
Os cerca de 380 mil candidatos a prefeito e a vereador em 2008 tiveram, em média, 2,6 doadores cada um, informa reportagem de Fernando Rodrigues na edição desta quarta-feira da Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do UOL ou do jornal). Mesmo quando se observa as três capitais mais relevantes, é diminuto o número de pessoas dispostas a dar dinheiro para políticos em campanha.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), teve 109 doadores no ano passado. No Rio, Eduardo Paes (PMDB) recebeu dinheiro de 61 fontes. E em Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB) só conseguiu obter recursos de 27 financiadores.
Em 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 1.319 doadores (que fizeram 1.364 contribuições). No mesmo ano, José Serra (PSDB) foi eleito governador de São Paulo com a ajuda de somente 55 financiadores.
Nos EUA, as campanhas atraem muito mais doadores. Há o exemplo do democrata Barack Obama, que em 2008 teve perto de 3,5 milhões de financiadores --dos quais ao menos 2,5 milhões contribuíram com menos de US$ 200.
Segundo a reportagem, para tentar ampliar o número de doadores, o TSE está produzindo resolução que regulamenta o uso da internet para que os candidatos recebam pequenas contribuições identificadas.
A lei atual que regula as doações, a 9.504, de 1997, foi aprovada antes da popularização da internet, mas tem uma redação que permite o seu uso. No artigo 23, parágrafo 4º, inciso 1º, estabelece que as doações podem ser realizadas por meio de "cheques cruzados e nominais ou transferência eletrônica de depósitos". Ou seja, o uso de cartões preenche esse requisito, pois eles são uma forma de transferência eletrônica.

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