quarta-feira, 2 de junho de 2010

Dilma afirma que subirá em dois palanques em Goiás

PMDB e PP lançaram pré-candidatos ao governo do estado.
Ex-ministra argumentou que os dois têm a mesma concepção de projetos.
Outro partido da base governista, o PRB, também lançou pré-candidato ao governo goiano, Ênio Tatico, e reivindica o apoio da ex-ministra. Sem querer melindrar nenhuma legenda, Dilma afagou a base aliada durante a entrevista. "Quem garantiu as melhorias do país durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um conjunto de partidos: PMDB, PP, PR, PRB, PCdoB, PSB, PDT, junto com o PT."

A pré-candidatura da ex-ministra já tem o apoio do PMDB, mas ainda disputa o PP em nível nacional, uma vez que o partido tem sido cortejado também pelo PSDB de José Serra.

A presidenciável lembrou ter tido boa relação com Íris e Alcides durante sua permanência no governo federal e que pretende manter ambos como suportes de sua candidatura no estado.

"As duas pré-candidaturas representam um conjunto de forças que estão na base de alianças que pretendemos manter, representado pelo grupo do governador Alcides e por outro lado o grupo do Iris Resende", afirmou. Segundo ela, tanto o PMDB, quanto o PP têm a mesma concepção de projetos de governo. "Vou voltar aqui e vou estar nos dois palanques porque temos essa trajetória de ações feitas".

2014

SINDICATOS GASTAM R$ 800 MIL PARA CRITICAR SERRA

Foram gastos ao menos R$ 800 mil para a realização de um evento no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, em que as centrais sindicais se dedicaram a fazer campanha anti-PSDB na disputa presidencial. O slogan da campanha petista deste ano, o de que "é preciso impedir o retrocesso", foi replicado na ocasião. A celebração organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Nova Central e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGBT) reuniu 10 mil pessoas. O objetivo era fazer uma agenda de propostas que o movimento sindical quer entregar aos candidatos à Presidência. O presidente da Força disse que cerca de R$ 800 mil foram gastos com a estrutura do evento (aluguel do estádio, trânsito, palco). Os gastos serão repartidos entre as centrais, que esperavam 30 mil pessoas no estádio. No mês passado, as cinco centrais receberam R$ 70,2 milhões da União por meio do imposto sindical. Informações da Folha.

PROGRAMA DO PSDB TERÁ SERRA E AÉCIO

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, e o ex-governador de Minas, Aécio Neves, deverão estar juntos no programa que o partido leva ao ar no dia 24. A pedido do comando da campanha do PSDB à Presidência, Aécio gravará a participação no programa ao lado do pré-candidato tucano. A intenção é ampliar a votação em Minas, apontada como fundamental para o resultado da eleição. Segundo Aécio, pesquisas registram um percentual de 40% para Serra no Estado. Mas outros 15% admitem votar nele, desde que com a manifestação de apoio de Aécio. Outros 5% só votariam na chapa com Aécio na vice. Ao PSDB, Aécio alegou que não se sente convencido a abandonar as eleições em Minas por causa de 0,5% do eleitorado nacional."Terei de trabalhar mais para a campanha do Anastasia do que para as minhas", argumentou. Em viagem a São Paulo, Aécio afirmou que, dentro do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE) é a melhor opção para a vice. No momento em que o PSDB reabre negociações com DEM em torno da vice, Tasso negou, no Twitter, a disposição de compor a chapa pela Presidência. Informações da Folha.

