quinta-feira, 21 de maio de 2009

Governistas organizam frente de defesa da Petrobras

Arma-se no Congresso uma reação à ofensiva da oposição contra a Petrobras, materializada na criação da CPI que vai investigar a estatal.

Começa nesta quinta (21) a coleta de assinaturas para a constituição de uma “Frente Parlamentar de Defesa da Petrobras”.

Deve-se a iniciativa ao PSB, um dos sócios minoritários do consórcio que dá suporte congressual a Lula.

A decisão foi tomada na noite passada pela Executiva nacional do partido, em reunião que terminou por volta da meia-noite.

O PSB é presidido pelo governador de Pernambuco Eduardo Campos. Foi ele quem conduziu o encontro.

Além da intimidade que o une a Lula, Eduardo Campos tem interesse direto na matéria. Localiza-se em Pernambuco uma das mais vistosas obras da Petrrobras.

Trata-se da Refinaria Abreu e Lima. O empreendimento é investigado pelo TCU e pela Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal.

Apura-se a suspeita de superfaturamento. Coisa de R$ 71 milhões. Algo que fez com que o PSDB incluísse a obra no rol de temas que a CPI vai esquadrinhar.

Na reunião do PSB, não se fez menção à refinaria. Concluiu-se que, capitaneada pelo tucanato, a oposição tenta arrastar a Petrobras para a arena política de 2010.

Ouça-se um dos membros da Executiva, o deputado Rodrigo Rollmeberg (DFR), líder do PSB na Câmara:

“A oposição resolveu politizar a Petrobras. E nós decidimos aceitar o debate. Faremos a defesa da empresa, mostraremos a importância dela para a economia do país”.

Rollemberg menciona o fato de que a Petrobras é a principal executora das obras do PAC. Realça a importância das jazidas do pré-sal. Cita o programa de biocombustíveis.

Nos últimos dias, PSDB e DEM despejam sobre os microfones um antídoto contra o veneno da “politização”, derramado por Lula e espalhado pelo PT.

O líder tucano Arthur Virgílio (AM) diz que o PSDB vai à CPI da Petrobras com ânimo técnico. "Não queremos nada que se pareça com espetacularização”.

De resto, Virgílio diz coisas assim: “Há denúncias gravíssimas contra a Petrobras. A obrigação do Congresso é averiguar. É tolo e maniqueísta o discurso que opõe a pretensa virtude ao suposto pecado...”

“...Isso não é sério. Parece mais coisa de Jim Jones. Quem deseja ser respeitado precisa respeitar as opiniões contrárias”.

O líder ‘demo’ José Agripino Maia (RN) faz coro: “Agiremos com responsabilidade e serenidade. Nosso objetivo é preservar o patrimônio do brasileiro, que é a Petrobras”.

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