terça-feira, 6 de abril de 2010

CHÁVEZ GASTARÁ ATÉ US$ 5 BI COM ARMAS RUSSAS

premiê da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta segunda-feira (5), que em passagem pela Venezuela, na semana passada, ouviu a promessa de compras de armamentos que superariam US$ 5 bilhões. Segundo Putin, a cifra inclui a cessão de US$ 2,2 bilhões em linhas de crédito para a compra de armas que havia sido prometida a Hugo Chávez em setembro passado. Desde 2005, a Venezuela já anunciou a compra de mais de US$ 4 bilhões em armamentos russos. Até então, recebeu 100 mil fuzis Kalashnikov, 24 caças e 51 helicópteros. Desta vez, a Venezuela quer três submarinos, 92 tanques, dezenas de blindados, dez helicópteros de combate, aviões-patrulha, lanchas-patrulha, lanchas de desembarque, lançadores de mísseis e três modernos sistemas de defesa aérea, além de um sistema móvel de artilharia costeira capaz de abater embarcações a 130 km de distância. Haveria também conversas sobre a construção de uma fábrica de metralhadoras e de munição. Em Caracas, no sábado passado, Putin negou que o fortalecimento da defesa da Venezuela possa provocar uma crise na região e lembrou que, "se todos os países somarem seus gastos em defesa, ainda será menos do que o dos EUA". "Temos boas relações com os EUA e, graças a Deus, não temos do que reclamar sobre as relações com o Reino Unido. Se os EUA não querem fornecer armas para alguns países, inclusive a Venezuela, bom para nós. Deixem que eles não forneçam. A natureza abomina vácuo", afirmou.

ex-presidente Itamar Franco

O PV está em processo de negociação com ex-presidente Itamar Franco (PPS) para conquistar seu apoio à candidatura da senadora Marina Silva à Presidência da República. Em conversas com o deputado José Fernando de Oliveira (PV), pré-candidato ao Governo de Minas Gerais, Itamar tem sido receptivo à aproximação com Marina. A pré-candidata estará em Belo Horizonte na próxima sexta-feira (9). O coordenador de campanha de Marina, Alfredo Sirkis, disse que há possibilidade de Marina ir a Juiz de Fora no sábado e que o apoio de Itamar é bem-vindo. O ex-presidente confirmou a negociação. "Eu tenho alguns amigos, que não são poucos, que estão muito propensos a votar na Marina. E eles gostariam de ter uma conversa com ela. Se ela viesse a Juiz de Fora, nós ajustaríamos esse encontro", afirmou. O ex-presidente disse também que ficou "muito contente" ao saber que seu ex-ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, está colaborando com a pré-candidata do PV. "O Ricupero é extremamente capaz." Informações do Estado de S. Paulo

PSDB inclui FHC no rol de oradores de ato pró-Serra

Depois de muito hesitar, a direção do PSDB decidiu incluir Fernando Henrique Cardoso na lista de oradores do megaevento programado para sábado (10).



Concluiu-se o obvio: o silêncio a FHC viraria notícia instantânea. Iria às manchetes como algo mais relevante que o próprio discurso de Serra.



Pior: calado, FHC se converteria em munição para Lula, o PT e a rival Dilma Rousseff.



O petismo alardeia a tese de que o tucanato tenta manter FHC no armário, longe da vitrine eleitoral.



A cerimônia de sábado será o ato inaugural da campanha presidencial de Serra. Coisa concebida para aclamar o candidato.



Além da tribo tucana, convidaram-se lideranças do DEM e do PPS, os dois partidos que já se juntaram à caravana de Serra.



Inicialmente, previra-se que apenas quatro pessoas levariam os lábios ao microfone.



Além de Serra, só os presidentes das três legendas: Sérgio Guerra (PSDB), Rodrigo Maia (DEM) e Roberto Freire (PPS).



Provocado por repórter, há duas semanas, FHC dera-se por conformado. Dissera que, em eventos do gênero, o essencial é ouvir o discurso do candidato.



Nos subterrâneos, porém, o ex-presidente ruminava seus rancores. Dizia que o partido hesitava em defender um legado do qual se orgulha.



Incorria no mesmo erro cometido na campanha de 2006. Uma sucessão em que o tucanato se fizera representar por Geraldo Alckmin.



Candidato à reeleição, Lula e o PT haviam esfregado no nariz aquilino de Alckmin as privatizações da era FHC. E o tucano fugira do tema como ave do alçapão.



Numa trinca de artigos de jornal, FHC como que chamou para si a tarefa que, a seu juízo, o PSDB demora-se em cumprir.



Num texto, veiculado no primeiro domingo de fevereiro, FHC empilhara as realizações de sua administração. E dissera não temer o “plebiscito” proposto por Lula.



Noutro, levado às páginas no início de março, expusera as linhas gerais de uma plataforma de governo para a oposição.



No terceiro artigo, publicado no último domingo (4), o ex-presidente escreveu que, por trás da disputa Serra X Dilma, está em jogo os rumos da própria democracia.



Anotou que o programa concebido pelo PT escapa à tradição democrática do Brasil. Insinuou que se arma sob Dilma um capitalismo de Estado aos moldes da China.



O PSDB parece ter-se rendido à evidência de que FHC, a contragosto do grupo de Serra, já levou os dois pés ao palanque.



Além dele, cogita-se chamar ao palco de sábado outro personagem central da campanha de Serra: o grão-tucano Aécio Neves. Sua presença já fora confirmada. O discurso, não.



Concebeu-se uma cerimônia sem palanque. Os oradores serão acomodados no auditório. Um mestre de cerimônias os convocará, um a um, ao palco.



Alugou-se em Brasília um auditório com 1.500 assentos. Somando-se os que ficarão em pé, pretende-se juntar uma platéia de 2.000 pessoas.



Para fugir à improvisação, contratou-se uma empresa especializada na organização de pajelanças políticas.



Estima-se que, somadas todas as despesas, a conta será de cerca de R$ 500 mil. Dinheiro do fundo partidário.

