
Depois de mais um dia de negociações sem um posicionamento oficial do DEM no segundo turno em Salvador, o PMDB de João Henrique Carneiro já conta com que, no caso de Antonio Carlos Magalhães Neto ficar neutro, a maioria dos 346 mil votos recebidos pelo democrata no domingo migrem para o atual prefeito.
"A nossa avaliação aqui é que, se não houver um apoio oficial mesmo, o perfil do eleitorado deles está muito mais próximo do perfil do nosso eleitorado, do PMDB, do que do PT", declarou João Henrique.
O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), incumbido de articular as alianças para o segundo turno, passou o dia em Brasília tentando costurar um apoio formal de ACM Neto a João Henrique, ainda sem sucesso. "Não vamos falar mais nada. Agora estamos em compasso de espera."
À noite, o presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia, se reuniria com ACM Neto para discutir a posição do partido em Salvador.
A campanha do petista Walter Pinheiro diz que a leitura é equivocada. Segundo Geraldo Reis, da coordenação de campanha do candidato do PT, apesar de considerar "praticamente impensável uma aliança sistemática" entre PT e DEM, há uma convergência entre a candidatura de Pinheiro e de ACM Neto no campo das propostas.
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