A indicação dos governistas de que os cargos de comando da CPI da Petrobras devem ser preenchidos por aliados do Palácio do Planalto foi recebida pela oposição como uma provocação. Na avaliação de líderes do DEM e do PSDB, ao controlar as investigações, o governo pretende "politizar" e "radicalizar" os debates.
O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), disse que a nova postura dos governistas pode prejudicar a Petrobras e lembrou que cedeu a presidência dos trabalhos em outras CPIs, como a que investigou as denúncias de abuso no uso dos cartões corporativos do governo.
"Para quem, até pouco tempo procurava, um entendimento essa posição é no mínimo estranha. Algo diferente deve ter acontecido. Isso mostra que o governo está disposto a radicalizar e politizar as investigações o que não é bom para a Petrobras. Essa é uma posição nociva para a estatal. O governo deve temer muito essa investigação porque em outras CPIs assumiu outra postura completamente diferente, sem essa blindagem", afirmou.
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