terça-feira, 2 de junho de 2009

PR aposta em aliança com DEM e PMDB


Lideranças do Partido da República (PR) afirmaram na segunda-feira, dia 1º, durante o primeiro encontro estadual da legenda, o desejo de costurar para 2010 uma aliança com o DEM e o PMDB – o mesmo arco de forças que se uniu, no segundo turno em Salvador, em prol da reeleição do prefeito da capital, João Henrique Carneiro (PMDB).
Além da presença de lideranças estaduais e nacionais do PR, como o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, o encontro contou com a participação de João Henrique, do presidente estadual do DEM – o ex-governador Paulo Souto –, e do presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima.
Presidente do PR no Estado, o senador César Borges, que costura sua reeleição ao Senado, destacou em entrevista que trabalha para a aglutinação dessas forças em uma chapa forte. “Esse me parece ser o caminho natural que deveremos seguir”, afirmou o senador, ressaltando a realização de conversas com Paulo Souto e com o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) – ambos, na opinião Borges, com possibilidades de encabeçar chapa ao governo estadual. O senador disse que tem viajado muito com Souto.
Com Geddel, ressaltou o senador, foi aberto um bom canal de negociação e conversação. Borges aproveitou, ainda durante entrevista, para voltar suas baterias contra o governo Wagner. “A Bahia está vivendo um momento que não é feliz em relação à administração estadual, que deixa a desejar”.
Destoando dos discursos amenos que prevaleceram no encontro, o deputado estadual Elmar Nascimento (PR) disse que “o governo Wagner infelizmente tem falido as finanças do Estado”. Ao mesmo tempo, defendeu a união para 2010 entre as três legendas presentes no evento, que, segundo ele, representam o “futuro da Bahia”. “Eu vejo aqui uma futura aliança para o governo da Bahia: PR, PMDB e Democratas”, assegurou.
Souto admitiu o desejo de que os três partidos estejam juntos em 2010, e também aliados com o PSDB, legenda com quem admite estar conversando, apesar de não confirmar o namoro para possível mudança de sigla visando fortalecer na Bahia o palanque de José Serra, governador de São Paulo e provável candidato do PSDB a presidente da República.
“O que está acontecendo com o PSDB e que nós temos claramente é o seguinte: esses dois partidos (DEM e PSDB) estão em uma luta nacional, vão ter o mesmo candidato a presidente, e nós estamos trabalhando para que tenha aqui também o mesmo candidato ao governo do Estado. Por enquanto é isso”, disse.
Segundo fonte em off do DEM, apesar da movimentação de Souto para entrar no ninho tucano, há forte resistência ao fato, que parte da direção nacional da legenda e de grupo da estadual, que não aceitam perder de jeito nenhum o quadro. Uma candidatura de Souto ao governo pelo DEM, entre as cinco mais competitivas do partido – ao lado do Distrito Federal, Tocantins, Sergipe e Santa Catarina – entraria dentro do acordo feito com o PSDB nacional de privilegiar as candidaturas do DEM em Estados onde o partido apresente nomes competitivos para encabeçar as chapas pró-Serra.
mesmo com uma mudança para o PSDB, o deputado federal ACM Neto (DEM) não deixaria de apoiar o nome de Souto ao governo caso saia candidato. Mas, segundo outra fonte democrata, a eleição de Souto perderia a prioridade para o DEM. O partido, não lançando candidatura própria, buscará coligações proporcionais que melhor convenham para garantir uma bancada forte de deputados estaduais e federais.
O deputado federal José Carlos Araújo (PR), que perdeu o comando da legenda para César Borges, disse que o evento de na segunda-feira, realizado na sede da União dos Prefeitos da Bahia, foi um primeiro encontro para tentar uma “unidade no futuro” para o partido, marcado por divisões internas. “Queremos que isso aconteça, mas não existe ainda

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