
A transmissão da Globo do primeiro jogo do Brasil na Copa das Confederações teve um novo ingrediente. Galvão Bueno encerrou as transmissões e, em vez do tradicional "plim-plim", acompanhamos a entrada da vinheta da Fifa. Foi assim também nas outras emissoras que transmitiram o jogo.
Até então, essa obrigação de encerrar a transmissão do evento com o filme da Fifa era restrita às TVs fechadas. Mas agora a Globo e a Band também tiveram de aderir ao esquema introduzido desde o final da Copa do Mundo de 2006 pela entidade máxima do futebol.
A Fifa decidiu impor às televisões que transmitem suas competições o uso de sua vinheta oficial da transmissão do evento. Se fosse algo apenas institucional, menos mal.
Mas o importante é que ela tem embutida a exposição da logomarca de patrocinadores da Fifa. No final de Brasil 4x3 Egito, entraram as marcas de Adidas e Coca-Cola.
As duas empresas não pagaram nada às TVs para terem essa exposição. Mas conseguiram sua aparição graças à imposição da Fifa na negociação de venda dos direitos de transmissão de suas competições.
Ou segue a regra que ela impõe, ou dança.
Na queda de braço, até a Globo submeteu-se à norma da Fifa. É o poder que o esporte consegue ter para garantir mais exposição aos seus patrocinadores e, com isso, faturar mais dinheiro.
Não deixa de ser um bom exemplo para outras modalidades conseguirem melhorar as péssimas condições de negociação com a mídia...

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