segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

DIFERENÇA ENTRE RICO E POBRE...


Lula nunca ataca José Serra

publicamente, Lula nunca ataca José Serra, mas em privado faz questão dar algumas cotoveladas no governador - até por saber que elas chegarão aos jornais (ou, neste caso, à internet). Ultimamente, as obras feitas em parceria entre a União e o governo paulista têm sido um dos principais alvos da ira do Planalto, que avalia que Serra não tem dado o devido crédito à ajuda federal.

O caso mais recente foi o da Estação Sacomã, na linha 2 do metrô paulista. José Serra a inaugurou no dia 30, alardeando tratar-se da estação mais moderna da América Latina. Só que a linha está sendo tocada com 1,5 bilhões de reais de financiamentos do BNDES, 270 milhões de reais do governo federal e 250 milhões de reais do estado. E os aliados de Lula reclamam que apesar de estar investindo um sétimo do que a União investiu, Serra faturou a obra sozinho. Lula sequer teria sido convidado para a cerimônia.

Vida dura para Crivella

Apesar dos esforços de Lula e José Alencar em arranjar pra Marcelo Crivella uma boa dobradinha em outubro está complicada a vida do senador, que tenta a reeleição.

Sérgio Cabral não topa apoiá-lo. Já tem seus dois candidatos ao Senado. Além disso, não esquece que Crivella cobrou muito caro o apoio a Eduardo Paes, no segundo turno das eleições para a prefeitura do Rio de Janeiro em 2008.

E o evangélico Anthony Garotinho? Com este também não há acerto: o pastor e deputado federal Manoel Ferreira, da Assembleia de Deus, do partido de Garotinho, vetou qualquer aliança com Crivella.

Para o “El País” ‘Dilminha’ é sem carisma e autoritária



O El País de ontem dedicou um substancioso espaço para contar aos espanhóis como foi a sagração de Dilm Rousseff na véspera e aproveitou para traçar um perfil da candidata. Sob o título A candidata que foi guerrilheira, o correspondente do jornal, Juan Arias, resumiu: “Dilminha’ carece de carisma y tiene fama de gestora dura y autoritaria”.

crítica

Políticos de oposição se manifestaram de forma bastante crítica após o lançamento oficial da pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência da República, na tarde deste sábado (20). O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que o presidente Lula promoveu a maior antecipação de campanha da história. Em sua página na internet, o senador foi enfático: “Mesmo antes da desincompatibilização exigida pela lei, Dilma é oficialmente candidata. E a lei? Ora, a lei!”. Já o presidente do PPS, Roberto Freite, ironizou: “Dilma é candidata para dois mandatos, diz Lula. Cabe perguntar: ela ganha, pelo menos, o primeiro?”. Já o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), em vez de atacar Dilma, direcionou as críticas ao ex-ministro José Dirceu, também do PT. “José Dirceu diz que ‘mensalão não é corrupção’ e que ‘está de volta’ para ajudar Dilma Rousseff”.

LULA INICIA ÚLTIMA VIAGEM PELA AMÉRICA LATINA

Luiz Inácio Lula da Silva deu início, neste domingo (21), a sua última viagem pela América Latina como presidente do Brasil. Segundo o Palácio do Planalto, os países escolhidos são representativos da diplomacia brasileira para a região. Nesta terça-feira (23), Lula participa da 2ª Cúpula da América Latina e do Caribe, em Cancún, no México, em que todas as nações americanas, com exceção de Canadá e Estados Unidos, participam do evento. Do México, o presidente segue para Cuba, onde anuncia mais uma parcela de investimentos na construção do porto de Mariel, no valor de US$ 300 milhões, o que totaliza US$ 1 bilhão em investimentos na ilha, durante seu governo. Na quinta-feira (25), Lula passa pelo Haiti, onde o anúncio de mais investimentos também é aguardado, antes de ele chegar a El Salvador, onde tem encontro com o presidente Maurício Funes.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), está apreensivo com os desdobramentos da cassação do mandato do prefeito Gilberto Kassab, com quem conversou ao telefone. De acordo com a Folha Online, entre tucanos e democratas, a orientação foi a de evitar contaminação política, ao restringir o problema ao campo técnico. Além da prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), as seguidas enchentes enfrentadas pela população paulistana provocaram desgaste na administração Kassab justamente no momento em que Serra, que deve contar com o apoio do democrata, reúne coragem e garantias para trocar a hipótese de reeleição por uma disputa que promete ser difícil pela Presidência da República.