Lula alardeia PAC e pede à ‘nova’ equipe que o imite

Na última versão da coluna semanal que veicula em mais de uma centena de jornais, Lula defendeu o PAC e alfinetou a oposição.



Fez exatamente o que pedira à nova equipe de ministros, que reunira nesta segunda (5).



Ouvido pelo repórter na noite passada, um dos participantes da reunião resumiu assim a mensagem de Lula ao ministério:



“O presidente não quer programas novos. Pediu empenho na execução dos antigos, sobretudo as obras do PAC...



“...Pediu para rebater as críticas, participar de vistorias e inaugurações. Quer ver o nome da Dilma [Rousseff] associado às obras”.



Na coluna “O Presidente Responde”, levada às páginas nesta terça (6), Lula se ocupa de três interrogações selecionadas por sua assessoria.



Uma diz respeito ao PAC. Outra trata da carestia dos alimentos. A terceira aborda a proposta de recriação da CPMF.



José Luiz da Silva, um técnico industrial de São Mateus (ES), escreveu a Lula para dizer que leu num jornal que o PAC está “parado” e a verba é “fictícia”.



Perguntou: Qual é o percentual de execução do projeto de transposição do São Francisco?



Lula –ou o redator escalado por ele para responder— anotou: “José Luiz, o povo brasileiro sabe [...] que há obras do PAC espalhadas por todo o país e sente que a sua condição de vida está melhorando dia após dia”.



Esquivou-se de mencionar o percentual de execução global do plano. Compreensível, já que mais da metade das obras ainda não saiu do papel.



Concentrou-se na obra do São Francisco: “Sabe quando surgiu a proposta? Em 1847, época do Império”.



Alvejou os antecessores: “De lá para cá, vários governos elaboraram estudos, projetos, mas nada saiu do papel”.



Jactou-se: “As obras só tiveram início em nosso governo. São dois canais: o Eixo Norte e o Eixo Leste”.



Ao prestar contas, como que deu razão aos críticos. Anotou que o primeiro eixo, que leva água a quatro Estados (PE, CE, PB e RN), “tem 24% das obras já realizadas”.



Sobre o segundo eixo, que contempla o agreste de Pernambuco e a Paraíba, escreveu: “Obras realizadas: 41%; conclusão: 2010”.



Não deu detalhes sobre como fará para completar, nos nove meses que lhe restam de mandato, os 59% que farão do eixo 2 uma obra acabada.



Preferiu filosofar: “Como diz um provérbio chinês, ‘uma caminhada de mil léguas começa com o primeiro passo’”.



Dalva Siqueira, uma dona de casa de São José do Vale do Rio Preto (RJ), queixou-se da suposta falta de foco das isenções tributárias:



“Enquanto o governo concede isenção de impostos para itens supérfluos, a comida do povo encarece a cada dia. Como levar comida mais barata à mesa da população?”



Lula serviu-se da pergunta para propagandear dois “feitos”: o reajuste do salário mínimo e o Bolsa Família, outro pilar da campanha de Dilma Rousseff.

Escreveu: ”O povo brasileiro tem hoje muito mais condições de adquirir alimentos. Em 2003, o salário mínimo comprava 1,5 cesta básica e hoje, após ser reajustado em 76% acima da inflação, compra 2,5 cestas”.



Sobre as isenções, disse que “foram temporárias e não se referiam a bens supérfluos e sim a produtos como eletrodomésticos e móveis, que todo mundo precisa”.



Voltou aos alimentos: “[...] Outras medidas nossas estão facilitando o acesso, como o programa Bolsa Família”.



Realçou: “Para aumentar a oferta e reduzir preços, criamos o Mais Alimentos, que oferece uma linha de crédito especial para os agricultores familiares”.



Márcia Angelita Bühler, secretária residente em Porto Alegre (RS), reclamou da proposta urdida para “reimplantar a antiga CPMF”.



Perguntou a Lula: “Onde foi aplicado o dinheiro da antiga CPMF e quais foram as melhorias na saúde?”

Lula defendeu o velho tributo: “A CPMF foi tão importante que, em 2006, por exemplo, direcionou R$ 14,3 bilhões para a saúde”.



Empilhou procedimentos do SUS executados com verbas de todo o orçamento, não apenas com a arrecadação da CPMF:



“[...] 11 milhões de internações, 348,8 milhões de exames laboratoriais,9,3 milhões de hemodiálises e 2,2 milhões de partos”.



E jogou a oposição na fogueira: “No final de 2007, tentando prejudicar o governo, os adversários eliminaram o imposto e atingiram, na verdade, a saúde da população...”



“...Inviabilizaram o PAC da Saúde, que teria à disposição R$ 24 bilhões anuais da CPMF”.



E quanto à neoCPMF? Lula foi vago. Evitou dizer que a iniciativa nasceu no consórcio partidário que lhe dá suporte congressual.



Preferiu soar genérico: “Alguns partidos políticos estão propondo [...] a criação da Contribuição Social para a Saúde, com alíquota de 0,1% sobre a movimentação financeira [...]”. Lavou as mãos: “A decisão cabe ao Congresso”.

Dilma fala ao PR: tucano parece cordeiro, mas é lobo




Do mato da sucessão presidencial, como se sabe, não sai coelho. Sai Renan, Sarney, Roriz, Quércia e outros espécimes.



Nesta segunda (5), ao receber o apoio do PR –partido resultante da fusão do ultradireitista Prona com o protomensaleiro PL-, Dilma levou à selva um bicho novo.



Tem a plumagem do tucano e o jeitão do cordeiro. Mas a “patinha” denunciam-lhe a verdadeira identidade: lobo.



"Aqueles que venderam nosso patrimônio, quebraram o Brasil, deixaram o povo sem renda adequada não serão capazes de levar isso [a gestão Lula] em frente...”



“...Esses falsos cordeiros são fáceis de identificar, as mãozinhas de lobo aparecem. O povo não vai se deixar enganar. Eles mostram as patinhas de lobo".



Acomodado na presidência do PR, o ex-ministro Alfredo Nascimento (Transportes), agora devolvido à condição de senador, uivou para Dilma.