MARINA DIZ QUE SE INSPIRA EM LULA

A pré-candidata à presidência pelo PV, Marina Silva, disse que ainda tem o presidente Lula como exemplo. Ela é dissidente do PT. "Ele foi e ainda é inspiração para mim", afirmou. Ela diz que "seria pretensioso" comparar sua trajetória à de Lula. “Para mim, eventuais desencontros jamais irão suprimir o encontro da construção dos sonhos", afirmou. A senadora contou ainda que nunca sonhou em concorrer à Presidência. "Isso nunca foi colocado como objetivo para mim. (...) Tudo o que eu queria era não morrer de hepatite, tendo tomado remédio para malária, e estudar para ser freira", lembra. Em entrevista ao portal Terra, a pré-candidata deixou claro que possui posição contrária ao casamento gay. Ela revelou que prefere perder votos daqueles que discordam de seu ponto de vista do que ter votos a qualquer custo. "Como sacramento, não acho que deva ser dado esse enquadre. Prefiro que o movimento gay, nesse aspecto diga: 'A Marina é diferente de mim'", ressaltou.

MARINA: EMPRESA DE VICE DEVE R$ 1,2 BI AO FISCO

A indústria de cosméticos Natura, controlada pelo empresário Guilherme Leal, pré-candidato a vice na chapa de Marina Silva (PV), deve R$ 1,2 bilhão em impostos, multas e honorários. O valor supera o patrimônio líquido do grupo, que é de R$ 1,1 bilhão. A empresa responde a cerca de 160 ações tributárias na Justiça. Mas seus advogados são otimistas: as causas em que consideram a condenação "provável" ou "possível" limitam-se a R$ 179,67 milhões, ou 15% do total. Leal se licenciou formalmente da direção do grupo, mas detém 22,09% das ações como pessoa física e pela Utopia Participações, que controla com os filhos. A revista "Forbes" estima sua fortuna em US$ 2,1 bilhões. Informações da Folha.

PF DESCOBRE VENDA DE SENTENÇA EM MT

A Polícia Federal interceptou diálogos telefônicos que revelam bastidores de suposta rede de corrupção que, segundo apuração chefiada pelo Superior Tribunal de Justiça, direcionava resultados de ações em Mato Grosso. No inquérito, são descritos 14 julgamentos nos quais a PF viu indícios de venda de sentenças ou de articulações frustradas nesse sentido. Por meio de grampos e escutas, a PF descobriu que o tema era tratado por suspeitos de integrar o esquema, que incluiria advogados, juízes e desembargadores. "Fechamos um negócio de R$ 1 milhão. Vou mandar um de R$ 9 mil? Por menos de 100, 200 mil ninguém faz no tribunal", disse Ivone Siqueira, detida há duas semanas sob suspeita de ser intermediadora. Esquema similar já fora descoberto na Justiça baiana em 2008, pela Operação Janus. Informações da Folha.

Serra faz reunião, mas não unifica os ‘aliados’ de SC

Realizou-se na noite desta terça (1º) uma reunião de José Serra com os partidos que compunham a tríplice aliança de Santa Catarina: PSDB, PMDB e DEM.



Deu-se na casa do presidenciável tucano, no bairro paulistano de Alto de Pinheiros. Uma conversa de pouco mais de duas horas.



O propósito do encontro era a reunificação da aliança catarinense. Serra almeja reagrupar as três legendas num único palanque.



Leonel Pavan (PSDB), Raimundo Colombo (DEM) e Eduardo Pinho Moreira (PMDB) entraram na casa de Serra candidatos. E saíram ostentando a mesma condição.



Pavan, atual governador de Santa Catarina, até admite abrir mão da candidatura. Mas condiciona o gesto a um acerto entre Colombo e Pinho Moreira.



O ‘demo’ Colombo não arreda o pé. Entre os três, é o mais bem posto nas pesquisas. E reivindica o apoio dos demais.



O pemedebê Pinho Moreira tampouco contempla a hipótese de desistir. À falta de um entendimento, o tucano Pavan insinua que pode se manter no páreo.



Ficou combinado que o grupo promoverá um novo encontro, em data a ser marcada. Deve ocorrer na semana que vem.



Participou da conversa o ex-governador Luiz Henrique (PMDB), que governou Santa Catarina, por dois mandatos, sustentado pela ex-tríplice aliança.



Hoje candidato ao Senado, Luiz Henrique é dissidente do PMDB federal. Discorda do apoio do partido à candidatura petista de Dilma Rousseff.



