segunda-feira, 19 de abril de 2010

Multas eleitorais já somam R$ 220,9 milhões no país

As multas aplicadas pela Justiça Eleitoral a partidos políticos e candidatos em todo país já somam R$ 220,9 milhões.



É mais do que os R$ 211,2 milhões que o Tesouro repassou no ano para o Fundo Partidário, que banca o funcionamento das legendas.



A dívida das autuações cresce em ritmo espantoso. Dobrou nos últimos quatro anos.



Em 2006, ano da última sucessão presidencial, os débitos somavam R$ 110 milhões.



Há pior: o grosso das autuações não foi pago. Viraram um passivo inscrito na dívida ativa da União. O recebimento depende de cobrança judicial.



O número de violações à legislação eleitoral cresce a despeito de a Justiça Eleitoral ter baixado regras mais draconianas.



Resolução editada pelo TSE em 2004 proibiu que os multados inadimplentes de participar do pleito de 2006.



O dinheiro das multas, quando recebido, é repassado ao Fundo Partidário. Em 2009, mercê da demora na cobrança, as infrações responderam por escassos 25% do fundo.

Em MG, Hélio Costa insinua que tem o apoio de Lula

Em 2 de maio, o PT-MG escolherá o seu candidato ao governo mineiro. Disputam a vaga Fernando Pimentel e Patrus Ananias.



Em declaração feita neste domingo, Hélio Costa, o candidato do PMDB, deu a entender que o petismo desperdiça o seu tempo.



Insinuou que, em Minas, Lula já se definiu pelo PMDB: "Eu não posso revelar as confidências do presidente a mim...



“...Mas posso dizer que todas as vezes que converso com ele, volto para casa muito mais feliz".



Sabia-se que o PMDB tem muitas cabeças e pouco miolo. Descobre-se agora que o PT sofre do mesmo mal, mas com uma cabeça só.



Ora, se é verdade que Lula já optou por Hélio Costa, por que diabos permite que o PT estique a corda em Minas?

manchetes desta segunda

manchetes desta segunda




- Globo: Caos na Europa: Companhias pressionam para reabrir espaço aéreo



- Folha: Governo investiga suposta fraude nas verbas do Turismo



- Estadão: PT e PSDB acirram a disputa na Justiça



- JB: Império alvinegro é campeão



- Correio: MP investigará morte do maníaco de Luziânia



- Valor: Governo quer autocontrole ou nova lei para os cartões



- Estado de Minas: BH tem 3,8 mil casas em áreas de alto risco



- Jornal do Commercio: Muda o comando da Segurança Pública

R$ 53 MI DO TURISMO A ONGS LIGADAS A POLÍTICOS

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União investigam o direcionamento de R$ 53 milhões em emendas parlamentares no Ministério do Turismo para organizar festas entre 2007 e 2009, através de ONGs ligadas a políticos. O esquema prevê o pagamento de propina a quem libera a verba e uso de notas frias. O esquema é similar ao conhecido como a máfia dos sanguessugas, desvendando em 2006, que consistia no superfaturamento de ambulâncias compradas com recursos provenientes de emendas apresentadas pelos congressistas ao Orçamento da União. Entre as 50 ONGs que mais receberam dinheiro do Turismo para organizar festas, 26 têm relação direta com políticos e partidos. Pelo menos nove deputados federais beneficiaram-se dos recursos. Há entidades contempladas e subcontratadas que são ligadas a deputados, vereadores e assessores. Na primeira gestão do presidente Lula, o Governo Federal gastou R$ 116,5 milhões para a realização de festas e eventos. Nos três últimos anos do atual mandato, esse valor chegou a R$ 601,2 milhões. De 2007 a 2009, 69% da verba foi transferida diretamente para governos estaduais e prefeituras, onde rotineiramente são encontrados problemas nas prestações de contas. Os outros 31% (R$ 187,2 milhões) foram para ONGs, que podem receber recursos sem concorrência pública. Do dinheiro destinado às festas em 2010, só 5% foi previsto pela pasta. O restante foi incluído por congressistas. O orçamento só para festas neste ano é de R$ 765 milhões, quase oito vezes superior ao de 2006.

JOÃO SANTANA CUIDARÁ DE RÁDIO E TV DE DILMA

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, escolheu o marqueteiro baiano João Santana para cuidar dos programas de TV e rádio durante as eleições. Santana ficará responsável em dar as linhas gerais que devem ser seguidas por toda a comunicação da campanha. A internet, assessoria de imprensa e pesquisas sobre o quadro geral da corrida ficaram fora de sua alçada. Essa parte fica por conta da equipe coordenada por Marcelo Branco, ex-diretor da Campus Party. "É o estilo da Dilma. Ela não gosta de concentrar poder em uma só pessoa", diz um assessor direto da ex-ministra.

