quarta-feira, 3 de junho de 2009

PMDB troca Quintanilha por Ruapp na CPI da Petrobras

O PMDB confirmou na noite de hoje que o senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO) deixará a vaga de titular na CPI da Petrobras. Quintanilha teria pedido ao partido para sair da CPI alegando problemas de saúde.
A assessoria de imprensa da liderança do PMDB informou que em seu lugar será nomeado o senador Valdir Raupp (PMDB-RO). O senador Neuto de Conto (PMDB-SC), que inicialmente foi apontado como substituto de Quintanilha, vai na verdade substituir Raupp, como titular da CPI das ONGs.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Oposição insiste na instalação da CPI

Oposição insiste na instalação da CPI da Petrobras ainda hojeO líder do DEM, senador José Agripino (RN), pediu há pouco, em Plenário, que seja remarcada, ainda hoje, a reunião para instalação da CPI da Petrobras. A reunião que escolheria o presidente, o vice-presidente e o relator da CPI foi cancelada pelo senador Paulo Duque (PMDB-RJ) por falta de quórum. Paulo Duque, que, por ser o mais idoso da comissão, tem a precedência para presidir a sua instalação, esperou cerca de 15 minutos pelo quórum mínimo.
O protesto de Agripino recebeu o apoio do líder do PSDB, Sérgio Guerra (PE). Ele lembrou que o "governo não tem o que temer" na CPI, pois dispõe da maioria na comissão, com oito dos seus 11 integrantes.

Da Redação / Agência Senado

PR aposta em aliança com DEM e PMDB


Lideranças do Partido da República (PR) afirmaram na segunda-feira, dia 1º, durante o primeiro encontro estadual da legenda, o desejo de costurar para 2010 uma aliança com o DEM e o PMDB – o mesmo arco de forças que se uniu, no segundo turno em Salvador, em prol da reeleição do prefeito da capital, João Henrique Carneiro (PMDB).
Além da presença de lideranças estaduais e nacionais do PR, como o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, o encontro contou com a participação de João Henrique, do presidente estadual do DEM – o ex-governador Paulo Souto –, e do presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima.
Presidente do PR no Estado, o senador César Borges, que costura sua reeleição ao Senado, destacou em entrevista que trabalha para a aglutinação dessas forças em uma chapa forte. “Esse me parece ser o caminho natural que deveremos seguir”, afirmou o senador, ressaltando a realização de conversas com Paulo Souto e com o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) – ambos, na opinião Borges, com possibilidades de encabeçar chapa ao governo estadual. O senador disse que tem viajado muito com Souto.
Com Geddel, ressaltou o senador, foi aberto um bom canal de negociação e conversação. Borges aproveitou, ainda durante entrevista, para voltar suas baterias contra o governo Wagner. “A Bahia está vivendo um momento que não é feliz em relação à administração estadual, que deixa a desejar”.
Destoando dos discursos amenos que prevaleceram no encontro, o deputado estadual Elmar Nascimento (PR) disse que “o governo Wagner infelizmente tem falido as finanças do Estado”. Ao mesmo tempo, defendeu a união para 2010 entre as três legendas presentes no evento, que, segundo ele, representam o “futuro da Bahia”. “Eu vejo aqui uma futura aliança para o governo da Bahia: PR, PMDB e Democratas”, assegurou.
Souto admitiu o desejo de que os três partidos estejam juntos em 2010, e também aliados com o PSDB, legenda com quem admite estar conversando, apesar de não confirmar o namoro para possível mudança de sigla visando fortalecer na Bahia o palanque de José Serra, governador de São Paulo e provável candidato do PSDB a presidente da República.
“O que está acontecendo com o PSDB e que nós temos claramente é o seguinte: esses dois partidos (DEM e PSDB) estão em uma luta nacional, vão ter o mesmo candidato a presidente, e nós estamos trabalhando para que tenha aqui também o mesmo candidato ao governo do Estado. Por enquanto é isso”, disse.
Segundo fonte em off do DEM, apesar da movimentação de Souto para entrar no ninho tucano, há forte resistência ao fato, que parte da direção nacional da legenda e de grupo da estadual, que não aceitam perder de jeito nenhum o quadro. Uma candidatura de Souto ao governo pelo DEM, entre as cinco mais competitivas do partido – ao lado do Distrito Federal, Tocantins, Sergipe e Santa Catarina – entraria dentro do acordo feito com o PSDB nacional de privilegiar as candidaturas do DEM em Estados onde o partido apresente nomes competitivos para encabeçar as chapas pró-Serra.
mesmo com uma mudança para o PSDB, o deputado federal ACM Neto (DEM) não deixaria de apoiar o nome de Souto ao governo caso saia candidato. Mas, segundo outra fonte democrata, a eleição de Souto perderia a prioridade para o DEM. O partido, não lançando candidatura própria, buscará coligações proporcionais que melhor convenham para garantir uma bancada forte de deputados estaduais e federais.
O deputado federal José Carlos Araújo (PR), que perdeu o comando da legenda para César Borges, disse que o evento de na segunda-feira, realizado na sede da União dos Prefeitos da Bahia, foi um primeiro encontro para tentar uma “unidade no futuro” para o partido, marcado por divisões internas. “Queremos que isso aconteça, mas não existe ainda

