sexta-feira, 21 de maio de 2010

manchetes desta sexta

- Globo: Criada vida artificial



- Folha: Ciência cria primeira célula sintética



- Estadão: Novo sistema de escuta da PF dispensa telefônicas



- JB: Lula ataca rejeição ao diálogo



- Correio: Senador abona assessor fantasma



- Valor: Crise já dificulta captação de recursos



- Estado de Minas: Uma nova Savassi



- Jornal do Commercio: Governo acorda para o combate ao crack

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Governo agora atribui apagão de 2009 a ‘raios fracos’

Ficou pronto o relatório oficial sobre o apagão que desligou da tomada 18 Estados, em 10 de novembro de 2009.



Produzido pelo Cepel (Centro de Pesquisa da Eletrobras), o documento foi às mãos do ministro Márcio Zimmermann (Minas e Energia).



Em conversa com a repórter Karla Mendes, Zimmermann revelou o que diz o texto sobre a causa do blecaute.



Disse que foi identificada uma falha no projeto da subestação da cidade de Itaberá, no interior de São Paulo.



Segundo ele, a subestação não foi dotada de equipamentos capazes de proteger a linha de transmissão contra raios de pequena intensidade.



Ouça-se o ministro: "Quando era uma descarga, um raio forte, a subestação protegia...”



“...Quando eram raios pequenininhos, esses que a gente acha que não [interferem], iam direto e ninguém via...”



“...Viu-se que a blindagem da subestação de Itaberá, apesar de estar dentro das normas, era diferente das outras: Tijuco Preto, Ivaiporã e Foz [do Iguaçu]".



A nova versão injeta na crônica do apagão uma novidade. Edison Lobão, o antecessor de Zimmermann, também atribuíra a encrenca a raios e ventanias. Porém...



Porém, Lobão dissera que os raios que derrubaram a subestação de Itaberá eram fortes. Foi ecoado na época por Dilma Rousseff, ainda na chefia da Casa Civil.



Essa primeira versão contrastava com relatórios divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).



Nas pegadas do apagão, o Inpe informara: os raios de Itaberá, além de fracos, caíram longe da linha de transmissão e da subestação.



Para Zimmermann, ao atribuir o blecaute a raios mixurucas, o novo relatório acomoda um ponto final na controvérsia.



O ministro advoga a tese de que Furnas, responsável pela conservação do sistema que distribui a energia gerada em Itaipu, não deve ser punida pelo apagão.



Por quê? "Não é questão de erro. A manutenção da instalação estava em dia. O que havia era a necessidade de alteração das condições do projeto”.



É no mínimo curioso que uma subestação possa estar protegida contra raios fortes e, ao mesmo tempo, vulnerável a descargas elétricas de baixa intensidade.



Mais curioso ainda é que ninguém seja responsabilizado pela suposta “falha de projeto”.



Segundo Zimmermann, o documento do Cepel será submetido, em junho, à análise e aprovação do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico).



De antemão, o ministro avisa que vai defender que Furnas seja isentada de culpa. A prevalecer esse entendimento, o único culpado será São Pedro.

manchetes desta quinta

- Globo: Senado aprova Ficha Limpa com brechas que aliviam punições



- Folha: Congresso veta 'ficha suja' em eleição



- Estadão: Senado aprova Ficha Limpa, mas lei não deverá valer já



- JB: Brasil faz pressão contra as sanções



- Correio: Jogo de cena para eleitor e aposentado



- Valor: Festival de emendas dobra renúncia fiscal da MP 472



- Jornal do Commercio: Senado aprova 7,7% para aposentados

78% NÃO CONVERSAM SOBRE ELEIÇÕES

Os pré-candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estão percorrendo o País em busca da atenção de uma minoria de interessados nas eleições de outubro. A última pesquisa Vox Populi mostrou que, de janeiro para cá, continua estagnada em cerca de 20% a fatia da população que acompanha os desdobramentos da chamada “pré-campanha”. Nada menos que 78% dos entrevistados responderam que, na semana anterior à pesquisa, não conversaram sobre “política, governo, partidos ou eleições”. Os 22% que tocaram nesses assuntos o fizeram, na maior parte dos casos, com amigos e parentes.