Segundo a coluna Painel da Folha

Segundo a coluna Painel da Folha, o presidente Lula voltou a estocar o pré-candidato ao governo da Bahia pelo PMDB, Geddel Vieira Lima. Diz: “Sobrou para o peemedebista Geddel Vieira Lima. Segundo Lula, o ministro da Integração se meteu numa situação difícil ao insistir em enfrentar Jaques Wagner (PT), que buscará a reeleição na Bahia.” Depois de recusar o palanque duplo e se o PT preferir apenas o de Wagner, certamente dará oportunidade a Geddel para reagir, já que o ministro não é de engolir cobras, lagartos e formigas. Com certeza José Serra (PSDB) aceita dois palanques na Bahia. De outro modo, ninguém jamais desconfiou quem é mesmo o candidato do presidente no Estado. Tratar bem é uma coisa, mimar é semelhante, mas o coração é diferente.

Gilberto Kassab

Os advogados que defendem o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), devem recorrer nesta segunda-feira (22) da decisão que cassou o mandato do democrata. Sobre o político pesa a acusação de suposto recebimento de doações ilegais na campanha de 2008. A defesa afirmou, neste domingo (21), que "interporá recurso que, à semelhança de casos antecedentes, deve resultar na reforma da sentença e na confirmação da vontade popular." Os advogados negaram irregularidades nas doações. "As contribuições foram feitas seguindo estritamente os mandamentos da lei - que é a mesma desde 1997 - e já foram analisadas e aprovadas sem ressalvas pela Justiça Eleitoral”. Com informações da Folha Online.

Saiu uma nova pesquisa eleitoral em Minas Gerais

Saiu uma nova pesquisa eleitoral em Minas Gerais. Foi feita pelo DataTempo/CP2. Ganhou as páginas do diário mineiro ‘O Tempo’.



A sondagem indica que Hélio Costa (PMDB) mantém o favoritismo na briga pelo governo do Estado. O ministro das Comunicações lidera em todos os cenários.



Está à frente dos dois nomes do PT –Fernando Pimentel e Patrus Ananias. Antonio Anastasia (PSDB), o preferido do governador Aécio Neves, é o lanterninha.



A pesquisa testou também as chances eleitorais do vice-presidente José Alencar (PRB).



Se fosse à disputa como único representante do bloco que gravita em torno de Lula, sem PMDB e PT, Alencar também bateria o indicado de Aécio.



Vão abaixo os cenários:



Cenário um:

- Hélio Costa: 47,83%

- Patrus Ananias: 14,92%

- Antonio Anastasia: 11,65%



Cenário Dois:

- Hélio Costa: 48,36%

- Fernando Pimentel: 15,98%

- Antonio Anastasia: 11,89%



Cenário três, sem candidato do PT:

- Hélio Costa: 57,94%

- Antonio Anastasia: 15,69%



Cenário quatro, com Alencar e sem nomes de PT e PMDB:

- José Alencar: 53,61%

- Antonio Anastasia: 14,53%.



A pesquisa inclui, de resto, dois cenários em que os nomes do PT são confrontados com o de Anastasia, sem Hélio Costa e sem Alencar.



Fernando Pimentel, o ex-prefeito petista de Belo Horizonte, prevaleceria sobre o candidato de Aécio por 35,47% a 24,40%.



Patrus Ananias, o ministro petista do Bolsa Família, derrotaria o tucano Antonio Anastasia por 33,78% por 20,02%.



O levantamento foi feito entre os dias 12 e 18 de fevereiro. Ouviram-se 2.078 pessoas. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais.



Donos de índices confortáveis de aprovação em Minas, Aécio Neves e Lula tem praticamente o mesmo poder de influência sobre o eleitor do Estado.



Os pesquisadores perguntaram o que faria o eleitor se Lula pedisse para votar num candidato ao governo de Minas -24,30% responderam que “com certeza” votariam no candidato do presidente.



Outros 31,57% disseram que o apoio de Lula ajudaria, mas não seria decisivo na hora de fazer a opção por um dos candidatos.



