sexta-feira, 17 de julho de 2009

O ministro das Cidades, Márcio Fortes

O ministro das Cidades, Márcio Fortes, minimizou ontem, os resultados obtidos nos 100 primeiros dias do Minha Casa, Minha Vida. De acordo com ele, o percentual de contratação registrado foi influenciado, de forma negativa, pela paralisação dos servidores da Caixa Econômica Federal. “Qual foi o grande problema dos últimos dois meses? A greve da Caixa, que paralisou o programa e o PAC.”
Em sintonia com a cartilha do Planalto, Fortes disse que uma avalanche de projetos será submetida ao banco nos próximos dias. Pelo menos essa seria a promessa de empresários do ramo da construção civil. “Estou preocupado com outra coisa, a apresentação de propostas em volume maior do que a capacidade da Caixa para responder no prazo estipulado.” O tempo de análise é de 30 a 45 dias, sendo que o período maior é válido quando a avaliação é feita em Brasília.
Apesar do otimismo, o ministro reconheceu que “levará um tempinho” para que moradias populares sejam construídas. Citou dois obstáculos. Um deles é a dificuldade de determinadas prefeituras para obter autorização legislativa a fim de reservar terrenos e conceder benefícios tributários relacionados às unidades habitacionais. O outro é o fato de ter ocorrido troca de comando em parte dos municípios na virada do ano. “Prefeito esperto doa terreno e apresenta projeto rapidamente”, brincou Fortes, carregando no sotaque carioca.

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