BANCOS LUCRAM R$ 127, 8 BI NO GOVERNO LULA

Dados do Banco Central, referentes aos sete anos da administração do petista, mostram que as 100 maiores instituições financeiras do país acumularam, no período, R$ 127,8 bilhões em lucros, o equivalente a 2,3 vezes os R$ 55,2 bilhões gastos pelo Ministério do Desenvolvimento Social por meio do Bolsa Família, programa que ajuda a melhorar as condições de vida de 46 milhões de brasileiros. Nem mesmo o estrago provocado pela crise mundial foi suficiente para inibir o apetite dos bancos. No ano passado, também segundo o BC, as 100 maiores instituições engordaram o seus cofres com ganhos de R$ 23,2 bilhões, resultado que superou em 26% os retornos de 2008 (R$ 18,4 bilhões). Isso, apesar de o Produto Interno Bruto (PIB), o total de riquezas produzidas pelo Brasil, ter encolhido 0,2% na mesma comparação. A previsão para 2010 é de que o último ano da gestão Lula será fechado com pompa pelo sistema bancário: os lucros serão os maiores da história, o que poderá ser comprovado quando saírem os números do primeiro trimestre. Sempre que questionado sobre os ganhos espetaculares acumulados pelo sistema financeiro ao longo de seu governo, o presidente Lula, entretanto, afirma: “Quero mais é que os bancos deem lucro”.

GOVERNADOR DO DF: "NOSSO INIMIGO É A CORRUPÇÃO"

O novo governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB) tomou posse nesta segunda-feira (19) no cargo e prometeu trabalhar para evitar a intervenção federal. "Não abriremos mão de quem puder colaborar para afastar o fantasma do medo e presunção (...) A gente vai afastar de vez essa tal de intervenção", concluiu. "Os pessimistas de plantão devem pensar que as tarefas são inalcançáveis. Pois digo que não é hora de pensar em fracassos, é hora de pensar na união. Nosso inimigo é a corrupção e nosso aliado é a esperança pura", discursou Rogério Rosso, na sua posse na Câmara Legislativa. Na solenidade, Rosso agradeceu a cada um dos 24 deputados distritais que participaram da eleição indireta que o elegeu no sábado. Rogério Rosso foi eleito no sábado (17), com o apoio de 13 dos 24 deputados distritais. Ele teve o voto dos oito deputados suspeitos de terem participado do mensalão do DEM

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sete chapas disputarão eleição para governo do DF

A Câmara Legislativa dos Distrito Federal homologou nesta terça-feira sete das 10 chapas inscritas no processo de eleição indireta para o cargo de governador do Distrito Federal. De acordo com informações divulgadas pela Câmara, apenas estas sete chapas estavam em condições de participar da eleição marcada para o próximo sábado.

Segundo nota da Câmara, as chapas que apresentaram a documentação necessária têm como candidatos Aguinaldo de Jesus (PRB), Luiz Filipe Coelho (PTB), Antonio Ibañez Ruiz (PT), Rogério Rosso (PMDB), José Messias de Souza (PC do B), Nilton Reis (PV) e Wilson Lima (PR).

A diminuição do número de candidatos deve-se a falhas nos documentos dos postulantes. O problema está em torno das interpretações das regras para disputar a eleição. A Câmara permite, por exemplo, que o candidato não seja deputado, mas determina que esteja filiado a um partido político há pelo menos um ano antes da votação.

Em campanha, Dilma passa a acreditar em Deus

Em sua viagem ao Ceará, Dilma Rousseff concedeu uma entrevista à jornalista Patrícia Calderón, da TV Cidade (retransmissora da Record), que irá ao ar hoje à noite. Uma das respostas mostra alteração no discurso da ex-ministra em relação à sua fé.

Há pouco mais de dois anos, em uma sabatina da Folha de S.Paulo, Dilma adotara o seguinte discurso:

- Fiquei durante muito tempo meio descrente. Acredito que as diferentes religiosidades são fundamentais para as pessoas viverem. A gente não pode achar que existe aquele seu Deus.

E em seguida tratou de sua crença em Deus:

- Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há? Eu me equilibro nela.

Na entrevista que vai ao ar hoje à noite, Dilma segurava um pequeno crucifixo, recebido de presente na viagem, e disse ser católica:

- Eu fui criada no catolicismo, acredito numa força superior. Estudei em um colégio de freira. Sou católica.

Datafolha

O Datafolha vai às ruas amanhã e sexta-feira para fazer uma nova pesquisa nacional, que deve ser publicada sábado na Folha de S.Paulo. Há três semanas foi o Datafolha que primeiro captou uma retomada de crescimento por parte de José Serra. A dúvida agora é se, após a exposição de seu lançamento oficial, o tucano continuará crescendo. O Datafolha entrevistará 2 600 eleitores, em 145 cidades de 25 estados e do Distrito Federal.

