Nesta terça (23), Lula e a ministra-candidata Dilma Rousseff desembarcam no Tocantins. Vão realizar um pa©mício.
O pa©lanque foi montado no município de Guaraí, a 180 km da capital, Palmas. Será inaugurado um pedaço da Ferrovia Norte-Sul, obra do PAC.
Trata-se do trecho que liga Colinas do Tocantins a Guaraí –133 km de trilhos. Iniciado em março de 2007, ficou pronto em novembro passado.
Pelas contas do Planalto, custou R$ 384 milhões. Dilma e seu cabo-eleitoral também vão vistoriar um segmento da Norte-Sul ainda inconcluso.
Liga Guaraí a Palmas –148 km de dormentes. Uma das frações da ferrovia carimbadas pelo TCU como “irregulares”.
Detectou-se um superfaturamento de 11,7%. Para resguardar a Viúva, o tribunal de contas determinou a retenção mensal de 10% dos pagamentos.
A repórter Luíza Damé conta que a visita de Lula e Dilma deixou exultante o prefeito de Guaraí, Padre Milton Alves da Silva, do PT.
“Será o meu dia de glória. A gente só vê o presidente de longe”, disse Padre Milton. É a primeira vez que um inquilino do Planalto pisa em Guaraí
O estado de “glória” do prefeito levou-o a decretar ponto facultativo no município. Fez mais.
Em parceria com o governo do Estado, a prefeitura providenciou o aluguel de dez ônibus. Para quê?
Ora, para conduzir ao local do pa©mício, distante 25 km do centro da cidade, os habitantes que quiserem desfrutar da “glória” de ouvir Lula.
A Ferrovia Norte-Sul é uma obra velha. Foi lançada em 1987, sob a presidência de José Sarney. Nasceu sob o signo do malfeito.
Na época, Jânio de Freitas veiculou na Folha anúncios cifrados que anteciparam o resultado da licitação.
Os valores dos diversos lotes da ferrovia haviam sido previamente combinados entre as empreiteiras. Um vexame.
Quando estiver completa, a Norte-Sul vai medir 2.254 Km. Começou em Açailândia (MA). Espera-se que chegue até Estrela d’Oeste (SP).
Estima-se que, depois de pronta, a ferrovia terá sorvido R$ 6,5 bilhões dos cofres do Tesouro –R$ 5 bilhões até o final de 2010; R$ 1,5 bilhão daí em diante.
Em ritmo de plebiscito eleitoral, o Planalto informa que nunca antes na história desse país a ferrovia avançara tanto quanto prosperou sob Lula.
Na era Sarney, foram assentados apenas 95 km de trilhos, ligando as cidades maranhenses de Açailândia e Imperatriz.
Nos dois mandatos de FHC, os dormentes foram esticados de Imperatriz até Aguiarnóplis, no Tocantins –mais 120 km.
Na fase Lula, jacta-se o governo, “já foram construídos 371 km” de trilhos. Sem mencionar os 978,5 km que se encontram em fase de execução.
Como se vê, o discurso que Lula fará em Guaraí promete.
terça-feira, 23 de março de 2010
manchetes desta terça
manchetes desta terça
- Globo: PM ocupa a Providência para criar 7ª UPP do Rio
- Folha: Plano de expansão do metrô de SP vai atrasar
- Estadão: Contas externas pioram e BC aumenta previsão de déficit
- Correio: Arruda cede mandato para tentar liberdade
- Valor: Ofertas de estreantes decepcionam na Bolsa
- Estado de Minas: Estado dá aumento de 10% a servidores e de 15% a militares
- Jornal do Commercio: Água poluída mata mais que violência
- Globo: PM ocupa a Providência para criar 7ª UPP do Rio
- Folha: Plano de expansão do metrô de SP vai atrasar
- Estadão: Contas externas pioram e BC aumenta previsão de déficit
- Correio: Arruda cede mandato para tentar liberdade
- Valor: Ofertas de estreantes decepcionam na Bolsa
- Estado de Minas: Estado dá aumento de 10% a servidores e de 15% a militares
- Jornal do Commercio: Água poluída mata mais que violência
segunda-feira, 22 de março de 2010
Faltam duas semanas
Faltam duas semanas para o fim do prazo para desincompatibilização dos ministros que vão disputar cargos nas próximas eleições e ao menos dez titulares deixarão o cargo até o próximo dia 3. O presidente Lula tem dito publicamente que a ideia é substituir os que vão deixar o governo por pessoas de dentro dos próprios ministérios para evitar que a composição de novas estruturas atrapalhe o andamento dos projetos. O ex-ministro da Justiça e pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, foi o primeiro a deixar a Esplanada: saiu em fevereiro e foi substituído pelo então secretário-executivo Luiz Paulo Barreto. Também saem do governo a ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, que concorrerá à Presidência da República, e os ministros das Comunicações, Hélio Costa, das Comunicações, Edison Lobão, de Minas e Energia, e Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional. Costa deve disputar o governo de Minas Gerais ou concorrer à reeleição para senador, Lobão tentará se reeleger senador pelo Maranhão e Geddel concorrerá ao governo da Bahia. Os ministros José Pimentel, da Previdência Social, Reinhold Stephanes, da Agricultura, e Edson Santos, da Igualdade Racial, saem para tentar a reeleição como deputados federais pelo Ceará, pelo Paraná e pelo Rio de Janeiro, respectivamente. Carlos Minc, titular do Meio Ambiente, disputará novo mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro, e Alfredo Nascimento, dos Transportes, disputará o governo do Amazonas. Segundo o Palácio do Planalto, a cerimônia de posse deverá ser realizada no dia 1º de abril, em local que ainda não foi definido
nada pega.
Dentro do PT a confiança e a sensação de impunidade é tanta que ontem um dirigente do partido dizia a propósito das revelações das últimas semanas sobre José Dirceu (e Eletronet) e João Vaccari (e Bancoop):
- Em 2005, no auge das denúncias do mensalão, ganhamos um embate muito mais pesado. Agora, nada pega.
- Em 2005, no auge das denúncias do mensalão, ganhamos um embate muito mais pesado. Agora, nada pega.
Lula, os ‘vira-latas’ da mídia e o carpete do sindicato
Antes de virar presidente, Luiz Inácio sempre reconheceu que a imprensa teve papel de relevo no processo que o converteu em Lula.
Numa das passagens do livro “Lula, o Filho do Brasil”, o ex-sindicalista contou à jornalista Denise Paraná o drama que vivenciou quando decidiu fundar o PT.
Corria o início da década de 80. No comando do movimento sindical, Lula era festejado por todos. Até que...
Até que decidiu pôr em pé o seu próprio partido político. “Aí já tinha o PMDB contra, já tinha o PC contra...”
“...Já tinha o PCdoB contra, já tinha o MR-8 contra, já tinha o PDT contra. Você tinha um monte de gente contra”.
Lula deixou de ser, segundo contou, uma “unanimidade”. Foi devolvido à condição de “um ser normal”. Porém...
Porém, desfrutava de um contraponto ao nariz virado dos políticos tradicionais. “Foi um período em que a gente tinha muito espaço na imprensa”.
Lula enfatizou: “Muito espaço”. Fez uma única ressalva: “Na Globo o espaço era muito pouco. Na televisão o espaço sempre foi muito pouco”.
