terça-feira, 4 de agosto de 2009

(ECT) corre o risco de perder.......

A Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) corre o risco de perder parcialmente o monopólio do serviço postal. Ontem, o Supremo Tribunal Federal (STF) finalizou a votação de uma ação que questiona o direito da estatal e, por nove votos a um, manteve a exclusividade em relação à remessa de cartas pessoais e cartões postais. Porém, houve empate em relação ao futuro da parte mais lucrativa do mercado: o envio de cartas comerciais, como correspondências bancárias, boletos, impressos, jornais e revistas. Cinco ministros votaram pela manutenção do monopólio e outros cinco, pela abertura do mercado ao setor privado. O serviço de encomendas e entregas expressas, como o Sedex, já é aberto à concorrência, e é a ele que se dedicam gigantes internacionais, como FedEx e DHL. Após a votação, os ministros se reuniram a portas fechadas para tentar resolver o impasse. Foi quase uma hora de discussão e não houve consenso. Com isso, o resultado do julgamento só será proclamado amanhã. Decidiu-se esperar a presença do ministro Cezar Peluso, que já tinha votado e não estava presente ontem. Apenas um ministro, Carlos Alberto Direito, não votou, por razões de foro íntimo não declaradas. Em casos de empate, o regimento interno do STF determina a convocação de um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para decidir. No entanto, alguns integrantes do Supremo são contrários a essa regra.

CALHEIROS E SIMON BATEM BOCA NO SENADO


Os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Renan Calheiros (AL), líder do partido na Casa, protagonizaram nesta segunda-feira (3) mais um bate-boca, que reflete o clima de tensão que domina o Congresso. “Eu só quero dizer que gosto de vossa excelência. Como não gostar de vossa excelência? Eu só lamento que o esporte de vossa excelência nos últimos 35 anos seja falar mal de Sarney. O que vossa excelência repete agora nessa missão de paz”, afirmou Calheiros, revoltado com as críticas do gaúcho e reforço no pedido de renúncia do presidente José Sarney (AP). O alagoano disse ainda que Simon votou contra o maranhense na chapa de Tancredo Neves para o governo de transição da ditadura. “Você está inventando. É mentira”, retrucou Simon, que comparou a atual situação com a renúncia de Calheiros, que deixou a presidência do Senado devido a acusações de irregularidades na sua gestão. “Por que o senhor renunciou?”, questionou o gaúcho que recebeu como resposta: “não podia levar o Senado a um impasse”. Em defesa de Simon, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) pediu para que ele não se intimidasse com as declarações de Collor e reafirmou a necessidade de saída de Sarney do cargo. Ele não teria condições de presidir a sessão diante deste debate. Eu acredito que ele não está aqui por outras razões, a saúde de dona Marly, mas ele não teria condições de ser árbitro.
O ex-presidente da República e senador, Fernando Collor de Mello (PTB-AL), rebateu na tarde desta segunda-feira (3) duramente à nova série de críticas ao parlamento proferida pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS). O parlamentar voltou a condenar a crise ética que a política enfrenta e destacou que ela vem de longa data, ao citar fatos anteriores como o impeachment do então “Caçador de Marajás”. O alagoano, visivelmente transtornado com o discurso do colega, solicitou um aparte para exigir respeito a ele e à Casa, e defendeu enfaticamente o chefe do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB-AP). “Ele conduziu com grandeza e maestria o processo de transição democrática e hoje está sendo vitimado. Eu sei como tudo isso é feito e forjado e sei a quem interessa que o Senado da República retire o presidente que foi eleito por todos nós e que cumprirá o seu mandato até o fim. Te peço encarecidamente que o senhor antes de citar o meu nome nesta tribuna, engula, digira e faça disto o que achar conveniente”, disparou. Collor ameaçou ainda revelar fatos que incomodariam Simon, caso fossem resgatados.

