A defesa do senador Expedito Júnior (PR-RO) vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a cassação do mandato do parlamentar. Ele é acusado de compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições de 2006.
De acordo com a acusação, Expedito Júnior cometeu esses crimes ao permitir que funcionários da empresa Rocha Segurança e Vigilância, pertencente a seu irmão Irineu Gonçalves Ferreira, teriam recebido R$ 100 em troca do voto aos candidatos da coligação "Trabalho Continua", da qual Expedito fazia parte.
A quantia teria sido depositada no dia 29 de setembro de 2006 nas contas correntes dos funcionários que aceitaram a proposta.
Ontem, os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitaram o recurso apresentado por Expedito Júnior e mantiveram a decisão de 2008 do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Rondônia, que cassou o mandato do parlamentar.
"Eu respeito a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, mas vou fazer ainda hoje uma reunião com meus advogados. A pretensão realmente ainda é de recorrer ao Supremo, mas nós vamos decidir isso ainda hoje, com nossos advogados", disse Expedito Júnior.
No recurso ao TSE, o senador alegou que não há provas suficientes de compra de votos para justificar a perda do mandato.
A defesa alega ainda que o depoimento de cinco vigilantes é controverso e deve ser reavaliado. Também disseram que esses vigilantes foram contratados para atuarem como cabos eleitorais para distribuir santinhos, o que não pode ser caracterizado por compra de votos. Acusa ainda as testemunhas de receberem de Acir Gurgacz (PDT) gratificação mensal em retribuição ao depoimento dado contra Expedito Júnior.
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