Nessa época, Lula via as redações de jornal como aliadas. E não era o único. Fernando Collor concordaria com ele anos mais tarde.
Collor costuma dizer que virou presidente do Brasil numa eleição em que mediu forças não apenas com Lula, mas também os aliados dele na imprensa.
Conta que, durante a campanha, para afrontá-lo, alguns repórteres compareciam às suas entrevistas ostentando broches do PT na lapela.
Na investigação que desaguou no impeachment de Collor, o petismo servia-se das denúncias da imprensa.
Na CPI do Collorgate, gente como José Dirceu e Aloizio Mercandante especializou-se em “vazar” para as manchetes dados sigilosos.
Súbito, Lula virou presidente. Passou de estilingue a vidraça. E começou a desancar a “mídia”. O “controle social dos meios de conunicação” virou um mantra do PT.
Nos últimos meses, em sua cruzada contra a “mídia”, Lula tomou de empréstimo uma metáfora que Nelson Rodrigues cunhara para se referir ao Brasil e aos brasileiros.
O cronista costumava dizer que o brasileiro sofre de “complexo de vira-lata”. Escrevia coisas assim:
“O brasileiro é um Narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima”.
Inconformado com o pedaço da imprensa que tem a mania de imprensar, Lula passou a servir-se da máxima rodrigueana para atacar a “mídia”.
Lula ‘Nunca Antes’ da Silva passou a dizer que o Brasil é muito impopular nos jornais do Brasil. Só a imprensa estrangeira reconhece-lhe os feitos.
Passou a renegar o papel fiscalizador dos repórteres. Algo que o PT e ele próprio tanto exaltavam no passado.
Agora, como que habitados ao elogio fácil, Lula e o petismo abominam a crítica. Cultivam um modelo de imprensa em que não há espaço para apurações.
Desde que as manchetes expuseram o mensalão, em 2005, Lula e Cia. passaram a cultivar a certeza de que a “mídia” conspira contra o governo.
Nas últimas semanas, Lula passou a dizer que o noticiário exerce sobre o brasileiro um efeito deletério. Tonifica na alma dos patrícios o hábito da subordinação.
Conta uma história dos tempos em que presidia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Eis o episódio:
“Uma vez nos colocamos um carpete amarelo na minha sala. Carpetão, daquele bem grosso. O peão, quando trabalha na fábrica, o sapato dele enche de cavaco...”
“São lascas de ferro, que saem das máquinas. Quando o peão anda, se ele pisa num lugar limpo, vai ficando aquele rastro de óleo...”
“...Um dia, o cara chegou na minha sala e foi tirando o sapato. Eu disse: O é isso companheiro. E ele: ‘Oh, Lula, não vou sujar esse tapete de graça’...”
“...Eu falei: Mas foi você que pagou isso aqui, meu filho. Você não é sócio do sindicato? Então, entra. Se sujar a gente troca o carpete por outro melhor”.
Lula confunde a educação do peão com subordinação. Ora, se o sujeito ajudara a pagar o carpete amarelo, nada mais natural que quisesse conservá-lo.
Ao trocar o ambiente das fábricas pelos gabinetes carpetados de Brasília, Lula melhorou a qualidade dos sapatos.
Mas, no papel de peão de si mesmo, carrega sob a sola o “cavaco” liberado pela engrenagem que preside. São lascas de equívocos e malfeitos, não de ferro.
Manda a boa educação jornalística que os repórteres se esforcem para expor o rastro de cavacos. Em jogo, as verbas da Viúva, não mais o dinheiro do sindicato.
Lula agora prefere manter o carpete limpo. Quando não dá, compra um carpete novo. Ou, por outra, empurra a sujeira para debaixo do carpete.
Faxina? Nem pensar. É mais cômodo espinafrar a mídia.
Numa das passagens do livro “Lula, o Filho do Brasil”, o ex-sindicalista contou à jornalista Denise Paraná o drama que vivenciou quando decidiu fundar o PT.
Corria o início da década de 80. No comando do movimento sindical, Lula era festejado por todos. Até que...
Até que decidiu pôr em pé o seu próprio partido político. “Aí já tinha o PMDB contra, já tinha o PC contra...”
“...Já tinha o PCdoB contra, já tinha o MR-8 contra, já tinha o PDT contra. Você tinha um monte de gente contra”.
Lula deixou de ser, segundo contou, uma “unanimidade”. Foi devolvido à condição de “um ser normal”. Porém...
Porém, desfrutava de um contraponto ao nariz virado dos políticos tradicionais. “Foi um período em que a gente tinha muito espaço na imprensa”.
Lula enfatizou: “Muito espaço”. Fez uma única ressalva: “Na Globo o espaço era muito pouco. Na televisão o espaço sempre foi muito pouco”.
Nessa época, Lula via as redações de jornal como aliadas. E não era o único. Fernando Collor concordaria com ele anos mais tarde.
Collor costuma dizer que virou presidente do Brasil numa eleição em que mediu forças não apenas com Lula, mas também os aliados dele na imprensa.
Conta que, durante a campanha, para afrontá-lo, alguns repórteres compareciam às suas entrevistas ostentando broches do PT na lapela.
Na investigação que desaguou no impeachment de Collor, o petismo servia-se das denúncias da imprensa.
Na CPI do Collorgate, gente como José Dirceu e Aloizio Mercandante especializou-se em “vazar” para as manchetes dados sigilosos.
Súbito, Lula virou presidente. Passou de estilingue a vidraça. E começou a desancar a “mídia”. O “controle social dos meios de conunicação” virou um mantra do PT.
Nos últimos meses, em sua cruzada contra a “mídia”, Lula tomou de empréstimo uma metáfora que Nelson Rodrigues cunhara para se referir ao Brasil e aos brasileiros.
O cronista costumava dizer que o brasileiro sofre de “complexo de vira-lata”. Escrevia coisas assim:
“O brasileiro é um Narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima”.
Inconformado com o pedaço da imprensa que tem a mania de imprensar, Lula passou a servir-se da máxima rodrigueana para atacar a “mídia”.
Lula ‘Nunca Antes’ da Silva passou a dizer que o Brasil é muito impopular nos jornais do Brasil. Só a imprensa estrangeira reconhece-lhe os feitos.
Passou a renegar o papel fiscalizador dos repórteres. Algo que o PT e ele próprio tanto exaltavam no passado.
Agora, como que habitados ao elogio fácil, Lula e o petismo abominam a crítica. Cultivam um modelo de imprensa em que não há espaço para apurações.
Desde que as manchetes expuseram o mensalão, em 2005, Lula e Cia. passaram a cultivar a certeza de que a “mídia” conspira contra o governo.
Nas últimas semanas, Lula passou a dizer que o noticiário exerce sobre o brasileiro um efeito deletério. Tonifica na alma dos patrícios o hábito da subordinação.
Conta uma história dos tempos em que presidia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Eis o episódio:
“Uma vez nos colocamos um carpete amarelo na minha sala. Carpetão, daquele bem grosso. O peão, quando trabalha na fábrica, o sapato dele enche de cavaco...”