Fora do governo desde abril, Luiz Henrique tentou inúmeras vezes reunificar a trinca de legendas. Mas já não controla nem o seu próprio partido.



Na véspera, já em São Paulo, o candidato Pinho Moreira reunira-se com o presidente do PMDB, Michel Temer, virtual candidato a vice na chapa de Dilma.



Discutiu abertamente a hipótese de se bandear para o outro lado. Expôs suas condições a Temer. Coisa difícil de costurar, contudo.



Em troca do apoio a Dilma, Pinho Moreira reivindica a adesão do PT à sua candidatura ao governo catarinense.



O problema é que o PT já aprovou em encontro estadual a candidatura da senadora Ideli Salvatti.



Na equação levada a Temer por Pinho Moreira, Ideli disputaria a reeleição ao Senado. A segunda vaga de senador seria assegurada a Luiz Henrique.



Pinho Moreira se dispôs a ceder a vice para um petista. Sugeriu o nome do deputado federal Claudio Vignatti (PT-SC).



Temer ficou de levar a proposta adiante. Mas é improvável que obtenha a adesão de Dilma e do PT à fórmula de Pinho Moreira.



Melhor para a deputada federal Ângela Amin. Candidata do PP ao governo de Santa Catarina, ela assiste de camarote aos desencontros que se aprofundam à sua volta.



Melhor: Ângela é cortejada pelos dois lados. O PT deseja a abertura do palanque dela para Dilma. O PSDB tenta seduzi-la para a campanha de Serra.

Oposição ‘exige’ que Dilma explique ‘campanha suja’

Dirigentes dos três partidos que dão suporte à candidatura de José Serra se reúnem nesta quarta (2).



Vão discutir uma reação conjunta à notícia de que um grupo a serviço do comitê rival de Dilma Rousseff organiza dossiê contra Serra.



Antecipando-se à reunião, o presidente do PSDB e coordenador da campanha tucana, Sérgio Guerra, cobra explicações.



Em entrevista ao repórter Leonardo Souza, Guerra disse que a tarefa de prover esclarecimentos é indelegável.



Cabe, segundo ele, à própria Dilma informar o que se passa. “É com a Dilma mesmo. Os aloprados de plantão, gente que montou uma fábrica de dossiês...”



“...Estão a serviço da campanha dela, trabalhando para ela, em processos que nem nós nem o Brasil aceitam”.



O dirigente tucano puxou do baú o dossiê anti-tucanos que os aloprados petistas tentaram comprar na campanha de 2006:



“A montanha de dinheiro que apareceu para ajudar o candidato do PT em São Paulo, até hoje ninguém sabe a origem dela”.



Para reforçar a tese de que “Não dá para [Dilma] se esconder”, içou da arca de reminiscências todos os contenciosos que envolveram a ex-ministra:



“Ela nunca explicou nada. Não se explicou no episódio da dona Lina [Vieira, ex-secretária da Receita Federal]...”



“...Não se explicou no caso do dossiê da Dona Ruth [Cardoso], no episódio do currículo [em que havia informação incorreta de que Dilma havia completado mestrado na Unicamp]...”



“...É um padrão que ela está demonstrando. Vamos ver agora onde ela vai se esconder diante de um fato desse gravidade...”



“...Uma campanha organizando dossiê contra uma outra campanha, secreto, escondido, vergonhoso. Isso não pode perdurar...”



“...Nós não tratamos assim os nossos concorrentes. Não os tratamos como inimigos, mas como adversários”.

Geddel: ‘Aliança PT-PMDB está fechada, consolidada’

Num instante em que PMDB e PT ainda negociam palanques estaduais, Geddel Vieira Lima disse ao blog:



“A aliança nacional está fechada, consolidada. Não há hipótese de reversão. Dilma Rousseff será a nossa candidata à Presidência...”



“...Michel Temer é o nosso candidato a vice-presidente. Eventuais pendências estaduais serão resolvidas por compromisso político”.



