A cena eleitoral do Espírito Santo sofreu uma profunda modificação.
O senador Renato Casagrande (PSB) disparou na corrida pelo governo do Estado.
Onze dias depois de ter obtido o apoio do governador Paulo Hartung (PMDB), Casagrande saltou na pesquisa de 28% para 55,5%.
Casagrande está 37,1 pontos percentuais à frente do segundo colocado.
Chama-se Luiz Paulo Veloso Lucas (PSDB). Tem 18,4%. É deputado federal, ex-prefeito de Vitória e amigo de José Serra.
Num eventual segundo turno, Casagrande prevaleceria sobre Luiz Paulo com folga: 64,1% contra 20,6%.
A pesquisa foi feita na quarta (5) e na quinta-feira (6) por um instituto capixaba, o Futura. Encomendou-a o diário Gazeta, sediado em Vitória.
Deve-se a reviravolta à decisão de Hartung de retirar do tabuleiro o nome de seu vice-governador, Ricardo Ferraço (PMDB).
De candidato ao governo, Ferraço foi empurrado para a disputa de uma cadeira de senador. Largou na frente, com 56% das intenções de voto.
Se a eleição fosse hoje, a segunda vaga de senador seria conquistada por Magno Malta (PR), que concorre à reeleição.
Apoiado também pelo PT capixaba, Casagrande franqueará seu palanque à candidata de Lula, Dilma Rousseff.
A julgar pelos dados recolhidos pelo instituto Futura, o fato de Dilma dispor da estrutura estadual de campanha do favorito não ajuda muito.
Com 44,8% das intenções de voto, o presidenciável tucano José Serra lidera a disputa presidencial no Espírito Santo. Dilma obteve 24,9%.
Quadro muito semelhante ao que fora captado na pesquisa anterior, realizada em março.
Naquele mês, a vantagem de Serra sobre Dilma no Estado era de 17 pontos percentuais. Subiu para 20 pontos.
Uma oscilação dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 3,5 pontos, para cima ou para baixo.
Paulo Hartung aparece na pesquisa como um cabo eleitoral de peso. A aprovação pessoal do governador (76,3%) é equiparável à de Lula (73,4%).
A gestão de Hartung é considerada ótima ou boa por 66% dos capixabas. Aprovação superior à do governo Lula (60,7%).
No plano federal, Hartung está fechado com Lula e o PT. Curiosamente, o prestígio do governador, que jogou Casagrande para o alto, não fez o mesmo com Dilma.
Aos olhos do eleitor capixaba, a candidata de Lula continua sendo uma opção mais pesada do que Serra.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
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