“São lascas de ferro, que saem das máquinas. Quando o peão anda, se ele pisa num lugar limpo, vai ficando aquele rastro de óleo...”
“...Um dia, o cara chegou na minha sala e foi tirando o sapato. Eu disse: O é isso companheiro. E ele: ‘Oh, Lula, não vou sujar esse tapete de graça’...”
“...Eu falei: Mas foi você que pagou isso aqui, meu filho. Você não é sócio do sindicato? Então, entra. Se sujar a gente troca o carpete por outro melhor”.
Lula confunde a educação do peão com subordinação. Ora, se o sujeito ajudara a pagar o carpete amarelo, nada mais natural que quisesse conservá-lo.
Ao trocar o ambiente das fábricas pelos gabinetes carpetados de Brasília, Lula melhorou a qualidade dos sapatos.
Mas, no papel de peão de si mesmo, carrega sob a sola o “cavaco” liberado pela engrenagem que preside. São lascas de equívocos e malfeitos, não de ferro.
Manda a boa educação jornalística que os repórteres se esforcem para expor o rastro de cavacos. Em jogo, as verbas da Viúva, não mais o dinheiro do sindicato.
Lula agora prefere manter o carpete limpo. Quando não dá, compra um carpete novo. Ou, por outra, empurra a sujeira para debaixo do carpete.
Faxina? Nem pensar. É mais cômodo espinafrar a mídia.
PSDB prepara uma festa de 2 mil pessoas para Serra
Será em Brasília, no dia 10 de abril, um sábado, a pré-convenção em que o PSDB vai aclamar José Serra como seu candidato à sucessão de Lula.
Alugou-se um auditório no centro da Capital. Dispõe de cadeiras para 1.500 pessoas. Somando-se os que ficam em pé, acomoda uma platéia de 2.000.
Se vingarem os planos do tucanato, a proclamação da candidatura Serra será uma pajelança de casa cheia.
Reunirá, além da nata tucana, liderenças dos aliados já disponíveis: DEM e PPS. Deseja-se, além de ungir o candidato, passar a idéia de unidade.
O governador tucano de Minas, Aécio Neves, que programara sair em férias, adiou o descanso. E confirmou sua presença.
Aécio declara-se um “soldado” a serviço de Serra. Algo que o tucanato, grupo de amigos composto integralmente de inimigos, celebra.
Parte-se do pressuposto de que as relações Serra-Aécio, se mal administradas, podem custar a eleição. O passado desrecomenda o atrito.
O PSDB descera às urnas de 2002 (Serra) e de 2006 (Alckmin) trincado. Nas duas ocasiões, foi surrado por Lula.
Imagina-se que, reincidindo no erro, a principal legenda da oposição flertará, de novo, com o insucesso.
Servindo-se de outra lição extraída do passado, o PSDB decidiu reservar na pajelança pró-Serra um papel de destaque também para Fernando Henrique Cardoso.
Elabora-se, no momento, a lista de políticos com direito a microfone. Diz-se que a prerrogativa será concedida a poucos na “festa” do dia 10.
De antemão, Serra, Aécio e FHC frequentam a relação na condição de oradores naturais e compusórios.
Para fugir ao improviso, a direção do PSDB vai contratar, até a próxima terça (23), uma empresa especializada na organização de eventos.
A conta será espetada no fundo partidário. A legenda escora a decisão numa resolução do TSE.
O tribunal autorizou os partidos a usarem o fundo fornido com verbas públicas para o custeio de despesas de pré-campanha.
Decidiu-se, de resto, transmitir o evento, ao vivo, pela internet. Por que esperar até o dia 10 se José Serra deixará o governo de São Paulo no dia 2?
O PSDB alega-se que o adiamento foi, por assim dizer, imposto pela folhinha. Entre a saída de Serra do governo e a festa haverá a Semana Santa. Daí a postergação.
Depois que levar o nome de Serra à estrada, restará à oposição encontrar um discurso para rechear a carroceria da candidatura.
Alugou-se um auditório no centro da Capital. Dispõe de cadeiras para 1.500 pessoas. Somando-se os que ficam em pé, acomoda uma platéia de 2.000.
Se vingarem os planos do tucanato, a proclamação da candidatura Serra será uma pajelança de casa cheia.
Reunirá, além da nata tucana, liderenças dos aliados já disponíveis: DEM e PPS. Deseja-se, além de ungir o candidato, passar a idéia de unidade.
O governador tucano de Minas, Aécio Neves, que programara sair em férias, adiou o descanso. E confirmou sua presença.
Aécio declara-se um “soldado” a serviço de Serra. Algo que o tucanato, grupo de amigos composto integralmente de inimigos, celebra.
Parte-se do pressuposto de que as relações Serra-Aécio, se mal administradas, podem custar a eleição. O passado desrecomenda o atrito.
O PSDB descera às urnas de 2002 (Serra) e de 2006 (Alckmin) trincado. Nas duas ocasiões, foi surrado por Lula.
Imagina-se que, reincidindo no erro, a principal legenda da oposição flertará, de novo, com o insucesso.
Servindo-se de outra lição extraída do passado, o PSDB decidiu reservar na pajelança pró-Serra um papel de destaque também para Fernando Henrique Cardoso.
Elabora-se, no momento, a lista de políticos com direito a microfone. Diz-se que a prerrogativa será concedida a poucos na “festa” do dia 10.
De antemão, Serra, Aécio e FHC frequentam a relação na condição de oradores naturais e compusórios.
Para fugir ao improviso, a direção do PSDB vai contratar, até a próxima terça (23), uma empresa especializada na organização de eventos.
A conta será espetada no fundo partidário. A legenda escora a decisão numa resolução do TSE.
O tribunal autorizou os partidos a usarem o fundo fornido com verbas públicas para o custeio de despesas de pré-campanha.
Decidiu-se, de resto, transmitir o evento, ao vivo, pela internet. Por que esperar até o dia 10 se José Serra deixará o governo de São Paulo no dia 2?
O PSDB alega-se que o adiamento foi, por assim dizer, imposto pela folhinha. Entre a saída de Serra do governo e a festa haverá a Semana Santa. Daí a postergação.
Depois que levar o nome de Serra à estrada, restará à oposição encontrar um discurso para rechear a carroceria da candidatura.
Elio Gaspari
O repórter Elio Gaspari abre sua coluna deste domingo (21) com uma peça reveladora das madracarias aéreas do governo.
O texto demonstra como o ministro Nelson Jobim (Defesa) prometeu uma coisa, entregou outra e Solange Vieira, mandachuva da Anac, fez o oposto.
Vai abaixo o artigo, encontrável na edição da Folha:
“A ministra Dilma Rousseff precisa marcar um almoço com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e com a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Solange Vieira, para estudar a anarquia das medidas compensatórias oferecidas às vítimas dos atrasos das empresas aéreas. Há método nela: protege a aerocracia.
Em dezembro de 2007, em meio ao caos instalado nos aeroportos, Jobim deu uma espetaculosa entrevista anunciando um plano de ressarcimento para as vítimas de atrasos e cancelamentos.
Em três meses, entraria em vigor uma medida provisória determinando que a empresa indenizaria o passageiro de acordo com uma tabela progressiva que chegaria ao equivalente a 50% do valor do bilhete, caso o atraso fosse superior a cinco horas.