Disse que seu partido tem a "obrigação de não permitir que o projeto pensado pelo presidente Lula seja interrompido" no país.



E a candidata: "Estamos reafirmando a aliança que ajudou a mudar o Brasil. O PR participou de cada ato que mudou a vida política do nosso país...”



“...Queremos levá-los adiante. Agradeço a confiança de vocês. Conclamo todos nós para que sigamos juntos, mudando o Brasil".



Depois de atacar os falsos cordeiros, Dilma posou para fotos ao lado de Anthony Garotinho, ex-PDT, ex-PMDB, ex-isso, ex-aquilo, hoje um filhotinho incorporado à fauna do PR.



Dilma reuniu-se privadamente com Garotinho. Ele a convidou para comparecer ao lançamento de sua candidatura ao governo do Rio, no sábado (10). Ela não deu certeza.



Trocaram afagos verbais. Dilma, que também já passou pelo PDT, chamou Garotinho de "parceiro antigo". Foi tratada por ele de "amiga histórica".



Ouviu-se um barulhinho ao fundo. Era o ruído de Leonel Brizola, velha raposa do PDT, revirando no túmulo.



Ao empurrar o pedaço mensaleiro do consórcio governista para dentro de sua coligação, Dilma estimula o eleitor a intimar a presença em cena do cão Nego.



O labrador que acompanha a ministra em suas caminhadas matinais é uma herança de José Dirceu, grão-duque do petismo.



Ao ser apeado da Casa Civil, empurrado pelas palavras de Roberto Jefferson –“Sai daí, Zé”— Dirceu deixou para Dilma a casa e o animal de estimação.



Solto na selva, Nego deve ter muito a latir. Há de ter testemunhado diálogos e conchavos insondáveis.

manchetes desta terça

- Globo: Ao lado de Garotinho, Dilma ataca os 'falsos cordeiros'



- Folha: Rodoanel reduz tráfego de caminhões em 43%



- Estadão: EUA oferecem ajuda a algodão brasileiro e País adia retaliação



- JB: Rio submerso



- Correio: De volta à Câmara e com grana no bolso



- Valor: Construtoras voltam a olhar para classe média



- Jornal do Commercio: Famílias penam com mobilização no IML

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Caso Telebrás: Erenice, nova ministra, estreia na Câmara

Erenice Guerra deve estrear amanhã na Câmara como chefe da Casa Civil tendo que tratar de um caso delicado: as suspeitas de supervalorização indevida das ações da Telebrás.

O convite, aprovado no dia 10 de março, era para ouvir Dilma Rousseff e o então ministro das Comunicações, Hélio Costa, sobre as denúncias de vazamento de informação privilegiada. O tempo passou, a dupla saiu do governo e sobrou para Erenice e o sucessor de Costa, Roberto Martins, falarem sobre o assunto.

O presidente da estatal, Roberto Martins, é outro convidado. A oposição é autora do pedido de audiência para saber se José Dirceu teria exercido tráfico de influência após ter sido contratado pelo principal grupo empresarial que seria beneficiado se fosse reativada a Telebrás.

MORALES SAI VITORIOSO DAS ELEIÇÕES

O presidente da Bolívia, Evo Morales, se declarou vencedor nas eleições regionais deste domingo (4), após levar seis dos noves estados do país. O chefe do Executivo também reconheceu, entretanto, a vitória de seus opositores em importantes regiões. Em seu pronunciamento, o presidente pediu aos oposicionistas para que ao menos não atrapalhem o seu projeto político. “Os opositores devem entender que esta mudança é impossível de ser parada. Se não se somam, que ao menos colaborem para que ganhe o povo”, disse Morales, em entrevista após serem conhecidas as primeiras pesquisas de boca-de-urna que davam uma estreita vitória ao seu partido na eleição de governadores e prefeitos. A oposição mantinha o controle de três das nove regiões, segundo pesquisas das mais importantes redes de televisão. Depois dos resultados não oficiais, o dirigente se mostrou mais moderado e disse que seu movimento continua avançando porque ganhou três das dez maiores prefeituras. Estas foram as primeiras eleições para governos departamentais autônomos, mudança estabelecida pela Constituição aprovada no ano passado. Além de governadores, cerca de 5 milhões de eleitores também estavam aptos a votar em candidatos a prefeito, deputado estadual e vereador

LULA NÃO DEVERÁ SE RECANDIDATAR EM 2014

Presidente diz que voltará a ser militante em 2011

Em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, na noite deste domingo (4), o presidente Lula defendeu que seu sucessor à frente da Presidência, seja quem for, permaneça no cargo por um segundo mandato, descartando assim a possibilidade de voltar a disputar a Presidência em 2014. "Eu estou indicando uma companheira (à Presidência). Se essa companheira ganhar e for bem, ela tem direito a ter o segundo mandato. Quem ganhar também tem direito a um segundo mandato. Eu acho que é melhor o Lula descansar porque ele já cumpriu com a sua missão", disse. Ele tem a convicção na vitória da candidata do PT, Dilma Rousseff, que definiu como "extraordinária surpresa". Lula afirma que continuará um militante político após deixar a Presidência e negou planos de assumir a Secretaria Geral da ONU quando o mandato acabar. "Eu quando deixar a presidência vou continuar sendo militante político, vou surpreender muita gente porque vou continuar viajando esse país. Esse negócio da ONU, de vez em quando alguém inventa uma bobagem. Eu não posso conceber que uma instituição multilateral possa ter como secretário geral alguém que possa ser mais forte que os presidentes da república de outros países. Ele tem que ser um burocrata, tem que ser alguém subordinado à máquina. Se coloca uma figura muito forte na ONU, senão ele vai querer tomar decisão por cima dos países", avaliou.

Lula: ‘Vou pra rua fazer comício, sábado e domingo’

Lula falou, na noite passada, ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes. No pedaço da entrevista dedicado à sucessão, revelou: vai ao palanque. Do modo como se expressou, o presidente deu a entender que, iniciada a campanha presidencial, em julho, haverá dois Lulas: o chefe de Estado e o petista.