Somando-se os dois percentuais, conclui-se que 55,87% dos eleitores mineiros admitem que a opinião de Lula tem ou pode ter influência na hora de votar.



E quanto a Aécio? 21,90% disseram que votariam no indicado do governador “com certeza"; 32% responderam que a opinião do governador os ajudaria a decidir, mas não seria decisiva.

Cândido Vaccarezza (PT-SP)

Líder do governo Lula na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) afirma: Dilma Rousseff (PT) "já é favorita” na disputa contra José Serra (PSDB):



“Posso dizer, com base nos elementos que nós temos, que tudo aponta para um favoritismo de Dilma”.



Em entrevista ao blog, Vaccarezza disse que, ao atingir índices de pesquisa superiores a 25% em fevereiro, Dilma “superou as expectativas”.



O “favoritismo” viria, segundo ele, da combinação de dois fatores: a aprovação de Lula e do governo e o desejo do eleitor de votar num nome “da continuidade”.



“Dilma é a candidata da continuidade”, disse Vaccarezza. “O Serra é o candidato da mudança. Ele está tentando se livrar da armadilha, mas não vai conseguir”.

manchetes desta segunda

- Globo: Gasto de Lula com cargos de confiança cresceu 119%



- Folha: Kassab diz que fica; DEM acha cassação eleitoreira



- Estadão: Infraestrutura terá R$ 274 bilhões até 2013



- JB: Brasileiros economizam R$ 13,7 bi com genéricos



- Correio: Dias que vão abalar a capital



- Valor: Teles enfrentam desafio de lucrar mais com redes 3G



- Jornal do Commercio: Estão sobrando vagas na Rural

sábado, 20 de fevereiro de 2010

José Sarney

José Sarney dedica hoje a sua coluna semanal na Folha de S.Paulo a fazer um rosário de lamentações em torno da dificuldade de se financiar as campanhas políticas. É, no mínimo, irônico. Eleito pela primeira vez deputado federal em 1954, dono do Maranhão desde a década de 60 quando se elegeu governador, Sarney conhece como poucos os caminhos para se eleger. Escreveu Sarney:
- Se o dinheiro não sai de um financiamento público e não sai de particular, e se uma equipe de marqueteiro e sua parafernália eletrônica não custam menos de 10 milhões de reais, de onde virá o dinheiro? (…) Assim, a democracia, que é barata, fica cara, porque a solução será a porta escusa do caixa dois e seus custos inconfessáveis.

Marconi e Duda

O senador tucano Marconi Perillo está negociando com Duda Mendonça para que o baiano seja o seu marqueteiro na campanha pela reeleição ou ao governo de Goiás. Mais uma prova de que a política é como as nuvens no céu - a cada olhada elas já mudaram de forma e posição. Em 2005, quando o mensalão explodiu, Duda era o marqueteiro de Lula, e foi Perillo quem riscou um dos fósforos que mais fizeram levantar as chamas do escândalo: revelou que alertara pessoalmente Lula da existência do mensalão. Lula até hoje odeia Perillo.

Petrobras

A Petrobras acaba de receber do Chelsea, um dos clubes mais populares da Inglaterra, uma sondagem inusitada. Os ingleses querem patrocínio e ofereceram inclusive a mudança de nome do seu estádio, o Stamford Bridge, que viraria Petrobras Stamford Bridge. Curioso também é ver o Chelsea, que pertence ao magnata russo do petróleo Roman Abramovich, bater às portas da estatal. De zero a dez, a chance de o Chelsea receber o mesmo “não” que o Manchester United e o Real Madrid receberam em 2009 é dez.

perto da meia-noite

Terminou perto da meia-noite uma reunião de emergência convocada por Lula para apagar um incêncio que o PT ateara no PMDB.



Convidado a participar do Congresso que o petismo realiza em Brasília desde quinta-feira (18), Michel Temer (PMDB-SP) não deu as caras.



Pior: Temer ameaçava faltar à cerimônia em que o PT vai aclamar, neste sábado (20), Dilma Rousseff como sua candidata à sucessão de Lula.



Ao farejar o cheiro de queimado, o presidente decidiu agir. Em privado, disse que a ausência do PMDB roubaria a cena da apoteose de Dilma.



O discurso da presidenciável petista dividiria espaço nas manchetes com as especulações em torno do estremecimento das relações PT-PMDB.