CAMPANHA DE DILMA CENSURA VÍDEO

A marcha nacional dos prefeitos desistiu de exibir nesta quarta-feira (19), na sabatina dos pré-candidatos à Presidência, a animação em que um prefeito percorre ministérios com um pires na mão, atrás de recursos federais, devido à pressão da campanha de Dilma Rousseff (PT). O vídeo, produzido pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), trata das dificuldades na liberação do dinheiro federal para obras nas cidades. No final, o prefeito da animação acabava preso por ter direcionado outros recursos do município para cobrir o buraco deixado pelo Executivo federal. A insatisfação com o vídeo foi manifestada à CNM por Clara Ant, ex-assessora especial do presidente Lula e hoje na pré-campanha de Dilma. A assessoria da pré-campanha petista afirmou que a animação é "ofensiva" ao governo e não "condiz com a realidade". José Serra (PSDB) desaprovou a atitude do PT: "Cadê o vídeo? Ele mostra o calvário de um prefeito, presumo, para liberar recurso. Foi tirado provavelmente a pedidos", alfinetou Serra. "Com vídeo ou sem vídeo, o fato é que os prefeitos saem com o pires nas mãos", acrescentou. Informações da Folha.

SENADO APROVA USO DE RASTREADOR EM PRESOS


O Senado aprovou nesta quarta-feira (19) o uso de rastreador eletrônico em presos considerados de baixa periculosidade. A ideia é utilizar o equipamento em condenados que estão em progressão de pena e durante as saídas temporárias de Natal, Dia das Mães e outros feriados. Levantamento mostra que 1.985 dos 23 mil detentos beneficiados no fim do ano passado não voltaram para a cela em janeiro. Com o monitoramento, esse número poderia ser zerado. Segundo o autor do projeto, senador Magno Malta (PR-ES), o rastreador eletrônico poderá ser usado também em presos que tenham cometido crimes ocasionais, sem intenção, como homicídio culposo. De acordo com ele, além de ser melhor para a ressocialização desse tipo de preso, o uso dessa tecnologia é mais barato que manter o condenado no presídio. 'Um rastreador custa R$ 400 por pessoa. Um preso custa ao Estado R$ 1.500. Essa não é uma tecnologia cara. Vale mais a pena manter a pessoa com o rastreador que presa', explicou Malta. Informações do Estadão.

SERRA DISCUTE COM JORNALISTAS POR BOLSA FAMÍLIA

Ao ser questionado se acabaria com o programa Bolsa Família, caso eleito, o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ficou irritado e discutiu com jornalistas ontem durante a 13ª Marcha dos Municípios. Serra reagiu de forma ríspida à pergunta de repórter da Rádio Nacional, emissora estatal. "Por que a pergunta? Porque disseram para você que eu vou acabar? Então eu gostaria de saber a fonte. Isso é uma mentira total", afirmou. Em outro momento de irritação, Serra não quis detalhar sua posição referente à divisão dos royalties do pré-sal. "Não vou ficar repetindo." Assessores de Serra procuraram repórteres para pedir desculpas pelo tom do tucano, que chegou ao evento com 40 minutos de atraso. Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) mantiveram o bom humor nas entrevistas. A petista prometeu dançar o "Rebolation" se for eleita.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

GEDDEL “ESTÁ SERENO” COM RESULTADO DE PESQUISA




Geddel Vieira Lima aposta em indecisos e programa de governo

O pré-candidato ao governo da Bahia, Geddel Vieira Lima (PMDB), se disse “muito sereno” com o resultado da última pesquisa Vox Populi, que o colocou em terceiro lugar com 9% das intenções de voto (ver nota). De acordo com o deputado federal, neste momento, o estudo reflete mais o grau de conhecimento da população sobre os postulantes do que a tendência do eleitorado. “Paulo Souto foi governador, senador e acabou de perder a eleição para o governo. Wagner perdeu eleição para prefeito de Camaçari e para governador e atualmente gere o Estado, além de gastar R$ 500 mil por dia em propaganda. É natural que a lembrança agora seja para eles”, afirmou ao Bahia Notícias. Segundo o peemedebista, o pleito ainda está completamente aberto, pois 64% dos entrevistados demonstraram que ainda não definiram o voto, embora tenha declarado que esta não é a sua aposta. “Eu aposto é no nosso programa de governo. As chapas sequer estão completas. Quem tem que ficar preocupado com o resultado é Wagner, que perdeu três pontos e enfrenta uma clara insatisfação na segurança pública, saúde e infraestrutura”, disparou. Os demais pré-candidatos foram contatados, mas ainda não se manifestaram a respeito do estudo.

