domingo, 21 de junho de 2009

No Irã, ‘Flamengo X Vasco’ deu em banho de sangue


Lula, como se sabe, é um presidente de palavra fácil. Às vezes, usa o verbo para dizer nada.
Esquece-se de que “nada” é um desses vocábulos cujo significado pode ultrapassar tudo.
Num instante em que se insunuava nas ruas de Teerã o movimento de contestação às urnas que reelegeram Mahmoud Ahmadinejad, Lula disse:
"Não conheço ninguém, a não ser a oposição, que tenha discordado da eleição do Irã. Por enquanto, é apenas uma coisa entre flamenguistas e vascaínos".
Desde que Lula flertou com a tolice, o Irã vive protestos históricos. Estima-se que, ao longo da semana, algo como 1 milhão de iranianos foi às ruas.
É coisa que não se via desde a revolução islâmica de 1979. O governo responde à moda de qualquer ditadura: reprime, prende e mata opositores.
As manifestações são sufocadas pela polícia do regime e pela milícia que lhe dá suporte, o carniceiro movimento islâmico dos bassiji.
Só nos protestos deste sábado (20), os mortos foram contados em 19. Obtido na rede hospitalar de Teerão, o número pode ser maior.
As informações são de difícil checagem. A imprensa estrangeira trabalha sob severas restrições. Os repórteres foram impedidos de cobrir os protestos.
Servem-se de dados obtidos à sorrelfa e de mensagens e imagens levadas à web por jovens iranianos insurretos.
Imagens como as que irrompem do vídeo abaixo, veiculado no blog do repórter Andrew Sullivan, da revista norte-americana The Atlantic.

Nenhum comentário:

Postar um comentário