Considerava essencial ajeitar a foto, acomodando a imagem de Temer ao lado da de Dilma. Lula tocou o telefone para Temer. E nada.



Presidente do PMDB e favorito à vaga de vice de Dilma, Temer lidava com o azedume do seu grupo.



Embora tenha firmado com o PMDB, no ano passado, um pacto pré-nupcial, o PT empurra com a barriga o detalhamento do acerto.



Há arestas por aparar em Minas, Mato Grosso do Sul, Bahia e Pará. Há, de resto, inquietude em relação a críticas anônimas à acomodação de Temer na vice.



Para complicar, o Congresso do PT rejeitou nesta sexta (19), emenda que sugeria a inserção do PMDB nas diretrizes de um eventual governo Dilma.



Apresentada por José Genoíno (PT-SP), a emenda guindava o PMDB à condição de aliado prioritário do PT. A rejeição tonificou o mau humor do parceiro.



Temer e seu grupo foram tomados de assalto pela sensação de que o petismo fala coisas definitivas sobre a aliança sem definir as coisas.



A fumaça já ia alta quando Lula deu um segundo telefonema a Temer. Convidou-o para a reunião noturna, no Alvorada.



Antes de recepcionar o presidente do PMDB, Lula foi ao Congresso do PT. Prestigiou a posse de José Eduardo Dutra na presidência da legenda.



Embora não estivesse previsto no programa, Lula brindou os cerca de 1.350 petistas presentes com um discurso.



Falou sobre a importância das alianças políticas. Sem mencionar o PMDB, disse que o PT deve aliar-se inclusive com partidos que, no passado, não se afinavam com ele.



Temer foi à residência oficial do presidente acompanhado de Romero Jucá (PMDB-RR), líder de Lula no Senado.



O virtual vice de Dilma vinha de uma reunião, em sua casa, com expoentes do pedaço do PMDB que pende para o apoio a Dilma.



Combinara que a presença do partido no ato de lançamento da candidatura de Dilma teria de ser negociada, mediante o atendimento de condições.



A principal delas era o comprometimento de Lula com os acertos que o PT demora-se em fechar.



Temer encontrou um Lula surpreendentemente receptivo. Levou à mesa as pendências. Sabia que nada se resolveria ali, de bate-pronto.



Mas obteve o que desejava. Lula assegurou a Temer que zelará para que o PMDB seja contemplado em suas reivindicações.



O presidente disse que vai tentar produzir acordos que acomodem PMDB e PT num mesmo palanque nos Estados em que ainda vigora o dissenso.



Prevalecendo a discórdia, Lula disse que zelará pelo respeito à tática dos palanques duplos. Não pisará nenhum deles. Mas Dilma frequentará ambos, ele disse.



Lula prometeu mais: ao discursar no encerramento do Congresso do PT, neste sábado, fará menção explícita ao PMDB.



Dirá o que o PT evitou dizer em no seu documento de diretrizes: o PMDB é parceiro prioritário na cruzada presidencial de Dilma.



Lula foi além: afirmou que cuidaria para que também o novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, realçasse o papel estratégico do PMDB na aliança.



Diante dos compromissos assumidos por Lula, Temer cedeu. Irá à cerimônia de sagração da candidatura de Dilma.

"Aqueles que queriam acabar [com a nossa raça] estão quase acabando",

Lula passou pelo Congresso do PT na noite desta sexta (19). Foi para prestigiar a posse do novo presidente da legenda, José Eduardo Dutra.



Não estava previsto que o presidente discursasse. Mas ele foi ao microfone. Fez uma defesa enfática da política de alianças partidárias.



Parecia munido de extintor. Mais cedo, o petismo se recusara a guindar o PMDB à condição de parceiro prioritário num texto sobre as diretrizes de 2010.



No discurso, Lula disse que é preciso que o PT se junte inclusive a legendas com as quais não tinha afinidade no passado.



No mais, tratou de animar a platéia. Cerca de 1.350 pessoas. Petistas de todas as tribos, das mais esquerdistas às quase liberais.



Puxou do baú uma provocação que o grão-demo Jorge Bornhausen dirigira ao PT em 2005, no auge do mensalão.



“Vamos acabar com essa raça”, dissera o então mandachuva do DEM, hoje presidente de honra da legenda.