QUÉRCIA: DUPLA DILMA-TEMER NÃO É DIFINITIVA

Orestes Quércia ainda aguarda por apoio do PMDB nacional a Serra

O PMDB em São Paulo, controlado pelo ex-governador Orestes Quércia, afirma que não é definitiva a indicação do presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), como vice da pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff. Segundo o diretório do partido, a definição só poderá ser feita na convenção marcada para o dia 12 de junho. O grupo de Quércia espera conseguir o apoio ao tucano José Serra em 10 diretórios estaduais. As convenções estaduais começam no dia 15. Candidato ao Senado, Quércia já definiu aliança com o PSDB. Ele fará parte da chapa do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa ao governo paulista.

MARINA FAZ LOBBY POR GANSO E DIZ SER JAGUATIRICA

A pré-candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva, demonstrou estar preparada para quebrar o gelo e cultivar uma imagem de bem-humorada, sempre que preciso. Os gracejos começaram quando o cartunista Maurício Ricardo escreveu no Twitter, nesta terça-feira (18), que a senadora ia "ficar gata" por ter como vice o sócio de uma empresa de cosméticos. "Gata é pouco, vou ficar uma jaguatirica!", respondeu ela. A frase, publicada de manhã, ganhou o noticiário online e virou assunto da sabatina na RBS. Um jornalista perguntou se ela preservava "um quê de selvagem" da vida na floresta. "Olha, como não tenho preconceito contra os selvagens, eu diria que sim", disse Marina. "Se você olhar uma jaguatirica, ela é tão doce, é tão leve..." O jornalista lembrou que o felino arranhava. Ela rebateu: "Arranha quando ela é injustamente provocada. Uma jaguatirica no seu habitat, respeitada, tem as unhinhas bem guardadinhas", e acrescentou que o animal tem patas "bem macias". Ainda que ponderando que "não vou fingir que entendo de futebol", ela fez críticas à não convocação do meia santista Paulo Henrique Ganso: "Como sou ambientalista, também vou advogar em favor do Ganso".

DILMA VAI ACALMAR INVESTIDORES NOS EUA

A pré-candidata a Presidência pelo PT, Dilma Rousseff (PT), cumpre uma agenda de três dias em Nova Iorque, nos Estados Unidos. A presidenciável tentará passar tranquilidade ao mercado de investidores internacionais e desfazer a imagem de radical de esquerda do passado. Ela defenderá a política econômica do governo Lula, como as metas de inflação, política fiscal e câmbio flutuante, a empresários estrangeiros em um seminário organizado pela Bovespa, na sexta-feira (21). Dilma dirá que a estabilidade monetária e o crescimento econômico estão ligados ao sucesso de programas sociais, que garantiram a mobilidade social e ascensão de pobres a classe média. O primeiro evento de Dilma, amanhã, será o jantar de gala de entrega da premiação “Personalidade de 2010”, oferecido pela Câmara Brasileira-Americana de Comércio ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e a Jeffrey Robert Immelt, Chairman e CEO da General Electric. Informações da Folha.

Jucá muda texto e reajuste de aposentado pode cair

Nomeado relator do projeto que concede reajuste de 7,72% aos aposentados, Romero Jucá concluiu na noite passada o esboço de seu relatório.



Líder de Lula no Senado, Jucá manteve o aumento. Mas modificou o texto aprovado pelos deputados em 4 de maio.



Espera-se que a votação ocorra nesta quarta (19). Se as mudanças sugeridas por Jucá prevalecerem no plenário do Senado, o projeto terá de voltar à Câmara.



Como se trata de uma medida provisória, a proposta tem prazo de validade. Expira em 1º de junho.



Significa dizer que, para que o reajuste não decaia, os deputados teriam de realizar nova votação ainda na semana que vem.