Se o voo fosse cancelado, a empresa indenizaria a vítima no equivalente ao dobro do valor do bilhete. Na ocasião, a doutora Solange chegou a prever o surgimento de ‘um mercado secundário dos créditos de atrasos’.
Passou o tempo e nada. A medida provisória foi desidratada numa minuta de projeto de lei, cuja tramitação no Congresso poderia levar anos. A tabela progressiva emagreceu e o teto baixou para 20% do valor do bilhete. Sumiu a indenização pelo cancelamento.
No último dia 12, dois anos depois do anúncio de Jobim, Nosso Guia mandou ao Congresso outro projeto, prevendo uma indenização de 50% do valor da passagem para os casos de cancelamento inadvertido, overbooking ou atraso superior a duas horas em voos curtos e quatro horas nos longos.
(Um projeto que tramita no Congresso desde 2004 é muito mais rigoroso, talvez até exagerado, e, para o caso de overbooking, prevê uma indenização no valor da passagem).
Três dias depois, a Anac, onde a doutora Solange acha que o ressarcimento é um problema para ser levado aos Procons, e não à agência, soltou uma resolução ao gosto das empresas.
Se o atraso levar o passageiro a desistir da viagem, ele terá direito ao reembolso do que já pagou. Indenização, nem pensar. Se a vítima veio de outra cidade para embarcar numa conexão, ganha um bilhete de retorno e tchau. No caso de overbooking, a Anac diz que a vítima deve negociar com a empresa. Como? Virai-vos.
Pelo que Jobim anunciou em dezembro de 2007, um passageiro que pagou R$ 323 por um voo Rio-Salvador e esperou três horas no aeroporto seria indenizado com R$ 48,45. Pela primeira minuta do projeto de lei, levaria R$ 32,30. Pelo projeto do dia 12, que entrará em vigor sabe-se lá quando, a indenização sobe para R$ 161,50. Pela resolução da Anac, que vigorará a partir de junho, não tem direito a nada.
A comissária Dilma precisa perguntar aos doutores Jobim e Solange Vieira quem fala sério”.
O texto demonstra como o ministro Nelson Jobim (Defesa) prometeu uma coisa, entregou outra e Solange Vieira, mandachuva da Anac, fez o oposto.
Vai abaixo o artigo, encontrável na edição da Folha:
“A ministra Dilma Rousseff precisa marcar um almoço com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e com a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Solange Vieira, para estudar a anarquia das medidas compensatórias oferecidas às vítimas dos atrasos das empresas aéreas. Há método nela: protege a aerocracia.
Em dezembro de 2007, em meio ao caos instalado nos aeroportos, Jobim deu uma espetaculosa entrevista anunciando um plano de ressarcimento para as vítimas de atrasos e cancelamentos.
Em três meses, entraria em vigor uma medida provisória determinando que a empresa indenizaria o passageiro de acordo com uma tabela progressiva que chegaria ao equivalente a 50% do valor do bilhete, caso o atraso fosse superior a cinco horas.
Se o voo fosse cancelado, a empresa indenizaria a vítima no equivalente ao dobro do valor do bilhete. Na ocasião, a doutora Solange chegou a prever o surgimento de ‘um mercado secundário dos créditos de atrasos’.
Passou o tempo e nada. A medida provisória foi desidratada numa minuta de projeto de lei, cuja tramitação no Congresso poderia levar anos. A tabela progressiva emagreceu e o teto baixou para 20% do valor do bilhete. Sumiu a indenização pelo cancelamento.
No último dia 12, dois anos depois do anúncio de Jobim, Nosso Guia mandou ao Congresso outro projeto, prevendo uma indenização de 50% do valor da passagem para os casos de cancelamento inadvertido, overbooking ou atraso superior a duas horas em voos curtos e quatro horas nos longos.
(Um projeto que tramita no Congresso desde 2004 é muito mais rigoroso, talvez até exagerado, e, para o caso de overbooking, prevê uma indenização no valor da passagem).
Três dias depois, a Anac, onde a doutora Solange acha que o ressarcimento é um problema para ser levado aos Procons, e não à agência, soltou uma resolução ao gosto das empresas.
Se o atraso levar o passageiro a desistir da viagem, ele terá direito ao reembolso do que já pagou. Indenização, nem pensar. Se a vítima veio de outra cidade para embarcar numa conexão, ganha um bilhete de retorno e tchau. No caso de overbooking, a Anac diz que a vítima deve negociar com a empresa. Como? Virai-vos.
Pelo que Jobim anunciou em dezembro de 2007, um passageiro que pagou R$ 323 por um voo Rio-Salvador e esperou três horas no aeroporto seria indenizado com R$ 48,45. Pela primeira minuta do projeto de lei, levaria R$ 32,30. Pelo projeto do dia 12, que entrará em vigor sabe-se lá quando, a indenização sobe para R$ 161,50. Pela resolução da Anac, que vigorará a partir de junho, não tem direito a nada.
A comissária Dilma precisa perguntar aos doutores Jobim e Solange Vieira quem fala sério”.
Clóvis Rossi: Serra aponta seu problema na eleição
Com o brilho que lhe é próprio, o repórter Clóvis Rossi levou às páginas um artigo que resume o drama de José Serra.
Antes de chegar ao texto de Rossi, abra-se um parêntese.
No Brasil, duas evidências permitem a um presidente detectar a chegada da síndrome do fim do mandato:
1. De uma hora pra outra, o inquilino do Planalto começa a beber cafezinho frio.
2. De repente, o presidente se dá conta de que os aliados estão desembarcando.
Sob Lula, tudo acontece às avessas. O cafezinho que chega da copa queima-lhe a língua. Legendas como o PMDB o bajulam como nunca.
Se quiser desperdiçar a sua hora, basta à oposição passar a campanha martelando os defeitos da gestão Lula.
Pode levar ao caldeirão, por exemplo, a encrenca do descontrole nos gastos públicos. Ou a falta de reformas estruturais. Porém...
Porém, a platéia parece estar noutra. O velho e bom “choque de gestão” tucano não é mercadoria que faça sucesso na gôndola sucessória.
Para seduzir eleitores que dão a Lula índices de popularidade divinais, o tucanato terá de providenciar algo que se pareça com um sonho novo. Fecha parênteses.
Retorne-se a Clóvis Rossi. No seu texto, disponível na Folha, o repórter enxerga na última entrevista de José Serra o drama eleitoral de José Serra. Leia abaixo:
“Ao assumir sua candidatura à Presidência com aquele jeito José Serra de ser, o governador paulista disse o seguinte:
"O Lula fez dois mandatos, está terminando bem o governo. O que nós queremos para o Brasil? Que continue bem e até melhore".
Em três frases, Serra conseguiu, ao mesmo tempo, ser honesto na avaliação do governo do adversário, ser também óbvio e, por fim, definiu a imensa dificuldade que terá para vencer a disputa.
De fato, é muito difícil encontrar quem ache que Lula está terminando mal o governo.
Mas uma das principais características do mundo político é a oposição negar-se sempre a reconhecer os fatos quando os fatos são favoráveis ao governo. Serra não caiu nessa tentação.
O problema é o item seguinte, a torcida para que o Brasil "continue bem e até melhore". É o óbvio.