"Aqueles que queriam acabar [com a nossa raça] estão quase acabando", respondeu Lula, sapateando sobre o DEMensalão de Brasília.



Bornhausen foi ressuscitado também por José Eduardo Dutra, que assumiu o comando do PT no lugar de Ricardo Berzoini.



"Tivemos um período muito duro na história recente, o de 2005. Um ano em que profetas do apocalipse apareciam nas previsões”, disse Dutra.



“Chegaram a profetizar o fim da nossa raça. Eles não conseguiram acabar com a nossa raça, porque a nossa raça foi formada na luta dos trabalhadores [...]”.



Dutra declarou que, para gerir o PT, vai buscar inspiração em dois ex-presidentes do partido: José Dirceu e José Genoíno. Ambos réus no processo do mensalão.



O PT, como se vê, tornou-se uma legenda bem resolvida. Aceitou as próprias perversões. Tudo ficou mais fácil depois que o petismo descobriu o que seus rivais fizeram no verão passado.

Sem banheiro.

Nesta sexta (19), a diretoria do PF’s Inn impôs ao “ex-Napoleão” de Brasília acomodações mais modestas.



Arruda encontrava-se detido numa sala da diretoria do Instituto Nacional de Criminalística.



Coisa fina: 40m², ar condicionado, duas mesas, cama e banheiro privativo.



Levaram-no para uma sala menor: 16m². Em vez da cama, um beliche. Nada de ar refrigerado. Sem banheiro.



Quando o pesadelo de Arruda começou, imaginara-se que a cana do governador duraria poucas horas.



Já lá se vão oito dias. E a PF alegou que precisava retomar a “rotina de trabalho” de sua diretoria Técnico-Científica.



Daí a transferência para a sala menos confortável, situada no Comando de Operações Táticas.



A PF informou que, a despeito da troca, Arruda continua a desfrutar de acomodação dotada de “padrão compatível com as prerrogativas legais de prisão especial".



À espera do julgamento do pedido de habeas corpus de seu cliente pelo plenário do STF, o advogado Nélio Machado coloriu o drama.



Disse que Arruda deve ter perdido três quilos em uma semana. Não pensa em renunciar. Mas está abatido.



O advogado soou como se dirigisse suas palavras ao coração das togas do Supremo:



"Esperamos que os ministros sejam sensíveis e percebam que até agora o governador não foi ouvido sobre essa questão”.



Disse que a prova que “o STJ e o Ministério Público apresentam foi contaminada por uma pessoa destituída de credibilidade”.



Afirmou que o “flagrante de suborno foi obscuro e que não há prova concreta contra o governador".



Em parecer enviado ao STF, o Ministério Público sustenta coisa diversa. E pede que Arruda continue preso.



Otimista a mais não poder, o doutor Nélio Machado crê até mesmo que Marco Aurélio Mello possa reconsiderar sua decisão.



Na semana passada, o ministro negara o pedido de liminar para que Arruda fosse devolvido ao meio-fio.



A defesa espera que o despacho do ministro seja levado a voto, no plenário do Supremo, na semana que vem.



A queda de padrão da hospedagem de Arruda chega um dia depois de o governador ter sido jogado ao mar pela bancada do panetone.



Acometida de repentino surto de probidade, a Comissão de Justiça da Câmara Legislativa do DF pôs para andar os quatro pedidos de impeachment que corriam contra Arruda.

manchetes deste sábado

- Globo: PT aprova programa radical para a campanha de Dilma



- Folha: PT apresenta programa mais radical para Dilma



- Estadão: Petistas decidem radicalizar projeto de governo de Dilma



- JB: PT puxa Dilma para esquerda



- Correio: Licença para cassar distritais

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A NEUTRALIDADE NA AQUISIÇÃO DOS CAÇAS COMO PRINCÍPIO DE POTÊNCIA ECONÔMICA

A NEUTRALIDADE NA AQUISIÇÃO DOS CAÇAS COMO PRINCÍPIO DE POTÊNCIA ECONÔMICA
Fernando Arbache e Anderson Correia
Se relembrarmos da Guerra das Falklands/Malvinas, veremos que ao manter total dependência da França para suas aeronaves e mísseis, a Argentina perdeu sua capacidade de combate, tendo aí o fator crucial que a fez perder a guerra. As forças armadas argentinas eram compostas por equipamentos franceses, americanos e inclusive ingleses, caso do porta-aviões Veinticinco de Mayo que participou da guerra entre Inglaterra e Argentina.

