Heráclito ignora reclamações e base do governo entra em obstrução na CPI das ONGsDe acordo com o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), a base governista está em oposição "sine die" - sem data para acabar - na Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga suspeitas de irregularidades no repasse de recursos públicos para organizações não governamentais (CPI das ONGs). Logo após o anúncio, os integrantes da CPI pertencentes aos partidos governistas se retiraram da sala onde ocorre a reunião do colegiado. Apesar disso, o novo relator da CPI, senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), iniciou a leitura do seu plano de trabalho.
No começo da reunião, Jucá e o líder do PT, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), haviam solicitado ao presidente da comissão, senador Heráclito Fortes (DEM-PI) que apreciasse questão de ordem arguindo a legitimidade da substituição do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) na relatoria da CPI. Heráclito reafirmou a regularidade da substituição, afirmando que o senador pelo Ceará havia deixado de ser membro titular da comissão, de modo que não poderia continuar como relator.
Jucá e Mercadante afirmaram que a substituição de Inácio Arruda sem uma consulta aos demais integrantes da CPI constitui quebra do acordo firmado entre governo e oposição quando a comissão foi instalada, em 2007. Já o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse que o governo não poderia reclamar disso, uma vez que não está aceitando fazer acordo quanto à presidência e a relatoria da CPI da Petrobras.
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