segunda-feira, 10 de maio de 2010

Jungmann deve disputar Senado na chapa de Jarbas

Após entrar na corrida pelo governo de Pernambuco, o dissidente pemedebê Jarbas Vasconcelos abriu negociações para a composição de sua chapa.



Só dispõe, por ora, de um candidato ao Senado: Marco Maciel (DEM). Busca um nome para a segunda vaga de senador e para a vice.



Presidente do PPS-PE, o deputado federal Raul Jungmann deve se mudar de ringue. Em vez de concorrer à Câmara, vai brigar pelo Senado.



Jungmann vai à chapa de Jarbas no lugar do senador Sérgio Guerra. Presidente do PSDB federal, Guerra fará caminho inverso ao de Jungmann.



Desistiu de reeleger-se senador –desafio que as pesquisas prenunciavam como duríssimo. Para atenuar o risco de infortúnio, preferiu concorrer à Câmara.



Em privado, Jungmann revela-se disposto a arrostar o desafio do Senado. Jarbas vê o nome dele com olhos amistosos. É coisa quase certa.



Definidos os dois candidatos ao Senado –Maciel e Jungmann— restará escolher o vice. Por ora, sabe-se apenas que será um tucano.



Em contatos mantidos com Sérgio Guerra abaixo da linha d’água, Jarbas esboçou o perfil que considera ideal.



O candidato quer um companheiro de chapa que ajude a compensar sua principal fragilidade: a escassez de votos no interior do Estado.



O cesto de votos de Jarbas é maior na capital, Recife. Ali, chega mesmo a prevalecer sobre seu rival, o governador Eduardo Campos (PSB), candidato à reeleição.



É nos fundões de Pernambuco que Campos recolhe o grosso das intenções de voto que o acomodam na liderança das as pesquisas.



Daí o interesse de Jarbas por um tucano que tenha fôlego para alçar vôo no interior.



No mais, Jarbas, um dissidente do PMDB federal, negocia com seus aliados –PSDB, DEM e PPS—uma estratégia para estancar uma sangria aberta pelo inimigo.



Gestor de arcas fartas, tonificadas por convênios firmados com Lula, o amigo-presidente, o governador atraiu para sua canoa prefeitos tucanos e demos.



Sem alarde, Campos logrou amolecer os pendores oposicionistas de cerca de duas dezenas de prefeitos filiados a legendas do campo adversário.



Depois de admitir-se candidato, na semana passada, Jarbas tenta fechar a porteira da oposição e atrair de volta parte do rebanho desgarrado.

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