quinta-feira, 2 de julho de 2009

nossa......

Frase do dia

Licença, não. Ou eu fico, ou eu saio. Eu que assumi agora vou pagar pelos últimos 14 anos?

José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado

Vice-presidente do Senado é investigado

Apesar de apoiar o afastamento de José Sarney (PMDB-AP) do comando do Senado, setores da bancada do PSDB temem que sua eventual saída transfira o foco da crise para o vice-presidente da Mesa, Marconi Perillo (PSDB-GO).
Primeiro na linha sucessória da Casa, ele é alvo de quatro inquéritos no Supremo Tribunal Federal por supostos crimes como governador de Goiás. A lista de acusações inclui formação de quadrilha, corrupção passiva e fraude em licitações.
Se Sarney renunciar, Perillo teria cinco dias para convocar nova eleição. Em caso de licença, comandaria o Senado durante o período em que o presidente se mantiver fora do cargo.
Perillo tratou das acusações das quais é alvo em duas reuniões com colegas de partido esta semana, uma na Câmara e outra no Senado.

Titulares da Educação e do Trabalho e mais seis pessoas são suspeitas de compra irregular de kits escolares

Secretários do PA têm bens bloqueados
Em decisão liminar, a Justiça do Pará mandou bloquear contas e bens de oito suspeitos de terem participado da aquisição supostamente irregular de 1 milhão de kits escolares para o governo estadual, sob o custo alegado de R$ 47,8 milhões.
Entre os suspeitos, estão duas secretárias estaduais e os controladores da agência de publicidade Double M, que intermediou a compra de parte dos kits. Conforme a Folha revelou em março, o governo usou a agência, uma das que fizeram a campanha da governadora Ana Júlia Carepa (PT) em 2006, para comprar as agendas e as mochilas do material.
O kit foi distribuído a alunos da rede estadual de ensino.
A decisão de anteontem respondeu a um pedido do Ministério Público do Pará, que investiga o caso e deve denunciar por improbidade administrativa ao menos parte dos suspeitos. Com o bloqueio, a Justiça visa assegurar que, se o desvio se comprovar, o ressarcimento ao erário seja garantido.
Só da secretária da Educação, Iracy Gallo, e de dois de seus adjuntos, o valor bloqueado é de até R$ 33,9 milhões.
Este dinheiro se refere ao que o governo já pagou até agora pelos kits, e não corresponde necessariamente à soma dos bens dos três.
Dos sócios da Double M, o valor congelado é o mesmo que, segundo a Promotoria, a agência já recebeu do governo para comprar as agendas e mochilas: R$ 25,9 milhões.
A secretária estadual do Trabalho, Ivanise Gasparim, teve até R$ 1 milhão de seus bens bloqueado

De leve....e vamos que vamos......

O deputado Edmar Moreira (MG-sem partido)escapou da cassação de seu mandato, mas deve receber uma outra punição mais leve: a suspensão do mandato por três a seis meses. O relator do processo, deputado Hugo Leal (PSC-RJ) disse que é o caso de aplicar penalidade ao deputado porque ele reconheceu, ao longo do processo, ter utilizado recursos de verba indenizatória para fazer pagamentos a uma empresa sua que estava em dificuldades financeiras.
No Conselho de Ética da Câmara prevaleceu o corporativismo - ou “o vício insanável da amizade”, como disse o próprio Edmar Moreira no curto período em que ocupou o cargo de corregedor da Câmara, quando defendeu que não houvesse mais julgamento de deputados pela própria Câmara.
Edmar Moreira escapou da cassação, também, porque muitos deputados que já usaram a verba indenizatória de forma questionável - quando os documentos ainda não eram divulgados - temem que o risco de passar por processo semelhante.
Ou seja, há um certo temor de que um ou outro seja Edmar Moreira amanhã.