Blairo Maggi descarta concorrer nas eleições de 2010

Um dia após ser aclamado por correligionários como o principal responsável pela conquista de uma das sedes da Copa de 2014 para Mato Grosso, o governador Blairo Maggi (PR) afirmou ontem que não será candidato a qualquer cargo nas eleições de 2010
Antes mesmo do anúncio feito pela Fifa, Maggi era tido como favorito a uma das vagas de senador. "Vou participar do processo político, mas não irei disputar as eleições no ano que vem", disse ele. Segundo Maggi, a decisão é "tranquila, madura e de muito tempo".
"Já venho analisando há algum tempo esta possibilidade. Eu me dediquei muito neste oito anos, todos os dias trabalhando e me envolvendo muito. Quero dar uma descansada", disse o governador
Depois de um período de descanso, disse ele, a prioridade será "viajar o Estado, mas desta vez por conta própria".
"Eu quero ter a oportunidade de visitar Mato Grosso, todas as regiões, andar sem a preocupação de segurança, sem jornalistas atrás. Quero poder ver de perto aquilo que realizamos neste período."
Prestes a enfrentar uma eleição difícil --na qual seu grupo poderá ter de medir forças com o PSDB do prefeito reeleito de Cuiabá, Wilson Santos--, Maggi ainda não conseguiu apontar um nome forte à sua sucessão, mas afirmou que pretende retornar às disputas eleitorais justamente no ano da Copa.
"Eu estou me afastando das eleições de 2010, mas não da vida pública. Em 2014, eu devo disputar algum cargo, mas não agora", disse Maggi.

PT e PMDB divergem sobre comando de CPI da Petrobras e Planalto intervém

A poucas horas da instalação da CPI da Petrobras no Senado, a base aliada governista ainda não conseguiu chegar a um consenso sobre os nomes que serão indicados para a presidência e a relatoria da comissão. Desde a noite desta segunda-feira, líderes governistas mantêm conversas para definir os parlamentares que vão estar no comando das investigações.
O Palácio do Planalto entrou em campo para intermediar as negociações dos aliados, uma vez que os líderes Aloizio Mercadante (PT-SP) e Renan Calheiros (PMDB-AL) não chegaram a um consenso sobre os escolhidos.
Renan defende que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) fique com a relatoria da CPI, mas vem sendo pressionado por integrantes do PMDB para que o partido também tenha em suas mãos a presidência da comissão --por ser a bancada com o maior número de parlamentares na Casa.
O nome do senador Paulo Duque (PMDB-RJ) ganhou força dentro do partido para presidir a CPI. O PT, por sua vez, tenta emplacar a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) ou o senador João Pedro (PT-AM) na relatoria da comissão. Mercadante chegou a ser cotado para presidir a CPI, mas acabou vetado por setores do PMDB.
Em meio ao impasse, o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) entrou em campo para evitar que as rusgas entre Renan e Mercadante tragam consequências à unidade dos governistas na CPI. A oposição promete endurecer o tom das investigações depois que foi excluída do comando da comissão