“No exercício da Presidência, não tenho candidato. Todos são meus candidatos. Depois do horário do expediente, eu vou ter candidato. Vou pra rua fazer comício. Vou no sábado e domingo. [...] Quando terminar o expediente, aí, sim, tenho candidato, porque tenho partido e vou apoiar”.



A certa altura, referindo-se ao passado guerrilheiro de sua candidata, Lula comparou-a ao líder sul-africano Nelson Mandela. Disse que as pessoas terão “uma extraordinária surpresa” com Dilma, caso ela prevaleça nas urnas de 2010. Fez referência ao filme Invictus. “Mostra a grandeza do Mandela em estabelecer a unidade na África do Sul”.



Lembrou que, depois de passar 27 anos na cadeia, Mandela governou seu país “sem ódio”. O mesmo ocorre, segundo Lula, com José Mujica, um ex-preso político que acaba de ser eleito presidente do Uruguai:



“Ficou seis anos na solitária. [...] E não tem ressentimento”. Acha que ocorre coisa semelhante com Dilma. Contou o que ouviu de sua então chefe da Casa Civil quando visitou com ela “o quartel do 2º Exército, em São Paulo”.



“Ela disse: ‘Foi aqui que eu fui presa. E eu não tenho ressentimento. Aquilo faz parte do meu passado, quero construir minha vida pra frente’. Eu tenho dito pra ela: sua grande vitória é ser, hoje, candidata”. A surpresa com Dilma virá, segundo Lula porque, além da “competência para o debate político, ela é uma mulher sem rancor, sem mágoa”.



“Depois de ficar presa três anos e meio e passar pelas barbáries da tortura, não tem um grau de ressentimento. O Brasil está precisando disso”. Disse estar convencido de que a pupila será eleita. As referências a Dilma foram feitas em resposta a uma pergunta que levantou dúvidas sobre as “afinidades ideológicas” entre os dois.



Antes, Lula fora inquirido sobre as teses polêmicas que, vez por outra, “pipocam” em documentos de seu governo. Entre elas a idéia de controlar meios de comunicação. Que efervescência e essa?, perguntou-se a Lula. Essas idéias podem ser implementadas no seu governo ou numa eventual gestão Dilma?



Depois de algum lero-lero, Lula, espremido, soou, finalmente, peremptório: “Tem três setores que podem controlar a imprensa: na TV, o telespectador; no rádio, o ouvinte; e no jornal, o leitor”. Alvíssaras!



Antes, Lula dissera aos entrevistadores que, na sua gestão, foram feitas mais de 67 conferências nacionais. Entre elas uma de comunicação. Explicara que nem todas as teses defendidas nessas conferências são encampadas pelo governo. Só vai virar projeto de lei “aquilo que interessar ao país e ao governo”.



Lula chamou de “covardes” os dirigentes do setor que faltaram à conferência de comunicação. “Não teve loucura nenhuma” no encontro, disse. Referiu-se a “um encontro de empresários e jornalistas”, ocorrido em São Paulo, nas pegadas da conferência de Brasília. “Eu fiquei assustado com os discursos”.



O que o assustou? “O medo de fantasmas que inexistem nesse país”. Disse ter encomendado ao ministro Franklin Martins (Comunicação Social) um estudo. Quer saber que tipo de controle outros países exercem sobre os meios de comunicação. Fez menção a algo que o desagrada na TV: violência e drogas.



“Isso tá das cinco da manhã até a meia-noite, todo santo dia, em quase todos os canais de televisão”. Lula foi atalhado. Lembrou-se a ele que a TV não faz senão reproduzir o que vai nas ruas. O presidente disse que não se referia ao noticiário, mas aos filmes “enlatados”.



E empilhou temas que, a seu juízo, deveriam ser levados ao ar: a paz, a educação, a cultura. Recordou-se a Lula que não cabe ao governo definir a pauta das emissoras. Ele respondeu que nenhum jornalista poderia alegar que seu governo tentou cercear-lhe a liberdade de imprensa. “Houve tentativas”, disse Boris Casoy, um dos entrevistadores.



E Lula: “Houve mais censura dos seus donos do que do governo”. Diante da insistência de Boris, Lula pediu que dissesse a que tentativa de cerceamento se referia. Boris citou o projeto de criação de um conselho nacional de jornalismo.



Lula disse que a ideia não foi do governo, mas da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas). Sim, mas virou projeto do governo, Boris insistiu. E Lula: “Você, como democrata, não deve ter medo do debate. O tempo em que as coisas eram construídas no gabinete de um homem de roupa verde acabou. Agora é o seguinte: quem quiser construir vai ter que debater”.



“Não existe ninguém que seja mais democrático do que eu. Pode ter igual. Mais eu duvido. E não existe ninguém que seja tão resultado da liberdade de imprensa do que eu”. Foi nesse ponto que Lula listou os “três setores que podem controlar a imprensa: telespectador, ouvinte e leitor.



E quanto ao governo Dilma? Depois de fazer o paralelo com Mandela e Mujica, Lula disse: “O Brasil precisa parar com o preconceito, com o rancor. A democracia é uma coisa tão extraordinária, as pessoas tem idéias, debatem, vencem são derrotadas. Vou pra campanha hoje e ninguém tá com medo...”



“...Ah, vai ganhar fulano vai ter inflação, vai ganhar cicrano vai ter dívida externa, vai ganhar fulano vai fugir 800 mil empresários [referência a uma frase do ex-presidente da Fiesp, Mario Amato]. Acabou, gente. Quem quer que ganhe as eleições nesse país tem que ter responsabilidade. O povo vai perceber quando o cara quiser brincar com a democracia”.



Lula lembrou que, se quisesse, poderia ter reivindicado o terceiro mandato. Por que não fez? “Porque eu aprendi a não brincar com a democracia, um valor incomensurável para uma nação. Brincar com a democracia, não brinco, porque eu já vivi sem ela. E não quero mais viver sem ela”.