Salvo um ou outro tarado, não há nunca quem não queira que o país melhore. O problema para Serra será provar que ele é a pessoa indicada para fazer o Brasil melhorar.
Imagino que a massa de eleitores se fará a seguinte pergunta: se está bem com Lula, como admite até o candidato a candidato da oposição, para que mudar?
A resposta de Serra será (ou foi) esta: "Pesam as ideias, as propostas e o passado, o que cada um fez, como foi provado na vida pública".
Pode até ser que tais fatores pesem. Mas pouco. Vamos ser sinceros: ideias e propostas servem para debate entre especialistas.
A massa é guiada pela emoção e/ou pelo sentimento pessoal de cada qual. E o sentimento predominante, repito, é o tal ‘feel good factor’, o sentir-se bem que predomina na população/eleitorado.
Passado conta? Talvez. Mas pode contar contra também. Afinal, todas as pesquisas mostram que a maioria do eleitorado está hoje mais contente do que quando Serra fazia parte do governo”.
Antes de chegar ao texto de Rossi, abra-se um parêntese.
No Brasil, duas evidências permitem a um presidente detectar a chegada da síndrome do fim do mandato:
1. De uma hora pra outra, o inquilino do Planalto começa a beber cafezinho frio.
2. De repente, o presidente se dá conta de que os aliados estão desembarcando.
Sob Lula, tudo acontece às avessas. O cafezinho que chega da copa queima-lhe a língua. Legendas como o PMDB o bajulam como nunca.
Se quiser desperdiçar a sua hora, basta à oposição passar a campanha martelando os defeitos da gestão Lula.
Pode levar ao caldeirão, por exemplo, a encrenca do descontrole nos gastos públicos. Ou a falta de reformas estruturais. Porém...
Porém, a platéia parece estar noutra. O velho e bom “choque de gestão” tucano não é mercadoria que faça sucesso na gôndola sucessória.
Para seduzir eleitores que dão a Lula índices de popularidade divinais, o tucanato terá de providenciar algo que se pareça com um sonho novo. Fecha parênteses.
Retorne-se a Clóvis Rossi. No seu texto, disponível na Folha, o repórter enxerga na última entrevista de José Serra o drama eleitoral de José Serra. Leia abaixo:
“Ao assumir sua candidatura à Presidência com aquele jeito José Serra de ser, o governador paulista disse o seguinte:
"O Lula fez dois mandatos, está terminando bem o governo. O que nós queremos para o Brasil? Que continue bem e até melhore".
Em três frases, Serra conseguiu, ao mesmo tempo, ser honesto na avaliação do governo do adversário, ser também óbvio e, por fim, definiu a imensa dificuldade que terá para vencer a disputa.
De fato, é muito difícil encontrar quem ache que Lula está terminando mal o governo.
Mas uma das principais características do mundo político é a oposição negar-se sempre a reconhecer os fatos quando os fatos são favoráveis ao governo. Serra não caiu nessa tentação.
O problema é o item seguinte, a torcida para que o Brasil "continue bem e até melhore". É o óbvio.
Salvo um ou outro tarado, não há nunca quem não queira que o país melhore. O problema para Serra será provar que ele é a pessoa indicada para fazer o Brasil melhorar.
Imagino que a massa de eleitores se fará a seguinte pergunta: se está bem com Lula, como admite até o candidato a candidato da oposição, para que mudar?
A resposta de Serra será (ou foi) esta: "Pesam as ideias, as propostas e o passado, o que cada um fez, como foi provado na vida pública".
Pode até ser que tais fatores pesem. Mas pouco. Vamos ser sinceros: ideias e propostas servem para debate entre especialistas.
A massa é guiada pela emoção e/ou pelo sentimento pessoal de cada qual. E o sentimento predominante, repito, é o tal ‘feel good factor’, o sentir-se bem que predomina na população/eleitorado.
Passado conta? Talvez. Mas pode contar contra também. Afinal, todas as pesquisas mostram que a maioria do eleitorado está hoje mais contente do que quando Serra fazia parte do governo”.
manchetes desta segunda
manchetes desta segunda
- Globo: Governo infla números da nova versão do PAC
- Folha: Plano de Obama para saúde é aprovado
- Estadão: Brasileiro bate recorde de gastos no exterior
- JB: Justiça Eleitoral refém do crime
- Correio: Segurança pelo menos na hora da morte
- Valor: Forte procura congestiona crédito para investimento
- Jornal do Commercio: Haja emoção: Santa 4x2 Náutico
- Globo: Governo infla números da nova versão do PAC
- Folha: Plano de Obama para saúde é aprovado
- Estadão: Brasileiro bate recorde de gastos no exterior
- JB: Justiça Eleitoral refém do crime
- Correio: Segurança pelo menos na hora da morte
- Valor: Forte procura congestiona crédito para investimento
- Jornal do Commercio: Haja emoção: Santa 4x2 Náutico
sábado, 20 de março de 2010
PT ALUGA MANSÕES PARA CAMPANHA DE DILMA

Pelos movimentos recentes do staff da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, tudo indica que não vai faltar dinheiro à candidata do governo. Uma estrutura milionária está sendo preparada para abrigar os núcleos da campanha petista à Presidência. Há três semanas, o PT e emissários do partido negociam o aluguel de quatro mansões, todas localizadas no Lago Sul, bairro mais nobre de Brasília. Uma delas será a nova casa de Dilma, que terá de deixar em abril a residência oficial da Casa Civil, mas não pretende sair da luxuosa e caríssima Península dos Ministros, dona do metro quadrado mais caro da capital federal. Para atender a ministra, o partido, que ainda tem dívidas na praça das eleições anteriores, vai ter de desembolsar mais recursos. Nas outras casas, funcionarão a área de inteligência ou o que os petistas chamam de escritório da campanha, o telemarketing e o estúdio de televisão. Batido o martelo sobre os valores e imóveis que estão em avaliação, a campanha de Dilma contará com uma estrutura jamais vista numa candidatura ao Palácio do Planalto. Mais portentosa e robusta, inclusive, do que a da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas duas últimas eleições. Informações da revista IstoÉ.
PMDB ‘puro-sangue’
O PMDB do Acre tentou unir a oposição contra Tião Viana, mas não conseguiu. Lançará uma chapa puro-sangue com candidatos ao governo do estado e Senado. Candidato à reeleição, o senador Geraldo Mesquita explica:
- O PSDB tem a tese de que é melhor ter dois candidatos na oposição para provocar o segundo turno.
- O PSDB tem a tese de que é melhor ter dois candidatos na oposição para provocar o segundo turno.
Viana com caminho aberto
O caminho de Tião Viana não parece dos mais difíceis. Tem como principais adversários um vereador de Rio Branco (Rodrigo Pinto, do PMDB) e o prefeito de Acrelândia (o xará tucano, Tião Bocalon). Fora o fato de ter o apoio declarado de Marina Silva.
Jefferson quer a bomba-atômica
Roberto Jefferson voltou à cena hoje com um longo artigo na Folha de S.Paulo sobre a eleição deste ano. Essencialmente, traça uma divisão entre dois tipos de políticos: os profissionais - “cuja única finalidade é o acesso a cargos públicos para a conquista de benefícios pessoais ou grupais” - e os socialistas - empenhados “na conquista do poder total sobre a sociedade”.
