sexta-feira, 10 de julho de 2009

Dilma: ‘demonizar’ Sarney é o caminho para a ‘pizza’

A despeito do chorrilho de suspeitas que rondam José Sarney, o presidente do Senado continua dispondo de defensores de luxo.
A ministra-candidata Dilma Rousseff já disse que não acompanha a crise do Senado. O que não há impede de levar a mão ao fogo por Sarney.
Voltou a prestar-lhe socorro verbal. Disse que sua “demonização” não passa de tática para converter as mazelas do Senado em “pizza”. Fala em nome do governo:
"O que o governo discorda de forma taxativa é de atribuir problemas estruturais que duram mais de 15 anos [...] e que envolvem grande número de pessoas, e atribuir o problema a uma única pessoa. Esse é o caminho mais curto para a pizza..."
"...[Se] pegar uma pessoa e atribuir a ela toda a responsabilidade e afastá-la, no dia seguinte tudo é esquecido e todas as outras questões entram para o debaixo do tapete".
Para Dilma, "há interesses políticos" na queda de Sarney. Acha que os adversários desejam dar, veja você, um "um golpe".
"Por trás de alguns há interesse político, já que querem ganhar no tapetão. Há interesse político de chegar no caminho mais perto de tentarem um golpe...”
“...Falo de não ser eleito no voto secreto e direto e um golpe de tentar encurtar o caminho do voto, utilizando outros expedientes".
Considerando-se que também o PT reiterou, em nota oficial, o pedido de licença de Sarney, decerto a ministra vê em seu partido pendores golpistas.
Não há dúvida, de resto, que o Senado é feito de podridão e de política.
Do mesmo modo, pode-se afirmar que, ao fechar as narinas para o podre, Dilma não está senão movendo-se por “interesse político”. Só fareja 2010.

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