sexta-feira, 5 de março de 2010

Governo reúne tropa contra o tônico do Bolsa Família

Há coisas que são tão sérias que é impossível não rir delas.



Por exemplo: petistas e tucanos realizam ao redor do Bolsa Família um balé de elefantes.



No início da semana, os tucanos arrancaram da Comissão de Educação do Senado a aprovação de um projeto de Tasso Jereissati (PSDB-CE).



Prevê o pagamento de benefício extra às famílias cujos filhos sejam capazes de plantar boas notas ao boletim escolar.



Em reação, Lula pediu à oposição que informe de onde virá o dineiro que vai bancar o novo mimo à clientela do Bolsa Família.



O grão-tucano Tasso se diverte: " O presidente gasta bilhões com a Venezuela, com a Bolívia, Equador e não pode gastar com educação? Esse não é o Lula que conheci".



Para poupar Lula do veto, a senador Ideli Salvatti (PT-SC), líder do governo no Congresso, muniu-se de um recurso.



Recolheu as assinaturas necessárias para levar o projeto de Tasso ao plenário do Senado, antes de seguir para a Câmara.



Considera "imprescindível” aprofundar o debate. Professora, Ideli tenta revestir seu discurso com verniz pedagógico:



“Como educadora, não acho que seja eficiente o método de responsabilizar a criança pelo aumento da renda da família”.



Espremendo-se o debate tucano-petista, percebe-se que ele é 100% feito de eleição. A criança passa a léguas de distância da preocupação dos dois lados.



Você pode chorar, se quiser. Mas, diante de coisa tão séria, o riso é sempre mais divertido.

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