Pressionando aqui, você chega aos vídeos que reproduzem a íntegra da entrevista de Lula. Ele repete o que vem dizendo sobre a crise internacional, diálogo com o Irã, PAC e o futuro de 5ª potência mundial que imagina reservado ao Brasil. De resto, nega que tenha a pretensão de tornar-se secretário-geral da ONU.

Maratona pré-eleitoral de Dilma inclui as caminhadas

A campanha presidencial fez bem à companheira Dilma Rousseff. O rosto foi repaginado por uma plástica.



Os lábios ganharam o adorno de um sorriso quase intermitente. A voz vem sendo suavizada por uma fonoaudióloga.



Da calibragem do discurso, cuida o marqueteiro João Santana. A pupila já não brinda os repórteres com as respostas ríspidas que a caracterizavam.



Noves fora tudo isso, Dilma passou a cuidar da forma física. Os preparativos para a maratona eleitoral incluem caminhadas diárias às margens do Lago Paranoá.



Neste sábado (3), a candidata saiu de casa às 8h. Seguida pelas lentes do repórter Sérgio Lima, Dilma percorreu 3.400 metros.



Tinha a seu lado o labrador Nego, indefectível companheiro de suas jornadas matinas. O cão é herança bendita de José Dirceu, antecessor de Dilma na Casa Civil.



A proximidade com o animal é inversamente proporcional à distância que separa o ex-dono das cercanias da candidata.



Dilma decidiu, junto com integrantes do seu comitê de assessoramento político, manter Dirceu e a fama que o precede longe do núcleo decisório da campanha.

Pivô dos ‘aloprados’ vira ‘fazendeiro’ no sul da Bahia

A dinheirama exposta na foto ao lado (R$ 1,7 milhão) foi apreendida pela Polícia Federal, em 2006, num hotel de São Paulo. Estava em poder de dois petistas. Seria usada para comprar, em pleno ano eleitoral, um dossiê contra o PSDB.



Ao perscrutar as fitas do circuito interno de TV do hotel, a PF identificou o homem da mala do PT: Hamilton Lacerda. Era na época assessor do gabinete do senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Percebia salário mensal de R$ 5 mil.



Candidato ao governo de São Paulo contra José Serra, Mercadante deslocara o assessor para a coordenação de sua campanha. Sob os efeitos do caso do dossiê, Serra beliscou o mandato de governador no primeiro turno.



E Lula, candidato à reeleição, viu a disputa que travava com o tucano Geraldo Alckmin escorregar para o segundo turno.



Pois bem. O tempo passou. E os “aloprados” do dossiê, como Lula os apelidou, permanecem impunes. Melhor: melhoraram de vida.



Em notícia pendurada nas páginas deste domingo (4), os reportes Hudson Corrêa e Leonardo Souza contam que Hamilton ‘Mala’ Lacerda virou empresário. De assessor parlamentar de Mercadante, passou a tocar, no sul da Bahia, uma fazenda de eucaliptos e uma revenda de produtos agrícolas.



Tomados pelo capital social registrado na junta comercial, os negócios são um portento: R$ 1,5 milhão. A fazenda se chama Olho d’Água. Fica em município de nome sugestivo: Encruzilhada. Pertence à empresa Bahia Reflorestamento.



A firma está registrado em nome de Lacerda e de um sócio: Juscelino Dourado. Vem a ser um ex-assessor do grão-petê Antonio Palocci. Era chefe de gabinete dele no Ministério da Fazenda. Deixou o cargo, em setembro de 2005, alvejado por uma denúncia.



Durado foi levado ao noticiário por um advogado que disse ter negociado com ele propina de R$ 6 milhões. O dinheiro iria ao caixa dois do PT. Em troca, Dourado ajeitaria a renovação de um contrato na Caixa Econômica Federal.



Dourado era sócio do aloprado Lacerda também na firma de implementos agrícolas, Destak. Deixou o quadro societário da empresa no ano passado.



Lacerda possui um preposto na Bahia. Chama-se Breno Macedo dos Santos. Tem 27 anos. Na junta comercial, informou que sua profissão é “estudante”. Convertido em sócio de Lacerda, o estudante Breno registrou a fazenda de eucaliptos em seu nome no cartório. Porém...



Porém, quem visita o imóvel dá de cara com uma placa. Afixada na porteira, informa o dono da propriedade: Bahia Reflorestamento, a empresa de Lacerda. Procurado, Lacerda preferiu guardar silêncio sobre seus negócios. O estudante Breno disse: "Na realidade sou eu que trabalho com isso. Vocês estão distorcendo isso".



Apresentou-se como "um familiar" de Lacerda. Não disse qual é o grau de parentesco que os une. Dourado, o ex-assessor de Palocci, não quis falar.



Decorridos quatro anos, o dossiêgate desceu à crônica policial como um caso por resolver. A PF, sempre tão operosa, não logrou desvendar o grande ministério: a origem da grana. Lacerda foi indiciado por lavagem de dinheiro. Mas não foi punido.



Em fevereiro passado, o “aloprado” retornou aos quadros do PT. Ele não é o único que se serviu da impunidade para se manter na ativa. Tome-se o exemplo de outro “aloprado”: Jorge Lorenzetti.



Acumulava, em 2006, as funções de churrasqueiro de Lula e membro do grupo de “inteligência” da campanha reeitoral. Frequentou o escândalo do dossiê como negociador da aquisição da peça. Hoje, responde solidariamente por uma dívida de R$ 18,1 milhões no Basa (Banco da Amazônia).



Decorre de empréstimos contraídos por empresa chamada Nova Amafrutas –uma fábrica de sucos, sediada no Pará. Foi à breca em 2006. Lorenzetti era membro da diretoria.



O ex-primeiro-churrasqueiro figura como fiador em pelo menos três empréstimos. Somam R$ 1,3 milhão. O primeiro é de 2005. O último, de 2007. Depois que a dívida foi à Justiça, Lorenzetti tornou-se administrador de uma empresa em Santa Catarina, onde mora: Mage Sanduicheria. Está no nome da ex-mulher e da filha.