Base e oposição já têm requerimento para CPI da Petrobras

Antes mesmo da instalação da CPI da Petrobras, prevista para hoje, a oposição vai pedir por meio de requerimentos cópia de todas os inquéritos em andamento contra a estatal e a convocação de pessoas já investigadas para os primeiros depoimentos. Integrantes da base aliada reagem produzindo pedidos para estender a apuração ao período tucano.
Encarregado pela oposição de preparar os requerimentos, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) pedirá a íntegra das investigações da PF nas operações Águas Profundas (fraude em licitações), Royalties (desvio de dinheiro dos royalties do petróleo) e Castelo de Areia, que envolveu a Camargo Corrêa.
O PSDB pretende ainda levar à CPI pedido para ouvir o gerente comercial e o diretor da Iesa Óleo e Gás sobre suposta fraude de licitação na estatal. A empresa ganhou concorrência para fazer a reforma da P-14 por R$ 89 milhões e foi alvo da Operação Águas Profundas.
O objetivo é obter toda a documentação para embasar o início da investigação e ir atrás de possíveis pistas "escondidas" nos inquéritos. A oposição vai tentar explorar ainda a dificuldade dos órgãos federais em conseguir informações da estatal -reforçando a imagem de caixa-preta da Petrobras.
"Vamos responder tudo com transparência", responde o senador João Pedro (PT-AM), cotado para presidir a CPI. Ele admite que o objetivo é solicitar informações sobre contratos e convênios firmados pela Petrobras no governo FHC.
Já um peemedebista diz que está com o pedido pronto para requisitar informações sobre relatórios referentes à estatal da década de 50 para "discutir" o papel da empresa e as mudança ocorridas nestes anos e tirar o foco das denúncias.
"O esquema montado pelo governo é para blindar tudo e tentar desmoralizar a oposição", disse Alvaro Dias.
Para revelarem o conteúdo dos requerimentos, aliados do Planalto ainda aguardam o acordo de líderes que poderá definir na manhã de hoje os nomes dos comandantes da CPI. Os 11 titulares elegem o presidente, que indica o relator.
PT e PMDB ainda não entraram num acordo sobre os nomes. O líder petista, Aloizio Mercadante (SP), prefere que a CPI seja presidida por João Pedro e relatada por Romero Jucá (PMDB-RR). Já o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), defende Ideli Salvatti (PT-SC) na presidência e Paulo Duque (PMDB-RJ) na relatoria.

CPI pode causar "paralisia" na Petrobras, diz Gabrielli

O presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, disse ontem que "denúncias infundadas" veiculadas na CPI sobre a estatal podem causar "paralisia" nas atividades da empresa.
Gabrielli afirmou que a comissão "pode se transformar em algo" que ainda vai "descobrir o que investigar". Para ele, "o problema é que isso poderá vir a paralisar a companhia".
"Cada assunto [questionado na CPI] envolve dezenas ou centenas de pessoas. Portanto, tem que fazer um trabalho de mobilização conjunto de esforços na companhia para responder, às vezes, denúncias infundadas", afirmou Gabrielli em São Mateus do Sul (PR).
De acordo com ele, "a CPI tem um só objetivo: de criar imagens, criar clima, e não aprofundar e melhorar a governança da companhia".
Com o início das atividades da CPI, Gabrielli disse que pretende dedicar pelo menos dois dias por semana, em Brasília, para acompanhar o andamento das investigações.
Gabrielli declarou que a CPI pode prejudicar a imagem internacional da companhia, que, de acordo com ele, "é uma das mais transparentes do mundo".
"Esperamos que as iniciativas de investigação sem fato determinado não atrapalhem nosso setor de investimentos", afirmou o presidente da Petrobras, que chamou a CPI de "campanha" contra a estatal.
Conforme o dirigente, "com a permanência da Petrobras não mais nas páginas econômicas, mas nas páginas de política e de denúncias dos jornais, evidentemente mais cedo ou mais tarde vai impactar sobre a reputação da companhia".
Gabrielli voltou a dizer que "quem já lutou boxe sabe que bater no fígado não dá nocaute, mas vai enfraquecendo".
Já o diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, ao lado de Gabrielli durante entrevista coletiva, disse que a CPI pode produzir "atrasos [na execução de obras e projetos] e desemprego". "A história depois vai cobrar esse prejuízo", disse o diretor.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que a CPI é mais uma tentativa para "criar problemas para o governo". "Em 2008, torceram para que a crise arrefecesse a economia do país e criasse problemas sociais. Não conseguiram."
Neste ano, afirmou Bernardo, em "nova articulação frustrada, a oposição apostou que a gente ia fazer uma burrada com a poupança e outra vez deram com os burros n'água".