Jucá alterou uma tabela que viera da Câmara com erros de cálculo. Modificou também o trecho que mandava à sepultura o fator previdenciário.



A correção da tabela é um imperativo. Se mantida, levaria parte dos aposentados a receber aumentos inferiores a 7,72%.



Quanto ao fator previdenciário, Jucá age a pedido do governo, contrário à extinção do mecanismo. Foi criado sob FHC, para coibir as aposentadorias precoces.



Na sessão vespertina desta terça (18), Jucá foi ao microfone para avisar aos colegas que injetaria alterações no projeto.



Houve protestos instantâneos. Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que a alteração da tabela é um ajuste de redação, não de mérito. Por isso, não precisaria retornar à Câmara.



Paulo Paim (PT-RS) chamou de “manobras” os ajustes de Jucá. Disse que, na prática, condenam o reajuste à extinção. Acha que a Câmara não vota antes de 1º de junho.



Ouvido pelo blog, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse não ter dúvidas de que a tabela que calcula os reajustes mês a mês precisa ser alterada.



Reconhece que saiu da Câmara com erros. Qualifica a mexida de “alteração de mérito”, não de redação. Os deputados terão de referendar.



Líder de Lula na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), diz que, se a medida provisória cair antes de ser votada novamente na Câmara, Lula editará outra.



Nesse caso, o presidente pode restabelecer o reajuste que propusera inicialmente: 6,14%. Admite-se, no máximo, a concessão de 7%, não de 7,72%.

Apesar de Aécio, Dilma ‘empata’ com Serra em Minas

Num intervalo de cinco meses, a diferença entre José Serra e Dilma Rousseff caiu, em Minas Gerais, de 15 pontos para quatro pontos percentuais.



Pesquisa Vox Populi informa que, em janeiro, Serra prevalecia sobre Dilma no Estado por 43% a 28%. Hoje, o quadro é de empate técnico: 39% a 35%.



O índice de Serra escorrega para 38% quando incluídos na cédula os candidatos nanicos.



Divulgados na noite desta terça (18) pela TV Bandeirantes, os dados eletrificaram o alto comando da campanha de Serra.



Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas é um Estado que o tucanato guindou à condição de estratégico.



Pelos planos da oposição, Serra terá de retirar das urnas de São Paulo e de Minas os votos que atenuarão a vantagem que Dilma terá sobre ele no Nordeste.



Mantida a tendência captada na nova pesquisa, a tática do comitê de Serra começa a fazer água.



Marina Silva (PV) aparece na mesma pesquisa com 10% das intenções de voto. Em janeiro, tinha 7%.



Os votos brancos e nulos foram contados em 7%. Os pesquisados que não souberam ou não quiseram responder somaram 9%.



Nos últimos dias, PSDB e DEM voltaram a acalentar o sonho de atrair o ex-governador mineiro Aécio Neves para a chapa de Serra.



Aécio está no exterior. Volta no fim da semana. Antes de embarcar, jurara que disputaria o Senado.



Nos últimos dias, lideranças tucanas e ‘demos’ passaram a inflar um balão. Dizem que, pelo telefone, Aécio teria emitido sinais de que aceitaria a vice.



A popularidade do ex-governador tucano oscilou para baixo. Mas Aécio continua ostentado índice alto. Em janeiro, 76%. Hoje, 72%.



A avaliação de Lula oscilou para o alto. Era de 73% há cinco meses. Agora é de 77%. E quanto à capacidade de transferência de voto da dupla.



A despeito da boa avaliação de Aécio, o candidato dele ao governo do Estado, o tucano Antonio Anastasia, perde em todos os cenários.



Contra Hélio Costa (PMDB), Anastasia é, por ora, nocauteado: 45% a 17%. Contra Fernando Pimentel (PT), a surra é menor: 35% a 21%.



Esses números consolidam Hélio Costa, ex-ministro das Comunicações de Lula como principal opção de Lula em Minas.



PMDB e PT já decidiram que terão um palanque único no Estado. Pimentel tenta se manter em pé. Mas Lula e o petismo federal o empurram para a disputa ao Senado.



