
Geddel: abraço e jeito de candidato. É o PMDB mostrando seus músculos
O desfile do Dois de Julho serviu para aumentar o distanciamento entre as posições do PMDB e do PT na Bahia e, embora o governador Jaques Wagner insista que ainda acredita na recomposição da base aliada que o elegeu em 2006, os passos dos peemedebistas os conduzem para outros rumos. Volto a dizer, de qualquer forma, que ainda é cedo para definições, mas em política é preciso mesmo traçar os próprios caminhos, nem que eles terminem levando para o mesmo ponto de onde se saiu.
Explico: é que a busca do rumo próprio serve, em política, para fortalecer posições e ganhar musculatura que, se não forem suficientes para garantir vôos solos, ainda assim permitirão negociações em bases muito mais vantajosas. E, no Dois de Julho, o que o PMDB fez foi reafirmar, com palavras e atitudes, a candidatura própria do ministro Geddel Vieira Lima.
Como atitude, entendo a decisão de sair com a inscrição “Trabalho na Bahia tem nome”, indiscutivelmente uma mensagem destinada a se contrapor ao que se considera ação administrativa ainda tímida do governo estadual. E, nas entrevistas, tanto o ministro quanto seu irmão, Lúcio Vieira Lima, presidente regional do PMDB, não tituberam em considerar a candidatura de Geddel uma decisão “quase” irreversível. O quase entra aí como a porta entreaberta para o que o futuro designar.
Está certo o PMDB em procurar seus espaços para crescer, bem como está certo o governador Jaques Wagner em não querer dizer nada que torne mesmo irreversível o afastamento. É o jogo político em pleno andamento.

Nenhum comentário:
Postar um comentário