Uma queda-de-braço entre os líderes Renan Calheiros (PMDB) e Aloizio Mercadante (PT) faz tremer os subterrâneos do Senado.
Às turras, a dupla mede forças nos arredores da CPI da Petrobras, que será instalada nesta terça-feira (2).
O consórcio governista planejara definir nesta segunda (1), véspera do início da investigação, os nomes do presidente e do relator da CPI.
Ficara acertado que a presidência será confiada a um petista. A relatoria, cargo mais importante, vai às mãos de um peemedebista.
Em conversa com Lula, Renan abdicara da idéia de entregar a presidência ao oposicionista brando ACM Jr..
Rendera-se à idéia do comando integralmente governista. Mas não assumira compromissos quanto aos nomes.
Mercadante adovoga que o posto de relator seja entregue ao líder de Lula no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Renan torceu o nariz.
Primeiro porque não aceita a idéia de que Mercadante dê “palpite” numa decisão que cabe ao PMDB. Segundo porque deseja deixar claro que é ele quem dá as cartas.
Renan quer entregar a relatoria da CPI a um dos dois peemedebistas da CPI que lhe devotam integral fidelidade: Paulo Duque (RJ) ou Leomar Quintanilha (TO).
Até a noite passada, não se havia produzido um acordo. A tentativa de entendimento será retomada na manhã desta terça.
Embora não admita intromissões de Mercadante na definição do PMDB, Renan tenta meter o bedelho também na decisão do petismo.
Mercadante fixou-se em dois nomes para a presidência da CPI: João Pedro (PT-AM) ou Ideli Salvatti (PT-SC).
Renan não parece nutrir nenhuma antipatia incontornável por nenhum dos dois nomes. Mas prefere aquele que não for a primeira opção de Mercadante.
PSDB e DEM assistem de camarote à arenga dos dois sócios majoritários do consórcio governista.
A oposição aposta no aprofundamento dessa divisão para furar, ao longo das investigações, a supremacia numérica do governo –oito votos contra três.
Na conversa que mantivera com Lula, Renan queixara-se de Mercadante em timbre acerbo.
Depois, Renan conspirara contra a idéia de Mercadante de tornar-se membro efetivo da CPI. O líder petista cogitara presidir, ele próprio, a investigação.
Prevaleceu a vontade de Renan. Mercadante acabou ficando de fora da CPI. Agora, volta a se confrontar com a birra do desafeto.
Na prática, Renan movimenta-se como uma espécie de presidente informal do Senado. José Sarney (PMDB-AP), o presidente de fato, lavou as mãos na CPI.
Entregou as articulações do PMDB integralmente a Renan, que faz e acontece. Nos próximos dias, a desenvoltura de Renan será ainda mais intensa.
Sarney decidiu acompanhar a filha, Roseana, na cirurgia que fará em São Paulo, para se livrar de um aneurisma cerebra
Roseana interna-se nesta terça no hospital Albert Einstein. Terá o pai a tiracolo. Sarney não informou quando volta a dar expediente no Senado.
terça-feira, 2 de junho de 2009
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