Grosso modo, o presidente do PTB, diz que a eleição deste ano vão “opor a política socialista à profissional”. Como Dilma Rousseff, naturalmente, é a responsável pela primeira, o homem que está assegurando a aliança do PTB a José Serra já avisa que o tucano ficará com o grupo, repetindo suas palavras, “cuja única finalidade é o acesso a cargos públicos para a conquista de benefícios pessoais ou grupais”.
Mas o mais surpreendente do artigo, que em vários momentos impressiona pela sinceridade, é a proposta final de Jefferson: “(Os petistas) não são apenas corruptos, são ideológicos e, por isso, corrompem. E, no processo de destruição, vale tudo. Para combater a hidra, é preciso conhecê-la, armar-se e propor um projeto diferente de país. Não se enfrentam tanques com bodoques, mas com mísseis. E, se vierem mísseis em represália, joga-se a bomba atômica. Quem vai fazer isso?”.
Fica a pergunta: qual é a bomba atômica que os tucanos poderiam usar?
Grosso modo, o presidente do PTB, diz que a eleição deste ano vão “opor a política socialista à profissional”. Como Dilma Rousseff, naturalmente, é a responsável pela primeira, o homem que está assegurando a aliança do PTB a José Serra já avisa que o tucano ficará com o grupo, repetindo suas palavras, “cuja única finalidade é o acesso a cargos públicos para a conquista de benefícios pessoais ou grupais”.
Mas o mais surpreendente do artigo, que em vários momentos impressiona pela sinceridade, é a proposta final de Jefferson: “(Os petistas) não são apenas corruptos, são ideológicos e, por isso, corrompem. E, no processo de destruição, vale tudo. Para combater a hidra, é preciso conhecê-la, armar-se e propor um projeto diferente de país. Não se enfrentam tanques com bodoques, mas com mísseis. E, se vierem mísseis em represália, joga-se a bomba atômica. Quem vai fazer isso?”.
Fica a pergunta: qual é a bomba atômica que os tucanos poderiam usar?
a cama
O ministro Paulo Vanucchi lançou, no início do ano, um edital para comprar uma cama para o seu gabinete de trabalho. Com espuma de poliuretano, revestimento antiácaro, antifúngico e anti-alérgico, a cama precisa suportar o peso e a altura do “provável usuário”, o ministro, lógico: altura entre 1,70 e 1,80 metro e peso entre 80 e 100 quilos. Segundo o edital, “a aquisição se justifica em virtude da carga de trabalho” do ministro. Beleza. Daqui a pouco, inventam o programa “Uma cama por gabinete”, que acabará constando do novo plano nacional de direitos humanos…
presidenta
Soa mal aos ouvidos, mas pode ir se acostumando porque o martelo já está quase batido: na campanha, Dilma Rousseff será tratada como “Soa mal aos ouvidos, mas pode ir se acostumando porque o martelo já está quase batido: na campanha, Dilma Rousseff será tratada como “presidenta” e não como “presidente” - e, se for eleita, assim será chamada oficialmente. A cúpula de campanha de Dilma avalia que a palavra no feminino reforça a ideia de uma mulher na Presidência. O PT submeteu o “presidenta” a uma pesquisa. Segundo se constatou, as pessoas estranham no início, mas depois aprovam. Dilma Rousseff também gostou da solução.e não como “presidente” - e, se for eleita, assim será chamada oficialmente. A cúpula de campanha de Dilma avalia que a palavra no feminino reforça a ideia de uma mulher na Presidência. O PT submeteu o “presidenta” a uma pesquisa. Segundo se constatou, as pessoas estranham no início, mas depois aprovam. Dilma Rousseff também gostou da solução.
Avatar 2 na Amazônia
Pode não dar em nada, mas o governador do Amazonas, Eduardo Braga, vai aproveitar um encontro que terá na sexta-feira que vem com James Cameron, em Manaus, para tentar convencê-lo a rodar na Amazônia brasileira a continuação do filme mais rentável da história. Cameron, sabe-se lá por quê, declarou que filmaria parte de Avatar 2 na Amazônia venezuelana. Braga quer persuadi-lo das vantagens comparativas de fazê-lo no Brasil.
Sem Fogaça, PSDB endossa ‘recandidatura’ de Yeda
A direção nacional do PSDB decidiu encampar a candidatura reeleitoral da governadora tucana do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius.
Ela dividirá o palanque gaúcho com o virtual presidenciável da oposição, o também tucano José Serra.
A decisão foi tomada há dois dias, numa reunião reservada ocorrida em Porto Alegre. Participaram, além de Yeda, três dirigentes do PSDB federal.
São eles: Sérgio Guerra (PE) e Marisa Serrano (MS), respectivamente presidente e vice-presidente da legenda; e Rodrigo de Castro, secretário-geral.
“A governadora está demonstrando que tem todas as condições de disputar a eleição”, disse ao blog o senador Sérgio Guerra.
Na última pesquisa feita pelo Datafolha, em dezembro do ano passado, Yeda era a lanterninha da disputa, com 5% das intenções de voto.
Às voltas com uma gestão tisnada por escândalos, a governadora estava atrás até mesmo do deputado Beto Albuquerque (PSB) –5% no Datafolha.
Perdia de longe também para os dois líderes da sondagem: Tarso Genro (PT) e José Fogaça (PMDB), empatados em 30%.
Segundo o presidente do PSDB, o partido dispõe de pesquisas que indicariam uma melhoria da situação de Yeda.
“Ela cresceu dez pontos nos últimos 40 dias”, diz o senador. Numa pesquisa telefônica, Yeda teria obtido 15%. Em sondagem presencial, 18%.
Nos subterrâneos, o tucanato negociava uma parceria com o pemedebê José Fogaça, prefeito de Porto Alegre. Porém...
Porém, embora simpático à candidatura presidencial de José Serra, Fogaça teve de dar meia-volta.
O prefeito estabeleceu como prioridade de sua campanha o fechamento de um acordo com o PDT gaúcho.
Fechado com a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, o ministro Carlos Lupi (Trabalho), mandachuva do PDT, impôs uma condição.
Para obter o apoio do governista PDT, Fogaça teria tomar distância dos tucanos e de Serra, o presidenciável da oposição.
Embora um pedaço expressivo do PMDB gaúcho prefira Serra a Dilma, Fogaça cedeu às pressões vindas de Brasília.
Assim, não restou ao PSDB senão abraçar-se ao projeto de Yeda. Um projeto que, no dizer de Sérgio Guerra, o o tucanato jamais cogitou abandonar.
Na reunião de dois dias atrás, o tucanato acertou o apoio do PP. Em Brasília, a legenda integra o consórcio partidário que dá suporte congressual a Lula.
No Rio Grande do Sul, o PP decidiu fazer um caminho inverso ao do PDT, associando-se a Yeda. Aguarda-se agora por uma decisão do DEM.
Parceiros do PSDB na campanha nacional de Serra, os ‘demos’ torcem o nariz para Yeda no Sul.
Paulo Feijó (DEM), o vice de Yeda, frequentou o noticiário dos escândalos que assediaram a governadora na condição de denunciante, não de aliado.
