segunda-feira, 17 de agosto de 2009
PETROBRAS DITA RUMOS DE CPI NO SENADO
Por estar na condição de investigada, a Petrobras montou um aparato para tentar ditar os rumos da CPI no Senado que apura denúncias contra a estatal. Os dirigentes da estatal têm instruído cada passo da bancada governista, em reuniões técnicas e políticas que envolvem até o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli. A estratégia para depoimentos e votações é definida em encontros às segundas-feiras. A estatal tem orientado os senadores a acelerar os trabalhos, limitar o foco da investigação e barrar ofensivas da oposição. Segundo a Petrobras, cerca de 40 funcionários foram recrutados em diferentes setores da companhia para se dedicar exclusivamente à CPI. A estatal já pagou R$ 1,08 milhão à empresa Companhia da Notícia, que foi contratada sem licitação, a título de assessoria emergencial. A articulação política é conduzida pessoalmente por Gabrielli, que passou a deixar a sede da empresa dois dias por semana para despachar em Brasília. Na última terça, o presidente da estatal encerrou o expediente na capital federal com um jantar na casa do líder do PTB, Gim Argello (DF). Estavam na mesa o relator da CPI, Romero Jucá (PMDB-RR), e o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL).
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