No Rio, PSDB, DEM e PPS selam acordo com Gabeira

Oposição quer que deputado do PV dispute governo do Rio
Combinou-se que definição sai, no mais tardar, em outubro
Dirigentes do PSDB, DEM e PPS do Rio de Janeiro reuniram-se com o deputado Fernando Gabeira (PV) há oito dias.
Alinhavou-se um pré-acordo para a eleição de 2010.
Deseja-se que Gabeira dispute o governo do Rio apoiado por quatro partidos, o seu PV e os três oposicionistas.
Gabeira admitiu a hipótese. Mas ainda não descartou a alternativa de concorrer a uma cadeira no Senado

As manchetes desta terça

Globo: Tragédia e mistério na rota Rio-Paris

- Folha: Avião com 228 a bordo some no mar no trajeto Rio-Paris

- Estadão: Em tragédia inédita, Airbus some na rota Rio-Paris com 228 a bordo

- JB: A dor de quem fica

- Correio: Air France 447 o voo da dor

- Valor: Alta da bolsa reabre mercado para ofertas

- Estado de Minas: Avião some rumo a Paris

- Jornal do Commercio: Agonia e incerteza

Uma queda-de-braço entre os líderes

Uma queda-de-braço entre os líderes Renan Calheiros (PMDB) e Aloizio Mercadante (PT) faz tremer os subterrâneos do Senado.
Às turras, a dupla mede forças nos arredores da CPI da Petrobras, que será instalada nesta terça-feira (2).
O consórcio governista planejara definir nesta segunda (1), véspera do início da investigação, os nomes do presidente e do relator da CPI.
Ficara acertado que a presidência será confiada a um petista. A relatoria, cargo mais importante, vai às mãos de um peemedebista.
Em conversa com Lula, Renan abdicara da idéia de entregar a presidência ao oposicionista brando ACM Jr..
Rendera-se à idéia do comando integralmente governista. Mas não assumira compromissos quanto aos nomes.
Mercadante adovoga que o posto de relator seja entregue ao líder de Lula no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Renan torceu o nariz.
Primeiro porque não aceita a idéia de que Mercadante dê “palpite” numa decisão que cabe ao PMDB. Segundo porque deseja deixar claro que é ele quem dá as cartas.
Renan quer entregar a relatoria da CPI a um dos dois peemedebistas da CPI que lhe devotam integral fidelidade: Paulo Duque (RJ) ou Leomar Quintanilha (TO).
Até a noite passada, não se havia produzido um acordo. A tentativa de entendimento será retomada na manhã desta terça.
Embora não admita intromissões de Mercadante na definição do PMDB, Renan tenta meter o bedelho também na decisão do petismo.
Mercadante fixou-se em dois nomes para a presidência da CPI: João Pedro (PT-AM) ou Ideli Salvatti (PT-SC).
Renan não parece nutrir nenhuma antipatia incontornável por nenhum dos dois nomes. Mas prefere aquele que não for a primeira opção de Mercadante.
PSDB e DEM assistem de camarote à arenga dos dois sócios majoritários do consórcio governista.
A oposição aposta no aprofundamento dessa divisão para furar, ao longo das investigações, a supremacia numérica do governo –oito votos contra três.
Na conversa que mantivera com Lula, Renan queixara-se de Mercadante em timbre acerbo.
Depois, Renan conspirara contra a idéia de Mercadante de tornar-se membro efetivo da CPI. O líder petista cogitara presidir, ele próprio, a investigação.
Prevaleceu a vontade de Renan. Mercadante acabou ficando de fora da CPI. Agora, volta a se confrontar com a birra do desafeto.
Na prática, Renan movimenta-se como uma espécie de presidente informal do Senado. José Sarney (PMDB-AP), o presidente de fato, lavou as mãos na CPI.
Entregou as articulações do PMDB integralmente a Renan, que faz e acontece. Nos próximos dias, a desenvoltura de Renan será ainda mais intensa.
Sarney decidiu acompanhar a filha, Roseana, na cirurgia que fará em São Paulo, para se livrar de um aneurisma cerebra
Roseana interna-se nesta terça no hospital Albert Einstein. Terá o pai a tiracolo. Sarney não informou quando volta a dar expediente no Senado.

Pesquisa aponta ‘liderança’ de Hélio Costa em Minas


O diário mineiro ‘O Tempo’ leva às páginas, nesta terça (2), pesquisa feita pelo instituto CP2.
Traça quatro cenários para a eleição ao governo de Minas, em 2010.
O ministro Hélio Costa (PMDB) lidera em três deles. Noutro, está tecnicamente empatado com o senador Eduardo Azeredo (PSDB).
O vice-governador tucano Antônio Anastasia, cuja candidatura Aécio Neves tenta empinar, amealha 5,1% no seu cenário mais favorável.
As melhores marcas do ex-prefeito Fernando Pimentel e do ministro Patrus Ananias, alternativas do PT, são, respectivamente, 20,6% e 17,3%.