Onze agências disputam Ministério da Integração

Onze agências disputam Ministério da Integração
Concorrência pela verba de R$ 15 milhões foi iniciada na semana passada
A verba publicitária de R$ 15 milhões do Ministério da Integração Nacional está sendo disputada por 11 agências. Na semana passada foram habilitadas Adag, Agência Plá, Arcos, Competence, DeBrito, DQV, Fields, Múltipla, NovaS/B, Propeg e Register.
O briefing da disputa pede estratégia de comunicação para o projeto de transposição do rio São Francisco.

manchetes desta terça

- Globo: Indústria brasileira tem a maior queda em 34 anos

- Folha: Sarney afirma que está "firmíssimo" no cargo

- Estadão: Grupo de Sarney ameaça adversários com dossiês

- JB: Rio ganha R$ 296 milhões para saúde

- Correio: Governo cede e libera tamiflu

- Valor: Juro menor reativa procura de financiamento no BNDES

- Estado de Minas: Saúde quer evitar feiras e shows em locais fechados

- Jornal do Commercio: Estado tem primeira morte pela gripe

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Nunca deixei de estar confiante", diz Sarney no Senado


Em Brasília
Depois de presidir parte da sessão desta segunda-feira (3) em plenário, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou que está "confiante". Questionado sobre seu estado de espírito, o peemedebista disse que está "muito bom". "Nunca deixei de estar confiante".

pura politica baiha

janio falou

SEMANA QUENTE

Segunda-feira _ 03/08
1) Congresso Nacional _ A volta aos trabalhos para um semestre decisivo na política. Além da crise do Senado e seus reflexos sobre as alianças rumo a 2010, quem quiser concorrer às eleições tem que resolver a filiação partidária até 3 de outubro.
2) STF _ O Supremo Tribunal Federal retoma o julgamento da ação que pode acabar com o monopólio da ECT na exploração de serviços postais.
3) H1N1_ Especialistas da área de saúde têm encontro marcado em Brasília para discutir o combate à nova gripe.
Terça-feira _ 04/08
1) Senado _ Quase todos os partidos têm reunião de bancada para tratar da crise política na casa. Destaque para o encontro dos petistas que terá a participação de Ricardo Berzoini, que levará o pedido de Lula para que o partido apóie Sarney.
2) O Conselho de Ética rem reunião para eleger o vice-presidente e deve adiar a análise sobre as representações contra o presidente da Casa, José Sarney.
3) Na Câmara, tem a análise de duas medidas provisórias, a que trata da liberação de R$ 1 bilhão para os municípios e a do programa Minha Casa, Minha Vida.
Quarta-feira _ 05/08
1) Política econômica _ O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, estará na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para falar da política monetária.
2) INSS _ Data marcada para o leilão da folha de pagamento do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
3) PT _ previsto ato em Brasília para lançar a campanha de José Eduardo Dutra a presidente do partido. A depender, no entanto, do desdobramento da crise do Senado.
4) Fazenda _ O ministro Guido Mantega estará em Washington D.C, para reunião com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner.
5) Comissão de Finanças e Tributação da Câmara faz reunião para discutir a execução orçamentária com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.
Quinta-feira _ 06/08
1) Lula vai ao maranhão de Roseana Sarney visitar as obras da usina hidrelétrica de Estreito, junto com a governadora, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobáo e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
2) CPI da Petrobras deve fazer sua primeira reunião de trabalho.
Sexta-feira - 07/08
1) IBGE divulga IPCA de julho.
2) Parlamentares aguardam a liberação das emendas ao Orçamento, acima do R$ 1 bilhão previsto em maio.

indústria automobilística,

Fale de qualquer coisa com a turma da indústria automobilística, menos de crise - as montadoras não sabem o que isso significa. Em julho, foram vendidos 285 463 carros no Brasil. Foi o terceiro melhor resultado mensal da história da indústria automobilística brasileira.
A queda nas taxas de juros, a contínua expansão do crédito ao consumidor e a confiança na economia explicam mais um mês de vendas altas.
Comparando com junho (o melhor mês da história), teve uma queda de 1,4%. Em junho, no entanto, havia a expectativa do fim da redução do IPI, o que puxou obrigatoriamente as vendas para cima. Em comparação com julho do ano passado, quando a economia mundial corria de vento em popa, a queda foi de 0,9%.
Este ano continua sendo o melhor da história do setor: até agora, as montadoras já venderam 1,7 milhão de veículos, 2,3% mais do que no mesmo período de 2008.

Sarney resolve ir à luta

Numa reunião ocorrida ontem à noite entre José Sarney e os seus aliados mais próximos, o presidente do Senado comunicou que desistiu de sair do cargo e avisou que resolveu ir à luta.
- Agora, ele não sai nem a martelo, diz um participante da reunião.
O que significa ir à luta? Vai reagir a todos os ataques. A primeira bordoada será em Arthur Virgílio: Sarney já acertou com a presidente do PMDB, Íris Rezende Araújo, que o partido entrará ainda hoje com uma representação contra o tucano Arthur Virgílio por causa de um empréstimo que Agaciel Maia lhe concedeu e do pagamento de um curso na Espanha de um ex-funcionário do seu gabinete.
- Pisou no calo, vai ter troco , afirma um outro aliado.
Sarney, pelo visto, mandou para o espaço o que disse na tribuna do Senado, na véspera do recesso: ” Sêneca dizia que grandes injustiças só podem ser combatidas com três coisas: silêncio, paciência e tempo”. O filosofo romano serviu-lhe muito bem como citação, mas na batalha do Senado suas lições não duraram quinze dias de pé.