A Bandeirantes divulgou também dados relativos a outros três Estados e ao Distrito Federal. Vão abaixo:



1. Paraná: Serra está 12 pontos percentuais à frente de Dilma: 46% a 34%. Marina amealha 8%.



Na briga pelo governo estadual, Beto Richa (PSDB) lidera com 40%. Vêm a seguir Osmar Dias (PDT), com 33%; e Orlando Pessutti (PMDB), com 10%.



Às turras com o PT, Osmar, opção paranaense de palanque para Dilma, ameaça trocar a candidatura ao governo pela reeleição ao Senado. Pior: cogita apoiar Richa.



2. Rio Grande do Norte: Dilma abre 11 pontos sobre Serra: 45% a 34%. Marina aparece com 7%.



Na briga pelo governo, desponta como favorita a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), com 50%.



Atrás dela, o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), 16% e o atual governador, Iberê Ferreira (PSB), com 15%.



3. Paraíba: Aqui, Dilma prevalece sobre Serra com dianteira de 26 pontos: 55% a 29%. Marina obtém irrisórios 3%.



Lidera a corrida pelo governo do Estado Zé Maranhão (PMDB), com 43%. Em segundo, Ricardo Coutinho (PSB), 35%. A seguir, Cícero Lucena (PSDB), 7%.



4. Distrito Federal: Dilma obtém vantagem de oito pontos sobre Serra: 42% a 34%. Marina aparece com 13%.



Quanto à briga pelo governo, o eleitor da Capital dá sinais de que não retirou do panetonegate as lições que o escândalo ministrou.



Mentor de Durval Barbosa, o delator de José Roberto Arruda, salta na frente o ex-governador Joaquim Roriz (PSC): 42%. Agnelo Queiroz (PT) belisca 32%.

ONU reúne conselho para discutir as ‘sanções’ ao Irã

Um dia depois do anúncio do acordo nuclear celebrado em Teerã por Irã, Brasil e Turquia, a ONU convocou reunião de emergência do seu Conselho de Segurança.



Vão à mesa o acordo e também uma resolução que impõe novas sanções ao Irã. Mais cedo, em depoimento ao Senado, Hillary Clinton pintara-se para o confronto.



A secretária de Estado norte-americana informara a um comitê do Senado dos EUA que já se havia firmado um entendimento quanto às sanções.



“Este anúncio é a resposta mais convincente aos esforços ocorridos em Teerã nos últimos dias que poderíamos dar, disse Hillary aos senadores.



“Existem questões que não foram respondidas sobre o anúncio feito em Teerã”.



Reconheceu “os esforços sinceros da Turquia e do Brasil para encontrar uma solução para a disputa iraniana com a comunidade internacional”.



Mais reiterou: “Estamos preparados para apelar à comunidade internacional por uma resolução com sanções mais fortes” ao Irã.



Já circula entre os membros do Conselho de Segurança um esboço da resolução mencionada por Hillary.



O documento tem dez folhas. Prevê punições a empresas iranianas, incluindo bancos.



Institui um regime internacional de inspeções em navios suspeitos de transportar cargas relacionadas aos programas nuclear e de mísseis do Irã.



Diz-se que o texto, redigido pelos EUA, já teria o apoio de Grã-Bretanha, França, Alemanha, China e Rússia.



Brasil e Turquia também integram o conselho. Mas são membros não-permanentes. Têm direito a voto, não a veto.



Ouvido, o chanceler brasileiro Celso Amorim disse que o Brasil e Turquia reagirão. De saída, Amorim e seu colega turco enviarão uma carta manuscrita à ONU.



O texto vai esmiuçar os termos do acordo firmado em Teerã. Dirá, em essência, que ele atende às exigências dos EUA e dos demais membros do conselho.

TSE condena Lula a pagar a 3ª multa: mais R$ 5 mil

Já virou rotina. O TSE impôs a Lula, na noite desta terça (18), a terceira multa por propaganda ilegal: R$ 5 mil.



Somando-se às duas multas anteriores, a publicidade ilegal de Dilma já custou R$ 20 mil ao levantador de candidatura.



Injetando-se na conta as multas do PT (R$ 20 mil) e da própria Dilma (R$ 5 mil), chega-se a um espeto de R$ 45 mil.



Dinheiro de troco. Sobretudo se for considerada a relação custo-benefício.