Nanicos listados
Assim como na última sondagem, além de apresentar como opções de candidatos à presidência os quatro mais conhecidos - José Serra, Dilma Rousseff, Ciro Gomes e Marina Silva - o Datafolha também incluiu em dois cenários sete nanicos: Américo de Souza, José Maria Eymael, Levy Fidelix, Mario de Oliveira, Oscar Silva, Rui Costa Pimenta e Zé Maria.

Américo de Souza, Ciro Gomes, Datafolha, Dilma Rousseff, José Maria Eymael, José Serra, Levy Fidelix, Marina Silva, Mario de Oliveira, Oscar Silva, Rui Costa Pimenta, Zé Maria

Com Ciro
Como até agora ninguém sabe se Ciro concorrerá efetivamente, o questionário apresentará aos eleitores quatro cenários possíveis. O primeiro é com Serra, Dilma, Ciro e Marina; o segundo é o mesmo só que sem Ciro; o terceiro quadro inclui os quatro primeiros e mais os sete nanicos; e o quarto cenário apresenta Serra, Dilma Marina e os nanicos, sem Ciro.

Marina fora do segundo turno
Ao avaliar os possíveis resultados de segundo turno, no entanto, o Datafolha descartou a possibilidade de Marina Silva chegar lá. Serão testadas apenas as possibilidade de Serra disputar com Dilma ou com Ciro; e de Dilma e Ciro disputarem entre si.

Belo Monte de dificuldades

Ainda que a Justiça permitisse, o segundo consórcio para disputar Belo Monte ainda não estaria montado. E pelo andar da carruagem dificilmente estará táo cedo. O pacote de bondades do governo, via BNDES, que pode definir as coisas, ainda não saiu.

Alguém pode pensar: e se for um consórcio só para fazer número, dar a impressão de concorrência? Não é fácil conseguir alguém para cumprir esse papel. Há o temor de que o outro consórcio - que junta Andrade Gutierrez, Votorantim e Vale - não esteja muito firme para fazer uma proposta de fato no dia que o leilão sair - se sair.

Incógnita no Mané Garrincha

Foi liberada ontem a primeira parcela de recursos (80 milhões de reais) para a reforma do Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Ao todo, serão gastos quase 700 milhões de reais para torná-lo o segundo maior do país na Copa do Mundo de 2014, atrás apenas do Maracanã.

A Terra Cap – estatal do Distrito Federal – financiará o empreendimento e, por enquanto, a ordem é não contrair empréstimos com o BNDES. Após as obras, a administração do estádio será entregue para a iniciativa privada.

Mas no sábado haverá eleições no Distrito Federal. Dependendo do resultado, Sergio Graça - homem de confiança que José Roberto Arruda nomeou para coordenar as ações da Copa – será substituído. E aí tudo pode mudar…

Lula instila o medo: ‘Não temos direito de retroceder’

Lula pronunciou, na noite passada, um discurso em que misturou economia e política. Utilizou um tom que fez lembrar a pregação do medo de que foi vítima no passado. Falava para empresários, em São Paulo. Na platéia, dois aliados de José Serra: o governador Alberto Goldman (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM).



Num instante em que o presidenciável da oposição leva ao noticiário o slogan segundo o qual “o Brasil pode mais”, Lula alfinetou:



“Nós queremos é fazer com que esse país não volte atrás. Se a gente for imaginar as incontáveis vezes que esse país teve condições de dar um salto de qualidade e se transformar numa grande economia e a quantidade de vezes que nós retrocedemos, nós não temos mais o direito de fazer isso com o país, não temos o direito”.



Depois de ligar o adversário ao risco de retrocesso, Lula cuidou de afastar a nuvem de dúvidas e incertezas que a oposição acomoda sobre o penteado de Dilma Rousseff.



Sem mencionar o nome de Mario Amato, ex-presidente da Fiesp, Lula evocou uma passagem da campanha presidencial em que foi derrotado por Fernando Collor. Amato dissera na época que, se Lula prevalecesse, 800 mil empresários brasileiros fugiriam para Miami. Lula disse:



“Acabou aquela história, quando eu era candidato, que diziam: ‘O demônio, vem aí o demônio, os empresários vão fugir pra Miami. Acabou! Esse país virou tão sério que, quem entrar pra presidir esse país vai ter que ter mais juízo do que quem está saindo. Não há mais possibilidade de brincar com o Brasil. Nós cansamos de brincadeira e de irresponsabilidade”.



