terça-feira, 9 de junho de 2009

PMDB cobiça agora presidência da BR Distribuidora

Sob a liderança de Renan Calheiros (AL), o PMDB do Senado inaugurou uma articulação silenciosa para tentar obter um novo cargo na Petrobras.
A turma de Renan ambiciona agora a presidência da BR Distribuidora. Um posto ocupado, por ora, pelo petista José Eduardo Dutra.
Prestes a ingressar na disputa pela presidência do PT, Dutra terá de deixar a subsidiária da Petrobras até o final de julho. Daí o olho grande do PMDB.
Fiel da balança na CPI da Petrobras, a ser instalada nesta quarta (10), o grupo de Renan havia insinuado interesse por outro cargo.
Desejava a diretoria de Exploração e Produção da Petrobras, responsável pelas jazidas do pré-sal. Dilma Rousseff pôs o pé na porta.
A chefe da Casa Civil, disse que a substituição de Guilherme Estrela, o petista do pré-sal, estava fora de questão.
No último final de semana, o ex-Campo Majoritário, grupo de José Dirceu e Antonio Palocci, decidiu empinar o nome de Dutra como opção para presidir o PT.
A eleição do sucessor de Ricardo Berzoini, atual presidente da legenda, será em 22 de novembro. Mas o registro das chapas terá de ocorrer em julho.
A simples menção da hipótese de Dutra ter de deixar a BR Distribuidora reassanhou o PMDB. O partido acha que está subrepresentado no organograma da Petrobras.
A tribo dos peemedebês controla duas cadeiras de realce. O ex-senador Sérgio Machado (CE), foi plantado por Renan na presidência da Transpetro.
Jorge Zelada, foi à diretoria Internacional da estatal petroleira como representante do PMDB da Câmara. E ficou nisso.
O PT gere o filé mignon. Além de Estrella e Dutra, acomodou Sérgio Gabrielli na presidência e Maria das Graças Foster na diretoria de Energia.
Mais recentemente, o petismo acomodou Miguel Rosseto, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, na cadeira de presidente da Petrobras Biocombustíveis.
“É óbvio que esse quadro não faz justiça ao peso do PMDB no Congresso”, disse ao blog, na noite desta segunda (8), um soldado da bancada de Renan.
A movimentação subterrânea ocorre nas pegadas da decisão de Lula de chamar Renan para uma conversa sobre os rumos da CPI da Petrobras.
Oficialmente, o PMDB nega interesse pelo cargo de Dutra. Também negava que cobiçasse a diretoria de Estrella. Assim joga o time de Renan.
Não reivindica, insinua. Não pede, ameaça. Não pisa o centro palco, se esgueira pela coxia.
Na CPI, o PMDB dispõe de três cadeiras. Um delas, é ocupada por Romero Jucá (RR). Líder de Lula, é mais fiel ao governo do que a Renan.
Restam dois votos. Que somados ao de Fernando Collor (PTB-AL), hoje de bem com Renan, convertem-se em três.
Numa comissão de onze membros, uma eventual sublevação desse grupo levaria a oposição –dois votos do PSDB e um do DEM— a fazer maioria de seis contra cinco.

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