quinta-feira, 2 de julho de 2009

Após enquadramento, PT defende aliança com PMDB de Sarney e diz que crise é do SenadO

Após ser enquadrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o líder do PT no Senado Aloizio Mercadante (SP) defendeu hoje a manutenção da aliança pela governabilidade com o PMDB --partido do senador José Sarney (AP), presidente do Senado. Mercadante disse que a crise não é só de Sarney e que tem que ser compartilhada por todos os 81 senadores. "A crise do Senado estrutural, política e sobretudo ética e moral", afirmou.
Ontem, a bancada do PT no Senado chegou a sugerir o licenciamento temporário de Sarney da presidência por 30 dias. Incomodado com a falta de apoio do PT, Sarney ameaçou renunciar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estava no exterior, mandou um recado para o PT ao criticar os partidos de oposição que pedem o afastamento de Sarney. Lula disse que a oposição quer ganhar a presidência do Senado "no tapetão".
Hoje, Mercadante passou a defender a aliança com o PMDB de Sarney em prol da governabilidade do país. "Não há governabilidade sem aliança do PMDB. PSDB e DEM nunca nos deram espaço e é verdade que nós também nunca demos a eles, mas queremos ter aliança e queremos que ela continue. Não me peçam aquilo que não posso fazer, gesto ingênuo espontâneo de fragilizar a governabilidade. Nós queremos ir a fundo, mas sabemos da nossa responsabilidade pela governabilidade", afirmou.
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que Sarney está mais forte do que antes. "Ele saiu fortalecido da crise e conta com o apoio de 55 senadores."
Renan sinalizou ainda que a permanência de Sarney no cargo é uma das condições para o PMDB apoiar o PT na eleição presidencial de 2010. "Essa crise serviu para aproximar PT e PMDB."

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