Tomada pelo resultado das últimas pesquisas, Dilma converteu-se num empreendimento eleitoral competitivo.



Deve-se a nova condenação de Lula a uma reclamação do PSDB, DEM e PPS.



Acusaram o ‘Cabo Eleitoral da Silva’ de trombetear a ‘Lulodependente Rousseff’ em viagem oficial ao interior de Minas.

manchetes desta quarta

- Globo: ONU ignora acordo e já debate sanções ao Irã



- Folha: Com nova Telebrás, teles temem perder R$ 20 bi



- Estadão: BC projeta crescimento de 9,85% no trimestre



- JB: Brasil se impõe à ONU



- Correio: Brasil desafia os EUA para defender o Irã



- Valor: Lucro das empresas cresce 57% no primeiro trimestre



- Estado de Minas: Juiz alega excesso de trabalho e solta presos em Minas



- Jornal do Commercio: Feirão oferece 26.353 imóveis

terça-feira, 18 de maio de 2010

Datafolha a caminho

Depois do Vox Populi e do Sensus, agora é a vez do Datafolha ir às ruas para uma nova pesquisa eleitoral. Entre quinta e sexta-feira, vai entrevistar 2 650 eleitores em 163 cidades país afora. O resultado será publicado no fim de semana na Folha de S. Paulo.

É enorme a expectativa entre os políticos da oposição com essa sondagem, já que tanto a pesquisa do Vox quanto a o Sensus foram feitas em meio à ofensiva de publicidade de Dilma Rousseff. Ontem, tiveram início as inserções de José Serra na televisão.

Passione” com 57% de share

Passione estreou ontem com 57% de share e 37 pontos de audiência média segundo números consolidados do Ibope para a Grande São Paulo. A marca foi inferior ao primeiro capítulo de Viver a Vida, que alcançou 43 pontos em setembro.

PSDB protocola nova ação contra Lula, Dilma e o PT

Pede-se multa de R$ 250 mil e perda do tempo de rádio e TV



Divulgação
Aportou no balcão de protocolo do TSE mais uma reclamação do PSDB contra Lula, Dilma Rousseff e o PT.



O partido de José Serra acusa os rivais de cometer crime eleitoral. De novo, propaganda fora de época.



A ação se refere ao programa de dez minutos que o PT levou ao ar, em rede nacional de rádio e TV, na noite da última quinta (13).



Estrelada por Dilma e Lula, a peça estava impregnada de 2010. O PT usou um espaço institucional para fazer campanha explícita.



O PSDB recorda que, na mesma noite, o TSE julgara outra reclamação da oposição.



Referia-se a outro programa do PT, veiculado em dezembro de 2009.



Nesse julgamento, Dilma foi multada em R$ 5 mil e o PT em R$ 20 mil. Cassou-se o tempo do programa seguinte da legenda.



Não fosse pela demora do TSE, o programa da semana passada nem deveria ter ido ao ar.



Como a exibição ocorreu minutos antes do início da sessão do tribunal, teve-se de adiar a punição, quanto à perda de tempo na TV, para o primeiro semestre de 2011.



Na nova ação, o tucanato alega que os acusados, por reincidentes, merecem uma reprimenda mais salgada.



Pede que a multa seja fixada em R$ 250 mil. Reivindica, de resto, que o PT seja proibido de exibir também o programa televisivo do segundo semestre de 2011.



A queixa foi à mesa do ministro Aldir Passarinho (foto), corregedor-geral da Justiça Eleitoral. O mesmo magistrado que relatara o processo da semana passada.



Ainda que a queixa resulte em nova condenação, seus efeitos práticos serão nulos. O objetivo eleitoral pretendido pelo PT já foi alcançado.



Queria trombetear Dilma, tornando-a mais conhecida e associando-a a Lula, o cabo eleitoral hiper-popular.



Tomada pelas duas últimas pesquisas levadas à gôndola da sucessão –Vox Populi e Sensus— a candidata de Lula já teria ultrapassado Serra.



Dilma aparece, nas duas sondagens, tecnicamente empatada com o rival tucano. Mas, pela primeira vez, está numericamente à frente dele.



Se a candidata de Lula perder a eleição, não terá sido por falta de propaganda.



