Oposição escolhe os alvos na CPI da Petrobras
Adversários do Planalto armam ataques a funcionários ligados à cúpula governista e contra a agência reguladora do setor
Com tantos flancos para atacar na CPI da Petrobras, a oposição se prepara para começar por um alvo que os senadores adversários do Planalto consideram mais fácil: a área de comunicação da empresa e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), onde os holofotes estão voltados para dois diretores, podendo chegar a três. O primeiro deles é o diretor-geral, o ex-deputado Haroldo Lima (PCdoB-BA), que terá que responder sobre o pagamento de R$ 178 milhões a usineiros, cujos recursos foram liberados a toque de caixa pelo governo. O segundo é Vitor Martins, envolvido em denúncias sobre desvio de recursos de royalties.
Agora, com o foco de luz dirigido, por conta da crise pela qual atravessa o Senado, os oposicionistas pensam em mirar seus esforços ainda para tentar incluir outro diretor da ANP, Alan Kardec Dualibe, maranhense, genro do advogado José Carlos Souza e Silva. “Não é possível que uma pessoa seja chamada apenas por ter casado com a filha de outra”, diz o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que é senador pelo PMDB.
A convocação de Alan Kardec, avisam os peemedebistas, não vai “colar”, uma vez que a fundação recebeu recursos da Petrobras e não da ANP. Os caciques peemedebistas afirmam em conversas reservadas que, se os oposicionistas pensam em atingir Sarney, não será pela convocação do genro de um advogado no Maranhão — e nem do próprio advogado — que irão conseguir. A ação política na CPI tem que ter limites, avaliam os governistas.
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