Lula falou na abertura do 21º Congresso Brasileiro do Aço. Depois de dizer que o país não tem o direito de retroceder, discorreu sobre ministrados por seu governo. Realçou a política social, que Serra, em sucessivas entrevistas, diz que irá manter e aperfeiçoar:



“Todos nós aprendemos que política de distribuição de renda faz bem. Eu, quando pego as estatísticas do IBGE e vejo que a camada mais pobre das classes ‘D’ e ‘E’ consumiram mais durante a crise do que as classes ‘A’ e ‘B’, eu fico imaginando o quanto faz bem R$ 10 na mão de um pobre e o quanto faz mal alguém pegar R$ 50 milhões, guardar só pra si e não distribuir um pouquinho”.



Serra atribui os avanços do Brasil a acertos praticados nos últimos 25 anos. Em seu discurso, Lula ensaiou concordância. Disse que o Brasil, “pra chegar no ponto que está hoje”, teve de aprender as lições “dos momentos difíceis”.



“Isso não é obra de um governo, não é obra de dois governos. Isso é um processo histórico. [...] Certamente, em todos os momentos da história, você teve alguma coisa que sobrou de benéfico à economia brasileira”. A concordância parou aí.



Numa referência indireta à gestão tucana de FHC, Lula declarou: “Houve um tempo em que a gente não acreditava nas possibilidades e na capacidade de um mercado interno brasileiro, um mercado de massas”. Creditou à sua administração a adoção de “outra postura”. Utilizando o mesmo período histórico evocado por Serra, Lula só enxergou estagnação atrás de si:



“Vocês, empresários, são testemunhas, e muito fortes, de que nós tivemos quase que aproximadamente 25 anos em que os investimentos em infreaestrutura no Brasil eram muito pequenos. Contam-se nos dedos as obras que foram feitas, por conta de uma situação anômala no país. [...] Todo mundo sabe o inferno que nós vivemos durante duas décadas nesse país”.



Depois, jactou-se: “Nós agora vivemos exatamente o oposto. O Brasil tem uma economia sólida, o Brasil tem mais reservas do que dívidas, o Brasil tem uma dívida pública altamente controlada e mais baixa do que em grande parte de outros países desenvolvidos do mundo. E o país tem uma auto-estima que motiva desde o mais humilde brasileiro aos maiores empresários a acreditar que é possível fazer as coisas nesse país”.



Citou a hidrelétrica de Belo Monte, que a Justiça mandou parar. “Nós ficamos 20 anos proibidos totalmente de fazer estudos para a viabilidade da construção da hidrelétrica de Belo Monte. Não era fazer a hidrelétrica, não. Era a proibição de fazer estudos”.



Antes, na primeira parte de seu discurso, Lula situara o “último ciclo de crescimento” vivenciado pelo Brasil antes de sua chegada à presidência no governo de um presidente militar, Ernesto Geisel. Disse que, sob Geisel, o Brasil “contraiu uma dívida imensa, a 3% de juros”. Depois, “para resolver um problema da economia americana, a taxa foi para 21% E a nossa dívida ficou quase que impagável, incontrolável”.



Daí decorreram, segundo Lula, os problemas que levaram o Brasil, “durante muito tempo”, a ser percebido no mundo como uma nação que “não tinha condições de cumprir parte dos compromissos que tinha assumido”.



Em outra alfinetada no antecessor, Lula disse que fugiu da “mesmice” inspirando-se em Raul Seixas: “Ao contrário daqueles que governam sabendo tudo, eu prefiro ser uma metamorfese ambulante, estar sempre mudando, aprendendo, tentando criar condições pra gente não fazer a mesmice e tentar inovar”.



Acrescentou: “Esse país, há pouco tempo atrás, tinha parado de construir navios, esse país se dizia incompetente para produzir sondas e plataformas”. Disse que “a vantagem de perder muitas eleições é que a gente vai aprendendo a cada eleição”.



Declarou que, na década de 80, quando disputou sua primeira eleição presidencial, dizia-se que o petróleo brasileiro duraria “mais 20 anos”. “Eu trabalhava tentando imaginar o que vinha depois do petróleo”.



Atribuiu às pesquisas feitas durante sua gestão a descoberta do pré-sal. “E é isso que vai permitir a esse país prever o seu futuro”. Antes de encerrar, Lula fez um pedido aos empresários.



Disse que, afastada a pecha de “diabo” que associavam a ele no passado, os investimentos precisam ser mantidos: “Acho que, num ano eleitoral, a gente não deveria permitir que o processo criasse qualquer transtorno nas políticas de investimento”.

Em crise com PT, PMDB faz exigências a Lula e Dilma

Quando tudo parecia caminhar bem, as relações do PMDB com o PT estão, de novo, estremecidas.