Dilma briga com auxiliar de Geddel


Dilma Rousseff, Ferrovia Transnordestina, Geddel Vieira Lima, Luiz Antonio Eira, Ministério da Integração nacional No Comments
O "estouro" de Dilma fez Geddel perder o secretário geral da Integração nacional
O clima no relacionamento do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima e a poderosa ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, provável candidata do PT à presidência da República não anda bom, segundo informações publicadas pelo jornal Folha de São Paulo, nesta quinta-feira. O pivô do mal-estar teria sido uma bronca pública dada pela ministra ao secretário-executivo da Integração Nacional, Luiz Antonio Eira, que se sentiu ofendido e pediu demissão em caráter irrevogável.
O quiproquó aconteceu durante uma reunião sobre o andamento da ferrovia Transnordestina (que cruza três estados do Nordeste - Piauí, Pernambuco e Ceará) , quando Eira ponderou que, diante do novo cronograma ali acertado (a ferrovia não ficará mais pronta em 2010), seria necessário ajustar os desembolsos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste, que está todo comprometido com a obra.
Dilma teria reagido de forma violenta, gritando: “Se o Ministério da Integração acha que vai dispor desses recursos, nem por cima do meu cadáver” e, quando Eira tentou se explicar, os gritos teriam aumentaram e os termos piorados. Quem viu, e a matéria diz que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), estava presente, descreveu a atitude da ministra como “grosseira” e “desrespeitosa”.
O secretário do Ministério não viu outra saída a não ser renunciar: “Ou respondia a ela na hora, ou deixava o cargo”, teria dito Eira. O episódio não caiu nada bem no PMDB, objeto do desejo de Lula para formar chapa com Dilma em 2010 e do qual Geddel é uma das principais lideranças.
E tirou do ministro seu principal auxiliar na pasta.

Pesquisa aponta que Sarney teria hoje 54 votos favoráveis para permanecer no Senado

"Se tiver tropa, eu fico". Assim, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reagiu quando começaram a pipocar notícias sobre um possível afastamento. Foi então que caciques do PMDB - em especial o líder Renan Calheiros - entraram em campo para contabilizar quem está verdadeiramente em favor da permanência de Sarney no comando da Casa e aqueles que preferem a renúncia. Chegaram a 54 votos - de um total de 81 senadores - fechados com o peemedebista: 17 do PMDB, 7 do PTB, 1 do PDT, 6 do DEM, 4 do PSDB, 5 de pequenos partidos, e 7 do PT, a menor contabilidade proporcional.
Sarney seguiria para a conversa de ontem à noite com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com esse número no bolso, o segundo encontro dos dois sobre a crise em menos de uma semana. O primeiro foi no domingo, antes da viagem de Lula à Líbia, quando juntos avaliaram que o peemedebista deveria permanecer firme, resistindo aos solavancos como muitos que já enfrentou em sua vida pública. Não contavam àquela altura com as reações do DEM , do PDT, do PSDB e do próprio PT, esta revertida.
O que levou Sarney a contabilizar tantos apoios nos bastidores, apesar da posição oficial dos quatro partidos pelo seu afastamento, foi a certeza de que a saída dele da presidência não estancará a crise e pode provocar reações das mais diversas por parte daqueles que defendem o presidente. O DEM, por exemplo, que controla a Primeira-Secretaria há anos, teme virar alvo. E também não está descartada uma representação contra o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), que confessou ter mantido à custa do Senado um assessor que passou mais de um ano fora do Brasil, sem autorização da área administrativa da Casa. Nos bastidores, a ala do PMDB mais aguerrida só se refere hoje a Arthur como "réu confesso".
Agora, com a situação de ontem mais branda do que a de terça-feira, os peemedebistas começaram a trabalhar nos bastidores com propostas para tentar aplainar o terreno, inclusive com a oposição. Estão em curso conversas para criação de novas instâncias na Casa, que possam cuidar do futuro do Senado, como a fixação de metas, redução de despesas, fusão de órgãos e até mesmo uma lei de responsabilidade fiscal para o Legislativo. É por aí que Sarney pretende motivar a tropa. "É preciso acabar com essa briga. Hoje, temos líderes que têm a capacidade de fomentar crise em cima de nada", diz o senador Almeida Lima (PMDB-SE).

