
Como era previsível, o ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, maior liderança do PMDB regional, não quis falar nada sobre sua possível candidatura a governador, durante o encontro que seu partido promoveu, nesta segunda-feira, em Salvador. Até garantiu que continua aberto ao diálogo com o PT e com o governo do Estado, fazendo a ressalva, porém, de que para isto o jogo precisa ser às claras porque acha que tem sido leal e franco, não merecendo, portanto, algumas das críticas que segmentos petistas tem lhe feito.
O seu discurso, porém, não amaciou e criticou o governo Wagner, especialmente em relação às áreas de segurança, saúde e educação. Nada que já não tenha dito antes, porém, dentro dos limites do que imagina ser seu papel como aliado e partícipe do governo.
De modo geral, o evento sinalizou para o progressivo afastamento do PMDB em relação ao governo estadual. Nos encontros regionais, que já começarão no próximo final de semana, a tendência será o aumento do tom de insatisfação com o governo e a repetição dos pedidos para que os peemedebistas lancem um candidato próprio ao Palácio de Ondina em 2010.
A posição peemedebista talvez seja melhor resumida pela frase do presidente regional do partido, Lúcio Vieira Lima, dita durante o encontro: “Não é pelo fato de participarmos do governo Wagner que estamos obrigados a sua reeleição”.
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