Eis os dados da pesquisa:

- Cenário Um

Eduardo Azeredo: 35,1%

Hélio Costa: 32,9%

Patrus Ananias: 12,6%

Branco/Nulo: 12,6%

Não sabe/Não respondeu: 8,1%

- Cenário dois

Hélio Costa: 48,1%

Patrus Ananias: 17,3%

Antonio Anastasia: 5,1%

Branco/Nulo: 19,2%

Não sabe/Não respondeu: 10,3%

- Cenário três:

Hélio Costa: 36,4%

Eduardo Azeredo: 28,3%

Fernando Pimentel: 17,1%

Branco/Nulo: 10,2%

Não sabe/Não respondeu: 8%

- Cenário quatro

Hélio Costa: 47,5%

Fernando Pimentel: 20,6%

Antonio Anastasia: 4,3%

Branco/Nulo: 16,6%

Não sabe/Não respondeu: 11%

O CP2 mediu também o grau de aprovação do governo Aécio Neves (PSDB). Foi considerado “muito bom” ou “bom” por 73,4% dos entrevistados. Eis os números

- Avaliação da gestão Aécio:

Muito bom/bom: 73,4%

Regular positivo: 14,3%

Regular negativo: 3,5%

Ruim/Muito ruim: 7,1%

Não sabe/Não respondeu: 1,7%

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Avião que desapareceu sobre o Atlântico leva 80 brasileiros, diz Air France

A Air France informou nesta segunda-feira (1) no Rio de Janeiro que há 80 passageiros brasileiros no voo AF 447, que desapareceu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo -216 passageiros e 12 tripulantes. Os números são provisórios, segundo
Jorge Assunção, gerente da empresa no Rio de Janeiro.

A menininha Maisa quando envelhecer hahahaha

Bovespa ganha 2,62% em maior patamar desde setembro; dólar marca R$ 1,94

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera nos mesmos níveis de preço de setembro do ano passado, apagando as perdas acumuladas ao longo da fase mais turbulenta da crise mundial. Indicadores dos EUA e da China contribuem para manter o otimismo do investidor, mesmo face à concordata da General Motors. No front doméstico, pioraram as projeções para o PIB. A taxa de câmbio retrocede para R$ 1,94.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, tem forte alta de 2,62%, alcançando os 54.593 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,29 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 2,35%.

Avaliação positiva do governo Lula sobe para 69,8%, diz CNT/Sensus

A pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (1) aponta que a avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu para 69,8%. Na última pesquisa, realizada em março, 62,4% dos entrevistados consideraram a gestão do governo positiva, o que significa um crescimento de 7,4 pontos percentuais.
De acordo com a Confederção Nacional do Transporte (CNT), dentre os entrevistados, 5,8% desaprovam o governo de Lula, contra 7,6% em março.
Já a avaliação pessoal do presidente Lula subiu para 81,5%, um índice quase 5% superior ao verificado na última pesquisa, quando o percentual era de 76,2%. Dos entrevistados, 15,7% desaprovam a maneira como Lula administra o país. Em março, 19,9% reprovavam a maneira como ele governa o Brasi
Dentre os pesquisados, 25,5% consideram o governo ótimo, 44,3%, bom, e 5,8% avaliaram o governo como ruim ou péssimo.

Assembleias do País querem mais poder para legislar

As Assembleias Legislativas do País estão organizando uma ofensiva no Congresso em busca de mais poder para os Estados. Elas querem mudanças na Constituição para permitir que deputados estaduais e governadores legislem sobre temas que hoje são de competência exclusiva da esfera federal. O movimento é encabeçado por duas entidades - o Colegiado dos Presidentes das Assembleias Legislativas e a União Nacional das Assembleias Legislativas (Unale). A expectativa é de que seja enviada no início do segundo semestre ao Congresso uma proposta de emenda constitucional (PEC) que estende aos Estados o poder de formular leis sobre trânsito e transporte, direito agrário, diretrizes e bases da educação, propaganda comercial, licitação e matéria processual. Hoje esses temas somente podem ser tratados por iniciativas do governo federal ou do Congresso.
Os deputados argumentam que os parlamentos estaduais estão "comprimidos" entre a União e os municípios e atribuem, em parte, ao problema a baixa qualidade de sua produção. "Muitos projetos que fazemos são arquivados sob a justificativa de vício de iniciativa, porque não são de competência da Assembleia", diz o presidente da Unale, deputado do Tocantins César Halum (DEM). A maioria dos projetos aprovados nos Estados diz respeito à criação de datas festivas e denominação de viadutos, pontes, postos de saúde, entre outros bens públicos. Há também a categoria dos curiosos, como projeto de um deputado paulista que prevê transferência da capital para o interior do Estado.