Se vencer, as multas e a perda de dois programas do PT previstos para 2011 terão sido penas módicas.



Restará evidenciado que, no ramo eleitoral, o crime compensa.

Presidenciáveis se submetem a sabatina de prefeitos

Começa nesta terça (18), em Brasília, a 8ª Marcha em Defesa dos Municípios. Estima-se que reunirá cerca de 4 mil prefeitos.



A grande atração da marcha deste ano será uma sabatina com os três principais candidatos à Presidência.



Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) concordaram em responder a perguntas da platéia.



As regras foram definidas na noite desta segunda (17), numa reunião da qual participaram representantes dos presidenciáveis.



Ficou decidido que cada candidato vai dispor de uma hora para expor suas ideias e responder às perguntas.



A ordem foi definida em sorteio. Primeiro, fala José Serra. Depois dele, Marina Silva. Por último, Dilma Rousseff.



Ficou entendido, de resto, que cada um responderá a nove perguntas. Versarão sobre temas pré-estabelecidos: pacto federativo, educação e saúde.



Uma vez definidas, as perguntas serão repetidas aos três oradores. O formato, algo enfadonho, beneficia quem fala por último.

Franklin desdiz a versão de Marta e endossa Gabeira

Membro da comitiva de Lula, o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) foi abordado por repórteres ao pousar em Madri, procedente de Teerã.



Instaram-no a comentar declarações feitas no domingo por Marta Suplicy.



A pretexto de defender o passado militante de Dilma Rousseff, Marta comparou a biografia dela à de Fernando Gabeira (PV-RJ).



Evocou uma passagem da crônica da ditadura: o rapto do embaixador norte-americano Charles Elbrick, ocorrido em 1969,



Disse: “O Gabeira, sim, sequestrou”. Mais: “Foi escalado para matar o embaixador”.



Gabeira desdisse Marta: “Não havia escala para matar”. Franklin Martins, que também tomou parte do sequestro, ecoou o ex-companheiro de armas:



"A participação do Gabeira era ser basicamente responsável pela casa [onde foi mantido o refém]. Não teve ninguém escalado para matar".



Gabeira continua aguardando pelo pedido de desculpas de Marta. Disse que vai aceitar.

Tasso: ‘70%’ dos votos de Ciro vão migrar para Serra

Cicerone da visita de José Serra ao Ceará, Tasso Jereissati fez uma constatação e uma previsão. Ambas relacionadas a Ciro Gomes.



Disse que o modo como Ciro foi excluído da disputa presidencial deixou “mágoas” no partido dele, o PSB.



Em vaticínio pendente de aferição científica, disse que pelo menos 70% dos votos que Ciro teria no Ceará vão migrar para Serra.



Amigo do ex-tucano Ciro, Tasso tenta pôr de pé uma aliança política informal com o governador cearense Cid Gomes (PSB), irmão do ex-presidenciável.



Candidato à reeleição, Cid cogita acomodar em sua chapa apenas um candidato ao Senado, o atual deputado Eunício Oliveira (PMDB).



Com isso, facilitaria a vida de Tasso, que tenta retornar ao Senado. O PT quer melar o acerto. Reivindica a segunda vaga de senador para ex-ministro José Pimentel.



Seja qual for o desfecho da negociação com o PSB de Ciro e Cid, Tasso se diz “pronto” para conduzir a campanha de Serra no Estado.



O Tasso que desfilou ao lado de Serra nesta segunda (17) era bem diferente do Tasso da sucessão presidencial de 2002.



Naquele ano, o senador tucano deu de ombros para a candidatura presidencial de Serra. Apoiou Ciro, à época um presidenciável do PPS.



No primeiro turno de 2002, Ciro arrastou os votos de 44,4% dos eleitores do Ceará. Prevaleceu sobre Lula (39,3%) e Serra (risíveis 8,5%).



No segundo round, com Ciro excluído da disputa, Lula beliscou 71,7% dos votos válidos no Ceará. Serra amealhou apenas 28%.



O prestígio de Lula entre os cearenses é, hoje, ainda maior. A popularidade do presidente no Estado roça os 80%.



