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O "estouro" de Dilma fez Geddel perder o secretário geral da Integração nacional
O clima no relacionamento do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima e a poderosa ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, provável candidata do PT à presidência da República não anda bom, segundo informações publicadas pelo jornal Folha de São Paulo, nesta quinta-feira. O pivô do mal-estar teria sido uma bronca pública dada pela ministra ao secretário-executivo da Integração Nacional, Luiz Antonio Eira, que se sentiu ofendido e pediu demissão em caráter irrevogável.
O quiproquó aconteceu durante uma reunião sobre o andamento da ferrovia Transnordestina (que cruza três estados do Nordeste - Piauí, Pernambuco e Ceará) , quando Eira ponderou que, diante do novo cronograma ali acertado (a ferrovia não ficará mais pronta em 2010), seria necessário ajustar os desembolsos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste, que está todo comprometido com a obra.
Dilma teria reagido de forma violenta, gritando: “Se o Ministério da Integração acha que vai dispor desses recursos, nem por cima do meu cadáver” e, quando Eira tentou se explicar, os gritos teriam aumentaram e os termos piorados. Quem viu, e a matéria diz que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), estava presente, descreveu a atitude da ministra como “grosseira” e “desrespeitosa”.
O secretário do Ministério não viu outra saída a não ser renunciar: “Ou respondia a ela na hora, ou deixava o cargo”, teria dito Eira. O episódio não caiu nada bem no PMDB, objeto do desejo de Lula para formar chapa com Dilma em 2010 e do qual Geddel é uma das principais lideranças.
E tirou do ministro seu principal auxiliar na pasta.

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