Em privado, Yeda argumenta que seu nome já não consta de nenhum procedimento derivado do inquérito que apura desvios de cerca de R$ 40 milhões no Detran-RS.
Alega que, alvejada por CPIs e por um pedido de impeachment, livrou-se também das complicações legislativas. Acha que tem chances de renovar o mandato.
O grosso do tucanato é mais cético do que a governadora. Associa-se a ela, porém, por ausência de alternativa.
O PSDB confia, de resto, que, a despeito da opção feita por José Fogaça, a maioria do eleitorado simpático ao PMDB vai votar em Serra, não em Dilma.
No Rio Grande do Sul, o PMDB é um rival histórico do PT. Na sucessão de 2006, o tucano Geraldo Alckmin prevaleceu sobre Lula no Estado.
Agora, o tucanato afirma que dispõe de pesquisas que indicariam uma dianteira de mais de dez pontos percentuais de Serra sobre Dilma, no Rio Grande do Sul.
Nesse cenário, o suporte a Yeda é visto como um detalhe que não irá comprometer o desempenho de Serra nas urnas gaúchas. A ver.
Ela dividirá o palanque gaúcho com o virtual presidenciável da oposição, o também tucano José Serra.
A decisão foi tomada há dois dias, numa reunião reservada ocorrida em Porto Alegre. Participaram, além de Yeda, três dirigentes do PSDB federal.
São eles: Sérgio Guerra (PE) e Marisa Serrano (MS), respectivamente presidente e vice-presidente da legenda; e Rodrigo de Castro, secretário-geral.
“A governadora está demonstrando que tem todas as condições de disputar a eleição”, disse ao blog o senador Sérgio Guerra.
Na última pesquisa feita pelo Datafolha, em dezembro do ano passado, Yeda era a lanterninha da disputa, com 5% das intenções de voto.
Às voltas com uma gestão tisnada por escândalos, a governadora estava atrás até mesmo do deputado Beto Albuquerque (PSB) –5% no Datafolha.
Perdia de longe também para os dois líderes da sondagem: Tarso Genro (PT) e José Fogaça (PMDB), empatados em 30%.
Segundo o presidente do PSDB, o partido dispõe de pesquisas que indicariam uma melhoria da situação de Yeda.
“Ela cresceu dez pontos nos últimos 40 dias”, diz o senador. Numa pesquisa telefônica, Yeda teria obtido 15%. Em sondagem presencial, 18%.
Nos subterrâneos, o tucanato negociava uma parceria com o pemedebê José Fogaça, prefeito de Porto Alegre. Porém...
Porém, embora simpático à candidatura presidencial de José Serra, Fogaça teve de dar meia-volta.
O prefeito estabeleceu como prioridade de sua campanha o fechamento de um acordo com o PDT gaúcho.
Fechado com a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, o ministro Carlos Lupi (Trabalho), mandachuva do PDT, impôs uma condição.
Para obter o apoio do governista PDT, Fogaça teria tomar distância dos tucanos e de Serra, o presidenciável da oposição.
Embora um pedaço expressivo do PMDB gaúcho prefira Serra a Dilma, Fogaça cedeu às pressões vindas de Brasília.
Assim, não restou ao PSDB senão abraçar-se ao projeto de Yeda. Um projeto que, no dizer de Sérgio Guerra, o o tucanato jamais cogitou abandonar.
Na reunião de dois dias atrás, o tucanato acertou o apoio do PP. Em Brasília, a legenda integra o consórcio partidário que dá suporte congressual a Lula.
No Rio Grande do Sul, o PP decidiu fazer um caminho inverso ao do PDT, associando-se a Yeda. Aguarda-se agora por uma decisão do DEM.
Parceiros do PSDB na campanha nacional de Serra, os ‘demos’ torcem o nariz para Yeda no Sul.
Paulo Feijó (DEM), o vice de Yeda, frequentou o noticiário dos escândalos que assediaram a governadora na condição de denunciante, não de aliado.
Em privado, Yeda argumenta que seu nome já não consta de nenhum procedimento derivado do inquérito que apura desvios de cerca de R$ 40 milhões no Detran-RS.
Alega que, alvejada por CPIs e por um pedido de impeachment, livrou-se também das complicações legislativas. Acha que tem chances de renovar o mandato.
O grosso do tucanato é mais cético do que a governadora. Associa-se a ela, porém, por ausência de alternativa.
O PSDB confia, de resto, que, a despeito da opção feita por José Fogaça, a maioria do eleitorado simpático ao PMDB vai votar em Serra, não em Dilma.
No Rio Grande do Sul, o PMDB é um rival histórico do PT. Na sucessão de 2006, o tucano Geraldo Alckmin prevaleceu sobre Lula no Estado.
Agora, o tucanato afirma que dispõe de pesquisas que indicariam uma dianteira de mais de dez pontos percentuais de Serra sobre Dilma, no Rio Grande do Sul.
Nesse cenário, o suporte a Yeda é visto como um detalhe que não irá comprometer o desempenho de Serra nas urnas gaúchas. A ver.
MPF diz que inquérito do mensalão não inclui Vaccari
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto não é mencionado no inquérito do mensalão, informa o Ministério Público Federal.
Em sua edição da semana passada, Veja anotara que o nome de Vaccari fora citado em depoimento do corretor Lúcio Bolonha Funaro.
Segundo a revista, Funaro dissera que Vaccari agenciava negócios nos fundos de pensão de estatais, mediante pagamento de propinas de 6% a 15%.
A Procuradoria da República divulgou, em São Paulo, nota a respeito do tema. Ijforma que Bolonha (na foto) é réu numa ação penal aberta em 2008.
Bolonha e o sócio dele, José Carlos Batista, respondem por formação quadrilha e outras 33 infrações relacionadas a lavagem de dinheiro.
Donos da corretora Garanhuns, os dois alvejaram a verba de má origem que Marcos Valério repassara ao PL, do deputado cassado Valdemar Costa Neto.
No total, a Garanhuns “lavou” R$ 6,5 milhões que a SMP&B, agência de publicidade de Valério, entregara ao PL.
A autora da ação é a procuradora da República Anamara Osório Silva. O processo corre “normalmente” na 2ª Vara Federal de São Paulo.
Na nota, a Procuradoria informa: “Não há nenhuma menção ao ex-presidente da Bancoop, João Vaccari Neto, atualmente tesoureiro do PT”.
O nome de Vaccari não aparece “na documentação remetida pela Procuradoria Geral da República a São Paulo, que embasou a denúncia”.
O tesoureiro do PT tampouco é mencionado “na acusação formal remetida à Justiça pelo MPF-SP”.
O PT apressou-se em levar ao seu portal na web um texto à sua página na web. Traz, ao final, manifestação de Francisco Campos, dirigente nacional da legenda:
“Essa é mais uma prova de que Veja mentiu novamente. O objetivo da revista é provocar uma guerra eleitoral visando desgatar o PT e prejudicar a campanha da companheira Dilma à Presidência".
Em sua edição da semana passada, Veja anotara que o nome de Vaccari fora citado em depoimento do corretor Lúcio Bolonha Funaro.
Segundo a revista, Funaro dissera que Vaccari agenciava negócios nos fundos de pensão de estatais, mediante pagamento de propinas de 6% a 15%.