Governo coloca lista de devedores da União na internet


Os contribuintes que possuem dívidas com a União sendo executadas na Justiça terão, a partir desta quinta-feira (2/07), seus nomes colocados na internet. A lista já está disponível no site da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional PGFN), no endereço http://www2.pgfn.fazenda.gov.br/ecac/devedores/listaDevedores.jsf.
De acordo com o último dado divulgado pela Procuradoria, estão em execução as dívidas de mais de 2 milhões de contribuintes, em um total de R$ 650 bilhões.
Mas nem todos serão incluídos nessa lista. Ficam de fora, por exemplo, aqueles que estão inscritos em algum programa de pagamento parcelado ou que conseguiram suspender o processo na Justiça.
De acordo com a PGFN, a divulgação desse tipo de lista está prevista no Código Tributário Nacional e no Código de Defesa do Consumidor.

Secretário da Integração Nacional pede demissão após ser destratado por Dilma

Destratado por Dilma Rousseff em reunião sobre a Transnordestina, o secretário-executivo da Integração Nacional, Luiz Antonio Eira, pediu demissão em caráter irrevogável.
Segundo a coluna, a cena, presenciada por empresários e pelo governador Eduardo Campos (PSB-PE), se deu quando Eira ponderou que, diante do novo cronograma ali acertado (a ferrovia não ficará mais pronta em 2010), seria necessário ajustar também os desembolsos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste, hoje todo comprometido com a obra.
"Se o Ministério da Integração acha que vai dispor desses recursos, nem por cima do meu cadáver", gritou Dilma. Eira tentou se explicar. Os gritos aumentaram, e os termos pioraram. Quem viu descreve a atitude da ministra como "grosseira" e "desrespeitosa".

Sarney diz a Mendes que crise se resolve com política e que não pensa em sair

Em meio às negociações com líderes partidários para tentar contornar os pedidos de afastamento do cargo, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse hoje ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, que crise política se resolve com política.
Segundo Mendes, o peemedebista se mostrou firme em relação ao comando da instituição e não fala em sair do cargo. "Não se cogitou isso [renúncia]. Ele [Sarney] me relatou a evolução dessa questão [crise] e disse o que eu tenho dito: que crise política se resolve com política", afirmou.
Para o presidente do STF, o modelo eleitoral do país favorece as crises enfrentadas pelo Legislativo nos últimos anos, mas os políticos brasileiros têm demonstrado competência para superar momentos de instabilidade. "Essas crises são passageiras ou retornam de outro modo, mas o Brasil tem uma classe política competente e tem sabido superar as mais diversas crises. Uma parte da crise decore do sistema eleitoral", disse.
Desde 2001, três senadores que comandaram o Senado foram obrigados a deixar o cargo por causa de escândalos. Entregaram os cargos o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, morto em 2007, o deputado Jáder Barbalho (PMDB-PA) e líder do PMDB, Renan Calheiros.
O presidente do STF disse ainda que o ideal seria promover uma reforma política, mas é difícil alterar o sistema. "A reforma política é ideal, mas é difícil fazer um conserto de um avião em pleno voo", disse.

As manchetes desta quinta

- Globo: Sarney já admite sair e Lula acusa oposição de golpismo


- Folha: Sarney ameaça governo com renúncia


- Estadão: Sarney espera Lula para definir renúncia


- JB: Classe média para de crescer


- Correio: Boicote a planos de saúde ganha força


- Valor: Acordos poupam milhares de empregos na indústria


- Estado de Minas: Era uma vez... a ética


- Jornal do Commercio: Dom Fernando chega para vaga de Dom José

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Lula acusa oposição de tentar ganhar Senado 'no tapetão'