Parceiro majoritário da mega-fusão partidária que se formou em torno de Dilma Rousseff, o PMDB se considera desprestigiado.



Acha que o PT e sua candidata dispensam à legenda um tratamento incompatível com o peso do PMDB na aliança.



Peso medido pela presença do partido nos Estados e, sobretudo, pelo tempo de rádio e TV que agrega à campanha de Dilma.



As queixas voltaram à mesa numa reunião realizada na noite desta quarta (14). Convocou-a o presidente da Câmara e do PMDB, Michel Temer, cotado para vice de Dilma.



O mais queixoso é o senador Hélio Costa. Candidato do PMDB ao governo de Minas, ele está inconformado com o comportamento do PT.



No mês passado, em conversa com Lula, Hélio Costa, ainda titular do Ministério das Comunicações, ouvira palavras de estímulo à sua candidatura.



Hélio deixou o ministério certo de que o PT mineiro se juntaria à sua caravana, na qual o PMDB federal aposta todas as suas fichas.



Súbito, o petismo confirmou para 2 de maio uma prévia para escolher o seu próprio candidato ao governo –Fernando Pimentel ou Patrus Ananias.



A cúpula do PMDB quer que as prévias sejam canceladas. Reivindica o apoio do partido de Lula à candidatura de Hélio, mais bem posta nas pesquisas.



Ao reacender o braseiro de Minas, o PT levou o PMDB a refletir sobre as pendências não resolvidas em quase uma dezena de Estados.



O partido de Temer se deu conta do obvio: o PT cozinha as encrencas em banho-maria.



Ficara entendido que, em determinadas praças, a falta de acordo levaria ao formato de campanha em dois palanques.



O caso clássico é o da Bahia, onde o grão-pemedebê Geddel Vieira Lima vai às urnas contra o governador petista Jaques Wagner.



Dá-se de barato que Dilma terá de frequentar os palanques de Geddel e de Wagner. Coisa já acertada de gogó. Mas o PMDB reclama o detalhamento da estratégia. E nada.



Receia-se, por exemplo, que Lula, cuja popularidade entre os baianos é maior do que a média nacional, dê preferência ao amigo Wagner em detrimento de Geddel.



Nos subterrâneos, as principais lideranças do PMDB dizem que o PT se comporta como se a vitória de Dilma fosse um dado da realidade.



Afirmam que, guindo-se por essa premissa, o petismo trabalha com a hipótese de que o apoio do PMDB cairá no colo de Dilma por gravidade.



Nos próximos dias, a direção do PMDB cuidará de lembrar aos mandachuvas do PT, a Dilma e ao próprio Lula que a coisa não é bem assim.



Lembrarão que a entrada do PMDB na aliança ainda depende do referendo da convenção do partido, marcada para junho.



Recordarão que vem de Minas o maior contingente de delegados com direito a voto na convenção. E dirão que a atmosfera de animosidade não ajuda.



No mais, o PMDB vai “exigir” a presença de seus representantes no comitê de campanha que assessora Dilma, hoje restrito ao PT.



Menos otimista que a média, o PMDB enxerga a sucessão presidencial como uma guerra de resultado incerto. Avalia que a candidata, noviça em urnas, tropeça além do desejável nessa fase de pré-campanha.

manchetes desta quinta

- Globo: Senado derruba cobrança de INSS dos aposentados



- Folha: Terremoto mata 589 e fere 10 mil na China



- Estadão: Justiça suspende leilão da hidrelétrica de Belo Monte



- JB: Rio começa sua reconstrução



- Correio: Troca de nome ajudou maníaco a não ser preso



- Valor: Economia cresce e já aponta para PIB recorde em 24 anos



- Jornal do Commercio: Tiroteio e morte no Centro

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Belo Monte tem prazo de inscrição prorrogado

Em mais uma demonstração da dificuldade de fechar os consórcios para disputar a Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), o governo decidiu ontem dar mais dois dias de prazo para as inscrições e o aporte das garantias dos interessados em participar do leilão. O prazo, que vencia hoje, foi prorrogado para as 18 horas de sexta-feira. O leilão, por enquanto, está mantido para dia 20.


Na manhã de ontem, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, antecipou à Agência Estado que o prazo de apresentação das garantias havia sido prorrogado. À tarde, informou que o prazo das inscrições também havia sido ampliado. Ainda não se sabe oficialmente qual será a formação dos consórcios e quantos disputarão o leilão.

“Houve uma série de solicitações e, como isso não interfere no cronograma do leilão, a Aneel aceitou”, afirmou Hubner. Os consórcios que participarão da disputa terão de fazer o depósito em valor equivalente a 1% do preço total do empreendimento, orçado em R$ 19 bilhões.