Integrante da cúpula do PMDB e candidato do partido ao governo da Bahia, Geddel diz que “não há a mais remota possibilidade de adiamento da convenção”.



Refere-se à convenção de 12 de junho, na qual o PMDB pretende formalizar a aliança com o PT federal e o apoio a Dilma.



“A data da convenção foi aprovada pela Executiva. A indicação do Temer também. Não há mais o que discutir”.



A voz de Geddel soa num instante em que o petismo de Minas Gerais ainda resiste a apoiar a candidatura do pemedebê Hélio Costa.



Um acerto que fora apresentado como condicionante ao acordo nacional. Para Geddel, vai prevalecer o bom senso.



“Nosso candidato em Minas é o Hélio Costa. Ele reúne mais condições de vencer. Portanto, é de interesse mútuo que o estresse seja eliminado”.



As direções nacionais das duas legendas haviam fixado o próximo domingo, dia 6 de junho, como data limite para o fechamento do acordo mineiro.



A negociação prossegue. Mas Geddel insiste: a realização da convenção não está condicionada ao acerto.



“É preciso parar com essa história de esticar a corda. É pressão indevida, não é bom, não é bonito. Não tem adiamento nenhum. A convenção será no dia 12. Ponto”.

manchetes desta quarta

- Globo: Pressão global obriga Israel a soltar presos da frota da paz



- Folha: Egito abre caminho para Gaza após ataque a barco



- Estadão: Conselho da ONU critica Israel e cobra investigação



- JB: Gaza: bloqueio insustentável



- Correio: Após ataque de Israel, ONU exige o fim do bloqueio a Gaza



- Valor: Crédito consignado mantém expansão e já soma R$ 118 bi



- Jornal do Commercio: Matador de Maristela foragido da Justiça

terça-feira, 1 de junho de 2010

Aécio derrota petistas

Ainda faltam quatro meses para as eleições, mas Aécio Neves já pode comemorar sua primeira vitória sobre o PT. Seu aliado Robson Gomes, do PPS, foi eleito domingo prefeito de Ipatinga, o nono colégio eleitoral de Minas Gerais. A cidade passou por nova eleição depois de ter seu prefeito cassado por abuso de poder político e econômico.

Robson teve 74 809 votos, contra 51 955 de Cecília Ferramenta, do PT. Como era presidente da Câmara Municipal, Robson já vinha exercendo o cargo de prefeito desde a cassação de seu antecessor.

Propaganda: Dia D na licitação do ano

Sai amanhã o resultado da megalicitação da Petrobras para a sua propaganda. Trata-se de uma conta de 500 milhões de reais a ser dividida por três agências nos próximos dois anos. Em fevereiro, a concorrência foi suspensa por suspeita de vazamento de informação. Será que as três que “venceram” a licitação suspensa vencerão novamente?

MARINA DIZ QUE RECEBERÁ DINHEIRO DE INTERNAUTAS

A pré-candidata do Partido Verde à Presidência da República, Marina Silva, afirmou nesta segunda-feira (31) que receberá doações individuais de eleitores, por meio da internet. Ela também prometeu que o financiamento de sua campanha será feito de modo transparente, mas não detalhou como isso acontecerá. Ela acrescentou não saber com que velocidade os dados de financiamento de campanha serão disponibilizados para o público.

BOLSA-FAMÍLIA NÃO SUPERA MISÉRIA

Os beneficiários do programa Bolsa-Família nas regiões Norte e Nordeste ainda não superaram, na média, a condição de pobreza extrema, analisada por critério internacional de renda per capita de, no mínimo, R$ 70 por mês. Os dados são de estudo recente sobre o programa. O levantamento mostra que as cerca de 7,5 milhões de famílias beneficiárias do Nordeste e do Norte têm renda média de R$ 65,29 e R$ 66,21, respectivamente, após o pagamento do benefício. A bolsa varia de R$ 22 a R$ 200, a depender do grau de pobreza e do número de filhos da família. "O valor do benefício, de R$ 95, em média, é pequeno, insuficiente para superar a pobreza", avalia Lúcia Modesto, secretária responsável pelo Bolsa-Família no Ministério do Desenvolvimento Social, ao insistir que o programa não tem por objetivo substituir outras fontes de renda das famílias. O peso do benefício foi relevante no aumento da renda em todas as regiões do país, sobretudo no Norte e Nordeste, mostra o estudo. Em média, o auxílio aumentou em quase a metade (48,74%) a renda por pessoa da família. Informações do Estadão.

