
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) ocupou a tribuna nesta sexta-feira (12) para denunciar a existência de um movimento destinado a esvaziar a instalação da comissão parlamentar de inquérito (CPI da Petrobras) que contaria com o apoio das próprias oposições.
- O PSDB, partido que propôs a CPI, vem recebendo pedidos, inclusive de fortes empreiteiros ligados à Petrobras, para que a comissão não seja instalada. Há fortes interesses em jogo. O próprio presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), está recebendo apelos - informou o senador.
Pedro Simon denunciou ainda o que chamou de "esquema para ganhar tempo" destinado a prorrogar a instalação da CPI, montado pelo governo e pelo PMDB. É que, de acordo com o senador, enquanto o presidente Luis Inácio Lula da Silva insiste na tese de que o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), deva ser o relator da CPI, o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), prefere a indicação de outro parlamentar.
- Trata-se de uma piada - resumiu Pedro Simon.
Ao dizer que "não se sentiria bem" de tomar parte de uma CPI destinada a apurar supostas irregularidades envolvendo a Petrobras, Pedro Simon confessou também que sequer assinaria pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a comissão fosse instalada, a exemplo do que fez com a CPI dos Bingos.
- Não acredito na CPI da Petrobras e nem contem comigo para fazer política com relação a esta empresa. Além do mais, o Senado enfrenta uma de suas piores crises e já atingiu o fundo do poço. Atualmente, não temos o espírito público necessário e nem a grandeza para apurar supostas irregularidades na Petrobras - concluiu o senador.
Agência Senado

Nenhum comentário:
Postar um comentário