
Apesar de defender o afastamento de José Sarney (PMDB-AP) do comando do Senado, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse nesta quinta-feira (2) em Belo Horizonte que a crise vivenciada pelo Senado não será resolvida com a punição de "algumas pessoas'. Para ele, os escândalos só terminarão quando houver uma grande reformulação na Casa que a torne "exemplo" ao Poder Legislativo do país.
"A gente tem de pegar aquilo e fazer uma grande reforma. Transformar aquilo numa instituição menor do que é [para] que tenha muito mais visibilidade, organização e transparência. Se fizermos isso no Senado, a Câmara vai fazer igual, as assembleias legislativas tenderão a fazer a mesma coisa", disse Guerra.
Após participar de encontro no Palácio das Mangabeiras com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), Guerra afirmou que o momento conturbado vivido pelo Senado não pode ser intitulado de "crise José Sarney".
"Chamar essa crise de José Sarney é uma simplificação", resumiu Guerra, que afirmou serem crônicos os desmandos no Senado. "Resolver as questões do Senado punindo as pessoas, uma aqui outra mais adiante, não é o caminho para superar a crise que nós nos encontramos. Outras pessoas vão aparecer, outras denúncias vão surgir", afirmou.
Para ele, o enxugamento da máquina administrativa da Casa seria uma solução. "Impossível uma instituição que não sabe quantos funcionários tem. Uma instituição que tem 81 senadores e perto de 8.000 servidores. Isso tudo é um grande e profundo desequilíbrio", apontou.Bancada do PT aguarda encontro com Lula
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