O advogado Nélio Machado fez um périplo ontem no STF para tentar sensibilizar os ministros a soltar José Roberto Arruda hoje. Machado lhes entregou um memorial em que seu cliente se compromete a ficar afastado do cargo até o final das investigações do STJ. Ele disse que Arruda só voltará ao cargo de “alma lavada”.
– Essa declaração é juridicamente inócua – afirmou reservadamente um dos quatro advogados que renunciaram à defesa de Arruda. Eduardo Alckmin, Eduardo Ferrão, José Gerardo Grossi e Nabour Bulhões deixaram o caso na sexta-feira por discordarem da linha adotada por Machado. Eles consideram que o advogado preferiu defender o cliente “pela mídia”, descuidando dos argumentos jurídicos.
Machado nem sequer apresentou aos colegas o texto do primeiro pedido de liberdade de Arruda, negado pelo ministro Marco Aurélio Mello há três semanas. A medida foi qualificada por eles como o “primeiro erro”.
O mérito do habeas corpus, que acabou sendo escrito pelos cinco defensores iniciais, será julgado esta tarde. São duas as principais linhas: é preciso autorização da Câmara Legislativa para prender Arruda assim como nos casos de abertura de ação penal contra o governador (jurídica); e a suposta tentativa de suborno não ocorreu a mando dele (de convencimento pessoal dos ministros).
Apesar de não ver motivos jurídicos para manter Arruda na prisão, o ex-advogado não aposta na liberdade dele.
– Há um verdadeiro clamor popular para mantê-lo preso.
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