Bernardo: repasse do fundo dos municípios está em dia

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje, em reunião com prefeitos do Paraná, que o governo está "rigorosamente em dia" com o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), inclusive cumprindo a promessa de que nenhum município receberia menos que no ano passado.
Confrontado, porém, com números de algumas prefeituras, que apontam redução no repasse, ele prometeu que vai fazer nova análise. "Se precisar complementar vamos fazer, porque assumimos o compromisso e não vamos mais discutir isso", afirmou. Ele pediu ajuda dos prefeitos para pressionar os deputados a aprovarem a PEC 29, que disciplina os recursos de saúde, e prometeu analisar a PEC 50/05, que prevê 10% das contribuições para os municípios.

Líder do PMDB quer que 'dissidentes deixem o partido'

Henrique Alves diz não querer forçar ninguém a ficar no partido e afirma contribuir para a fidelidade partidária
O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), reiterou nesta segunda-feira, 3, o conteúdo da nota da Direção Nacional do PMDB que recomenda a saída dos dissidentes do partido. "Não queremos forçar ninguém a estar no PMDB. Não queremos que estejam, mas que sejam do partido", afirmou Alves, sem citar nomes de dissidentes, como é o caso dos senadores Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE).
Segundo o líder, as divergências no PMDB e também em outros partidos formaram um grupo de parlamentares que tenta aprovar no Congresso uma "janela" que permita aos detentores de mandatos trocarem de partido sem serem punidos por infidelidade partidária. "Nosso objetivo é fortalecer os partidos e este é um começo", afirmou Henrique Alves.
O líder disse que o PMDB sempre deu espaço para diferentes correntes, mas que é preciso diferenciar "a crítica construtiva da crítica desrespeitosa que prejudica a imagem do partido". Segundo Henrique Alves, a nota divulgada no domingo no site do PMDB será também encaminhada a todas as assembleias e câmaras municipais para serem lidas pelos líderes do PMDB. "A nota é uma defesa do PMDB a uma série de inverdades", afirmou o líder. Ele participou do I Fórum Brasileiro de Zonas de Processamento de Exportações.

Cid Gomes defende Ciro como candidato à presidência em 2010

Cid Gomes defende Ciro como candidato à presidência em 2010
Governador do Ceará também se pronunciu a favor de Sarney e contra dissidentes do Pmdb
RIO - O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), defendeu nesta segunda-feira, 3, que seu irmão, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), seja candidato à Presidência da República e não ao governo do Estado de São Paulo, como tem sido defendido por setores do PT e pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Acho temerário ir para a eleição com apenas um candidato da base do governo, sob risco de perder já no primeiro turno. Com apenas um candidato da base, o governador José Serra poderia ganhar no primeiro turno. A presença de Ciro pode assegurar um segundo turno, com a ministra Dilma Rousseff ou com ele, Ciro como segundo colocado", afirmou o governador.
Cid Gomes destacou que a grande popularidade do presidente Lula não significa necessariamente transferência de votos para Dilma. "É nesse campo que o Ciro pode entrar", afirmou.
Sarney
O governador também defendeu o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), alvo de uma série de denúncias de uso do poder político para beneficiar parentes e amigos, e acusou o partido de oposição PSDB de tentar derrubá-lo do poder.
"Estive com Sarney no máximo quatro vezes na vida, mas não entendo o que justifica fazê-lo passar por esse bombardeio. Ele é o mesmo de seis meses atrás quando foi eleito presidente do Senado. Considero o Senado um absurdo, um custo absurdo, mas é dele a culpa? Me preocupa muito o interesse golpista do PSDB, que quer a Presidência do Senado", disse.
Cid Gomes também comentou a nota da Direção Nacional do PMDB que recomendou a saída dos dissidentes do partido. Dois dos principais críticos de Sarney são os senadores peemedebistas Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS).
"Acho que os partidos precisam ser fortalecidos no País. Se a cara que PMDB quer ter exclui do partido o senador Pedro Simon, o problema é do PMDB. Se o PMDB se dá ao luxo de querer botá-lo para fora, o partido está se apequenando". Gomes esteve no Rio para participar do I Fórum Brasileiro de Zonas de Processamento de Exportações (ZPE).