Todos os países fornecedores das aeronaves eram membros da Otan, que tem por conceito básico se ajudarem mutuamente em caso de guerra. Ao atacar um território de um país membro desta organização, a Argentina passou a agredir, na prática, todas as nações que fazem parte da Otan, ficando extremamente vulnerável para adquirir armamento para sobreviver a uma guerra prolongada.

A conseqüência foi óbvia: a Argentina sucumbiu à marinha inglesa, perdendo não apenas a possessão da ilha, como também centenas de vidas de seus militares. Este evento agravou a situação econômica do país, aprofundando a recessão no qual já estava imerso. Na época, a Argentina detinha a capacidade unicamente de produzir o lento avião de treinamento Pucará, que nada valia diante dos ágeis Sea Harriers.

A concorrência FX-2 tem como participante dois países membros da Otan: Estados Unidos e França. Ambos oferecem produtos prontos, e não parceria no desenvolvimento de projeto, o que em muito beneficiaria o parque industrial brasileiro. Além disso, segundo informações obtidas em recente audiência pública no Congresso Nacional, nenhum desses concorrentes oferta a propriedade intelectual compartilhada. Nesse ponto apenas a sueca SAAB oferece ao Brasil essa preciosa oportunidade.

Se o Brasil, porventura, entrar em alguma disputa comercial ou militar com algum país membro da Otan, qual seria a conseqüência e que reflexos que poderia haver na produção e reposição de peças dessas aeronaves em nosso país? Além disso, a compra de armamento para integrar nestas aeronaves ficaria também prejudicada. O quanto esse evento nos fragilizaria? Quais seriam as imposições realizadas pelos países alinhados? Certamente poderíamos sucumbir como aconteceu com a Argentina diante do esgotamento de sua capacidade de combate.

Temos que lembrar continuamente que o País, ao se tornar candidato à potência econômica, passa a ser concorrente direto de inúmeras Nações do mundo, disputando a conquista de acordos comerciais em diversas partes do Planeta. Devemos lembrar que o Brasil teve difíceis disputas na OMC com os Estados Unidos, Canadá, entre outros, além disso, tem um notório conflito com a França no que diz respeito aos subsídios agrícolas, que impedem a entrada de produtos brasileiros na União Européia.

É o momento de o Brasil tornar efetiva sua soberania, mantendo-se a tradição de uma nação não alinhada, país neutro, mas capacitado a reagir a qualquer ameaça a seu território, ao seu povo e ao seu desenvolvimento e crescimento econômico.

Para finalizar, vamos relembrar um fato importante para o nosso país. Ao substituir o antigo porta-aviões Minas Gerais pelo São Paulo, a Marinha Brasileira criou mais um laço de dependência com a França, pois este aeródromo é de origem francesa, servindo a essa Marinha desde 1957 com o nome Foch. O mesmo foi substituído pelo moderníssimo porta-aviões nuclear Charles de Gaulle, nome do famoso presidente francês, dono de uma das frases mais agressivas contra o nosso país – "Le Brésil n’est pas um pays sérieux" (O Brasil não é um país sério) – mencionada no auge da crise política entre Brasil e França, nos anos 60. Além desta belonave, a Marinha dispõe de mísseis franceses e ingleses, fragatas de projetos inglês, submarinos de origem alemã e aeronaves construídas nos Estados Unidos.

Recentemente, o Brasil assinou contrato com a França para a compra de submarinos. Nossa nação atualmente é absolutamente dependente de países membros da Otan.

Com a assinatura do contrato para a compra dos submarinos, com a assinatura do contrato para a compra dos helicópteros, além de todo o arsenal já existente de origem francesa e ainda considerando que a aviação civil tem mais de 50% de aeronaves de origem francesa, em caso de uma eventual retaliação seria um colapso na defesa nacional e desastre de proporções incalculáveis na vida da população brasileira.