Hubner disse que espera a participação de dois a três consórcios e, embora o preço-teto da tarifa de energia da usina ? de R$ 83 por megawatt hora ? esteja “bem restrito”, ainda há espaço para deságio. “Um empreendimento desse porte atrai dois, no máximo três consórcios. A expectativa é de que tenha dois consórcios mais fortes.”

Fundos. Para viabilizar a obra, o governo acionou os fundos de pensão de estatais ? como Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobrás) e Funcef (Caixa Econômica Federal) para compor os consórcios, juntamente com subsidiárias do grupo Eletrobrás. A medida foi tomada na semana passada, depois que as construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa anunciaram a desistência do leilão. Até agora, o único consórcio conhecido é o formado pela Andrade Gutierrez, Vale, Votorantim e Neoenergia.

O governo também tem trabalhado para garantir incentivos fiscais para Belo Monte, como um desconto de 75% no Imposto de Renda, durante dez anos, benefício que já é usado nas usinas de Santo Antonio e Jirau, no Rio Madeira (RO).

Outro mecanismo em estudo seria a Aneel aprovar um parecer técnico sobre o chamado “swap de energia” (troca entre consumidores e geradores em diferentes regiões do País). Mas esse ponto, segundo Hubner, só será tratado depois do leilão porque não haveria tempo para a diretoria deliberar sobre o assunto. “Não temos condições de fazer isso antes do leilão.”

Segundo ele, o pedido das empresas está sendo avaliado, mas essa questão “não está casada” com o cronograma do leilão e pode ser tratada separadamente. Hubner preferiu não antecipar qualquer resultado dessa discussão.

DILMA TEM PROBLEMA EM 15 ESTADOS E SERRA EM 3

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, está com problemas na montagem de palanques em 15 estados, que somam 63% do eleitorado. O número de estados é exatamente o mesmo em que seu principal rival, o tucano José Serra, já tem palanques prontos. Os percalços para Dilma tem explicação é simples: o arco de partidos que o presidente Lula transferiu para a candidatura da ex-ministra é superior a dez, muito maior do que os três que apoiam Serra - PSDB, DEM e PPS. Atualmente, PT e PMDB são partidos que possuem um histórico de problemas em vários Estados. O PSDB deverá ter candidatos próprios em 15 Estados e garantia de aliança em 24 das unidades da Federação. Só enfrenta dificuldades no Distrito Federal, Rio e Santa Catarina, que somam 13,3% do eleitorado. Dilma encontra problemas principalmente na Bahia, Maranhão e Pará, onde aliados trocam farpas em na eleição local.

PLANO DE MARINA É ELABORADO POR ANONIMOS

Para não afastar colaboradores que rejeitam qualquer tipo de vinculação partidária, a coordenação da pré-candidatura presidencial de Marina Silva (PV) criou uma espécie de "comitê neutro" para a formulação do programa de governo da senadora. Desde que a ex-ministra petista anunciou sua intenção de disputar a Presidência, acadêmicos e empresários têm imposto a seguinte condição: querem oferecer ideias, desde que, ao menos por ora, não tenham seus nomes propagandeados como colaboradores do partido e da pré-campanha. Entre os chamados "colaboradores invisíveis", segundo auxiliares de Marina, há intelectuais historicamente ligados a PT e PSDB que não estariam encontrando espaço para apresentar suas ideias nessas siglas. Para manter as portas abertas a todos os interessados, auxiliares de Marina não têm recusado nenhuma proposta, mesmo aquelas que não estarão no texto final do programa de governo, como o uso de energia nuclear como opção de matriz energética do país. Informações do Estadão.

OBAMA IGNORA PEDIDO DE LULA E INSISTE EM SANÇÕES

Mesmo com a proposta do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, de dar continuidade na negociação com o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, insistiu na defesa de sanções duras e imediatas da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o governo de Mahmoud Ahmadinejad, em função de seu programa nuclear. Lula e o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, tiveram um encontro com Obama, paralelo à Cúpula de Segurança Nuclear, que reuniu 47 líderes mundiais em Washington, e não obtiveram o resultado esperado. Os dois governantes esperavam encontrar uma proposta alternativa às sanções. Segundo Celso Amorim, ministro de Relações Exteriores, o presidente norte-americano não foi categórico. “Creio que a visão dos Estados Unidos é a de que muita coisa já foi tentada, mas Obama não disse ser contra mais negociações”, disse Amorim. Enquanto isso, Obama, após o encontro com Lula, disse que as ações devem ser rápidas e realizadas com coragem. “Acho que muitos países do Conselho de Segurança da ONU acreditam que essa é a coisa certa a fazer [ir adiante com sanções]”, disse o presidente norte-americano.