A Procuradoria da República divulgou, em São Paulo, nota a respeito do tema. Ijforma que Bolonha (na foto) é réu numa ação penal aberta em 2008.
Bolonha e o sócio dele, José Carlos Batista, respondem por formação quadrilha e outras 33 infrações relacionadas a lavagem de dinheiro.
Donos da corretora Garanhuns, os dois alvejaram a verba de má origem que Marcos Valério repassara ao PL, do deputado cassado Valdemar Costa Neto.
No total, a Garanhuns “lavou” R$ 6,5 milhões que a SMP&B, agência de publicidade de Valério, entregara ao PL.
A autora da ação é a procuradora da República Anamara Osório Silva. O processo corre “normalmente” na 2ª Vara Federal de São Paulo.
Na nota, a Procuradoria informa: “Não há nenhuma menção ao ex-presidente da Bancoop, João Vaccari Neto, atualmente tesoureiro do PT”.
O nome de Vaccari não aparece “na documentação remetida pela Procuradoria Geral da República a São Paulo, que embasou a denúncia”.
O tesoureiro do PT tampouco é mencionado “na acusação formal remetida à Justiça pelo MPF-SP”.
O PT apressou-se em levar ao seu portal na web um texto à sua página na web. Traz, ao final, manifestação de Francisco Campos, dirigente nacional da legenda:
“Essa é mais uma prova de que Veja mentiu novamente. O objetivo da revista é provocar uma guerra eleitoral visando desgatar o PT e prejudicar a campanha da companheira Dilma à Presidência".
manchetes deste sábado
- Globo: Pré-sal: após Serra, Dilma reconhece direitos do Rio
- Folha: Serra assume candidatura com elogio ao governo Lula
- Estadão: Serra assume candidatura ao Planalto
- Correio: Câmara tem até 28 dias para eleger governador
- Folha: Serra assume candidatura com elogio ao governo Lula
- Estadão: Serra assume candidatura ao Planalto
- Correio: Câmara tem até 28 dias para eleger governador
sexta-feira, 19 de março de 2010
prefeito de Iraí de Minas

O encontro do prefeito de Iraí de Minas e a ministra Dilma Rousseff aconteceu nesta
quarta feira (17) na cidade de Monte Alegre de Minas. A ministra da Casa Civil veio até o Triangulo Mineiro para a inauguração da duplicação da BR 153 que liga a divisa de Goiás até o Trevão. Na solenidade a Ministra disse que a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento, chamado de PAC 2, que será lançado no fim do mês pelo governo federal, dará mais atenção aos municípios de pequeno porte.Dilma Rousseff, adiantou alguns pontos que serão contemplados, entre eles investimentos na área social. Segundo a ministra, uma das prioridades é a construção de creches para atender crianças de 0 a 3 anos em todo o Brasil.
LÚCIO LAMENTA RECUSA DE PT À VERBA DA INTEGRAÇÃO
O presidente do PMDB na Bahia e pré-candidato a deputado federal, Lúcio Vieira Lima, em contato com o Bahia Notícias, lamentou a atitude do prefeito Pedro Rocha Filho (PT), de Uibaí, que dispensou R$ 10 milhões em obras de saneamento, pelo Ministério da Integração Nacional, por questões políticas. “Como é que uma obra de saneamento básico não é prioridade? É saúde, implica no melhoramento do Índice de desenvolvimento humano, na queda da mortalidade infantil”, questionou. Para o peemedebista, com esta situação “cai por terra” a notícia “que o PT fica plantando” de que o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) privilegia os aliados na distribuição de verbas. “Essa é a prova de que não há beneficiamento, e sim o PT colocando questões menores da política acima dos interesses da população”, avaliou.
Dilma Rousseff
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira (19) que é inconstitucional os novos critérios aprovados pela Câmara dos Deputados para a divisão dos royalties do petróleo. "A Constituição prevê que os Estados produtores, confrontantes ou que tenham algum equipamento relativo a algum processo de exploração e produção de petróleo sejam contemplados diferenciadamente", argumentou. A chamada emenda Ibsen foi aprovada na semana passada pela Câmara substituindo um acordo que havia sido fechado entre os Estados e o governo federal em meio aos debates sobre o marco regulatório para a exploração da camada pré-sal. Pré-candidata do PT à Presidência da República, a ministra destacou que o governo tentou manter os privilégios dos Estados e municípios produtores da commodity e também beneficiar os não produtore.
Delfim em repouso
Delfim Netto mais uma vez não pode participar da reunião de cabeças pensantes do PMDB que vão preparar o programa de governo a ser apresentado a Dilma Rousseff. Delfim segue repousando por indicação médica.
O grupo formado por Mangabeira Unger, Nelson Jobim, Henrique Meirelles, Aníbal Teixeira, Moreira Franco e Eliseu Padilha se reuniu hoje cedo em Brasília para o encontro. Além deles, o presidente da legenda, Michel Temer, e o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves, participaram do encontro.
Além de Delfim, houve outra ausência: Renan Calheiros. Ele fará parte do grupo por ser líder do partido no Senado.
O grupo formado por Mangabeira Unger, Nelson Jobim, Henrique Meirelles, Aníbal Teixeira, Moreira Franco e Eliseu Padilha se reuniu hoje cedo em Brasília para o encontro. Além deles, o presidente da legenda, Michel Temer, e o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves, participaram do encontro.
Além de Delfim, houve outra ausência: Renan Calheiros. Ele fará parte do grupo por ser líder do partido no Senado.
Ey-Ey-Eymael
Ele está de volta. José Maria Eymael, do PSDC, é pré-candidato à presidência este ano. E, caso se mantenha na disputa, tem tudo para ser uma linha auxiliar de José Serra. Ele deve conversar na semana que vem com a cúpula do PSDB para definir o rumo que dará à candidatura.
Entre os tucanos, muitos defendem que o PSDC mantenha uma chapa defendendo a ideologia TFP - Tradição, Família e Propriedade - para atacar Dilma durante a campanha.
Entre os tucanos, muitos defendem que o PSDC mantenha uma chapa defendendo a ideologia TFP - Tradição, Família e Propriedade - para atacar Dilma durante a campanha.
Emidio sai da disputa
O petista Emidio de Souza, prefeito de Osasco e pré-candidato ao governo de São Paulo, dirá hoje à noite oficialmente que saiu da disputa - até porque a definição pelo nome de Aloizio Mercadante é irrevogável para usar uma palavra cara ao senador.
Num evento em que estarão presentes de José Dirceu a Marta Suplicy, além de Mercadante, Emidio fará um discurso em que dirá que “apesar do entusiasmo com que me apliquei nesta empreitada, a conjuntura política tem sua própria dinâmica e saber respeitá-la é prova, a meu juízo, de sabedoria e maturidade”. Dirá também que apoiará Mercadante.
Num evento em que estarão presentes de José Dirceu a Marta Suplicy, além de Mercadante, Emidio fará um discurso em que dirá que “apesar do entusiasmo com que me apliquei nesta empreitada, a conjuntura política tem sua própria dinâmica e saber respeitá-la é prova, a meu juízo, de sabedoria e maturidade”. Dirá também que apoiará Mercadante.
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