Lula acusa oposição de tentar ganhar Senado 'no tapetão'
'Isso não faz parte do jogo democrático', disse presidente.
Para presidente do PSDB, 'afirmação não tem nenhum cabimento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta (1) que a oposição quer ganhar o Senado "no tapetão", em referência às pressões de senadores para que o presidente José Sarney (PMDB-AP) deixe a Presidência em razão da crise política que atinge a Casa.
"É importante para o DEM e PSDB, que querem que ele [Sarney] se afaste para o Marconi Perillo (senador pelo PSDB-GO e primeiro vice-presidente do Senado) assumir, o que não é nenhuma vantagem para ninguém. A única vantagem é para o Marconi Perillo e para o PSDB, ou seja, que quer ganhar o Senado no tapetão. Assim não é possível. Isso não faz parte do jogo democrático", declarou o presidente.

pmdb da Bahia

saiu no correio

Nada como a simplicidade!


Quando tinha 14 anos, esperava ter uma namorada algum dia.
Quando tinha 16 anos tive uma namorada, mas não tinha paixão. Então percebi
que precisava de uma mulher apaixonada, com vontade de viver.
Na Faculdade saí com uma mulher apaixonada, mas era emocional demais.Tudo
era terrível, era a rainha dos problemas, chorava o tempo todo e
ameaçava suicidar-se.
Então percebi que precisava de uma mulher estável.
Quando tinha 25, encontrei uma mulher bem estável, mas chata. Era totalmente
previsível e nada a excitava. A vida tornou-se tão monótona, que decidi que
precisava de uma mulher mais excitante.
Aos 28 encontrei uma mulher excitante, mas não consegui acompanhá-la.
Ia de um lado para o outro sem se deter em lugar nenhum. Fazia coisas
impetuosas,
que me fizeram sentir tão miserável como feliz. No começo foi
divertido e eletrizante, mas sem futuro.
Então decidi buscar uma mulher com alguma ambição.
Quando cheguei nos 31, encontrei uma mulher inteligente, ambiciosa e com os
pés no chão. Decidi casar-me com ela. Era tão ambiciosa que pediu o divórcio
e ficou com tudo o que eu tinha.
Hoje, com 40 anos, gosto de mulheres com bunda grande.
E só.
Nada como a simplicidade!

Luís Fernando Veríssimo

Saiba o que responder se levar Aquele fora!

Pra cada cantada....tem uma resposta. Às vezes... a réplica é ainda pior!!!

Cantada: Este lugar está vago?
Resposta: Está, e este aqui onde estou também vai ficar se você se sentar aí.
Réplica: Obrigado, estava mesmo precisando de dois lugares, minha noiva já está chegando!

Cantada: Então, o que você faz da vida?
Resposta: Eu sou travesti. (putz!)
Réplica: Já tinha percebido! Você esqueceu de fazer o bigode! (MATOU!!!)

Cantada: Será que eu já não te vi em algum lugar?
Resposta: Claro! Eu sou a recepcionista da clínica de doenças venéreas..Não se lembra?
Réplica: É isso mesmo! Você até me falou que estava pagando o seu tratamento com trabalho!

Cantada: A gente já não se encontrou em algum lugar antes?
Resposta: Já, e é exatamente por isso que eu não vou mais lá. (Boooooooa!)
Réplica: Eu também nunca mais voltei, naquela zona só tem baranga. (nosssaaaa)

Cantada: A gente vai para a sua casa ou para a minha?
Resposta: Os dois. Você vai para a sua casa e eu vou para a minha.
Réplica: Que pena! É que minha empregada foi embora e eu pensei que você pudesse ir lá em casa fazer uma faxina.

Cantada: Eu queria te ligar, qual é o seu telefone?
Resposta: Está na lista.
Réplica: Mas, eu não sei o seu nome.
Tréplica: Também está na lista, na frente do telefone.
X-plica: Mas qual é o anuncio? Acompanhantes ou Aluguel de tratores?(Matou a pau!)