CHÁVEZ FAZ MILICIANOS JURAREM A VIDA PELO SOCIALISMO

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, comemorou nesta quarta-feira (14) o seu retorno ao poder oito anos após a tentativa de golpe para depô-lo do poder, em 11 de abril de 2002. Chavez reuniu cerca de 30 mil milicianos armados na capital Caracas, e os fez jurar que impediriam, com a vida, tentativas de tirá-lo do poder. O ato realizado na avenida Bolívar de Caracas batizou a data de 13 de abril como o "Dia da Milícia Bolivariana, do Povo Armado e da Revolução de Abril", e foi transmitido em rede nacional de televisão. O presidente venezuelano usou a espada de Simón Bolívar durante o juramento em que os milicianos se comprometeram a dar a vida, se necessário, "pela independência da nação, e da construção, junto ao povo, do socialismo bolivariano e da revolução socialista". Sem fornecer maiores detalhes, o presidente informou que há pessoas na Venezuela conspirando para assassiná-lo. "Caso isto aconteça, vocês sabem o que devem fazer. Simplesmente tomar todo o poder na Venezuela, absolutamente todo, varrer a burguesia para fora das arenas política e econômica e intensificar a revolução", disse.

Dilma janta com Ana Maria Braga e fala para Ratinho

No esforço que empreende para popularizar sua imagem, Dilma Rousseff decidiu achegar-se aos comunicadores de massa.



Depois de passar dois dias em Fortaleza, Dilma exibe-se em São Paulo. Vai jantar na casa da apresentadora Ana Maria Braga, da TV Globo.



O ápice desse estágio da agenda de Dilma será uma entrevista ao Programa do Ratinho, levado ao ar pelo SBT.



A decisão de falar a um apresentador popularesco como Ratinho foi intensamente discutida no comitê de campanha de Dilma.



Prevaleceu a tese de que convém a Dilma a exposição em entrevistas que fujam ao perfil técnico da candidata.



De São Paulo, Dilma deve voar para o Rio Grande do Sul. Prevê-se que ela ficará no Estado até sábado (17).



Na programação gaúcha, um compromisso familiar –visita à filha grávida— e dois contatos com empresários –um em Porto Alegre e outro em Caxias do Sul.



Serra diz que, se eleito, Bolsa Família vai ser mantido

José Serra concedeu nesta terça (14) uma entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco.




Numa das primeiras perguntas foi inquirido sobre suas intenções em relação a um dos pilares da plataforma da rival Dilma Rousseff:



Vai acabar com o Bolsa Família? E Serra, em timbre peremptório: “Não só vai ser mantido como nós vamos procurar maneiras de fortalecer”.



Disse que é preciso “abrir oportunidades de trabalho para os jovens das famílias que recebem Bolsa Família”.



Repisou uma estatística que repete à exaustão: “No Brasil, na média, 20% dos jovens estão desocupados, não conseguem emprego...”



“...Acho que essa é uma coisa que precisa ser enfrentada”. Pretende “dar muita força para o ensino técnico profissionalizante”.



Como que decidido a tese de que não vai interromper programas exitosos da gestão Lula, Serra recordou sua passagem pela prefeitura de São Paulo:



“Quando eu fui eleito prefeito de São Paulo, tinha aqui, criado pela prefeita do PT, a Marta Suplicy, o bilhete único...”



“...Você pegava um ônibus, descia pegava outro, descia pegava outro... Isso demorava até duas horas, pagando uma passagem só...”



“...O que eu fiz chegando na prefeitura? Eu mantive e estendi o bilhete único para o metrô. Ou seja, o bilhete único ficou mais forte...”



“...[...] Com o Bolsa Família vou fazer a mesma coisa. Nada do que a prefeitura tinha feito e eu achava que era o que era aproveitável eu acabei...”



“...Até porque não se faz isso por picuinha política, você deixar de lado uma coisa que funciona. Você procura melhorar essa coisa. Isso eu fiz a vida inteira”.



“... [...] Chega num governo, você vê como as coisas estão andando. O que está andando bem o que pode ser melhorado você melhora e bola coisas novas...”



“...Uma coisa nova que eu quero fazer é o ensino técnico profissionalizante pra muita gente”.



Lula ‘Nunca Antes’ da Silva decerto não consideraria a idéia de Serra como “coisa nova”. Ele se jacta de ser o presidente que mais abriu escolas técnicas na história.



Serra disse que pretende governar com “um olhar positivo”. Repetiu o bordão que Lula diz ser uma variação do slogam de Obama:



“Por isso é que eu disse que o Brasil pode mais. Eu acho que avançou bastante. Agora, pode avançar mais. E nos vamos trabalhar pra isso”.