EVO: ‘NÃO ACHAVA QUE ERA TÃO GRANDE' O TRÁFICO

O presidente da Bolívia, Evo Morales, se disse surpreso nesta segunda-feira (31) com o volume do narcotráfico em seu país, e acusou os Estados Unidos de suposto favorecimento aos responsáveis. "Não achava que era tão grande o narcotráfico, não achava que o narcotráfico tinha tal poder econômico (...), sinto que se infiltra nos poderes, nas estruturas dos Estados, não só na Bolívia, mas em todo o mundo", disse Morales em discurso durante ato militar. "Vejo que há muita cumplicidade de algumas instituições, de membros da Justiça boliviana, mas também de alguns membros da polícia. Por que essa forma de comprar nossos membros do Estado? Cheguei à conclusão de que é muita 'plata' (dinheiro), o narcotráfico manipula muita 'plata'." Na semana passada, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou que a Bolívia é cúmplice na entrada de cocaína no Brasil. Segundo o ex-governador de São Paulo, de 80% a 90% da cocaína consumida internamente tem como origem o país vizinho. Informações da Reuters.

DESENTENDIMENTO EM MINAS ESTREMECE PT E PMDB

O PMDB nacional ameaçou nesta segunda-feira (31) adiar a convenção nacional do partido, marcada para o próximo dia 12, caso o PT de Minas Gerais insista em lançar a candidatura de Fernando Pimentel ao governo do Estado. O ultimato foi em uma reunião do conselho político da pré-campanha da petista Dilma Rousseff, marcada pela tensão. A convenção formalizará o apoio do PMDB à Dilma e o nome do presidente da Câmara e do PMDB, deputado Michel Temer (SP), como vice na chapa petista. A cúpula do PMDB quer que o PT mineiro bata o martelo no domingo (6) em favor da candidatura do ex-ministro e senador Hélio Costa (PMDB-MG) ao governo de Minas. "Queremos apenas que se cumpra o que foi combinado. Vou defender que não se faça convenção com essa pendência em Minas Gerais", afirmou o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN). "Vão tentar um entendimento até domingo. Se não der a conta, vem para cá", resumiu o líder do PDT na Câmara, deputado Dagoberto (MT), referindo-se à possível intervenção da direção nacional do PT e do PMDB para resolver o impasse em Minas. Informações do Estadão.

ZÉ DIRCEU RECLAMA DO TOM DE SERRA

O deputado cassado José Dirceu (PT) criticou a declaração do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, sobre a responsabilidade do governo boliviano no tráfico de drogas para o Brasil. Para Dirceu, a declaração do tucano foi uma “operação organizada e articulada com a grande imprensa”, que reverberou o que disse o tucano com reportagens sobre o assunto - o que caracteriza "guerra suja da campanha de Serra", conforme título de artigo de seu blog na internet. Dirceu ataca edições recentes da revista Veja e do jornal Folha de São Paulo. “Mesmo com a mais absoluta falta de provas e indícios e com a produção irrisória de cocaína pela Bolívia - 60% dessa droga produzida no mundo vêm da Colômbia, 600 toneladas ao ano - tanto a revista quanto o jornal deram cobertura e apoio ao caso”, afirma. O líder petista sustenta que o problema é do Brasil: “a responsabilidade pelo consumo e pelo tráfico é totalmente brasileira e não da Colômbia ou da Bolívia”. Para Dirceu, na Bolívia, “a produção irrisória de folhas de coca (27.500 hectares) é em sua maior parte destinada ao consumo da população boliviana e para fins medicinais”. Informações do R7.