Lula diz que quer legalizar definitivamente a Amazônia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que quer "legalizar, definitivamente", a Amazônia. "Quanto mais desmatamento houver, quanto mais queimadas houver, menos qualidade de vida terão os nossos filhos", afirmou, no programa semanal de rádio "Café com o Presidente".
No entanto, disse, o Brasil "dá lições" ao mundo sobre o que fazer para reduzir as queimadas e o desmatamento. Ele disse que os números mostram que o País está no caminho certo. Em 2008, o Brasil reduziu em mais de 45% o desmatamento, reprimindo a impunidade ambiental e tirando o crédito dos desflorestadores, declarou, no Aeroporto Internacional de São Paulo Governador André Franco Montoro, em Cumbica, Guarulhos, na Grande São Paulo, antes de embarcar para El Salvador, onde assiste hoje à cerimônia de posse do novo presidente, Maurício Funes, em San Salvador.
Nos últimos seis anos, garantiu, o Brasil criou 25 milhões de hectares de áreas de conservação na Amazônia, que fazem parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Esses locais, segundo o presidente, visam, "pura e simplesmente", a proteção da biodiversidade e a manutenção do ecossistema do País.
Conforme Lula, os principais beneficiários dessas unidades são as populações residentes nessas áreas, como as tradicionais indígenas, extrativistas, visitantes e pesquisadores. O presidente mencionou, entre outras ações ambientais do governo, a homologação de 10 milhões de hectares de terras de índios, como as da Reserva Raposa Serra do Sol, a sanção da Lei de Gestão de Florestas Públicas e a criação do Serviço Florestal Brasileiro, entre outros. Lula reforçou também o apoio ao Protocolo de Kyoto, como forma de contribuir para o combate à mudança climática.