Perguntou-se também a Serra se o senador Jarbas Vasconcelos, dissidente do PMDB, será mesmo candidato ao governo de Pernambuco, oferecendo-lhe o palanque.



O candidato foi lacônico. Disse ter agendado uma conversa com Jarbas para a semana que vem. Mas não soou como alguém que tenha pressa.



“A partir de agora, vamos ter seis meses pela frente. Não conversei pessoalmente com o Jarbas. Fiquei de falar com ele na semana que vem...”



“...Aí vamos ver que decisão ele toma, que encaminhamento que ele vai dar. Eu vou aceitar o que ele decidir”.



Nesse tom, arrisca-se a ficar sem palanque em Pernambuco. Jarbas já não anda lá muito animado com a empreitada. Se Serra não faz questão...



Tem vergonha de Fernando Henrique? “De forma nenhuma”, respondeu Serra. Aproveitou a pergunta para lustrar um pedaço de sua biografia.



Disse que, como ministro da Saúde de FHC, realizou “um trabalho importante”.



Discorreu sobre os programas da pasta: dos genéricos ao programa saúde da família. Disse que o ex-chefe o apoiou em tudo.



“Inclusive no enfrentamento das multinacionais, por causa das patentes de medicamentos...”



“...Nós acabamos fazendo a melhor campanha contra Aids do mundo, premiada, reconhecida internacionalmente...”



“...Sempre com a cobertura do Fernando Henrique. Como é que eu poderia rejeitá-lo? De forma nenhuma”.



Outra pergunta, feita de forma direta: Ainda há possibilidade de Aécio Neves ser seu vice? Ao responder, Serra deu a entender que a questão não está encerrada.



Afirmou que Aécio optou por disputar uma cadeira no Senado. E acrescentou: Agora, a decisão sobre o que fazer vai ser dele. E eu vou respeitar também...”



“...Quando você vai junto na mesma luta é importante que cada um defina aquilo que ele acha melhor fazer. E eu respeito...”



Serra parece ver uma porta aberta onde Aécio não vê senão fechadura. O entrevistador pediu a Serra que faça contato quando for a Pernambuco.



O candidato comprometeu-se a visitar a emissora. Solícito, declarou: “Se quiser falar mais nos próximos dias, eu estou disponível”.



Nada como uma campanha para suavizar uma personalidade arredia!

manchetes desta quarta

- Globo: Estado vai construir 10 mil casas para remover favelas



- Folha: Obama ignora Lula e pede sanções imediatas ao Irã



- Estadão: Obama ignora Lula e mantém pressão por sanções ao Irã



- JB: Das águas: Remoção divide o Judiciário



- Correio: Vigilância maior contra criminosos sexuais



- Valor: Matérias-primas e salários pressionam custo industrial



- Estado de Minas: BH sem fiscal para impor lei do silêncio



- Jornal do Commercio: R$ 43 milhões para os morros do Recife

Abril vermelho’ do MST já soma 31 invasões no país

Alheio às críticas, o MST mantém o ritmo de invasões de propriedades rurais privadas do seu “abril vermelho”.



Até a noite passada, segundo as informações levadas à página do movimento na web, as incursões já haviam chegado a 31 fazendas.



São oito em São Paulo, 16 em Pernambuco, cinco na Paraíba e duas em Alagoas. A coisa prossegue até o final do mês.



Afora as puladas de cerca, o MST intensificou a ocupação de prédios públicos.



Só em São Paulo, foram ocupadas cinco repartições públicas entre segunda (12) e terça-feira (13):



1. Prédio do Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo), na capital.

2. Prédio do Incra na cidade de Iaras.

3. Escritório do Itesp no município de Itapeva (SP).

4. Secretaria de Educação da cidade de Tremembé (SP).

5. Prédio do Incra em Bauru.



O MST desafia lei brandindo o lema que adotou para embalar a cruzada vermelha de 2010: "Lutar não é crime!"



Abespinhada com a presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), senadora Kátia Abreu (TO), esteve no Ministério da Justiça.



Entregou no protocolo proposta de criação de um Plano Nacional de Combate Às Invasões. O MST não se deu por achado.



Em texto levado à internet, o movimento serve-se de um argumento que encontra eco nos gabinetes da administração Lula.



Anota que a senadora não deseja senão “criminalizar as lutas sociais e impedir o avanço da reforma "agrária". Investe contra a presidente da CNA.



E arrasta FHC e o presidenciável tucano para a contenda: “A senadora, que quer aparecer porque sonha em ser vice do candidato a presidente José Serra...”



“...Deveria saber que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, líder dos tucanos, assinou um decreto que instituiu o 17 de abril como Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária”.



Conclui a nota à moda de Lula ‘Neste País’ da Silva: “Ou seja, é um direito lutar pela reforma agrária neste país”.