Valdir Raupp defende a permanência de Sarney na Presidência


Em pronunciamento nesta terça-feira (29), o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) manifestou apoio à permanência de José Sarney na Presidência do Senado, afirmando que o senador não pode ser responsabilizado pela crise que atinge a instituição.

Raupp lembrou que quando Sarney tomou conhecimento das denúncias de irregularidades no Senado determinou as providências necessárias para a punição dos responsáveis, como a redução de diretorias, a exoneração de diretores, a publicação dos gastos da instituição no portal da transparência e a solicitação à Polícia Federal para investigação dos empréstimos consignados.

- O presidente Sarney não pode ser responsabilizado por atos escusos praticados por servidores. O que se faz necessário é que os partidos políticos com assento na Casa avalizem as medidas tomadas por Sarney - disse.

Raupp também repudiou a proposta de afastamento temporário de Sarney por 60 dias. Esse prazo, segundo ele, deveria ser destinado à apuração das irregularidades.

- Não existe renúncia ou afastamento por 60 dias. Vamos esperar as apurações. E aí, se ele tiver responsabilidade, vamos pedir o afastamento definitivo - defendeu.

Em aparte, o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) considerou "uma covardia" os ataques que vêm sendo feitos a Sarney em razão de irregularidades no Senado.

- A crise é administrativa e querem transformar em crise política. É uma covardia com a história desse país e um golpe de Estado que está sendo dado aqui dentro. Isso é uma democracia: aqui se ganha no voto - afirmou.

Sarney está reunido com lideranças do PT

O presidente do Senado, José Sarney, está reunido neste momento, em sua casa no Lago Sul, com os senadores Aloizio Mercadante (PT-SP), líder do PT no Senado, e Ideli Salvatti (PT-SC), líder do governo no Congresso. Eles discutem o apoio do partido à permanência de Sarney na presidência do Senado. Ontem à noite, a bancada do PDT decidiu, assim como fizeram o DEM e o PSDB, pedir que Sarney se licencie da presidência da Casa.
O PT condiciona o apoio a Sarney à criação de uma comissão de senadores para promover as mudanças que eles consideram essenciais neste momento de crise atravessada pelo Senado. Ainda há pouco, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, deixou a residência, informando que ia ao médico.
Numa rápida entrevista quando entrava no carro, Roseana disse que Sarney está sendo "bode expiatório de uma situação que já acontece há muito tempo". Ela também disse que compete a seu pai analisar a situação e decidir se quer continuar à frente do Senado. Qualquer que for a decisão, acrescentou, a família estará do lado dele. Vários amigos e parlamentares chegam neste instante à residência de Sarney.

Brasil volta a liderar ranking da Fifa após mês perfeito

A sequência de sete vitórias no mês de junho recolocou a seleção brasileira na liderança do ranking da Fifa. A equipe comandada por Dunga conquistou no último mês o título da Copa das Confederações, além de ter vencido Uruguai e Paraguai pelas Eliminatórias. O bom desempenho fez a equipe subir quatro posições na lista divulgada nesta quarta-feira. É a primeira vez que o Brasil fica no topo da relação desde agosto de 2007.
Na nova lista, o Brasil aparece com 1.672 pontos, levando vantagem de 82 sobre a Espanha. Atual campeã europeia, a seleção espanhola liderou a lista nos últimos 12 meses. A queda no ranking acontece depois do terceiro lugar na Copa das Confederações, com direito a derrota para os Estados Unidos na semifinal e ao fim de uma invencibilidade de 35 jogos.
A seleção holandesa, vice-líder até junho, caiu uma posição e está em terceiro lugar. A Itália - apesar da eliminação precoce na Copa das Confederações - continua na quarta colocação; a Alemanha caiu dois postos e ocupa agora o quinto lugar.
O grupo das dez primeiras colocadas tem ainda Rússia, que subiu três posições, Inglaterra, Argentina, França e Croácia. Os Estados Unidos, vice-campeões na Copa das Confederações, estão em 12º, logo atrás da Grécia. A África do Sul, quarta colocada no torneio, subiu duas posições e agora é a 70ª colocada.

