
O senador Tião Viana (PT-AC) defendeu a reforma política apresentada na Câmara e elogiou a iniciativa do presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Demóstenes Torres (DEM-GO), de criar uma comissão para tratar do assunto. Disse ter se sentido honrado com o convite para integrar essa comissão, citando outros senadores que também foram convidados, como Pedro Simon (PMDB-RS), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).
O senador manifestou sua posição contrária ao voto em lista, mas afirmou que a posição deve ser respeitada, uma vez que "faz parte da rotina e da vida democrática de muitos países". Neste tipo de eleição, os votos são dados ao partido, que elabora uma lista prévia com a ordem dos que serão eleitos, proporcionalmente à sua votação.
Tião Viana disse ser favorável ao sistema misto, no qual parte é eleita em lista e parte diretamente pelo número de votos. Para o parlamentar, o voto em lista confere às máquinas partidárias uma força muito grande, o que pode ser prejudicial ao país, no atual momento.
O senador também manifestou-se favoravelmente ao financiamento público de campanha e das coligações para as eleições proporcionais. O senador fez ainda críticas à proibição da campanha de "boca de urna", permitida em outros países, como os Estados Unidos. Para ele, essa proibição é resquício de uma legislação obsoleta. O pronunciamento teve apartes dos senadores Jefferson Praia (PDT-AM) e Paulo Paim (PT-RS).
Da Redação / Agência Senado

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