manchetes desta segunda

- Globo: Ministro admite que é falha a fiscalização na área da cultura

- Folha: PMDB tenta enquadrar os críticos de Sarney

- Estadão: Senadores planejam boicote a Sarney para forçar renúncia

- JB: Santos Dumint: medo e insônia

- Correio: Gripe suína: Justiça tenta garantir distribuição de antiviral

- Valor: Fazenda pedirá veto se a emenda do IPI passar

domingo, 2 de agosto de 2009

manchetes deste domingo

- Globo: Compra de nota fiscal esconde sonegação na área da cultura

- Folha: Amorim já vê discórdia em relação com Obama

- Estadão: Censura amplia pressão pela renúncia de Sarney

- JB: Gripe suína expõe falhas na rede particular de saúde

- Veja: Enfim, um herói

- Época: Gripe suína - como vencer a epidemia

- IstoÉ: Viver 100 anos

- IstoÉ Dinheiro: O ano que já começou

- CartaCapital: Escândalo imobiliário

sábado, 1 de agosto de 2009

Prefeitos pedem a Lula mais dinheiro para garantir repasse do FPM

A CNM (Confederação Nacional de Municípios) pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais recursos para garantir os repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
O ofício foi encaminhado ontem e ressalta a necessidade de Lula solicitar ao Congresso Nacional uma suplementação de verba para cumprir a MP (medida provisória) 462/2009, que criou o apoio financeiro aos municípios.
A MP destina até R$ 1 bilhão aos municípios para compensar perdas nos repasses do fundo com a crise econômica.
Segundo a CNM, a suplementação de R$ 1 bilhão liberada pela MP já foi quase toda repassada aos municípios, restando ainda cerca de R$ 37 milhões.
"Esse valor é insuficiente para cobrir a diferença de recursos do Fundo de Participação dos Municípios na ordem de R$ 381 milhões, constatada no período de julho de 2008 a julho de 2009", diz a CNM em nota.
No documento, a entidade lembra que ao editar a MP o governo se comprometeu a compensar a queda na arrecadação para impedir que os municípios recebessem neste ano valor menor do que foi repassado em 2008.

O fim dos direitos individuais

JOSÉ SARNEY

O fim dos direitos individuais

A TEORIZAÇÃO da arte da política começa com Aristóteles. Ele foi o primeiro a querer saber tudo sobre o seu tempo e como os homens faziam para gerir essa máquina do tempo. Baixinho e careca, não lhe faltava senso de humor. Contam que lhe indagaram por que gostava de belas mulheres, e ele respondeu que só um cego lhe indagaria isso.
Mas larguemos as mulheres e voltemos à política, a arte de harmonizar conflitos, já que é mais esta do que ciência. Hitler tinha horror à política. Na tentativa de evitar a Guerra Mundial, um seu general disse que era chegada a hora da política e ele respondeu: "abomino a política". O ser autoritário é sempre amargurado com a política: o move a força como solução e, para alcançá-la, veste-se do ressentimento, da inveja, do puritanismo, como uma máscara para esconder a hipocrisia.
O conde Afonso Celso, que escreveu um livro delicioso sobre os anos que passou no Congresso, conta que dois grupos eram constantes em cada legislatura, embora mudassem os seus integrantes: os que viviam à custa da honra da Casa e os que faziam política à custa da honra dos colegas. Em geral, eram sepulcros caiados.
Foi Lênin quem aplicou como método as leis da guerra à política. Ele não a via como um instrumento democrático para a conquista do poder, mas como uma disputa cuja finalidade não era o jogo das ideias, e sim, como na guerra, uma luta entre inimigos não para vencer o adversário, mas exterminá-lo -e nisso toda crueldade devia ser usada. Daí o pensamento dele tão divulgado de que os fins justificam os meios. Quem lê os seus textos sobre o uso do terror fica arrepiado, porque seus exemplos são buscados nos piores momentos do terror da Revolução Francesa, em 1793/94.
Hoje, com a sociedade de comunicação, os princípios da guerra aplicados à política são mais devastadores do que a guilhotina da praça da Concorde. O adversário deve ser morto pela tortura moral disseminada numa máquina de repetição e propagação, qualquer que seja o método do vale-tudo, desde o insulto, a calúnia, até a invenção falsificada de provas.
Como julgar uma democracia em que não se tem lei de responsabilidade da mídia nem direito de resposta, diante desse tsunami avassalador da internet e enquanto a Justiça anda a passos de cágado? Como ficam os direitos individuais, a proteção à privacidade, o respeito pela pessoa humana?
Há alguns anos discutimos esses temas numa Conferência das Nações Unidas em Bilbao. Conclusão: saímos todos certos de que acabou a privacidade e os direitos individuais estão condenados a serem dinossauros de letras nas Constituições."