De volta à cena, Ciro recebe mimo de Lula: R$ 6,6 mi

Ciro Gomes (PSB-CE/SP) está de volta. Excluído do tabuleiro presidencial, ele havia tomado chá de sumiço em 29 de abril.



Pedira licença na Câmara. Sem remuneração. E refugiara-se nos EUA. Retornou ao Brasil no sábado (29), informa sua assessoria.



Não tem agenda definida para os próximos dias. Como o período de licença já expirou (30 dias), espera-se que dê as caras no Congresso.



Lula, que ajudou a empurrar Ciro para fora do tabuleiro sucessório, providenciou para o “aliado” um mimo monetário.



Mandou liberar a verba de uma emenda que Ciro pendurara no Orçamento. Coisa de 6,6 milhões.



Deve-se a informação aos repórteres Matheus Leitão e Lucas Ferraz.



Em notícia veiculada na Folha, a dupla informa que a liberação ocorreu em 21 de maio.



Oito dias antes do desembarque de Ciro no Brasil. Nessa data, aliás, o PSB federal, partido do ex-candidato, ratificou o apoio a Dilma Rousseff.



A emenda de Ciro, a única que ele apresentou no ano passado, tem destinação meritória.



O dinheiro vai ao caixa da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, órgão do governo do Ceará, gerido pelo irmão Cid Gomes (PSB).



Destina-se ao financiamento de um sistema de radares capaz de monitorar as chuvas no território cearense.



O valor original da emenda é maior: R$ 10 milhões. Mas um pedaço (R$ 3,3 milhões) já havia sido liberado. Duas parcelas de R$ 1,7 milhão.



Antes de submergir, Ciro ostentava uma retórica belicosa. Pendurara no sítio que mantém na web um artigo acerbo desde o título: “Ao Rei tudo, menos a honra”.



Em entrevistas, dissera que, ao imaginar que “vai batizar Dilma presidente”, Lula “viaja na maionese”.



Referira-se ao PMDB, sócio majoritário da mega-coligação governista, como “um ajuntamento de assaltantes”.



Repisara a tecla de que, sob Lula, a parceria PT-PMDB plantara um “roçado de escândalos”.



Dias atrás, depois de visitar Lula, em Brasília, o governador Cid Gomes disse que o irmão vai seguir a orientação do PSB. “Deve apoiar a Dilma”, afirmou.



Nesse contexto, a liberação da emenda é uma espécie de estímulo à fidelidade. Resta agora saber se um mês foi o bastante para dissolver os rancores do ex-presidenciável.

Lula entrega diploma a beneficiários do Bolsa Família

Um dia depois de José Serra ter prometido oferecer bolsas de estudo a jovens do Bolsa Família, Lula promove, nesta terça (1º) uma entrega de “diplomas”.



O presidente será a estrela da “formatura” de 1.592 beneficiários do programa, hoje convertido em pilar da campanha de Dilma Rousseff.



Os formandos frequentaram cursos profissionalizantes de 200 horas. Obtiveram formação teórica e prática para o exercício de atividades ligadas à construção civil.



Vão aos canteiros de obras como pedreiros, pintores, encanadores, eletricistas e mestres de obras.



A entrega de canudos ocorrerá em São Paulo, base eleitoral do ex-governador Serra. Os novos profissionais residem em sete cidades paulistas.



Recebem o Bolsa Família na capital, em Ferraz de Vasconcelos, Itapevi, Itanhaném, Mongaguá, Praia Grande e São Vicente.



No texto que levou à sai página na web, o Ministério do Desenvolvimento Social informou que a amostra de São Paulo é parte de algo maior.



Combinou-se o Bolsa Família a um segundo programa. Chama-se Próximo Passo.



É essa iniciativa, a “porta de saída” de que fala a oposição, que Lula deseja trombetear.



Os cursos oferecidos à clientela do Bolsa Família são coordenados por três pastas: a do Desenvolvimento Social, a do Trabalho e a do Turismo.