Deve-se o otimismo de Tasso quanto à migração do eleitorado de Ciro ao fato de que o candidato do PT não é Lula, mas Dilma Rousseff.



E quanto ao crescimento de Dilma nas pesquisas Vox Populi e Sensus? Tasso atribui a subida à superexposição da candidata na TV.



Insinua que, a exemplo do que fez o PT, também o PSDB usará o seu programa televisivo para vitaminar a candidatura de Serra:



“Espero que o Tribunal Superior Eleitoral seja tão benevolente conosco como foi com eles”, ironizou.



Serra também foi instado pelos repórteres a comentar as últimas sondagens. Recusou-se a fazê-lo: “Todos sabem que não comento pesquisas”.



Negou-se a comentar também a notícia de que, sob mediação de Lula, o Irã assinara um acordo de troca de urânio por combustível nuclear.



Tido por circunspecto, o Serra que percorreu a região do Cariri cearense nesta segunda-feira portou-se como candidato clássico.



Beijou criancinhas, abraçou idosos, distribuiu sorrisos, foi carregado... Em Juazeiro do Norte, rendeu reverências à estátua de Padre Cícero.



Rendendo-se à crendice, amarrou fitas do santo milagreiro nos pulsos, rabiscou o nome ao pé da estátua, deu três voltas no monumento e fez um pedido.



Serra encomendou o Planalto, diria mais tarde. Em entrevistas, prometeu concluir obras iniciadas sob Lula e repisou a tecla de que vai aperfeiçoar o Bolsa Família.



Na cidade de Barbalha, visitou um hospital para o qual enviara verbas federais à época em que foi ministro da Saúde de FHC.



À noite, Serra fechou a agenda no município de Crato. Foi recepcionado num clube local. Saudou-o um repentista. O candidato animou-se a entoar Luiz Gonzaga.



De madrugada, Tasso pendurou no seu micro-blog uma nota que dá idéia de sua conversão a Serra e da disposição de tocar-lhe a campanha.



O grão-duque do tucanato cearense perguntou se algum de seus seguidores no twitter gravara a cantoria de Serra.



Avaliou o desempenho do candidato-cantor: “Achei muito bom! Além de competente ele é muito bom cantor”.


Em mensagem dirigida a Serra, também pendurado no twitter de madrugada, um internauta ironizou: “Achar José Serra um bom cantor já é demais, senador Tasso”.



Serra viu-se compelido a concordar: “É, menos, Tasso”.



Na hipótese de perder a eleição, Serra pode talvez se anime a tentar a sorte como cantor de churrascaria.

manchetes desta terça

- Globo: EUA insistem em sanções ao Irã apesar do acordo



- Folha: Acordo nuclear com Irã não convence potências



- Estadão: Brasil festeja acordo com Irã, mas para os EUA não muda nada



- JB: Lula vence, Brasil brilha



- Correio: Brasil bate recorde de emprego e de impostos



- Valor: Por R$ 3,1 bi, China entra no setor elétrico no país



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segunda-feira, 17 de maio de 2010

PP mostra força em encontro para lançar Cassol e Tiziu pré-candidatos ao Senado



O Partido Progressista (PP) mostrou força neste sábado ao realizar encontro estadual em Porto Velho para o lançamento oficial da pré-candidatura do ex-governador Ivo Cassol (Rolim de Moura) e do deputado estadual Tiziu Jidalias (Ariquemes) ao Senado. Várias lideranças foram a Queops reafirmar o apoio ao ex-chefe do Executivo, tido como um dos principais nomes ao Senado nestas eleições. Cassol retribuiu o apoio, garantindo que fará muito por Rondônia em Brasília.

Mais de 70% dos prefeitos do país estarão em Brasília nesta semana

Prefeitos de todo o país desembarcarão em Brasília nesta semana para a 13ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que ocorrerá de amanhã (18/5) a quinta-feira (20), numa promoção da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, estima que pelo menos 4 mil (dos 5.563 municípios brasileiros) estarão representados.

Ele entende que a manifestação dos prefeitos é um espaço adequado para reivindicações e troca de experiências. “É aqui em Brasília, em contato com o governo federal, que somos capazes de buscar conquistas que podem melhorar a vida de muitos brasileiros e fortalecer o municipalismo”,