Ranking da Fifa, julho/09:

1.º - Brazil, 1.672 pontos

2.º - Espanha, 1.590

3.º - Holanda, 1.390

4.º - Itália, 1.229

5.º - Alemanha, 1.207

6.º - Rússia, 1.161

7.º - Inglaterra, 1.135

8.º - Argentina, 1.091

9.º - França, 1.082

10.º - Croácia, 1.031

Heloísa Helena vai responder processo por quebra de decoro

A ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), atual vereadora em Maceió, vai responder a processo por quebra de decoro parlamentar na Comissão de Ética da Câmara Municipal, por se referir a sua colega Tereza Nelma (PSB), em discurso, como "porca trapaceira" e "ladra de prótese de criança".
A maioria dos vereadores da capital alagoana aprovou ontem, em plenário, o recebimento da representação contra Heloísa apresentada à Mesa Diretora por Nelma. O processo só deve ser instado em agosto, após o recesso parlamentar de julho, e pode pode levar até à cassação do mandato.
Heloísa Helena, que é presidente nacional do PSOL, não participou ontem da sessão da Câmara Municipal.
Ela estava em Brasília, onde protocolou na Secretaria Geral do Senado uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
Não é a primeira vez que a vereadora compra briga com colegas da Câmara de Maceió. Heloísa Helena pediu ao Ministério Público de Alagoas que apurasse a legalidade do pagamento em espécie de R$ 27 mil mensais a título de verba indenizatória aos vereadores. Ela foi a única que não sacou o dinheiro, que já acumula R$ 162 mil desde o início do mandato.
A assessoria da vereadora disse que Heloísa está preparada para se defender no Conselho de Ética. Segundo a assessoria, ela usou as expressões ao rebater, em discurso, a acusação de ter plagiado um projeto de lei feita por Nelma, e não se referiu diretamente à colega.
Como defesa, a ex-senadora tem procurado atrair o apoio da opinião pública de Maceió e questionado publicamente se os demais vereadores consideram de acordo com o decoro parlamentar receber R$ 162 mil de verba indenizatória.

Lula vai dar novo reajuste a benefício do Bolsa Família

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu conceder um reajuste aos benefícios do Bolsa Família ainda neste ano. A tendência é dar um aumento acima da inflação acumulada desde o último reajuste, em julho do ano passado.
Segundo apurou a Folha, há três cenários em estudo no governo. A primeira e provável opção de Lula é oferecer de uma só vez a inflação acumulada desde julho do ano passado mais a previsão de inflação para o ano que vem. O valor médio do benefício, hoje em R$ 85, poderia ser reajustado para ao menos R$ 95.
No segundo cenário, o reajuste do Bolsa Família seria atrelado a outro indicador econômico, como o salário mínimo. O aumento não ficaria vinculado ao indicador de inflação, que tem apresentado tendência de queda. Nos últimos 12 meses, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado é de 5,20%. O IPCA é o indicador oficial da inflação.
No terceiro cenário, Lula daria em julho ou agosto deste ano o reajuste relativo aos últimos 12 meses de inflação e faria outro reajuste em julho ou agosto do ano que vem, já no início da campanha eleitoral.