A coisa é feita em parceria com os governos estaduais, as prefeituras, empresas e entidades sem fins lucrativos.



Na área da construção civil, informa o governo, foram oferecidas 147.057 vagas –“33.580 no Estado de São Paulo", o ministério fez questão de realçar.



Nesse pedaço do “Próximo Passo”, os cursos estão sendo ministrados em 249 municípios espalhados pelo país.



Na outra ponta do programa, o governo oferece formação para a clientela do Bolsa Família com vocação para o setor do turismo.



São 25.916 vagas, distribuídas em 22 capitais –“6.766 no Estado de São Paulo”.



Nesse caso, oferece-se treinamento para garçons, cozinheiros, padeiros, barmans, mensageiros, camareiros, atendentes de agência de viagens e auxiliares de eventos.



Em sua peregrinação de candidato, Serra repisa a tecla de que, além de manter, pretende “aperfeiçoar” o Bolsa Família.



Nesta segunda (31), numa palestra para empresários, em São Paulo, o presidenciável tucano esmiuçou seu plano.



Disse que planeja conceder bolsas de estudo para jovens beneficiários do Bolsa Família. Não revelou o valor das novas bolsas.



Apenas esclareceu que o objetivo é custear as despesas de cursos providos por escolas profissionalizantes.



Os formandos aos quais Lula entregará diplomas não são os filhos, mas os pais do Bolsa Família.



A formatura desta terça desce à crônica da sucessão como uma resposta de Lula aos que vêem no maior programa social do governo uma iniciativa que eterniza a dependência.

Lula entrega diploma a beneficiários do Bolsa Família

Um dia depois de José Serra ter prometido oferecer bolsas de estudo a jovens do Bolsa Família, Lula promove, nesta terça (1º) uma entrega de “diplomas”.



O presidente será a estrela da “formatura” de 1.592 beneficiários do programa, hoje convertido em pilar da campanha de Dilma Rousseff.



Os formandos frequentaram cursos profissionalizantes de 200 horas. Obtiveram formação teórica e prática para o exercício de atividades ligadas à construção civil.



Vão aos canteiros de obras como pedreiros, pintores, encanadores, eletricistas e mestres de obras.



A entrega de canudos ocorrerá em São Paulo, base eleitoral do ex-governador Serra. Os novos profissionais residem em sete cidades paulistas.



Recebem o Bolsa Família na capital, em Ferraz de Vasconcelos, Itapevi, Itanhaném, Mongaguá, Praia Grande e São Vicente.



No texto que levou à sai página na web, o Ministério do Desenvolvimento Social informou que a amostra de São Paulo é parte de algo maior.



Combinou-se o Bolsa Família a um segundo programa. Chama-se Próximo Passo.



É essa iniciativa, a “porta de saída” de que fala a oposição, que Lula deseja trombetear.



Os cursos oferecidos à clientela do Bolsa Família são coordenados por três pastas: a do Desenvolvimento Social, a do Trabalho e a do Turismo.



A coisa é feita em parceria com os governos estaduais, as prefeituras, empresas e entidades sem fins lucrativos.



Na área da construção civil, informa o governo, foram oferecidas 147.057 vagas –“33.580 no Estado de São Paulo", o ministério fez questão de realçar.



Nesse pedaço do “Próximo Passo”, os cursos estão sendo ministrados em 249 municípios espalhados pelo país.



Na outra ponta do programa, o governo oferece formação para a clientela do Bolsa Família com vocação para o setor do turismo.



São 25.916 vagas, distribuídas em 22 capitais –“6.766 no Estado de São Paulo”.



Nesse caso, oferece-se treinamento para garçons, cozinheiros, padeiros, barmans, mensageiros, camareiros, atendentes de agência de viagens e auxiliares de eventos.



Em sua peregrinação de candidato, Serra repisa a tecla de que, além de manter, pretende “aperfeiçoar” o Bolsa Família.



Nesta segunda (31), numa palestra para empresários, em São Paulo, o presidenciável tucano esmiuçou seu plano.