vem tempo ruim por aí


O governo Wagner deve tomar precauções políticas porque, ao que tudo parece indicar, vem tempo ruim por aí quando a Assembléia Legislativa retornar do recesso. Especialmente se o PMDB deixar a gestão, como disse que o fará o deputado Arthur Maia, de forma direta, atualizando a informação do presidente da legenda, Lúcio Vieira Lima, que disse à TUDO FM- 102,5 - que os cargos ocupados pelo PMDB já foram postos à disposição há mais de tres meses, quando Geddel Vieira Lima e o partido teriam declarado, vis a vis, ao governador, que ele, Geddel, será candidato ao governo da Bahia. Este é o cenário de retaguarda. O que virá por aí se assemelha a um cerco oposicionista de modo a fragilizar o governo. Assim posto, seria conveniente que o governador reunisse o seu Conselho Político para estabelecer estratégias e montar as suas paliçadas para resistir os ataques, que virão, pelo que se informa, em ondas. O primeiro na mira, que será posto na berlinda, será o secretário da Fazenda, Carlos Martins, que, segundo a oposição, desarrumou a Secretaria da Fazenda, gerou discórdias internas, cevou grupos que se degladiam, como agentes e auditores fiscais, contribuindo, assim, para a queda da arrecadação do Estado. Arthur Maia, do PMDB, sustenta que não foi somente a crise econômica que deixou o governo com a cuia na mão, devendo aos prestadores de serviço e agora "pretende usar recusos do BID de forma irregular, para pagar obras realizadas e não investimentos futuros em infraestrutura, especialmente estradas, razão do empréstrimo realizado." Martins deve, assim, se preparar para o bombardeio. Tudo isso, convém acentuar, faz parte dos primeiros lances efetivos do processo sucessório que, por ora, é abordado em declarações à midia. O governador Wagner é um exímio articulador e, certamente, já vislumbrou o tsunami que vem à frente, para desgastá-lo politicamente. Daí a necessidade de montar suas estratégica e paliçadas para resistir e, não somente, se é verdade que a melhor defesa é o ataque, também sair do quartel e partir para o confronto. Enfim, este segundo semestre promete. E é apenas o início de um processo eleitoral que projeta um cenário tórrido, na medida em que terá três candidatos ao governo, o próprio Wagner, o ex-governador Paulo Souto, e o ministro Geddel Vieira Lima. Todos são afiados, todos dispõe do seus exércitos. Teremos um campo de batalha.

O governo da Bahia se desculpou


O governo da Bahia se desculpou com o criador da turma da Mônica, Maurício de Souza, pela tirinha na qual o personagem Chico Bento aparece falando um palavrão numa revista lançada pela Secretaria de Educação (ver nota). O próprio Maurício de Souza confirmou em seu Twitter o pedido de desculpa. “Explicaram-me (o governo da Bahia) como aconteceu a falha e pediram desculpas, enfatizando que respeitam meu trabalho, meus direitos e que jamais o governo da Bahia desrespeitaria nossa história cultural, mas entenderia alguma medida que eu tomasse Julguei a atitude respeitosa e entendi que foi uma falha humana. E como a revista nao chegou às crianças, dei o caso por encerrado”.

2 bilhões de reais

O total de gás natural produzido e não utilizado pela Petrobras em junho foi de 9,2 milhões de metros cúbicos por dia. Parece muito, e é. Para que o leitor possa mensurar, seguem três informações relevantes. Primeiro, é quase o dobro de um ano atrás. Em segundo lugar, em dinheiro essa diferença significa um desperdício de cerca de 5 milhões de reais por dia - ou 2 bilhões de reais por ano. Finalmente, na Noruega, esse desperdício de gás é zero. E a Petrobras ainda paga royalties pelo gás que queima. Prejuízo para o acionista e para a União.