As manchetes desta segunda

Globo: Copa no Brasil vai movimentar R$ 155,7 bi

- Folha: GM deve pedir concordata nos EUA

- Estadão: GM pede concordata hoje e se submete a controle estatal

- JB: País encara desafio de R$ 5,7 bi

- Correio: O mapa da prostituição infaltil no DFF e entorno

- Valor: Construção civil vive fase de redução geral de custos

- Estado de Minas: BH calça as chuteiras

- Jornal do Commercio: A Copa é nossa

Oposição usa CPI das ONGs como arma contra governo em investigação da Petrobras

oposição no Senado assumiu ontem o controle da CPI das ONGs para transformá-la na principal arma contra o governo federal. Além de prorrogar por mais seis meses os trabalhos da comissão, prevista para acabar em julho, o presidente da CPI, Heráclito Fortes (DEM-PI), nomeou como relator o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).
No comando dessa CPI, DEM e PSDB já se preparam para colocar na pauta a convocação do assessor especial da presidência da Petrobras, Rosemberg Pinto, responsável pelo repasse de R$ 1,4 milhão para ONG ligada ao PT que organizou festas de São João na Bahia.
Será a primeira estratégia casada com a CPI da Petrobras, onde a oposição terá dificuldade para enfrentar a tropa de choque governista.
O tucano assumiu a vaga de Inácio Arruda (PC do B-CE) na relatoria da CPI das ONGs após um erro dos governistas. Como o regimento exige que os senadores sejam titulares só de uma CPI, Arruda precisou assumir como suplente na CPI das ONGs para defender a Petrobras e a ANP (Agência Nacional de Petróleo) na outra comissão.
"O regimento é claro. Um suplente não pode ser relator, a não ser que haja acúmulo de trabalho. Não é o caso da CPI. Assim que ele [Arruda] passou a ser suplente, perdeu a função", argumentou Heráclito, que usou a prerrogativa de presidente para nomear Virgílio.
O líder do bloco de apoio ao governo, Aloizio Mercadante (PT-SP), tentou reverter a situação enviando à Mesa Diretora do Senado ofício transformando Arruda em suplente na CPI da Petrobras para mantê-lo titular e relator na das ONGs.
Contudo, o retorno de Arruda como titular da comissão que investiga as organizações não governamentais não lhe garantiu a volta à função, conforme prevê o regimento do Senado. Ainda assim, o comunista afirmou ontem que continua relator da CPI. "Ninguém pode ser destituído sem renunciar."
Mercadante classificou de "arbitrária" a decisão da oposição em destituir Arruda. Avisou que os governistas não vão comparecer às sessões da CPI das ONGs até que o caso seja discutido e negociado.
Apesar de ser minoria, a oposição só precisa de dois senadores da base para aprovar requerimentos na CPI das ONGs. "Mostramos que a oposição não está morta nem acuada. Se não comparecerem para apreciar quebras de sigilo ou convocações, me digam por que não querem apurar", disse Virgílio.
DEM e PSDB apostam em aliados ao governo que não costumam seguir todas as ordens do Planalto, como Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) que manteve o nome no requerimento que criou a CPI da Petrobras.
Vão investir ainda em senadores incomodados com a decisão dos líderes, como Wellington Salgado (PMDB-MG), que não esconde a insatisfação por ter sido preterido na seleção para a CPI da Petrobras.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ainda acredita ser possível reverter a troca na relatoria. "

Governo usa nova reserva de gás e óleo contra CPI da Petrobras

o governo prepara o anúncio da descoberta de duas grandes reservas de gás no país para tentar minar a CPI no Senado e criar uma agenda positiva pró-Petrobras. Uma reserva de gás e óleo fica no Acre e a outra, no noroeste de Minas Gerais.
De acordo com a reportagem, a cúpula do governo prepara o anúncio com o objetivo de coincidir com a divulgação das propostas de novas regras de exploração de petróleo na camada pré-sal e com o início dos trabalhos da CPI da Petrobras no Senado.
Para o presidente Lula, anúncio poderá acuar a oposição, o que pode levá-la a ser mais cuidadosa nas questões à empresa e a não estender a investigação da CPI da Petrobras. O governo não deseja que a CPI dure até 2010.

Alckmin amplia vantagem na briga pelo governo de SP, mostra Datafolha

O ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) ampliou sua dianteira na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes.
O ex-governador tucano obtém de 47% a 50% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha realizada em maio. Na pesquisa de março, a taxa de intenção de voto em Alckmin variava de 41% a 46%.
Em segundo lugar está a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, com 15%. Em março, Marta aparecia com 13%. De marco para agora, a diferença entre os dois subiu de 28 para 32 pontos percentuais.

CPI da Petrobras deve ser instalada amanhã com indicação de presidente e relator

Os líderes governistas vão indicar amanhã os nomes do relator e presidente da CPI da Petrobras. Esses são os principais cargos da comissão.
O presidente eleito pelos integrantes da CPI tem a prerrogativa de indicar o relator. Pelo quebra-cabeças articulado pelos governistas, a relatoria deve ser entregue ao líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
Os senadores João Pedro (PT-AM) e Ideli Salvatti (PT-SC), que é a líder do governo no Congresso, são apontados como os possíveis presidentes da CPI. O nome dos dois petistas ganhou força uma vez que o governo quer escolher parlamentares com histórico de fidelidade ao governo.
O nome mais forte para presidir os trabalhos, no entanto, é o da senadora Ideli. O receio é que a senadora não consiga conciliar as atividades da CPI com a função de líder do governo no Congresso, que coloca nas mãos dela todas as negociações sobre o Orçamento da União para 2010, último ano do governo Lula.
Um sinal de que mesmo com esta dúvida ela poderá assumir o posto foi o convite feito por ela ao senador Valdir Raupp (PMDB-RO), realizado na quarta-feira, para que ele assumisse a vice-liderança do governo no Congresso. O que chama atenção é que, na terça-feira, Raupp aceitou comandar a liderança da maioria no Senado, bloco formado pelo PMDB e pelo PP.
A indicação de João Pedro esbarra na orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que todos os integrantes do primeiro-escalão se descompatibilizem dos cargos até dezembro se forem disputar as eleições de 2010. Ele é suplente do ministro Alfredo Nascimento (Transportes), que pode deixar o cargo e voltar ao Senado se for disputar o governo do Amazonas.