O irmão, Silvestre Lorenzetti, informou que o negócio está parado há um ano. Nos arquivos da Receita Federal, a empresa consta como “ativa”.


Outro “aloprado”, o petista Osvaldo Bargas, abriu em Brasília a MB Consultoria. Mexe com comércio, recursos humanos e área sindical.



Sócio de Barjas, o filho dele, Helder, foi brincado, em abril de 2009, com um cargo na prefeitura de São Bernardo do Campo, gerida por Luiz Marinho (PT), amigo e ex-ministro de Lula.



O “aloprado” Expedito Veloso, que havia sido afastado da diretoria de Gestão e Risco do Banco do Brasil nas pegadas do escândalo, retornou ao bancão oficial.



Ostenta, desde setembro de 2008, o título de diretor-superintendente da subsidiária BB Previdência. Administra uma carteira de 41 planos de previdência. Coisa de R$ 1,37 bilhão.



Em entrevista veiculada neste domingo, o novo ministro da Justiça de Lula, Luiz Paulo Barreto, escora-se no escândalo que roeu o DEM no Distrito Federal para proclamar: “Acabou no Brasil a época da impunidade”.



Se desperdiçasse um naco de seu tempo analisando o inquérito do dossiê, o sucessor de Tarso Genro, agora no comando da PF, talvez dissesse algo assim: o Brasil continua sendo o paraíso da impunidade.
Veja: O insuportável peso de voar



- Época: Gordura vicia?



- IstoÉ: O custo de viver



- IstoÉ Dinheiro: O mineiro que cresce quieto



- CartaCapital: Velhos e pobres?



- Exame: Em busca da liderança perdida

manchetes desta segunda

- Globo: Tesouro pode arcar com novo aporte no BNDES



- Folha: Poder das facções pode inviabilizar voto de preso



- Estadão: Dilma reage a Serra e diz não temer embate ético com tucanos



- JB: Previ-Rio: Além de CPI, a intervenção



- Correio: Mais rigor no controle das cirurgias plásticas



- Valor: 'Efeito Petrobras' leva empresas a antecipar ofertas



- Estado de Minas: BH campeã em violência no trânsito



- Jornal do Commercio: Sport garante o 1º lugar

quinta-feira, 1 de abril de 2010

SERRA DIZ QUE GESTÃO TEVE PRINCÍPIOS


José Serra se despediu na sacada do palácio dos Bandeirantes

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), se despediu da administração do Estado nesta quarta-feira (31), no Palácio dos Bandeirantes, quando passou o cargo ao vice, Alberto Goldman. Ele evitou fazer balanços com os números, mas fez uma avaliação ética da sua gestão. "Este é um governo de caráter, não cedeu à demagogia, a soluções fáceis e erradas para problemas difíceis, nem se deixou pautar por particularismos e mesquinharias. Sou considerado um grande obsessivo, mas minha grande obsessão foi servir aos interesses gerais do meu estado e do meu país. Estou convencido que o governo, como as pessoas, tem que ter honra. Assim falo não apenas porque aqui não se cultivam escândalos, malfeitos, roubalheira. Mas porque nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o malfeito. Procuro ser sério, mas não sisudo. Realista, mas não pessimista. Calmo, mas não omisso. Otimista, mas não leviano. Monitor, mas não centralizado", declarou.

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ALENCAR ADIA DECISÃO SOBRE SENADO

José Alencar se beneficia da legislação eleitoral

O vice-presidente da República, José Alencar, afirmou nesta quarta-feira (31) que ainda não decidiu se concorrerá ao Senado nas próximas eleições. Para ele, que desfruta do benefício concedido pela legislação eleitoral de não precisar se desincompatibilizar do cargo, ainda é cedo para haver uma definição. "Se eu for candidato, não poderei assumir a Presidência da República interinamente, mas posso concluir o mandato na Vice-Presidência", argumentou. Ele declarou também que até as eleições não assumirá o posto do presidente Lula, caso haja necessidade, e que não definiu qual cargo poderá concorrer, embora tenha uma preferência.“Não serei candidato de mim mesmo, de forma nenhuma. Se for para ajudar em alguma causa mais nobre, em meu Estado e no meu País, estou às ordens para estudar e examinar. Confesso que prefiro um cargo no Senado, mas ainda estamos conversando",

'DESTINO' DECIDIRÁ FUTURO POLÍTICO DE AÉCIO

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), deixou seu posto nesta quarta-feira (31), deixando claro que seu futuro político não está definido. Apesar de ter descartado por diversas vezes a possibilidade de ser candidato a vice de José Serra e ter declarado suas intenções de disputar uma vaga no Senado, Aécio afirmou em discurso que quem decidirá o que ele fará é o “destino”. “Com emoção me despeço como governador para voltar ao meio de todos como cidadão e conterrâneo para os acompanhar e receber o que o destino me reservar”, disse. Enquanto passava o cargo a seu vice, Antônio Augusto Anastásia, Aécio evitou ataques diretos, mas fez queixas principalmente às guerras entre rivais políticas e destacou seu perfil de “aglutinador” que teria levado integrantes do PSDB a defenderem sua candidatura à Presidência da República, no lugar de Serra.

THOMAZ BASTOS DEVE COORDENAR CAMPANHA DO PT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos últimos 15 dias, já foi multado duas vezes pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propaganda antecipada em favor da candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff. Por entender que a campanha deste ano deve seguir nesse ritmo e gerar intensas batalhas na Justiça Eleitoral, a cúpula petista, a pedido do próprio Lula, começou a acertar os detalhes da contratação do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos como coordenador jurídico da campanha. Segundo informações do jornal O Globo, Bastos deve montar um pool de escritórios de advocacia em São Paulo, Brasília e outros colégios eleitorais considerados de maior importância, nos quais equipes de advogados deverão atuar em três frentes: defesa direta nos tribunais, consultoria prévia de ações a serem desenvolvidas durante a campanha e análise permanente da movimentação dos adversários de Dilma. Outra questão importante é a análise cuidadosa das prestações de contas da candidata, a fim de evitar problemas posteriores.