Missão difícil - Agnelli: tem de enfrentar a crise e agradar a Lula

Na quinta-feira, Lula pediu a Guido Mantega e ao presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que encontrem uma maneira jurídica de mudar o acordo de acionistas da Vale. Quer que o governo, através do BNDESPar e da Previ, que integram o bloco de controle da empresa, assumam de fato as rédeas da Vale, comandada por Roger Agnelli, ex-Bradesco, também um dos controladores. Nos últimos meses, Lula já vinha demonstrando publicamente sua insatisfação com a companhia. Mais de uma vez, puxou as orelhas de Roger Agnelli, reclamando de demissões na empresa e do que considerou um freio exagerado nos planos de investimentos. Se, de fato, a determinação de Lula andar, está destinada a ser uma fonte de polêmica incessante. Afinal, a companhia foi privatizada em 1997.

Em crises, Lula transfere problema para o PT

A estratégia adotada agora pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se distanciar da crise política no Senado contém uma resposta padrão, sob medida para escapar de situações difíceis: jogar a "batata quente" no colo do PT. Na prática, é Lula que orienta as ações do PT no Congresso, mas, quando o caldo entorna, ele manda repórteres telefonarem para o presidente do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), sob o argumento de que não interfere na seara petista. "Certamente, ele (Berzoini) gostará de dar a vocês informações sobre como o partido está vendo as divergências do PT", afirmou Lula, ontem, sem esconder a contrariedade com perguntas de jornalistas sobre a crise envolvendo o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e a posição do PT no caso.
Berzoini sempre negou que Lula mandasse no PT. "É natural que as opiniões do presidente sejam consideradas, mas ele nunca teve a intenção de enquadrar o partido", amenizou. Não é bem assim: das alianças eleitorais às polêmicas resoluções do PT, tudo passa pelo crivo do presidente.

Lula diz que só imbecis e ignorantes criticam o Bolsa Família

Alguns dizem assim: o Bolsa Família é uma esmola, é assistencialismo, é demagogia e vai por aí afora. Tem gente tão imbecil, tão ignorante, que ainda fala 'o Bolsa Família é para deixar as pessoas preguiçosas porque quem recebe não quer mais trabalhar'", disse Lula na cerimônia de formatura de turmas do Plano Setorial de Qualificação e Inserção Profissional para o Bolsa Família, em Belo Horizonte.
Antes da cerimônia, em entrevista à rádio Itatiaia, em Belo Horizonte, o presidente defendeu o Bolsa Família e também condenou os que criticam o benefício. Segundo Lula, a "porta de saída" do Bolsa Família é o crescimento econômico do país e a geração de emprego.
"Somente uma pessoa ignorante ou uma pessoa de má-fé ou uma pessoa que não conhece o povo brasileiro será capaz de dizer que uma pessoa que recebe o Bolsa Família vai ficar vagabundo e não quer mais trabalhar. É não conhecer a sociedade brasileira", afirmou.
O presidente disse ainda que o governo já registrou "gestos extraordinários" de pessoas que devolveram o cartão magnético do Bolsa Família depois de conseguirem emprego.

Bolsa Família dá mais votos do que desempenho da economia

O impacto do Bolsa Família na eleição presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2006 foi superior ao gerado pelo desempenho da economia, segundo estudo do economista Maurício Canêdo Pinheiro, da Fundação Getulio Vargas.
A pesquisa diz que o programa foi responsável por um aumento de cerca de três pontos percentuais na votação de Lula no segundo turno de 2006. O crescimento econômico foi responsável por um aumento de 0,34 ponto.
O autor fez análises estatísticas comparando os resultados eleitorais nos municípios antes e depois do Bolsa Família e comparando o crescimento econômico dos quatro primeiros anos do governo Lula com os quatro últimos anos do tucano Fernando Henrique Cardoso.
Outro ponto ressaltado pelo autor foi que, em 2002, Lula foi particularmente bem-sucedido em regiões mais urbanizadas e desenvolvidas do país. Já em 2006, ocorreu uma migração da base eleitoral para regiões menos desenvolvidas -as mais beneficiadas pelo programa.
Com o efeito do Bolsa Família, a votação de Lula elevou-se em todas as cidades, mas principalmente naqueles em que seu desempenho foi relativamente pior em 2002. Segundo o economista, o efeito eleitoral do Bolsa Família nas regiões Norte e Nordeste foi superior ao dos demais Estados.

manchetes deste sábado (01/8)

- Globo: Lula chama críticos do Bolsa família de imbecis

- Folha: Gripe suína é mais perigosa para grávidas e hipertensos

- Estadão: 'Estado' é censurado no caso Sarney

- JB: PIB cai nos EUA, mas mercado fica eufórico

- Correio: Brasília esbanja no mercado de luxo