e naturalizados. De acordo com a lei, a implementação do registro único deve começar dentro de um ano. O Poder Executivo terá 180 dias para regulamentação. A União poderá firmar convênios com os estados e o Distrito Federal para implantar o número único e trocar os documentos antigos de identificação. A lei foi resultado da conversão da Medida Provisória 462, que trata do repasse de recursos ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
baixaram os preços
Os franceses baixaram os preços do caça Rafale na contraproposta apresentada ao governo brasileiro para a venda de 36 aeronaves militares. Os preços agora estão próximos dos que são pagos pelas Forças Armadas da França, acrescidas as despesas de logística para trazer os equipamentos ao Brasil. O governo francês tem mais de 140 Rafale. Executivos do consórcio Rafale International, formado pelas empresas Dassault Aviation, Snecma e Thales, estiveram anteontem na Câmara para apresentar a proposta aos deputados da Comissão de Ciência e Tecnologia. Os franceses prometem transferência total de tecnologia ao Brasil. O documento já estaria assinado pelo presidente Nicolas Sarkozy e por altas patentes do governo francês. As empresas apresentaram ainda a proposta de cobrir em 160% o total dos gastos brasileiros com o programa militar, oferecendo 67 cartas de cooperação comercial e tecnológica. Nos mesmos moldes da concorrente sueca, a Saab, os franceses anunciaram que querem desenvolver tecnologia com o Brasil e não só propor transferência
O sonho é comprar a Pepsi
A AB/InBev e a Pepsi surpreenderam ontem o mercado americano ao anunciar um acordo para cortar custos. Vão unificar suas compras, num arco que vai de computadores a material de escritório.
Por enquanto, não irá passar disso. Mas quem conhece os planos de longo prazo do trio Marcel Telles, Beto Sicupira e Jorge Paulo Lemann sabe que passam pela aquisição de um gigante do setor de refrigerantes - algo que faz todo o sentido estratégico.
Nenhum movimento, no entanto, será feito antes de 2012, quando a compra da Anheuser-Busch (AB) terá sido devidamente digerida.
Aliás, quando ainda pensavam em comprar a AB, o trio tinha um plano B. Se não fossem bem sucedidos na tentativa de comprar a maior cervejaria americana, partiriam para a compra de um pedaço da Coca-Cola ou da Pepsi.
Por enquanto, não irá passar disso. Mas quem conhece os planos de longo prazo do trio Marcel Telles, Beto Sicupira e Jorge Paulo Lemann sabe que passam pela aquisição de um gigante do setor de refrigerantes - algo que faz todo o sentido estratégico.
Nenhum movimento, no entanto, será feito antes de 2012, quando a compra da Anheuser-Busch (AB) terá sido devidamente digerida.
Aliás, quando ainda pensavam em comprar a AB, o trio tinha um plano B. Se não fossem bem sucedidos na tentativa de comprar a maior cervejaria americana, partiriam para a compra de um pedaço da Coca-Cola ou da Pepsi.
CVM multa Eike por falar demais
Eike Batista terá que pagar 100 000 reais à CVM. Controlador e presidente do conselho de administração da OGX, ele foi acusado de ter dado à mídia declarações sobre a oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias fora do período legalmente permitido. Em resumo, falou demais.
Um troca-troca frustrado
A operação que impediu, há duas semanas, o senador Aldemir Santana (DEM/DF) de ir para o PSB teve lances de aventura.
Enquanto familiares do senador esperavam que ele aparecesse na festa de filiação ao PSB, Santana era levado de helicóptero para um encontro reservado com José Roberto Arruda e o presidente do DEM, Rodrigo Maia.
Lá, entre carinhos e ameaças de tomar o mandato do senador na Justiça, Santana desistiu de filiar-se ao PSB enquanto seus parentes discretamente abandonavam a festa de filiação. Que, por sinal, fora paga por ele.
Enquanto familiares do senador esperavam que ele aparecesse na festa de filiação ao PSB, Santana era levado de helicóptero para um encontro reservado com José Roberto Arruda e o presidente do DEM, Rodrigo Maia.
Lá, entre carinhos e ameaças de tomar o mandato do senador na Justiça, Santana desistiu de filiar-se ao PSB enquanto seus parentes discretamente abandonavam a festa de filiação. Que, por sinal, fora paga por ele.
manchetes desta sexta
manchetes desta sexta
- Globo: Vale enfrenta agora ameaça de ter exportações taxadas
- Folha: Eike afirma que desiste de disputa pela Vale
- Estadão: Governo estuda taxar capital externo para segurar dólar
- JB: Apreensão de armas é precária no Brasil
- Correio: Brasilienses são os campeões no estudo
- Valor: Bancos reforçam capital e crédito ganha até R$ 189 bi
- Jornal do Commercio: Nordeste caça os ladrões das armas
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
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