SARNEY RECEBE ALTA APÓS CIRURGIA EM SP

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) recebeu alta e passa bem após passar por uma cirurgia para remover um tumor no lábio superior. O procedimento foi realizado no Hospital Sírio-Libanês na última terça (30). A cirurgia fi feita por uma dermatologista com auxílio de dois outros médicos. O tumor era benigno e agora Sarney aguarda apenas a retirada de pontos do local. Na semana que vem, o senador deve retomar a rotina de trabalho.

Com 43%, Marta lidera a corrida pelo Senado em SP

Pesquisa Datafolha atribui à ex-prefeita e ex-ministra petista Marta Suplicy favoritismo absoluto na eleição ao Senado.



Marta figura na pesquisa com 43% das intenções de voto. Está muito à frente dos demais contendores.



Abaixo dela há uma aglomeração de candidatos com percentuais muito próximos uns dos outros.



Romeu Tuma (PTB), amealha 25%. É seguido de perto por Orestes Quércia (PMDB), com 22%.



Nos calcanhares de Quércia está o vereador e cantor de pagode Netinho de Paula (PCdoB), com 19%.



Praticamente empatada com Netinho, aparece a ex-vereadora Soninha (PPS), com 18%.



Bem atrás, em patamar inferior aos dois dígitos, há um outro bololô de candidatos.



O ex-tucano Gabriel Chalita, hoje vereador do PSB, obteve 8% das intenções de voto.



É seguido de perto pelo chefe da Casa Civil do governo José Serra, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), com 6%.



Na lanterna, Ricardo Young (PV), presidente do Instituto Ethos, com 3%.



Na eleição deste ano, serão renovadas duas das três cadeiras a que cada Estado tem direito no Senado.



Hoje, representam São Paulo: Romeu Tuma, que tenta a reeleição; e os petistas Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy.



Empurrado por Lula, Mercadante vai concorrer ao governo do Estado. Suplicy não precisará ir às urnas. Eleito em 2006, tem mandato até 2014.



Considerando-se as condições atuais, Marta tem enormes chances de "jantar" a cadeira de Mercante.



Impossível dizer quem será eleito para a segunda vaga. Tuma, Quércia, Netinho e até Soninha têm chances de prevalecer.



A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.



Significa dizer que Tuma, o líder do segundo bloco, pode deslizar, no seu pior cenário, de 25% para 23%.



E Soninha, a última colocada desse bloco, pode subir, no seu melhor cenário, de 19% para 21%.



A atmosfera de indefinição é reforçada por outros dados recolhidos pelo Datafolha: há entre os eleitores 33% que afirmam que votarão em branco para o Senado.



Há também um contingente de 24% que declaram ainda não saber em que candidatos irão votar. É gente à espera de ser seduzida.

DEM rebate Gabeira e abre crise em aliança pró-Serra

Abriu-se uma crise na coligação constituída para oferecer palanque ao presidenciável tucano José Serra no Rio de Janeiro.



Conforme noticiado aqui, Fernando Gabeira, candidato do PV ao governo do Estado, deseja excluir da aliança o DEM, partido de Cesar Maia.



Filho do ex-prefeito e presidente nacional do DEM, o deputado Rodrigo Maia (RJ) falou ao blog na noite passada.



Alcançado pelo celular, Rodrigo disse: “Temos no Rio uma aliança do DEM, PSDB e PPS com o PV. Ou o Gabeira terá os três partidos ou não terá nenhum”.



Rodrigo vinha de uma conversa com os presidentes do PSDB, Sérgio Guerra; e do PPS, Roberto Freire.



Encontraram-se na cerimônia em que José Serra se despediu do governo de São Paulo. Conversaram sobre Gabeira. Ouça-se Rodrigo:



“Reafirmamos, o Roberto Freire, o Sérgio Guerra e eu, o compromisso de aliança dos três partidos que apóiam o Serra com o Gabeira. De nossa parte, não há problema. Achamos que o Gabeira é um ótimo nome. Mas não há possibilidade de se formar uma aliança diferente”.



Rodrigo recorda que, afora as conversas privadas, Gabeira participou, há três semanas, de um evento público promovido pelo DEM.



Lembra que, em discurso “gravado e testemunhado por mais de 500 pessoas, Gabeira elogiou o Cesar Maia. Disse que é o melhor candidato ao Senado”.



Acrescenta: “Nós costumamos acreditar na palavra das pessoas. Não dá para dizer uma coisa hoje e outra amanhã”.



Em privado, Gabeira escora o desejo de excluir o DEM da coligação na “forte reação” que sua união com Cesar Maia despertou no eleitorado de classe média.



Passou a dizer que é melhor abrir mão dos três minutos de TV que o DEM agrega à sua campanha do que “passar 30 horas se explicando” ao eleitor.



Gabeira não está só. A aversão a Cesar Maia é compartilhada pelo presidente do PV-RJ, Alfredo Sirkis, e pela vereadora Andréa Gouvêa Vieira, do PSDB de Sérgio Guerra e José Serra.



“Se o Sirkis e a Andréa estão enganando o Gabeira, se querem dar a vitória ao Sérgio Cabral [PMDB], estão agindo com muita competência”, reage Rodrigo.



O presidente do DEM declara, em timbre peremptório: “Sem a aliança conosco, o Gabeira não tem chance de vitória no Rio”.



Rodrigo afirma que coligações políticas pressupõem a união de forças desiguais. “Se fôssemos iguais, estaríamos todos no PV ou no DEM”.



Irônico, Rodrigo diz que “a rejeição da classe média a Cesar Maia só ocorre no Posto 9, na praia de Ipanema, onde o Gabeira toma Sol”.



Afirma que “a rejeição a Gabeira começa no bairro de São Cristovão, na zona Norte, e termina em Santa Cruz, na zona Oeste. Sem contar o interior do Estado”.



No dizer de Rodrigo, “a base eleitoral do Gabeira vai da zona Sul à Tijuca. O resto dos votos vem por agregação, não são dele”.