Sobre os autores

Fernando Arbache é doutor em Sistemas de Informação (COPPE/UFRJ) e Inteligência de Mercado (ITA), docente das cadeiras de Logística e Administração de Projetos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e professor do Alto Comando da Marinha de Guerra Brasileira, nas cadeiras de Logística e Sistemas de Informação. Também é pesquisador do ITA, em inteligência de mercado e simulação, e do CNPq, bem como desenvolvedor de sistemas de novas tecnologias em CRM, ERP e business intelligence. É ainda autor do livro Logística empresarial, da editora Petrobras, e Gestão de logística, distribuição e trade marketing, da Editora FGV.

Anderson Correia possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Estadual de Campinas (1998), mestrado em Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (2000) e doutorado em Engenharia de Transportes. Foi superintendente de Infraestrutura Aeroportuária da ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil e chefe do departamento de transportes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Foi também presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo. Prestou consultoria em logística e transportes para as empresas Anac, Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bird), Calgary International Airport., Correios, Embraer, Gillette do Brasil, Infraero, Petrobras, Procter & Gamble, SGAL (Lisboa), Unilever Best Foods. Tem experiência na área de engenharia de transportes, com ênfase em planejamento de transportes, atuando principalmente nos temas aeroportos, logística e transporte aéreo.

Fernando Arbache e Anderson Correia
Se relembrarmos da Guerra das Falklands/Malvinas, veremos que ao manter total dependência da França para suas aeronaves e mísseis, a Argentina perdeu sua capacidade de combate, tendo aí o fator crucial que a fez perder a guerra. As forças armadas argentinas eram compostas por equipamentos franceses, americanos e inclusive ingleses, caso do porta-aviões Veinticinco de Mayo que participou da guerra entre Inglaterra e Argentina.

Cuidado com o que falares em Portugal


Lembrando também que a região GLÚTEA (bunda) lá se chama CU.
Assim, quando a mãe diz que vai aplicar uma injeção na nádega do rapaz diz 'vou aplicar uma pica no cu do puto', e se for uma palmada numa criança fala 'meto-te cinco dedos no cu, canalha'.
E o pessoal preocupado com o trema, hífen...

Tropa de Elite 2

Os produtores de Tropa de Elite 2 já arrecadaram 12 milhões de reais. Estão chegando perto dos 16 milhões de reais conseguidos pelo fracassado Lula, o Filho do Brasil. Mas querem mais.

Até agora, quem mais pingou dinheiro foi a Claro, CSN e Samsung. Há também vários investidores individuais. Um deles, Fernando Prado, ex-Garantia, é irmão do produtor da fita, Marcos Prado.

Como os produtores querem mais, Tropa 2 deverá ser, portanto, o filme mais caro já feito no país, título hoje em poder do filme do Lula.

mensalão ainda atormenta Lula

A resposta mais misteriosa da longa entrevista exclusiva de Lula a O Estado de S. Paulo de hoje versa sobre o mensalão - aquele escândalo dos escândalos que continua a assombrar os petistas, por mais que teimem escondê-lo debaixo do tapete. Eis a pergunta do jornal e a resposta do presidente:

- O senhor tem dito, em conversas reservadas, que quando terminar o governo, vai passar a limpo a história do mensalão. O que o senhor quer dizer?

- Não é que vou passar a limpo, é que eu acho que tem coisa que tem de investigar. E eu quero investigar. Eu só não vou fazer isso enquanto eu for presidente da República. Mas, quando eu deixar a presidência, eu quero saber de algumas coisas que eu não sei e que me pareceram muito estranhas ao longo do todo o processo.

Impõe-se algumas perguntas a Lula:

1)Por que investigar depois de deixar a presidência um escândalo que manchou o seu governo?

2)Que “coisas muito estranhas ao longo do processo” foram essas?

3)O que teme Lula se algo for revelado ou descoberto agora?

A determinação de Lula em fechar os olhos sobre o tema leva-o a fechar a boca também. Hoje, a Folha de S. Paulo estampa na primeira página uma informação relevante, sobretudo para que a lê casada com a entrevista do Estadão: ”desde o dia 12 de novembro, o STF aguarda respostas de Lula sobre o envolvimento dele com os réus e fatos apontados no mensalão”.

Segue uma das 33 perguntas do Ministério Público a que Lula não responde:

- V. Exª conhece Marcos Valério? Ele já esteve na residência oficial da Granja do Torto?

Na entrevista ao Estado, Lula diz textualmente: “eu quero investigar”. Não parece. O medo da verdade permanece atormentando o PT e Lula.