As manchetes desta quarta

- Globo: DEM, PSDB e PDT pedem saída e só PT salva Sarney

- Folha: ONU condena golpe em Honduras

- Estadão: Sarney perde aliados, mas PMDB e PT reafirmam apoio

- Correio: Guerra aberta na saúde

- Valor: Brasil estuda retaliação comercial à Argentina

- Jornal do Commercio: Livros no lixo

Morre em São Paulo o médico e deputado José Aristodemo Pinotti

Morreu na madrugada desta quarta-feira (1º/7) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o deputado José Aristodemo Pinotti, vítima de complicações de um câncer de pulmão. Ele tinha 74 anos, era médico e estava em seu terceiro mandato na Câmara. Em março deste ano, ele se licenciou do mandato para assumir a Secretaria Especial da Mulher na Prefeitura de São Paulo.
Especialista em ginecologia, obstetrícia e oncologia, Pinotti foi reitor da Universidade de Campinas (Unicamp) entre 1982 e 1986 e professor da Universidade de São Paulo (USP). Também foi secretário estadual da Educação e secretário estadual e municipal da Saúde em São Paulo.
Em razão da morte do parlamentar, não haverá deliberação no Plenário hoje. Tradicionamente a Casa declara luto e suspende as votações quando é anunciada a morte de um deputado.
O velório será realizado na Faculdade de Medicina da USP a partir das 11 horas, e o enterro será no Cemitério da Consolação em São Paulo às 17 horas.

Serra instala corregedoria contra corrupção

O governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB), instalou uma corregedoria em seu governo e a ela conferiu poderes extraordinários para rastrear e combater desvios, corrupção, improbidade e enriquecimento na administração pública. Vinculada à estrutura da Casa Civil, a Corregedoria Geral da Administração (CGA) recebeu mais atribuições, competências e alargou suas áreas de atuação. A corregedoria pode inspecionar as contas de ?qualquer pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro, bens e valores públicos?.
Por meio do decreto 54.424, publicado dia 8, Serra reorganizou a CGA, criada em 1995 pelo então governador Mário Covas (morto em 2001). Agora ela é investida de autoridade para exigir do alto escalão da administração direta e indireta declarações de bens e rendimentos - rastreamento que já está em curso e abrange universo de aproximadamente 700 autoridades com prazo até 9 de setembro para entregar certidões de evolução patrimonial a partir de dezembro de 2007.
Estão enquadrados nessa obrigação presidentes, vice-presidentes e diretores das empresas de economia mista, fundações e autarquias - inclui universidades -, todos os secretários de Estado, seus secretários adjuntos, chefes de gabinete e coordenadores. A corregedoria, antes do decreto de Serra, esbarrava em restrições. Agora, tem a seu lado a polícia e, por meio dessa parceria, pode recorrer à Justiça para obter mandados de buscas e afastar o sigilo de servidores sob investigação.

Instalação da CPI da Petrobras deve ser adiada novamente

Parlamentares chegaram a anunciar instalação para esta terça, mas sessão deve ficar sem quórum mais uma vez
Após seguidos adiamentos, a CPI da Petrobras não deverá ser instalada nesta terça-feira, 30, como chegou a ser anunciado por parlamentares do governo. Segundo fontes da base aliada, deverá ser repetida a estratégia de não dar quórum para a sessão de abertura da CPI.
A diferença é que, desta vez, nem o senador Paulo Duque (PMDB-RJ), que por ser o mais velho tem a prerrogativa de presidir a abertura da sessão, deverá comparecer. A mesma fonte disse que a ideia do governo é não deixar andar nem a CPI da Petrobras e nem a do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
A ameaça de obstrução da pauta, no plenário, pela oposição, também não assusta os governistas, já que o primeiro item na lista de votações é o programa Minha Casa, Minha Vida, que por ter forte apelo popular, o governo não acredita que a oposição poderá barrá-lo.
Balanço
A Petrobras transformou o lançamento de seu balanço social, na segunda-feira, em ato de defesa da política de patrocínios da companhia, um dos temas que serão investigados pela CPI do Senado. A palavra "transparência" foi a tônica dos discursos feitos por executivos da estatal. Para o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, a cobrança da imprensa sobre os patrocínios da empresa é "injusta".
Ele recebeu duras críticas no Senado pelo tom de entrevista publicada no Estado no domingo, na qual reclamou da atuação da imprensa nas últimas semanas. A entrevista teve grande repercussão no blog da Petrobrás, onde foi publicada na íntegra, conforme política adotada pela estatal desde o último dia 2. Até o início da noite de segunda, o post com a entrevista tinha 65 comentários. A estatal cita casos de repercussão internacional das declarações, divulgadas pelas agências de notícias Ansa e United Press.