Reconhece que o prestígio de Cesar Maia junto à classe média da capital decaiu no final de sua gestão na prefeitura.



Mas, munido de pesquisas, pondera: “O Gabeira sai de um patamar de 30% na capital e cai para uma média de 10% no resto do Estado. Meu pai tem 35% dos votos da capital, 32% na Baixada Fluminense e 40% no interior do Rio”.



Daí, segundo Rodrigo, a convicção de que só a união de esforços fará com que Gabeira prevaleça sobre Sérgio Cabral, candidato à reeleição.



Ferino, Rodrigo afirma: “O Gabeira recebe meia dúzia de mensagens contra o Cesar Maia na caixa postal do computador e entra em TPM. O eleitor conservador do Cesar Maia também manda mensagens contra o Gabeira. A gente tem a nossa TPM. Mas basta tomar o remedinho que isso passa”.



Gabeira já havia se aliado a DEM, PSDB e PPS na campanha municipal de 2008. Foi ao segundo turno. Mas perdeu, por margem estreita, para Eduardo Paes (PMDB).



Rodrigo atribui a derrota ao “jogo sujo” do PMDB do Rio. Lembra que Paes e Sérgio Cabral alvejaram Gabeira com panfletos preconceituosos.



Realçaram a defesa que Gabeira faz da descriminalização do consumo de maconha e do direito dos homossexuais à união civil.



“O Gabeira perdeu porque colocaram os valores morais à frente do debate: a tanguinha do Gabeira, a maconha e o homossexualismo. Nós não temos esses preconceitos. Ao contrário, queremos nos unir para derrotá-los. Difícil entender essa conversa mole de excluir o DEM”.



Tomada pelo seu formato original, a aliança formada ao redor de Gabeira reservou ao PSDB a indicação do vice. Ao DEM e ao PPS cabe indicar os senadores.



Combinou-se que, no primeiro turno, Gabeira faria a campanha de Maria Silva, a presidenciável do PV.



Caberia aos candidatos ao Senado, entre eles o ‘demo’ Cesar Maia, levar à TV a campanha de Serra. Rodrigo pondera: “Tirando o Zito [José Camilo Zito, prefeito tucano de Duque de Caxias], quem vai botar a cara pra pedir votos pro Serra no Rio é o Cesar Maia, não o Gabeira”.



E quanto à hipótese de o DEM lançar um candidato próprio ao governo do Rio? “Só uma pessoa que bebeu além da conta pode acreditar nesse conto da carochinha. Se o nosso projeto fosse o de eleger apenas um senador, não precisaríamos nos unir ao Gabeira”.



Vai procurar Gabeira? “Não. De nossa parte, ninguém quer desmontar a aliança. Achamos que o Gabeira está com TPM. Mas TPM passa”.

Substituto de Lobão vai priorizar combate a blecautes

O novo ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, elegeu como prioridade o combate aos blecautes que infelicitam grandes cidades brasileiras.



Na cerimônia em que recebeu o cargo de Edison Lobão, Zimmermann discursou: “O Brasil está crescendo e o setor elétrico é peça chave no desenvolvimento do país”.



Disse que é essencial manter a regularidade do abastecimento de energia elétrica. Anunciou uma primeira providência.



Vai exigir da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que cobre das distribuidoras: investimentos na rede e qualidade nos serviços.



Diferentemente de Lobão, que volta ao Senado para tentar renovar o mandato nas urnas de 2010, Zimmermann é um técnico.



Engenheiro Eletricista, é funcionário de carreira da Eletrosul. Chegou a Brasília em 2005, trazido por Dilma Rousseff.



Absorvido pelos senadores pemedebês José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL), ganhou, sob Lobão, o cargo de secretário-executivo da pasta.



Foi à cadeira de ministro com o consentimento de Sarney e Renan, cujas sombras pairam sobre o setor elétrico.

Projetos do pré-sal recebem 80 emendas no Senado

Os quatro projetos que compõem o pacote do pré-sal receberam no Senado 80 emendas.



É um prenúncio de que a tramitação será embalada pela polêmica e tende a consumir mais tempo do que desejaria o governo.



A maior quantidade de emendas (54) foi pendurada na proposta que institui o novo modelo de exploração do petróleo, a “partilha”.



Esse pedaço do pacote, que já era o mais cabeludo, tornou-se objeto de apaixonada discussão depois de passar pela Câmara.



Os deputados injetaram no texto original uma emenda de autoria de Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG).



Ficou estabelecido que os Estados produtores de petróleo –Rio e Espírito Santos à frente –, deixam de receber tratamento diferenciado na divisão dos royalties.



O bolo passaria a ser dividido entre todos os Estados, mesmo os que não produzem nenhuma gota de óleo.



Entre 54 emendas que tratam dessa encrenca, destacam-se duas. Uma traz a assinatura do senador Pedro Simon (PMDB-RS).



Mantém o texto aprovado na Câmara. E obriga a União a abrir os cofres para compensar as perdas impostas aos Estados produtores.



A outra emenda, que deve centralizar as atenções, foi apresentada por uma dupla de senadores eleitos pelos Estados que mais produzem petróleo.



Francisco Donelles (PP-RJ) e Renato Casagrande (PSB-ES) sugerem que seus Estados continuem a receber fatias maiores do bolo dos royalties. Sugerem uma redivisão que impõe prejuízos à União.



As outras emendas apresentadas no Senado foram anexadas à proposta que destina parte do lucro do pré-sal a um Fundo Social (12)...



...Ao projeto que cria a nova estatal batizada de Petrosal (9) e à proposta que estabelece as regras para a capitalização da Petrobras (5).

manchetes desta quinta

- Globo: Dilma ataca viúvos da estagnação; e Serra, os cúmplices da corrupção



- Folha: Serra critica roubalheira, e Dilma, viúvos da estagnação



- Estadão: Dilma prega continuísmo e Serra diz que País 'pode mais'



- JB: Campanha em clima de duelo



- Correio: Atropelaram o respeito



- Valor: Arrendamentos dão novo impulso a estaleiros no Rio



- Jornal do Commercio: PMs aceitam reajuste