Disse que planeja conceder bolsas de estudo para jovens beneficiários do Bolsa Família. Não revelou o valor das novas bolsas.



Apenas esclareceu que o objetivo é custear as despesas de cursos providos por escolas profissionalizantes.



Os formandos aos quais Lula entregará diplomas não são os filhos, mas os pais do Bolsa Família.



A formatura desta terça desce à crônica da sucessão como uma resposta de Lula aos que vêem no maior programa social do governo uma iniciativa que eterniza a dependência.

Avalanche de multas faz PT rever estratégia de Dilma

O comitê de Dilma Rousseff decidiu evitar o envolvimento da candidata em atos que possam ser entendidos como novos “desafios” à Justiça Eleitoral.



Analisava-se a hipótese de promover novas aparições de Dilma ao lado de Lula, em eventos oficiais.



Algo que, em parecer, a Advocacia-Geral da União havia liberado.



Para evitar novos problemas no TSE, o QG de Dilma deu meia-volta.





A decisão do petismo chega com atraso. Lula já coleciona quatro multas do TSE. Dilma, duas. O PT, uma.



Como se fosse pouco, o Ministério Público Eleitoral acaba de pedir ao tribunal que imponha a ‘Cabo Eleitoral da Silva’ e a ‘Candidata Rousseff’ mais três multas.



O pedido consta de parecer enviado ao TSE pela vice-procuradora-geral Eleitoral Sandra Cureau. Ela foi chamada a opinar numa trinca representações.



Foram ajuizadas pelo DEM. Em todas elas, o partido acusa o presidente e sua pupila de fazer campanha ilegal na comemoração do Dia do Trabalho.



Uma se refere a evento realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo. Outra diz respeito a ato da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil.



A terceira envolve o pronunciamento oficial que Lula levou ao ar, em cadeia nacional, no dia 29 de abril.



Sandra Cureau endossou as reclamações. Acha que houve campanha subliminar pró-Dilma nas três oportunidades. Coisa “disfarçada, dissimulada”, segundo ela.



Ela recorda que a reincidência da prática, “demonstra que há uma lógica” na ação desenvolvida em favor da candidata oficial.



Primeiro, Lula profere discursos enaltecendo as realizações do governo. Compara sua gestão à administração passada...



...E, “de maneira explícita ou velada”, liga as “conquistas” à atuação de Dilma no governo. Por último, prega a “continuidade”. Sobre Dilma, Sandra Cureau anota:



“Ainda que, em muitas oportunidades, não profira uma única palavra, beneficia-se das engenhosas jactações levadas a cabo pelo Excelentíssimo Senhor Presidente”.



Completa: “Necessário lembrar que sequer há outra razão que justifique sua presença em tais eventos que não seja a de propaganda eleitoral extemporânea...”



“...Ainda que de forma dissimulada, uma vez que, na qualidade de notória pré-candidata, afastou-se do cargo que ocupava no governo, [...] para concorrer às eleições presidenciais.”



A Procuradoria recomendou que seja multado também o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), personagem da pajelança político-sindical do 1º de Maio.



Ao julgar os três casos, o TSE pode seguir ou não o parecer do Ministério Público Eleitoral. Em representações anteriores, seguiu.



Afora a decisão de manter Dilma longe de novas encrencas, o PT mantém a disposição de questionar no TSE a tática da oposição.



A exemplo do que fizera o PT, o DEM usou o seu programa partidário para enaltecer o presidenciável tucano José Serra. PPS e PSDB se preparam para fazer o mesmo.

manchetes desta terça

- Globo: Mundo condena Israel por ataque a frota humanitária



- Folha: Israel ataca barco humanitário e causa protestos pelo mundo



- Estadão: Israel ataca barcos civis, mata 10 e causa repúdio mundial



- JB: O mundo contra o “terrorismo de Estado”



- Correio: Uma bomba-relógio chamada Detran



- Valor: 'Clube do bilhão' tem 85 empresas abertas no país



- Jornal do Commercio: Israel ataca pacifista e o mundo protesta